
Tão longe, tão perto.
Interrompemos a nossa programação para falar um pouquinho da Campus Party, aquela que deveria ser a megafesta nerd, cada vez mais popular. É a terceira vez que vou no evento – que, se não me engano, está em sua terceira edição. Em 2008, ainda no pavilhão da Bienal, a coisa era ainda meio underground, até obscura. Chegava a ser divertido pensar que ela acontecia no mesmo espaço que, uma ou duas semanas antes, tinha acontecido o São Paulo Fashion Week – a princípio, os dois eventos não poderiam ser mais distintos. No ano passado sobraram pautas engraçadinhas que acharam suuuuper criativo levar um nerd ao SPFW e uma modelo à Campus.
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Nunca se falou tanto em tendências quanto hoje em dia. E nunca foram tantas. Já era de se esperar. Uma das explicações que é dada para o surgimento do pós-modernismo e a desaparição dos absolutos é que o aumento da comunicação entre países e a conseqüente expressão de seus povos fez com que múltiplas culturas – cada qual com sua própria estrutura de conceitos, verdades e valores – entrassem em contato, dando origem a um relativismo sem fim. A BBC tem um debate muito bacana sobre as diversas questões que essa corrente levanta, que não serão discutidas aqui.
Aqueles que se deram por gente depois da queda do muro de Berlim podem achar estranho e limitado o mundo dicotômico que se vivia até um bom pedaço da década de oitenta, época em que você era, obrigatoriamente uma coisa ou outra. Pouco importava que as descobertas do tio Feynman e do tio Heisenberg – e mesmo o gato do tio Schrödinger – já tivessem provado fazia mais de meio século que as coisas não eram tão preto ou branco. Leia mais…
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Imagine-se muito, mas muito rico. Com um volume de dinheiro além de qualquer capacidade de compreensão. Tanto, mas tanto dinheiro que você seria capaz de comprar o que quisesse, quando quisesse.

Não, não, não. Acho que não estou conseguindo me fazer entender. É de muito mais dinheiro que eu estou falando. Um patrimônio maior do que o PIB de alguns países. E um razoável – mas não total – tempo livre. Sem nenhuma restrição ou condição. O que você faria? Se um deles fosse você no futuro, o que perguntaria? O que demandaria?
Com essa idéia em mente quero propor novas formas de pensar para 2010.
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Em um mundo cuja maior parte das certezas vem das religiões fundamentalistas, dos regimes autoritários e dos livros e palestras de auto-ajuda, me esforço em estimular a insubmissão e a discordância, em busca de um maior questionamento e conseqüente compreensão desse panorama que tanto muda.
É a minha contribuição. Colabore comigo discordando de mim sempre que possível. Se os argumentos forem construtivos, tenho certeza que vou adorar.
Feliz ano novo.
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2009 foi o ano do “ao vivo”. Depois de séculos de ditadura dos discursos, a sociedade do espetáculo chega ao extremo de mandar Foucault e sua sociedade do controle pro brejo ao proclamar que todos tinham o direito a muito mais do que os ridículos 15 minutos de fama: chegou a hora de qualquer um se tornar veículo. A compulsão emissora foi tamanha que parecia que as coisas só aconteciam se fossem tuitadas. Incluindo as mais tristes.
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Com a correria de final de ano acabei me esquecendo de postar aqui alguns artigos escritos para a Revista Webdesign que, com mais de seis meses de idade cada, já venceram a quarentena. Inundo vocês, então, com três textos – que, na falta de um especial adequado analisando a mudança do cenário neste ano (incluindo o novo hábito de transmitir tudo “ao vivo”) pelo menos compensam a morosidade deste blog com muita coisa para ler – e, com sorte, talvez até uma ou outra coisa para se pensar.
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