Cultura Digital, Tendências, Textos

2012+, parte 1

A aceleração dos processos gera uma reação em cadeia em que tudo parece correr rápido demais. Algumas coisas, no entanto, progridem continuamente de forma previsível, pouco importa a velocidade em que sejam vistas.

 

Em 1982, Godfrey Reggio apavorou crítica e público com seu filme Koyaanisqatsi, em que contrapunha a intervenção frenética do homem aos harmoniosos processos da natureza. Apesar de ser uma baita pancada e estimular a reflexão, o filme acabou sendo relegado a workshops pseudo-místicas de auto-ajuda, a cenografia em telão de balada e à estante de filmes “cult”, chatérrimos quando fora de contexto. Até que um doidão resolveu acelerá-lo e colocá-lo no Vimeo. O resultado você vê acima.

Da mesma forma que boa parte da mensagem ainda se preserva mesmo acelerada a 1552%, as tendências que listo na série de posts que publico a partir de agora tratam de grandes correntes de comportamento que se manifestam o tempo todo, mesmo que a realidade cotidiana pareça estar a uma velocidade inalcançável. Vamos a elas:

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Cultura Digital, Tendências, Textos

MegaGoogle,
ou por que continuo
a acreditar na nuvem.

Ainda não peguei o ritmo, por isso esses posts deverão ser um pouco esporádicos. Já que o primeiro mês de 2012 já passou e daqui a mais um mês o ano realmente começa, vamos ao que interessa. Se você acessa algo parecido com a Internet deve ter sabido de uma notícia mais importante do que a morte do velho amigo da garotada: a mudança nas regras do jogo realizadas unilateralmente por aquele que é dono da bola, do campinho e dos juízes, resumida no simpático videozinho abaixo:

Gostou do vídeo? Bonitinho, né? Agora vamos lá: você REALMENTE acredita que a intenção é esta? Ah, tá bom. O mais bacana é que não tem opt-out. Não gostou? Quer protestar? O Google não te impede, mas não te hospeda. Vista as calças e abandone a festa.

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Cultura Digital, Tendências

Mimi nina nyuma

Radfahrer

 

Ya estoy de vuelta. E com umas suíças pra Tio Patinhas e Isaac Asimov não botarem defeito. Wolverine? Não, o rapaz tem suíças pretas e aquele mau humor típico de Angry Young Men.

(Ahem) isso não tem nada a ver com o que eu ia falar. O blog volta à ativa, pra começar com um pedido de desculpas. Levou tempo para me adaptar às novas demandas de colunas semanais para o Caderno Tec da Folha de S. Paulo, projetos especiais de disciplinas da ECA, cursos e palestras externos e mais uma porrada de coisas, incluindo consultorias e roubadas diversas. Mas aprendi um monte, e pretendo compartilhar o que der com vocês. Leia mais…

Luli

Nem tudo está perdido.

O homem se foi. Antes do que deveria. Deixou coisas bem legais, mas coisas. Ele era um inventor de coisas fechadas, que não podiam ser desdobradas em outras ideias. A Internet, CreativeCommons, Wikipédia, Arduino, Unix e o Software Livre são as novas grandes coisas. Perdemos um Leonardo, um Thomas Edison, Um Benjamin Franklin. Mas as ideias continuam livres.

E por falar nelas, estou acabando de terminar a pesquisa de quase um milhão de caracteres. No final deste mês, retomo as obras do blog. Talvez até poste algo debaixo de poeira e andaimes deste blog que teve sua reforma paralisada.

Tenham um belo dia. Continuo fechado a comentários porque  a pesquisa ainda não terminou.

 

Grande abraço a todos.

Luli

ATENÇÃO: BLOG CONGELADO.

Caros,

esse era um desfecho anunciado, considerando a periodicidade dos últimos tempos. Mas o blog não morreu não. Estou entrando em uma imersão profissional até o fim de Julho. Se tudo der certo, volto em Agosto com um novo formato e bastante conteúdo novo.

Mil perdões pelo corte seco. Prometo que valerá a pena.

[]‘s, L.

Cultura Digital

10 assuntos que devem virar notícia em 2011 (II)

  1. DISPOSITIVOS MÓVEIS E O FIM DO ESPAÇO PRIVADO - todo mundo fala em smartphones, em todas as mídias. Todo mundo já sabe que o Brasil tem mais celulares que habitantes. Aplicativos como o Instagram, exclusivos para iPhone, não causam mais surpresa quando levam três meses para atingir um milhão de usuários. Nem quando, no melhor estilo exponencial, dobram de tamanho em seis semanas. Sem baleiar. Isso não é mais tendência, é realidade. Onde está a novidade?

Uns podem dizer que os celulares são os novos PCs, mas isso também já era previsível. Alguns movimentos da indústria chegam até a parecer um revival do século passado. Conglomerados que pareciam invencíveis começam a ruir e fazem as alianças mais espúrias, deixando o mercado pra lá de confuso e dando esperanças para os caras errados. Outras empresas que (ainda) são vistos como sinônimos da categoria começam a se fazer de vítima e botar a culpa na concorrência. Daí desmentem tudo e dizem que não passou de um grande mal-entendido, no melhor estilo ”não é nada do que você está pensando, meu bem”. Com isso se deixa uma enorme confusão e insegurança no mercado, como se não soubessem que essa atitude defensiva não leva a lugar algum. Pelo menos a nenhum lugar bacana.

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