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	<title>LULI RADFAHRER</title>
	
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	<description>Considerações sobre design de interfaces e criatividade digital.</description>
	<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 21:51:51 +0000</pubDate>
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		<title>Sobre Natal, Wikipedia, Banners e voto em ateus.</title>
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		<comments>http://www.luli.com.br/2008/12/23/banners-na-wikipedia-e-voto-em-ateus/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 21:51:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="bm_conteudo" style="text-align: center;"><a href="http://wikimediafoundation.org/wiki/Coleta_de_fundos" target="_blank"><img class="size-full wp-image-1626 alignnone" title="wikibanner" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/wikibanner.png" alt="wikibanner" width="454" height="59" /></a></p>
<p class="bm_conteudo" style="text-align: left;">Este é um post de Natal sem Papai Noel, renas ou a cor vermelha. Bem, talvez só com a cor vermelha. No extrato. Sua função é estimular em você a vontade de compartilhar. Ou não. De qualquer forma a <a href="http://wikimediafoundation.org/wiki/Coleta_de_fundos" target="_blank">mensagem&#8230;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="bm_conteudo" style="text-align: center;"><a href="http://wikimediafoundation.org/wiki/Coleta_de_fundos" target="_blank"><img class="size-full wp-image-1626 alignnone" title="wikibanner" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/wikibanner.png" alt="wikibanner" width="454" height="59" /></a></p>
<p class="bm_conteudo" style="text-align: left;">Este é um post de Natal sem Papai Noel, renas ou a cor vermelha. Bem, talvez só com a cor vermelha. No extrato. Sua função é estimular em você a vontade de compartilhar. Ou não. De qualquer forma a <a href="http://wikimediafoundation.org/wiki/Coleta_de_fundos" target="_blank">mensagem do Wales</a> é séria e bastante adequada ao que deveria ser o espírito da época. De todos os textos que me tocaram o coração, foi o único que também me tocou o bolso.</p>
<p class="bm_conteudo" style="text-align: left;">Por mais que seja assustador pensar que podemos enfrentar um mundo sem Wikipedia, não é preciso ser economista para perceber que sua conta simplesmente não fecha. E que o vão tende a crescer exponencialmente com o aumento de sua popularidade. Eis o verdadeiro exemplo de um serviço vítima de seu próprio sucesso. O Twitter e o Flickr correm mesmo riscos parecidos, mas têm soluções mais fáceis.</p>
<p class="bm_conteudo" style="text-align: left;"><span id="more-1623"></span>Um fato tão corriqueiro quanto freqüentemente ignorado é que usuário é despesa. Ele significa banda, espaço em disco, infra-estrutura, enfim. Se o tráfego for pequeno, esses custos serão quase irrelevantes. À medida que a popularidade aumenta, eles podem se tornar proibitivos. É um paradoxo: o usuário, considerado um dos maiores patrimônios de um serviço digital, é na realidade um passivo para os recursos da empresa. E quanto mais ativo for, pior. Nenhuma startup que pretenda sair deste estágio pode se esquecer disso.</p>
<p class="bm_conteudo" style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1633" title="chrome" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/chrome.jpg" alt="chrome" /></p>
<p class="bm_conteudo" style="text-align: center;">Se você se importa com o aquecimento global, jogue os e-mails inúteis no lixo. Isso poupa equipamento e rede. A &#8220;nuvem&#8221; é feita de plástico e metal.<br />
E consome barbaridades.
</p>
<p style="text-align: left;">Tão conhecida quanto o desequilíbrio das contas da Wikipedia é a falta de opções sensatas e viáveis para mantê-la em operação. Fala-se em vendê-la para um Google ou Microsoft, fala-se em cobrar e remunerar a pesquisa, fala-se em patrocínios, &#8220;apoios culturais&#8221;, subvenções governamentais e até (cruzcredo) em Banners.</p>
<p style="text-align: left;">Todas as propostas são refutadas antes mesmo de serem enunciadas por um motivo muito simples: integridade. O sucesso da &#8220;enciclopédia gratuita que todos podem editar&#8221; deve-se, principalmente, à sua independência, abrangência e isenção, a ponto de servir como fonte de consulta neutra e introdutória para praticamente qualquer assunto. Em um mundo dominado pelas ideologias propagadas pelos canais de comunicação, a Wikipedia funciona como um ponto de referência para que assuntos complexos como a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Economic_crisis" target="_blank">crise mundial</a>, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sport_Club_Corinthians_Paulista" target="_blank">Corinthians</a> e os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mujahedeen" target="_blank">Mujahideens</a> sejam apresentados da forma mais factual possível, e assim permitam ao usuário que tire suas próprias conclusões e forme sua opinião. Se a partir dali ele resolver aprofundar seus conhecimentos através da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fox_news" target="_blank">Fox News</a> ou da <a href="http://www.aljazeera.net/portal" target="_blank">Al Jazeera</a>, a escolha é dele.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1634" title="picture-1" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/picture-1.png" alt="picture-1" width="449" height="283" /></p>
<p style="text-align: center;">Fica difícil ter uma visão imparcial a partir de uma página assim, não?</p>
<p style="text-align: left;">Todos esses argumentos (pra lá de conhecidos, eu sei) são, como o número crescente de usuários, razões tanto para o sucesso como para o fracasso da Wikipedia. Graças a eles sabemos que não se pode cobrar pelo serviço, já que os colaboradores são voluntários. Se estes fossem remunerados, o seriam por que critério? Popularidade? Número de contribuições? Será que quem escreve sobre <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Michael_jackson" target="_blank">Michael Jackson</a> deve receber mais do que quem escreve sobre <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jesse_jackson" target="_blank">Jesse Jackson</a>? Ou sobre <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jackson_pollock" target="_blank">Jackson Pollock</a>? <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jackson_do_Pandeiro" target="_blank">Jackson do Pandeiro</a>, talvez? Na minha opinião todos esses verbetes são de igual importância. Acredito que na dos editores da Wikipedia também. A ausência de curadoria é uma de suas características mais fascinantes.</p>
<p style="text-align: left;">Esse também é o motivo que a impede de ser comprada por um Google ou Microsoft, não importa a nobreza de suas intenções declaradas. As pessoas estão cada vez mais pragmáticas e nem mesmo o mais desapegado (e ingênuo) usuário acreditaria que essas empresas teriam investido tanto capital somente pelo &#8220;bem comum&#8221;, sem nenhuma intenção escusa. O mesmo argumento vale para qualquer governo ou instituição que se proponha a apoiar a Wikipedia somente por agradecimento pelos serviços prestados, sem segundas intenções.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://knol.google.com/k/knol/system/knol/pages/Search?q=wikipedia&amp;restrict=general&amp;back=yvfu3xg7d7wt.12&amp;cx=000594330844389129669%3Aqwugul23si0&amp;cof=FORID%3A11&amp;ie=UTF-8" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-1636" title="picture-21" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/picture-21.png" alt="picture-21" width="449" height="230" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Hummm&#8230; <a href="http://knol.google.com/k/knol/system/knol/pages/Search?q=wikipedia&amp;restrict=general&amp;back=yvfu3xg7d7wt.12&amp;cx=000594330844389129669%3Aqwugul23si0&amp;cof=FORID%3A11&amp;ie=UTF-8" target="_blank">a primeira página de resultados</a> da busca pelo verbete &#8220;Wikipedia&#8221; no <a href="http://knol.google.com/k/" target="_blank">Knol</a> é, no mínimo, estranha&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Sobraram os Banners. Eu não gosto deles, você já sabe (se não sabe, leia <a href="http://www.luli.com.br/2007/05/04/para-voce-que-ainda-acredita-em-banners/" target="_blank">este post</a> ou <a href="http://www.luli.com.br/2008/11/11/porque-a-midia-deve-se-preocupar-parte-iii/" target="_blank">este post</a>). Na verdade, sei que eles são irrisórios. Tão insignificantes que se tornaram invisíveis. Mas eles custam caro para as empresas e remuneram os veículos razoavelmente bem. Considerando as características únicas da Wikipedia, ela teria um valor de mercado comparável a um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Advertising_in_the_Super_Bowl" target="_blank">Superbowl</a> ou até mais. Sob esse ponto de vista, será que não valeria a pena cobrar uma nota preta para colocar no ar um retangulozinho que praticamente ninguém vê e muito menos clicam e, nesse processo, salvar um patrimônio incalculável da bancarrota?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Web_banner" target="_blank"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b0/Qxz-ad39.png" alt="" width="449" height="64" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Você sabe que não. A idéia de banners, links patrocinados ou qualquer prática de publicidade, promoção ou SEO na Wikipédia traz consigo um ar sujo, uma sensação de decadência mercantilista, de fim dos tempos, de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0338135/" target="_blank">invasões bárbaras</a>. Mas&#8230; Por que, se as razões são tão nobres? Será que, no médio prazo, os fins não acabariam por justificar os meios?</p>
<p style="text-align: left;">A resposta não é tão simples assim. Vou tentar aumentar a abrangência deste raciocínio sem sair do tema natalino.</p>
<p style="text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Dawkins" src="http://idownz.net/idownz/images/_innox/ebook/deus-delirio3d.jpg" alt="Dawkins" width="150" height="157" />No lançamento de seu livro &#8220;<a href="http://compare.buscape.com.br/deus-um-delirio-richard-dawkins-8535910700.html" target="_blank">Deus, um delírio</a>&#8220;, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Dawkins" target="_blank">Richard Dawkins</a> (o mesmo cara do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Meme" target="_blank">Gene Egoísta</a>) chamou a atenção para o fato de tantos candidatos americanos fazerem lobbies e campanhas em busca do voto Judeu ou Muçulmano enquanto nenhum candidato se diz ateu ou agnóstico, apesar de mais de 20% do país afirmar não ter religião.</p>
<p>Não que para nós, em especial para os paulistanos, isso seja uma novidade. Quem tem um fio de cabelo branco na cabeça lembra da cena em que o apresentador de telejornal Bóris Casoy <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Boris_Casoy#Debate_na_televis.C3.A3o_na_elei.C3.A7.C3.A3o_municipal_de_S.C3.A3o_Paulo_em_1985" target="_blank">pergunta ao então candidato à prefeitura de São Paulo, Fernando Henrique Cardoso, se ele acreditava em Deus</a>. Embaraçado, o sr. Cardoso ainda tenta se defender, mas não teve jeito: foi obrigado a admitir sua (falta de) crença e, neste processo, perdeu a prefeitura para o moderníssimo candidato <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%A2nio_Quadros" target="_blank">Jânio Quadros</a>.</p>
<p>Mas qual é o problema de se votar em ateus - e o que isso tem a ver com banners na Wikipedia?</p>
<p>O problema não está no voto nem no candidato, muito menos no fato de ser ateu. Ou talvez esteja. Qualquer religião traz embutido em seu conjunto de dogmas um código de ética razoavelmente rígido e abrangente (manja &#8220;não matarás&#8221;?). Aqueles que têm dificuldade em dissociar a religião da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ethics" target="_blank">ética</a> - muito mais gente que você imagina, e gente bem mais esclarecida do que você poderia supor - acaba por acreditar que aqueles que não creiam em um Deus devam ter um comportamento social e pessoal mais egoísta e anárquico.</p>
<p>Essa associação de idéias é mais comum do que se imagina, e quebrá-la não é nada fácil. É por isso que fica tão difícil financiar a Wikipedia com outra coisa além de doações anônimas. Foram tantos os pecados cometidos nos últimos anos pelo Jornalismo corrompido pela publicidade que não se pode mais imaginar hoje em dia um veículo patrocinado e isento como um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%B3rter_esso" target="_blank">Repórter Esso</a>. Muito menos se ele atacar a indústria do petróleo e falar das emissões de Carbono como grandes vilãs no aquecimento global.</p>
<p>A Wikipedia vive hoje o fantasma dos Natais passados na promiscuidade da mídia, o fantasma dos Natais presentes na crise econômica e o fantasma dos natais futuros ao contemplar sua possível extinção como a conhecemos. Não é nada animador.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://flickr.com/photos/liverpoolsuburbia/2423870348/" target="_blank"><img class="aligncenter" title="Beco" src="http://farm3.static.flickr.com/2194/2423870348_36196b59f1.jpg?v=0" alt="Beco" width="449" height="342" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://dealextreme.com/details.dx/sku.1138" target="_blank"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Porco capitalista" src="http://www1.dealextreme.com/productimages/sku_1138_1_thumb.jpg" alt="Porco capitalista" width="140" height="140" /></a></p>
<p>De qualquer forma, Feliz Natal. Não deixe que o baixo-astral das notícias da crise o contamine. Se você puder <a href="http://wikimediafoundation.org/wiki/Donate/Now/en?utm_source=2008_quote_world_without&amp;utm_medium=sitenotice&amp;utm_campaign=fundraiser2008" target="_blank">ajudar a Wikipedia com uma doação</a> que lhe dê fôlego enquanto ela não encontra uma saída para esse <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cul-de-sac" target="_blank">cul-de-sac</a> em que se meteu voluntariamente, eu me sinto presenteado e agraodeço em nome de todos nós.</p>
<p>Pode ser qualquer quantia, talvez até a que seria gasta em produtos de consumo de <a href="http://dealextreme.com/" target="_blank">utilidade duvidosa e procedência escusa em um site chinês</a>. Não sei quanto a você, mas para mim dois dólares gastos com a Fundação Wikimedia são coisa de gente mais descolada que uma lanterna de porquinho.</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?a=ux1xGm"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?i=ux1xGm" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/493493429" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Três textos sobre design</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 01:52:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Carreira]]></category>

		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>

		<category><![CDATA[Design]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/bashford/133386008/" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-1619" title="Designer" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/133386008_e0f6aa4bd0.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: left;">As diversas profissões ligadas à área de design - de arquitetura a moda, passando pelo digital - costumam enfrentar alguns problemas bastante similares: o excesso de opções, a dificuldade de se determinar o valor de seu trabalho e, principalmente, a&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/bashford/133386008/" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-1619" title="Designer" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/133386008_e0f6aa4bd0.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: left;">As diversas profissões ligadas à área de design - de arquitetura a moda, passando pelo digital - costumam enfrentar alguns problemas bastante similares: o excesso de opções, a dificuldade de se determinar o valor de seu trabalho e, principalmente, a desagradável sensação de insegurança que acompanha os melhores talentos, pouco importa sua experiência. Para tratar desses temas escrevi uma série de artigos para a <a href="http://www.revistawebdesign.com.br/" target="_blank">Revista Webdesign</a>, entre Abril e Junho deste ano. Agora que o período de quarentena passou posso disponibilizá-los aqui. <span id="more-1617"></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/wd52/" target="_blank">Vida Simples</a>, o primeiro da série, trata da questão do excesso de opções e da importância de se estabelecer critério. É um assunto que já tratei por aqui, <a href="http://www.luli.com.br/2008/09/29/less-is-more-seculo-xxi/" target="_blank">neste post</a>, com alguma profundidade, mas que sempre vale lembrar. Em <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/wd53/" target="_blank">Nada mais abstrato que dinheiro</a> mostro que é bem possível que seu cliente não seja pão-duro, mas apenas não consiga entender o processo de design. E tudo que não é compreendido é normalmente considerado caro.</p>
<p style="text-align: left;">Por último, meu preferido da série: <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/wd54/" target="_blank">Você é uma farsa! </a>chama a atenção para a questão da insegurança, tão comum em mentes criativas, já que não se pode ter certezas quando o que se propõe é novo.</p>
<p>Boa leitura.</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?a=bMwgme"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?i=bMwgme" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/489226604" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Seus anos dourados se foram</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 01:12:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em>Já foi chique acessar a Internet, ter e-mail, conta em fórum, número de ICQ, jogar em MOODs, mentir a identidade em salas de chat, registrar um domínio, ser webdesigner, usar Flash, detonar no Photoshop, ter um Mac, usar banda larga,&#8230;</em></span></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em>Já foi chique acessar a Internet, ter e-mail, conta em fórum, número de ICQ, jogar em MOODs, mentir a identidade em salas de chat, registrar um domínio, ser webdesigner, usar Flash, detonar no Photoshop, ter um Mac, usar banda larga, baixar torrents, defender sofware livre, consultar a Wikipédia, instalar o Napster, o Opera, o Firefox, ter conta no Orkut, no Flickr, no Facebook, ser blogueiro, usar Skype, assistir o YouTube, descobrir os enigmas de LOST, repassar virais, mandar SMS, MMS, acessar a rede via GPRS, EDGE, WiFi, ter bluetooth no carro, teclar em um Blackberry, portar um iPhone, blogar no Twitter, ouvir podcasts, fazer mashups e adaptações de blockbusters, criar sua própria rede social e ser amigo íntimo de gente que você nunca viu na vida.<br />
Hoje todas essas coisas são banais. </em></span>
</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em>Algumas até já deixaram de ser usadas.</em></span></p>
<p>Trecho de um novo artigo que estou escrevendo para a Webdesign.</p>
<p>Amanhã posto alguns artigos novos aqui.</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?a=yRFexG"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?i=yRFexG" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/488183761" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Descolagem: comentários sobre minha palestra.</title>
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		<comments>http://www.luli.com.br/2008/12/16/descolagem-comentarios-sobre-minha-palestra/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 19:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

		<category><![CDATA[Palestras e entrevistas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luli.com.br/?p=1565</guid>
		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/picture-2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1567" title="picture-2" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/picture-2.png" alt="" width="449" height="96" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Depois de sua repercussão inacreditável - quase cem mil downloads em menos de uma semana - e das <a href="http://meiobit.pop.com.br/meio-bit/miscelaneas/descolagem-3-o-file#comments" target="_blank">intensas discussões</a> que provocou, daria até para pensar que não há mais nada a falar a respeito. No entanto, acredito que alguns pontos&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/picture-2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1567" title="picture-2" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/picture-2.png" alt="" width="449" height="96" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Depois de sua repercussão inacreditável - quase cem mil downloads em menos de uma semana - e das <a href="http://meiobit.pop.com.br/meio-bit/miscelaneas/descolagem-3-o-file#comments" target="_blank">intensas discussões</a> que provocou, daria até para pensar que não há mais nada a falar a respeito. No entanto, acredito que alguns pontos mereçam esclarecimentos.</p>
<p style="text-align: left;">Quero começar pelos argumentos mais usados por quem tem aquela velha opinião formada sobre tudo e não está disposto a contribuir com o debate:</p>
<ol style="text-align: left;">
<li>que eu não tenho autoridade para expor o tema; e</li>
<li style="text-align: left;">que o tema não tem conexão com a realidade brasileira.</li>
</ol>
<p style="text-align: left;"><span id="more-1565"></span></p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" title="Beijamão" src="http://cache.daylife.com/imageserve/00No5JKdTS4L9/610x.jpg" alt="Beijamão" width="450" height="310" /></p>
<p style="text-align: left;">O primeiro desses argumentos eu considero simplesmente estúpido - não por mim, mas pela idéia de &#8220;autoridade&#8221; em si, autoritária por definição. A sugestão que alguém precise &#8220;ser autorizado a&#8221; ou &#8220;ter o direito de&#8221; expor um novo conceito, tema, opinião ou tendência é servil e contraditória, típica de uma época em que o poder e a informação eram bens centralizados e controlados (para quem insiste no argumento recomendo a leitura de minha série &#8220;<a href="http://www.luli.com.br/2008/10/31/porque-a-midia-deve-se-preocupar-parte-i/" target="_blank">o fim da Idade Mídia</a>&#8220;, publicada há alguns posts neste blog).</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/03.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1573" title="03" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/03.png" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: left;">O que expus não foi uma metodologia ou recomendação - não pretendo estabelecer o Método Radfahrer, as idéias são públicas e podem, devem ser usadas por todos - mas uma amostragem da realidade.</p>
<p style="text-align: left;">Quem não gostou dos temas apresentados pode tampar os olhos e achar que é invisível. Ou por a culpa no colonialismo, ignorar o assunto e continuar a perpetuar um sistema arcaico e prejudicial àqueles que acredita educar, sei lá. Minha função foi simplesmente mostrar o que há de novo, e não acredito que seja necessária autoridade alguma sobre o assunto. Sou professor e pesquisador na área, mas isso não faz de mim nada especial.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" title="Quuen" src="http://z.about.com/d/movies/1/0/s/g/N/thequeenpubb.jpg" alt="Queen" width="500" height="333" />Ninguém é especial. Nem a Helen Mirren ou a tia que ela representa.</p>
<p style="text-align: left;">O segundo argumento é ainda mais estúpido: sei que o sistema educacional brasileiro enfrenta sérios problemas. Até o sistema coreano enfrenta problemas. Mas isso não é desculpa para cruzar os braços e acatar a situação. O poder de influência de um professor é gigantesco e qualquer um pode fazer uma pequena diferença e mudar o futuro de um ser humano, pouco importa sua idade, formação ou renda. No fundo, é mais ou menos como jardinagem: se o ambiente for muito ruim, o pouco que se faz pode fazer a diferença. Sob esse aspecto, tanto as <a href="http://www.ted.com/" target="_blank">Conferências TED</a> quanto a <a href="http://www.casadozezinho.org.br/" target="_blank">Casa do Zezinho</a> são exemplos de ações locais com gigantesco poder de inspiração.</p>
<p style="text-align: left;">Minha palestra foi resultado de várias práticas que vi nas iniciativas digitais com que convivo diariamente no ambiente digital, e que podem ser facilmente transpostas para o &#8220;mundo lá fora&#8221;. A idéia de mashups, por exemplo, é razoavelmente antiga. A construção de conhecimento e experiência sempre se deu através de uma troca de idéias em que conceitos são recombinados, reestruturados e enriquecidos nesse processo.</p>
<p style="text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Survivor" src="http://thelittlestwinslow.files.wordpress.com/2008/03/survivor-pic.jpg" alt="Survivor" width="150" height="227" />O problema das aulas que &#8220;adestram&#8221; seus alunos é, sob esse aspecto, semelhante ao das revistas de celebridades, livros de auto-ajuda e programas de auditório em TV (boa parte do conteúdo da TV, aliás). Ao propor soluções fáceis, historinhas maniqueístas, piadas prontas, verdades indiscutíveis, sete hábitos e outras propostas tão genéricas quanto pretensamente infalíveis, esses produtos ignoram a riqueza da experiência de cada indivíduo e assim o corrompem com soluções fáceis, repetitivas e óbvias, que podem até servir de conforto para quem se sente coitadinho e não tem força para mudar a situação.</p>
<p style="text-align: left;">Tio Shakespeare já <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/To_be_or_not_to_be" target="_blank">perguntava</a>:</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #ff9900;"><em>&#8220;O que é mais nobre para a mente:<br />
sofrer as setas e lanças de um destino ultrajante<br />
ou levantar os braços contra um mar de problemas<br />
e, opondo-se a eles, vencê-los?&#8221;</em></span>
</p>
<p style="text-align: left;">Bons filmes, livros e músicas promovem em seus usuários um diálogo interno, em que muitos conceitos são redefinidos. Não acredito que tal processo possa acontecer sob a inspiração de uma Ivete Sangalo, mas posso estar enganado. De qualquer forma, o indivíduo que se recusar a participar de um diálogo desses tende a se tornar preconceituoso, apegado a seu mundinho e sem nenhuma intenção de mudá-lo. Assim ele acaba por se isolar em um mundo de absolutos e mistérios. Confortável, sem dúvida. Mas muito raso. As pessoas burras são mais felizes, afirma a sabedoria popular.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" title="Brincadeira" src="http://dannypittstoller.com/SOS5.JPG" alt="Brincadeira" width="450" height="338" /></p>
<p style="text-align: left;">A propósito, o termo &#8220;recreação&#8221;, caso você não tenha parado para pensar a respeito, tem sua origem em &#8220;criar novamente&#8221;, em usar o tempo livre em atividades construtivas que promovam a evolução pessoal e, nesse processo, reciclem as idéias. RPGs e Videogames, sob certos aspectos, são extremamente recreativos. Já reality shows, programas de auditório, sitcoms e até o futebol de domingo podem ter o efeito oposto.</p>
<p style="text-align: left;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/nLUAOiyAwrk&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/nLUAOiyAwrk&amp;hl=en&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/02.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1572" style="margin: 10px; float: right;" title="02" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/02.png" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Novamente, nada é absoluto. Futebol pode ser um evento social da mesma forma que a prática de videogames pode ser doentia.</p>
<p style="text-align: left;">É para estimular esse diálogo que é importante o acesso ao conteúdo. Não há problema algum em deixar o aluno procurar o nome dos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tutankhamon" target="_blank">Faraós egípcios da XVIII dinastia</a> ou dos <a href="http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080612171818AAqfZYq" target="_blank">afluentes do Amazonas</a> no Google. Ele foi feito exatamente para isso.</p>
<p style="text-align: left;">O aluno tem é que saber diferenciar um Hopper de um Homer. Quanto mais acessar a rede, mais critério terá para avaliar suas fontes.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="Homer" src="http://www.poster.net/simpsons-the/simpsons-the-simpsons-hopper-4100289.jpg" alt="Homer" width="300" height="195" /></p>
<p style="text-align: center;"><img title="Hopper" src="http://benjabennett.files.wordpress.com/2008/01/nighthawks.jpg" alt="Hopper" width="298" height="221" /></p>
<p style="text-align: left;">É a eterna questão do critério. Acredito sinceramente que um professor bem preparado conseguirá tirar de uma máquina velha e lerda muito mais do que o contrário. Mais banda sem treino só estimula a perpetuação de certos vícios. A quantidade de horas gastas em jogos de paciência, pornografia e papos vazios mostra o tamanho do desperdício mental no ambiente digital. Ele acontece em praticamente qualquer área.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/04.png"><img class="size-full wp-image-1574 aligncenter" title="04" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/04.png" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">O ensino até hoje é irregular e duvido que um dia deixe de sê-lo. Mas existem certas práticas que podem ajudar a melhorá-lo como um todo. A principal, na minha opinião, é uma reforma na função da escola.</p>
<p style="text-align: left;">Pouco importa o conteúdo ensinado ou o nível do aluno, ele precisa encarar sua escola não mais como uma fonte de informação ou centro de treinamento, mas como um ambiente que o ensina a questionar.</p>
<p style="text-align: left;">Mas - perguntaria você - o que há para se questionar em um curso técnico de Photoshop ou Excel? Muita coisa, ué. Pode-se começar por questionar pra que serve a ferramenta, quando deve ser usada, formas alternativas de se atingir um mesmo resultado, aplicações cotidianas e, sobretudo, como não ser enganado por ferramentas similares. Esse tipo de pergunta não torna o ensino elitista, mas duradouro. Ao estimular o pensamento ele ajuda a eliminar a preguiça e a estimular a discussão em todos os níveis e áreas.</p>
<p style="text-align: left;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7A0sjIh6_YQ&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/7A0sjIh6_YQ&amp;hl=en&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Os caras do Mythbusters são professores, Carl Sagan também.
</p>
<p style="text-align: left;">O professor não deve nem precisa competir com seus alunos, não sei de onde surgiu um pensamento tão torto. Em outras profissões nunca foi assim. O técnico de futebol não precisa jogar melhor do que ninguém, o maestro não precisa tocar instrumento algum, o treinador de academia para a terceira idade não precisa ter mais do que 25 anos.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.flickr.com/photos/extraketchup/408727666/" target="_blank"><img class="aligncenter" title="Classe" src="http://farm1.static.flickr.com/159/408727666_480aacc689_d.jpg" alt="Classe" width="451" height="343" /></a></p>
<p style="text-align: left;">É bom deixar claro que o problema não está só no professor, mas em um sistema viciado, baseado no controle e distribuição da informação. Sob esse aspecto os alunos também estão errados ao procurar um &#8220;mestre&#8221; que lhes dê respostas prontas. Ora, se os mestres tivessem receitas facilmente aplicáveis, eles as usariam para si e para os seus. E essas respostas, de simples que são, cairiam em domínio público. Como não caíram, eis outro bom motivo para abandonar as fórmulas mágicas de &#8220;auto-ajuda&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Os alunos precisam entender que escolas não são centros de adestramento nem fábricas de certificados, muito pelo contrário. Sua função é mostrar a imensidão, beleza e complexidade do mundo. O professor não deve ser encarado como um sabe-tudo, mas como um guia.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/05.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1575" title="05" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/05.png" alt="" /></a><br />
É a mesma idéia de um bom livro, filme ou música. Quando terminados eles promovem um diálogo, uma expansão do universo conhecido. Gil, Caetano e Chico estimulam o pensamento com seus versos. Não se pode dizer o mesmo de &#8220;poeira, poeira, levantou poeira&#8221;. Nem de &#8220;O Segredo&#8221;.
</p>
<p style="text-align: left;">Mas quem define o que é um bom livro em tempos de Paulo Coelho? Critério, oras. E critério é construído com amostragem e comparação. Em outras palavras, com educação.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/08.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1576" style="margin: 10px; float: left;" title="08" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/08.png" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: left;">As mídias sociais são o ambiente perfeito para a nova educação (e para sua prima mais pop, a Inovação). Ao permitir e estimular a troca de idéias, elas são as arenas onde poderão surgir novas formas de conhecimento com abrangência e extensão maiores do que os sonhos mais loucos.</p>
<p style="text-align: left;">Só depende de nós.</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?a=n5Gbxs"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?i=n5Gbxs" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/486883019" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Turbulência</title>
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		<comments>http://www.luli.com.br/2008/12/07/turbulencia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 23:49:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Não marcado]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/lapoutre/2191640443/" target="_blank"><img class="aligncenter" title="perdido" src="http://farm3.static.flickr.com/2033/2191640443_05d037612a_d.jpg" alt="perdido" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Caros/as,</p>
<p>Faz uma semana que venho tentando disfarçar um problema técnico de porte razoável: perdi meu notebook. Não no sentido físico, mas no lógico. O coitadinho enfrentou uma falência múltipla dos órgãos causada provavelmente por sobrecarga. Quase humano, o pobre.</p>
<p>Como que&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/lapoutre/2191640443/" target="_blank"><img class="aligncenter" title="perdido" src="http://farm3.static.flickr.com/2033/2191640443_05d037612a_d.jpg" alt="perdido" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Caros/as,</p>
<p>Faz uma semana que venho tentando disfarçar um problema técnico de porte razoável: perdi meu notebook. Não no sentido físico, mas no lógico. O coitadinho enfrentou uma falência múltipla dos órgãos causada provavelmente por sobrecarga. Quase humano, o pobre.</p>
<p>Como que contrariando tudo o que sempre digo, o mané que vos escreve se ESQUECEU de fazer backup (na verdade, eu me lembrei, mas adiei para o dia seguinte por quatro meses) e o resultado é que estou em uma bela fria. Nem e-mails ou fotografias guardados na &#8220;nuvem&#8221; eu tenho.</p>
<p>Semana passada eu ainda tentei empurrar a situação com a barriga, mas agora ela se mostrou insustentável. Vou ter que fazer um belo trabalho de ciberarqueologia para tentar recuperar parte da memória perdida. Por isso este blog vai ficar mais uma ou duas semanas sem atualizações.</p>
<p>Mil perdões. Voltarei logo, eu prometo. Com comentários a respeito de minha palestra no Descolagem - que também foi perdida - e mais alguns textos de porte razoável antes de 2008 terminar. Entre diversos assuntos, voltarei com meu especial de fim de ano e seus quatro a seis posts para dar o que pensar nas férias.</p>
<p>Muito obrigado, mil perdões pelo transtorno.</p>
<p>Façam backup de seus dados o quanto antes.</p>
<p>L.</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?a=EERb8P"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?i=EERb8P" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/477915691" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Descolagem: a escola do século XXI</title>
		<link>http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~3/469532039/</link>
		<comments>http://www.luli.com.br/2008/11/29/descolagem-a-escola-do-seculo-xxi/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 18:33:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

		<category><![CDATA[Palestras e entrevistas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luli.com.br/?p=1548</guid>
		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052926026/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1535" title="fotopalestra" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/11/fotopalestra.jpg" alt="" /></a><br />
Palmas para você, <a href="http://twitter.com/largman" target="_blank">@largman</a>. Seu evento é inspirador.</p>
<p>Meu amigo <a href="http://oglobo.globo.com/blogs/largman/" target="_blank">Beto Largman</a> é um curador talentoso e aguerrido, quanto a isso não há sombra de dúvida. Nossas conversas começaram há uns seis meses, época em que ele me apresentou o projeto descolagem,&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/pmh/3052926026/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1535" title="fotopalestra" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/11/fotopalestra.jpg" alt="" /></a><br />
Palmas para você, <a href="http://twitter.com/largman" target="_blank">@largman</a>. Seu evento é inspirador.</p>
<p>Meu amigo <a href="http://oglobo.globo.com/blogs/largman/" target="_blank">Beto Largman</a> é um curador talentoso e aguerrido, quanto a isso não há sombra de dúvida. Nossas conversas começaram há uns seis meses, época em que ele me apresentou o projeto descolagem, a idéia do <a href="http://www.nave.org.br/" target="_blank">NAVE</a> e a proposta da Oi Futuro. Ele queria que eu participasse da primeira edição do evento, mas eu estava com a passagem marcada para uma consultoria na <a href="http://www.luli.com.br/2008/06/12/primeira-parada-riyadh-arabia-saudita/" target="_blank">Arábia Saudita</a>. Ele chegou a sugerir que desse a palestra via videoconferência (não disse que ele era aguerrido?), mas com um pouco de esforço consegui demovê-lo da idéia.</p>
<p><span id="more-1548"></span></p>
<p><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/11/saudibloc.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1551" title="saudibloc" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/11/saudibloc.png" alt="" /></a><br />
O argumento foi de uma possível falha de conexão - realidade no Líbano, que enfrenta dificuldades em manter a infra-estrutura por causa de tantas guerras - mas poderia ter sido a censura irrestrita que alguns desses países impõem à Internet. Falar de inovação por ali poderia ser arriscado, preconceituoso e pouco eficiente. Deixamos para depois, então.</p>
<p>Nossas conversas continuaram e, depois de muitos ajustes, ficou combinado que eu falaria na última edição do Descolagem. O tema seria, ao mesmo tempo, desafiador e apropriado: a escola do século XXI.</p>
<p>Argumentei com ele que, apesar de conhecer bem o tema (é parte da minha livre-docência, que um dia eu defendo, talvez até antes de fazer o DWD3. Algumas de suas idéias foram publicadas <a href="http://www.luli.com.br/2007/11/07/um-panorama-da-educacao-digital/" target="_blank">aqui</a>), de usar várias ferramentas de redes sociais com meus alunos na ECA, participar de bancas e orientar trabalhos a respeito, não me considero um pesquisador ou especialista na área. Tampouco sou psicólogo, pedagogo e minha carga horária (8 a 12h/semana) não me qualifica até mesmo como professor.</p>
<p>Isso não quer dizer que eu não conheça o Construtivismo e alguns de seus principais teóricos. Desde que li <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Piaget" target="_blank">Piaget</a> pela primeira vez (tinha acabado de sair de uma reunião com professores para um projeto Internet e, de ouvi-los falar do tema com tanta paixão, fiz uma escala na livraria antes de ir pra casa) percebi que tinha uma forte conexão entre o trabalho dele e os blogs e a Wikipedia, por mais que ninguém entendesse o que eu queria dizer com isso na época.</p>
<p>Mas o que faz mesmo a diferença é que venho de uma família de professores. Como casa de ferreiro tem espeto de pau, nunca tinha perguntado a <a href="http://celsoantunes.com.br/pt/home.php" target="_blank">meu pai</a> (ele sim um expert na área) sobre a conexão entre mídias sociais e escolas até minha livre-docência.</p>
<p>Pois é, acontece nas melhores famílias. Literalmente.</p>
<p>O resultado está aí embaixo, se é que você ainda não viu . Mal terminada a palestra, vídeos &#8220;piratas&#8221; feitos em câmaras amadoras e fatiados em até 8 partes já corriam a rede. Assim que o pessoal do <a href="http://www.videolog.tv" target="_blank">Videolog</a> ajudou o Largman a colocar a versão &#8220;oficial&#8221; no ar, influenciadores de peso como o <a href="http://meiobit.pop.com.br/meio-bit/miscelaneas/descolagem-3-o-file" target="_blank">MeioBit</a> e até mesmo o <a href="http://www.chongas.com.br/?p=1069" target="_blank">Chongas</a> ajudaram a replicar a mensagem, mesmo que não estivesse diretamente ligada à sua linha editorial.</p>
<p>O resultado: mais de 20.000 visitas em menos de 24 horas. Nunca imaginei que uma palestra intensa, um pouco técnica, longa, acelerada e sem pausas sobre educação fosse tão popular. Nem que essa palestra seria dada por mim.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="424" height="318" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=389425&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=424&amp;height=318" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="424" height="318" src="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=389425&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=424&amp;height=318"></embed></object></p>
<p>Até porque eu estava tenso - coisa que dá pra perceber pela quantidade de &#8220;ãhn&#8221; que falei durante o discurso. O evento, como eu bem imaginava, tinha palestrantes muitíssimo mais qualificados que eu.
</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Patrícia" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/11/51_2416-17-Descolagem-03.jpg" alt="Patrícia" width="450" height="306" /></p>
<p style="text-align: left;">O turbilhão de idéias da profa. Patrícia Konder Lins e Silva, diretora pedagógica da <a href="http://www.escolaparque.g12.br/" target="_blank">Escola Parque</a>, tem material para inspirar gerações. A propósito, alguém tem o MindMap dela? queria estudá-lo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Paulo" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/11/51_2418-23-Descolagem-03.jpg" alt="Paulo" width="450" height="306" /></p>
<p>Logo depois dela o genial <a href="http://www.blikstein.com/paulo/" target="_blank">Paulo Blikstein</a>, que para muitos lembrou o <a href="http://thebiz.fancast.com/2008/05/exclusive_interview_big_bang_t.html" target="_blank">Sheldon</a> do <a href="http://www.cbs.com/primetime/big_bang_theory" target="_blank">The Big Bang Theory</a> (pela sua absoluta genialidade, não pelo tipo físico), deu uma aula prática de Construtivismo e inclusão, com pistola de paintball e crianças montando vulcões em Angola. Eu estava mais esticado que corda de berimbau. O <a href="http://search.twitter.com/search?q=%23descolagem" target="_blank">evento estava ótimo</a>, mas aquilo era arena para o meu pai, não para mim. Que roubada! Para detalhes da palestra dos dois, recomendo a cobertura competente da <a href="http://maffalda.blogspot.com/2008/11/virge-maria-que-foi-isso-maquinista.html" target="_blank">Maffalda</a>, virtuose de teclado, que conseguiu ao mesmo tempo registrar e comentar. Queria ter um poder de concentração desses.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" title="kaftone" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/11/51_2419-32-Descolagem-03.jpg" alt="lens" width="500" height="333" /><br />
Pra relaxar um pouco - ou não - veio o Lens Kaftone e sua música tocada com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wii_Remote" target="_blank">Wiimotes e Nunchucks</a>, pra <a href="http://www.youtube.com/watch?v=nE7P2aG59w8" target="_blank">Johnny Lee</a> nenhum botar defeito. Por mais que pareça nerd, foi um exemplo prático de envolvimento e descoberta, um show de curadoria visível para poucos. Se eu não falasse logo depois deles, estaria inspirado e fascinado. Mas tinha sobrado para mim &#8220;amarrar&#8221; os conceitos todos, e eu não fazia idéia como.
</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/cardoso/3055345198/" target="_blank"><img class="aligncenter" title="luli" src="http://farm4.static.flickr.com/3172/3055345198_510d5a17ec.jpg?v=0" alt="luli" width="450" height="343" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Minha palestra procurava evidenciar que o processo de aprendizado já não era mais exclusividade das salas de aula. Como professor de Comunicação Digital na escolas de vestibular mais puxado do país, sempre fui desafiado, questionado e - principalmente - enriquecido pelos meus alunos. Foi com eles que aprendi várias &#8220;novas&#8221; tecnologias, de Orkut a Spore. Foi um deles que conseguiu, depois de muita discussão, mudar minha opinião sobre Blogs. Em meus 15 anos de experiência na web percebi como é fácil se tornar engessado, reacionário e careta em uma área inovadora. A curva de aprendizado costuma ser tão intensa que, uma vez que se chega &#8220;lá&#8221; dá uma enorme preguiça intelectual de recomeçar. Meu alunos me forçam a rever, repensar, reestudar todos os meus conceitos de seis em seis meses. Eu é que deveria pagar para ensiná-los.</p>
<p>Enfim, o objetivo da palestra era mostrar, com um viés construtivista, as coisas que via, sem nenhuma pretensão autoritária de &#8220;professor da USP&#8221;, coisa que mais odeio em muitos dos meus colegas e sua velha opinião formada sobre tudo. Foi por isso que usei o formato de Graphic Novel, pena que o vídeo mostrou muito pouco dela. Fiquei fascinado pela idéia simples e inovadora do Google e resolvi usá-la não por ser &#8220;diferente&#8221;, mas por ser exploratória. No melhor estilo deste vídeo do Discovery Channel:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/GPk32I8rmU4&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/GPk32I8rmU4&amp;hl=en&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Acredito que consegui. A avaliação que melhor corresponde à minha é esta:</p>
<p><a href="http://twitter.com/clarinhagomes/status/1019378543" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-1552" title="tuitada_resumo" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/11/picture-12.png" alt="" width="450" height="192" /></a></p>
<p>No próximo post comento partes do que foi falado.</p>
<p>Muito obrigado a todos pela consideração.</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?a=ZzHyfb"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?i=ZzHyfb" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/469532039" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Repost: educação digital</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 11:17:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Palestras e entrevistas]]></category>

		<category><![CDATA[Tendências]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/11/picture-11.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1529" title="picture-11" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/11/picture-11.png" alt="" width="451" height="253" /></a></p>
<p>Vou falar <a href="http://www.nave.org.br/category/eventos/" target="_blank">na Descolagem do NAVE neste sábado</a> (ou no Descolagem da NAVE, nunca acerto direito o gênero dessas coisas, pareço alemão).</p>
<p>O tema será &#8220;o futuro da escola&#8221; e minha palestra se chamará <strong><span style="color: #ff6600;">Para que serve uma monocotiledônea?</span></strong></p>
<p>Minha palestra vai tratar&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/11/picture-11.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1529" title="picture-11" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/11/picture-11.png" alt="" width="451" height="253" /></a></p>
<p>Vou falar <a href="http://www.nave.org.br/category/eventos/" target="_blank">na Descolagem do NAVE neste sábado</a> (ou no Descolagem da NAVE, nunca acerto direito o gênero dessas coisas, pareço alemão).</p>
<p>O tema será &#8220;o futuro da escola&#8221; e minha palestra se chamará <strong><span style="color: #ff6600;">Para que serve uma monocotiledônea?</span></strong></p>
<p>Minha palestra vai tratar <a href="http://www.luli.com.br/2007/11/07/um-panorama-da-educacao-digital/" target="_blank">dessas coisas que abordei aqui há um ano e meio</a>, revistas e atualizadas. Se você estiver de bobeira ou se importar com a educação como plataforma, acredito que valha dar um pulo lá. De quelquer forma, vale a pena <a href="http://www.luli.com.br/2007/11/07/um-panorama-da-educacao-digital/" target="_blank">reler o post</a>.</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?a=8hVEzj"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?i=8hVEzj" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/460660664" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Porque a mídia deve se preocupar, parte IV</title>
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		<comments>http://www.luli.com.br/2008/11/14/porque-a-midia-deve-se-preocupar-parte-iv/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 22:45:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.flickr.com/photos/63092108@N00/296018395/" target="_blank"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Carveja militar" src="http://farm1.static.flickr.com/101/296018395_0cb11bf1c5_d.jpg" alt="Cerveja militar" width="256" height="381" /></a>Qualquer ação que proporcione prazer físico ou intelectual deixa de proporcioná-lo assim que se torna compulsória. Sexo, sono, comida, viagens&#8230; todas são atividades maravilhosas, desde que seja sua opção fazê-las.</p>
<p style="text-align: left;">Quando obrigatória, até uma viagem às <a href="http://www.flickr.com/groups/maldives/" target="_blank">Maldivas</a> pode se tornar um saco.&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.flickr.com/photos/63092108@N00/296018395/" target="_blank"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Carveja militar" src="http://farm1.static.flickr.com/101/296018395_0cb11bf1c5_d.jpg" alt="Cerveja militar" width="256" height="381" /></a>Qualquer ação que proporcione prazer físico ou intelectual deixa de proporcioná-lo assim que se torna compulsória. Sexo, sono, comida, viagens&#8230; todas são atividades maravilhosas, desde que seja sua opção fazê-las.</p>
<p style="text-align: left;">Quando obrigatória, até uma viagem às <a href="http://www.flickr.com/groups/maldives/" target="_blank">Maldivas</a> pode se tornar um saco. Esse é um dos grandes perigos da época digital: se por um lado é ótimo mudar completamente de cara, corpo e atitude conforme a ocasião, por outro lado é muito chato ser obrigado a fazê-lo o tempo todo.</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-1495"></span>E no entanto é isso o que mais se faz nas redes sociais: estabelecer e reafirmar a própria identidade. Seu nome de usuário (nick), a forma com que você se apresenta (avatar), as fotos que escolhe, os textos que escreve, os temas que aborda&#8230; pode não parecer, mas essas atitudes têm muito pouco a ver com a informação que pretendem transmitir. Em um cotidiano que todos são estrangeiros e não há tempo nem paciência para se ouvir a história de ninguém, as personalidades são extremamente maleáveis.</p>
<p style="text-align: left;">Você é o que consome.</p>
<p style="text-align: left;">Já se foi o tempo em que era preciso ter um lado nerd para fazer parte de grupos de IRC e clãs de RPG. Agora que a presença em comunidades é praticamente obrigatória, o indivíduo é descrito pelo que o Google fala dele, pelo que se tuíta a seu respeito, pela forma como se comporta em mídias sociais, pelos avatares que porta e por toda a nuvem de tags que ele próprio cria a seu respeito, intencionalmente ou não, à medida que se transforma em seu próprio Big Brother. Não é de se admirar que tal cenário não tenha sido previsto por autores de ficção científica. Seria estranho demais para ser crível.</p>
<p style="text-align: left;">É estranho demais para ser crível.</p>
<p style="text-align: left;">À medida que a informação se popularizou, as identidades se pulverizaram. Sem aviso, o<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Esprit_de_corps" target="_blank"> espírito de corpo</a> se tornou uma relíquia dura de explicar nos termos da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chaos_theory" target="_blank">Teoria do Caos</a>. Fica difícil imaginar um mundo em que só havia uma verdade, uma versão, uma realidade, uma certeza. E no entanto as coisas eram assim há pouco mais de um quarto de século. Sob certos aspectos, ainda o são em comunidades pequenas, grupos fechados, sociedades remotas. Como disse em <a href="http://www.luli.com.br/2006/03/24/introducao-pos-moderno-digital-design-e-voce-i/" target="_blank">uma série de posts sobre o Pós-Moderno</a>, não há mais dúvida que Nova York esteja efetivamente mais perto do que o sertão.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/siyublog/1982035178/" target="_blank"><img class="alignnone" title="Muro de Berlim" src="http://farm3.static.flickr.com/2021/1982035178_22498166e8_o_d.jpg" alt="Muro de Berlim" width="400" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Pouco importa o desconforto, ninguém leva a sério a idéia de voltar atrás. Mesmo que fosse possível, não seria desejável. Boa parte da situação que se vê hoje em dia nos grandes centros urbanos conectados é fruto de uma maior liberdade de expressão. De escolha. De ação, enfim.</p>
<p style="text-align: left;">A pulverização da identidade acompanha de perto a disseminação da informação. Em comunidades fechadas, de <a href="http://www.800padutch.com/amish.shtml" target="_blank">Amish</a> a <a href="http://www.iftcommand.com/" target="_blank">Trekkers</a>, tanto como em cidades pequenas, de <a href="http://www.turnu-magurele.ro/turnuindex.htm" target="_blank">Turnu Măgurele</a> a <a href="http://www.balsamo.sp.gov.br/" target="_blank">Bálsamo</a>, não há espaço para múltiplas interpretações da realidade. Você é aquilo que o grupo determinou que seja, e não se fala mais no assunto. Se você está confortável, ótimo. Se não, na melhor das hipóteses a porta da rua é serventia da casa.</p>
<p style="text-align: left;">À medida que a economia da informação se descentralizou, a questão da identidade foi se tornando mais e mais complexa. E complicada. Quando o rei é descendente direto da divindade e tem poder inqüestionável, a idéia de uma sociedade de castas não é tão complicada assim. Você nasceu escravo, vai morrer escravo e se rebelar talvez só acelere o processo. Por mais que tente, a Índia não consegue se livrar dessa enorme mancha em sua reputação até hoje.</p>
<p style="text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Zaïre" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/5c/Flag_of_Zaire.svg/120px-Flag_of_Zaire.svg.png" alt="Zaïre" width="120" height="80" />Sob esse aspecto, o Século XX foi muito louco, já que buscou argumentos racionais para reproduzir as mesmas estruturas. Intelectuais de diversos segmentos e áreas de interesse apoiaram as insanidades de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gulag" target="_blank">Stalin</a> a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cultural_Revolution" target="_blank">Mao</a>, de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Auschwitz-Birkenau" target="_blank">Adolf</a> a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Congo_Crisis" target="_blank">Mobutu</a>, de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Brazilian_1964_coup_d%27etat" target="_blank">Médici</a> a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chile_under_Pinochet" target="_blank">Pinochet</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Todos muito parecidos, com uma divergenciazinha ou outra na questão dos recursos humanos. A idéia básica era mais ou menos a mesma do Império Romano: informação controlada, poder absoluto, manipulação da opinião pública e repressão feroz. Por mais bonito que seja falar da China hoje em dia, ela não é exatamente um exemplo nesse quesito. Cuba, então, muito menos. Mas ninguém mais fala de Cuba hoje em dia.</p>
<p style="text-align: left;">Uma boa prova de que as idéias de liberdade de imprensa, de associação, de escolha e de expressão são forças irresistíveis está no fato de que, pela primeira vez na História, o povo do Século XX reagiu às forças de opressão e colocou no poder uma estrutura com alguma transparência.</p>
<p style="text-align: left;">Melhor do que nada.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/1953/churchill-bio.html" target="_blank">Winston Churchill </a>já dizia que a democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que são tentadas de tempos em tempos. Ele também disse que o povo dos Estados Unidos sempre teve a capacidade de fazer a coisa certa depois que todas as outras opções foram testadas. Sob esse aspecto, os experimentos americanos para a ascensão e queda do capitalismo corporativo como o conhecemos foram dignos de nota.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Aprendiz de feiticeiro" src="http://www.culturefeast.com/wp-content/uploads/2007/12/apprenticelogo.jpg" alt="Aprendiz de feiticeiro" width="399" height="253" /></p>
<p style="text-align: left;">Para combater as restrições impostas pelos governos centralizadores, as grandes empresas propuseram maior liberdade e prosperidade. Assim que assumiram o poder, reproduziram os mesmos velhos hábitos. Na década de 1980, só era &#8220;alguém&#8221; um indivíduo que tivesse um emprego em uma delas. A própria definição de &#8220;sucesso&#8221; passava, obrigatoriamente, por uma submissão incondicional aos seus valores.</p>
<p style="text-align: left;">O fim da guerra de 1945 marca o início da <span style="color: #ff6600;"><strong>idade mídia</strong></span> (o termo é meu), em que os veículos de comunicação crescem, abrem seu capital, se tornam propriedade de empresários e passam a reproduzir seus ideais. Para se opor a eles, jornais &#8220;de esquerda&#8221; defendem e são custeados por ditaduras militares. Não consigo imaginar melhor exemplo de uma idade das trevas, ainda mais se levarmos em consideração as variadas ameaças nucleares.</p>
<p style="text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Alberto" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/78/GuerrilleroHeroico.jpg/244px-GuerrilleroHeroico.jpg" alt="Betinho" width="162" height="222" />A <span style="color: #ff6600;"><strong>alta idade mídia</strong></span> era bastante maniqueísta: você era uma coisa ou outra, sem meio-termo. Combinar pedaços? Impensável. Para reforçar cada lado de uma questão, várias &#8220;personalidades&#8221;, de executivos a atores, serviam de modelo de comportamento. Os &#8220;astros&#8221; e &#8220;profissionais de sucesso&#8221; eram os novos Faraós.</p>
<p style="text-align: left;">Só que a liberdade promove inquietações. Por mais variados que fossem os modelos de comportamento, eles não eram muito mais abrangentes ou sofisticados do que os propostos pelos vilarejos culturais de antigamente. Expostos à possibilidade de conviver com a diversidade, as pessoas passaram a querer cada vez mais. O Punk, como retratei no post anterior, foi só uma das formas de contestação. Se eu posso determinar meu próprio estilo, por que me negam acesso aos meios de comunicação?</p>
<p style="text-align: left;">Mmmm&#8230; perguntinha difícil. Ela deu origem à <strong><span style="color: #ff6600;">baixa idade mídia</span></strong>, em que o glamour da indústria do espetáculo dá lugar à decadência dos espetáculos de realidade. Neles, são chamados de &#8220;celebridades&#8221; uns sujeitinhos desestruturados e inseguros, que não fizeram nada de célebre para celebrar.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1512 aligncenter" title="cd-superpop" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/11/cd-super-pop-luciana-gimenez.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: left;">A economia do prestígio transfere o poder das tais celebridades para pessoas comuns que tenham adquirido credibilidade pelo conjunto da obra. É um trabalho de formiguinha, inglório, em que fórmulas mágicas simplesmente não acontecem. Seu roteiro é tão previsível que chega a ser piegas, com valores que lembram um filme do Tom Hanks. Ou a campanha do Obama.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jjXyqcx-mYY&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/jjXyqcx-mYY&amp;hl=en&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
</p>
<p style="text-align: left;">Existe, no entanto, uma enorme diferença entre a economia do prestígio e o ideal clássico de ascensão social. No novo ambiente, todos os temas são importantes, desde que elaborados com afinco. O valor da obra só depende de sua coerência, consistência e profundidade. Um tutorial de legislação é tão importante quanto uma coletânea de textos humorísticos. Cada leitor preza o que achar mais adequado conforme a ocasião. Não tem nada de errado nisso, muito pelo contrário.</p>
<p style="text-align: left;">Como já disse antes, o errado está na busca pelo absoluto.</p>
<p style="text-align: left;">Se a sociedade contemporânea parece para você muito mais bagunçada e confusa do que este texto tenha sugerido, é porque ainda estamos a caminho. Por mais que pareça corriqueira, a economia da atenção não é fácil de controlar. A descentralização da informação gera um número tão grande de variáveis que administrá-las é quase uma arte. É um processo que toma tempo, demanda estrutura e dá um baita trabalho.</p>
<p style="text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Chet" src="http://i2.iofferphoto.com/img/item/389/352/31/o_chet3.jpg" alt="Chet" width="211" height="281" />Por isso, se você acha o conteúdo gerado pelas mídias sociais ainda ruim demais, amador demais ou imaturo demais para ser levado a sério, você tem razão. Em parte e por enquanto. De certa forma, isso não é ruim. Significa que ainda há espaço para entrar e fazer a diferença. Seria muito pior se você quisesse ser trompetista de Jazz, pois teria que competir com Chet Baker ou Miles Davis.</p>
<p style="text-align: left;">Na verdade, as mídias sociais não são ruins. Elas são, em sua maioria, amadoras, em seu melhor sentido. Como este blog, amam o que fazem e buscam, através de seu trabalho, contribuir para mudar o mundo. São diletantes não por fazerem pouco, mas por acharem delicioso o que fazem.</p>
<p style="text-align: left;">Não consigo pensar em nada mais meritório do que isso.</p>
<p style="text-align: left;">Esta série acaba aqui. Agora você segue por conta própria. Ou não.</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?a=FomuJz"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?i=FomuJz" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/453450069" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Porque a mídia deve se preocupar, parte III</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 21:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Naturalmente surge a questão: &#8220;mas a Internet não é só mais uma  mídia, por mais poderosa que pareça? Como tal, não estaria sujeita  à máquina da publicidade? Será que todo esse debate não estaria terminado quando se descobrisse a forma&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Naturalmente surge a questão: &#8220;mas a Internet não é só mais uma  mídia, por mais poderosa que pareça? Como tal, não estaria sujeita  à máquina da publicidade? Será que todo esse debate não estaria terminado quando se descobrisse a forma <span style="color: #ff6600;">certa</span> de se anunciar em  ambientes online?&#8221;</p>
<p><a href="http://journals.tdl.org/jodi/article/view/jodi-37/38" target="_blank"><img class="alignnone size-medium wp-image-1473" style="margin: 10px; float: left;" title="blindness" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/11/blindness.jpg" alt="blindness" /></a>Fica difícil contestar um argumento tão aberto, até porque  ninguém descobriu ainda as maneiras &#8220;certas&#8221; de se viver em  sociedade, de explorar os recursos do planeta, de combater a dor e o  sofrimento etc etc etc. Há algo de fascista na busca pelo absoluto, mas aí já se mudou de assunto.</p>
<p>Vale, então, examinar o que se entende por propaganda na Internet. Pra começar, o que passa pela cabeça de 150% da pessoas: banners. Por mais que sempre haja um ou dois que acreditem em sua eficácia, a tendência atual é acreditar que eles foram feitos apenas para serem vistos, não clicados.</p>
<p><span id="more-1469"></span>Seriam, assim, uma ação de branding. Sem dúvida. Para a concorrência.</p>
<p>Taí um argumento com a  profundidade de uma folha de papel. E que ainda peca pelo fato de nem  mesmo ser inédito. Já se falou em poluição visual como imagem de marca até para defender os Outdoors. Em São Paulo eles se foram e, pelo que eu saiba, ninguém parece ter se importado.</p>
<p>Mas banners não são Outdoors. Eles não estão com essa bola toda. Na verdade eles são tão irrelevantes que ninguém chega a lembrar que existam. Você clicou em algum neste século? Foi por engano, não foi?</p>
<p>Na mesma categoria de poluição invisível que não comunica estão os ícones que teimam em habitar as margens superiores de muitos aplicativos. Responda rápido, sem colar: quantos botões tem a barra de navegação do Firefox? Do Word? Há quanto tempo você não clica em um deles?</p>
<p>Em comunicação isso se chama &#8220;paisagem, mas deveria se chamar &#8220;inseto&#8221;. Dos que nem picam. Como o apêndice no intestino, eles nada mais são do que relíquias arqueológicas de um tempo em que era preciso imitar as teclas para mostrar uma ação possível. O mesmo vale para o cursor e sua transformação em dedinho toda  vez que se passa o mouse sobre um link. Há quanto tempo você não  repara nisso? Se deixasse de existir, faria diferença?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.newscientist.com/blog/technology/labels/internet.html" target="_blank"><img title="pop-ups" src="http://www.newscientist.com/blog/technology/uploaded_images/ads-720184.jpg" alt="pop-ups" width="450" height="354" /></a><br />
Lembrei dos pop-ups.<br />
Já se acreditou que eles eram mídia. Tsk.</p>
<p>Outra ação comum de (des)comunicação na Internet são os sites promocionais, também chamados de &#8220;Hot Sites&#8221;. Não sei o que essas pequenas ações temporárias têm de &#8220;quente&#8221;, principalmente se levarmos em conta que a maioria dos publicitários que os coloca no ar esquece de removê-los depois, no melhor estilo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Space_debris" target="_blank">NASA</a>. Mesmo os sites de empresas, que hoje em dia são tão caros e empregam 99% dos designers e desenvolvedores, são visitados por quem? Em que periodicidade, com que motivo?</p>
<p>É claro que eles servem para identificar a empresa, seu telefone e até um eventual nome de funcionário, mas não seja ingênuo: eles não influenciam a decisão de compra de ninguém. Essas decisões são tomadas via Flickr, Twitter, Google, blogs, fóruns. Do jeito que são hoje, a maioria dos sites são catálogos estéreis. Isso quando não são feitos em Flash ou coisa pior e se tornam inacessíveis para os iPhones e Blackberries presos no trânsito das cidades.<img style="margin: 10px; float: left;" title="Internet is Full" src="http://www.tc.umn.edu/~cab/pics/cb721.jpg" alt="Internet is full" width="243" height="246" /></p>
<p>Se pretendem ter uma mínima idéia do que trata o século XXI, as empresas precisam compreender que não adianta falar para quem não está interessado em ouvir. Não há dúvidas que a Internet é um meio comercial. O problema (para as agências) é que ela é controlada pelo consumidor. Ou seja, é uma arena de compra, não de venda.</p>
<p>O problema não está nas mensagens comerciais, mas em suas práticas. Enganar o consumidor, interromper sua experiência, berrar para chamar a sua atenção são atitudes que não funcionam mais, além de serem extremamente irritantes. Em um cenário de comunicação interativa, social e de intercâmbio, valem as mesmas regras de conduta de qualquer outro ambiente coletivo. Quem se destaca não o faz por pentelhar os outros, mas por se mostrar interessante e atrair os outros naturalmente. Parece regra de sedução? É.</p>
<p>Minha suspeita é que não se encontrou o formato ideal de propaganda online por um motivo bem mais simples: ele não existe. Por mais que algumas agências &#8220;ishpiertas&#8221; teimem em inventar novas formas de dilapidar marcas e iludir consumidores com bobagens feito posts pagos ou personas falsas nos Orkuts, o fato é que o público geral foi tão explorado que se tornou pragmático. Ninguém mais &#8220;surfa&#8221; ou &#8220;zapeia&#8221; no ambiente digital hoje em dia. Apressado, o homem digital acessa, busca, lê (na diagonal), tecla, clica e sai o mais rápido possível. Qualquer coisa que o interrompa nesse processo será irritante. E, naturalmente, odiada. Nesses termos, a conta da publicidade online simplesmente não fecha.</p>
<p><a href="http://www.montypythonsspamalot.com/" target="_blank"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Spamalot" src="http://stephshimko.files.wordpress.com/2008/06/spamalot.jpg" alt="Spamalot" width="232" height="236" /></a>Mas como se tornar interessante? Certamente não é mandar <a href="http://www.locamail.com.br/assinaturas/locamail_marketing.asp?utm_campaign=EmailMarketing&amp;utm_source=Google+AdWords+LW&amp;utm_medium=link&amp;utm_term=mail+marketing&amp;gclid=CJi7nJj_7ZYCFQECGgodtHPOqw" target="_blank">SPAM</a> ou partir para qualquer prática escusa, mas compartilhar com honestidade a informação que se tem. Qualquer empresa - qualquer, qualquer empresa - tem acesso a muita informação de alta qualidade para seus consumidores. É essa informação, que em períodos pré-Internet, era guardada a sete chaves e hoje pode ser encontrada em uma rápida busca na Wikipedia, que deve ser compartilhada.</p>
<p>Não tem nada de bonzinho, comunitário ou comunista nisso, muito pelo contrário. A era da escassez da informação acabou e é preciso aproveitar as novas oportunidades. Todo mundo sabe que tem muito lixo na Internet, que muitas informações são desatualizadas, imprecisas ou claramente erradas. Isso não é uma má notícia. É sinal que o terreno continua virgem para qualquer empresa que faça uma coisinha qualquer para melhorar o caos.</p>
<p>A <a href="http://www.culturainglesasp.com.br/homepage.mmp" target="_blank">Cultura Inglesa de São Paulo</a>, por exemplo, colocou um link meia-boca para três grandes dicionários de inglês online - <a href="http://dictionary.cambridge.org/results.asp" target="_blank">Cambridge</a>, <a href="http://www.oup.com/oald-bin/web_getald7index1a.pl" target="_blank">Oxford</a>, <a href="http://www.ldoceonline.com/dictionary/" target="_blank">Longman</a>. Só isso. Virou case de sucesso. Quem quiser concorrer com ela não deve patrocinar um link do Google, bobagem que só vai desviar o usuário da sua rota e o irritá-lo -  mas fazer melhor. Um blog para explicar os erros de inglês mais comuns? Um podcast para ensinar inglês básico? Um curso online para iniciantes? São tantas as possibilidades que nem sei por onde começar. Nenhuma delas afasta os consumidores. Além de serem simpáticas, essas ações mostram a importância do produto comercializado e chamam a atenção para ele. É <strong><span style="color: #ff6600;">comunicação orientada a valor</span></strong>, uma prática que pode ser reproduzida em qualquer indústria.</p>
<p>Quem fala da <a href="http://www.kk.org/thetechnium/archives/2008/09/where_attention.php" target="_blank">economia da atenção</a> hoje em dia não se refere a fazer escândalos ou baixarias para ver se consegue alguma visibilidade, mas em criar relevância e ser íntegro. Em agradecer ao consumidor por ter se interessado em você e nos produtos que vende, e retribuir essa gentileza da melhor forma possível.</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?a=S1zPjJ"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?i=S1zPjJ" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/449973038" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Porque a mídia deve se preocupar, parte II</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 02:22:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
</p><p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="estad" src="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2007/08/fredao.jpg" alt="estad" width="229" height="215" />Por mais que berre, esperneie e faça escândalo a velha mídia e todos os representantes de uma indústria baseada em escassez de informação, é fato consumado que o conteúdo está cada vez mais pulverizado, abundante e distribuído.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Se você ainda tem&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="estad" src="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2007/08/fredao.jpg" alt="estad" width="229" height="215" />Por mais que berre, esperneie e faça escândalo a velha mídia e todos os representantes de uma indústria baseada em escassez de informação, é fato consumado que o conteúdo está cada vez mais pulverizado, abundante e distribuído.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Se você ainda tem dificuldade em “comprar” esse argumento, pense na forma com que veio a saber dos fatos mais relevantes das últimas semanas: a crise financeira mundial, a eleição do prefeito de sua cidade, o resultado do futebol, da Fórmula 1 ou até mesmo um crime passional qualquer. Antigamente – há uns dez anos, mais ou menos – dizia-se a respeito de uma notícia que ela tinha sido “lida na Veja” ou “vista na Globo”. Hoje em dia ninguém mais diz onde viu algo ou até mesmo se sabe quem disse alguma coisa. Essas informações simplesmente não são mais relevantes. A informação é tanta e tão abundante que o veículo não tem mais importância. A não ser, é claro, nos casos em que for autor da informação.<span id="more-1447"></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">O aumento da entropia da mídia é inevitável, e isso acontece por uma razão muito simples: ele é resultado de uma maior liberdade de expressão. Os mais apressados poderiam chegar à falsa conclusão que estamos em uma época de informação mais democrática. Mmmm&#8230; mais ou menos. Por um lado é inegável que o acesso à informação é muito mais fácil e direto, mas não se pode esquecer que a democracia não é sinônimo absoluto de liberdade. Ela também implica em um confronto de idéias em que um lado sai vencedor e o outro precisará aprender com a derrota.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><img title="algore" src="http://weblogs.newsday.com/news/local/longisland/politics/blog/al-Gore.jpg" alt="Algore" width="400" height="311" /></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Al Gore é um excelente exemplo do aprendizado proporcionado pela democracia. Depois de perder uma eleição que teve alguns aspectos dignos de republiqueta bananífera, ele teria todo o direito de ficar de chorumelas. Pois ficou? Nada disso. Reconheceu a queda, não desanimou, levantou, sacodiu a poeira, abraçou a causa do aquecimento global e deu a volta por cima. Mesmo se a causa não fosse nobre ele já estaria de parabéns. Já seu oponente&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">O mundo democrático permite que velhas estruturas que já foram donas do poder um dia voltem eventualmente a sê-lo. Quer melhor exemplo disso que um PFL em suas diversas encarnações? Já a migração das estruturas de poder é parte de um processo evolutivo muito mais intenso - e que, em si, não tem nada de novo. Da mesma forma que a crise financeira e o estouro da “bolha” pontocom, ela é só um efeito de demandas sociais muito mais poderosas do que poderia imaginar.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">O Punk e seus descendentes não &#8220;inventaram&#8221; nada, só deram voz a pessoas que se sentiam esmagadas pelas velhas estruturas de mídia ainda mais repressoras do que as que encaramos hoje. Ele é, na minha opinião, é um dos movimentos culturais mais libertários. Ao propor que qualquer pessoa poderia tocar ou cantar como que quisesse, vestir o que quisesse, onde quisesse e editar a revista que quisesse com máquina de escrever, tesoura e xerox, eles abriram caminho para a editoração eletrônica - e subseqüentemente, para a Blogosfera. Claro que a turminha produzida pelo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Malcolm_McLaren" target="_blank">Malcolm McLaren</a> não tinha a menor intenção de promover uma revolução na mídia (nem, naturalmente, poder algum para fazê-lo). Eles apenas pegaram carona em um movimento social poderoso.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><a href="http://www.flickr.com/photos/laraz/2070462169/"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Amenhotep" src="http://farm3.static.flickr.com/2263/2070462169_409c71c71c_m_d.jpg" alt="Amenhotep" width="160" height="240" /></a>A história da <span style="text-decoration: line-through;">democrat</span> popularização das fontes de informação não começou com a Internet (nem vai parar por aqui, para desespeiro de alguns ex-blogueiros que viram casaca feito os porcos gordos da Revolução dos Bichos). Ela é muito, muito longa. No começo do que podemos chamar de civilização organizada, toda a informação, orientação e código de conduta tinham uma só fonte e origem: o monarca governante, descendente direto da divindade e considerado fonte suprema de sabedoria.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Tirânicos ou pacíficos, esclarecidos ou belicosos, bonzinhos ou malvadões, pelo menos uma coisa todos eles tinham em comum: sua palavra era a lei. Naquela época, a simples idéia de se separar religião de Estado seria considerada uma heresia de causar horror.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">E no entanto essa crença inquebrável, como é comum com todas as crenças inquebráveis, acabou sendo confrontada e se quebrou. As forças de fé se separaram das forças políticas, e mesmo com os termos da separação sendo quase promíscuos de tão amigáveis, chegou uma hora em que os interesses das duas partes entraram em conflito.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">(Imagino o tamanho do escândalo que essa divisão deveria significar para o povaréu da época. O indivisível tinha se partido em dois, e os dois trocavam acusações com uma virulência de fazer inveja a pais mal-divorciados. Pois eles mal sabiam que essa seria só a primeira de uma série de divisões em cascata, em que cada nova etapa implicaria em uma perda ainda maior de poder.)</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Luther46c.jpg#file" target="_blank"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Lutero" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/61/Luther46c.jpg" alt="Lutero" width="237" height="257" /></a>Anos mais tarde a Igreja se partiria em várias formas de fé, cada uma com igual dose de razão em sua versão dos mundo e seus motivos. Antes que a Monarquia pudesse dar risada da perda de poder de sua ex-companheira, eta também teve de ceder e passou a dividir residência com os três poderes da República. A fonte de informação, que era uma só (o governante, representante direto da divindade), se multiplicou. O que no princípio causou uma baita confusão, em pouco tempo se mostrou mais esclarecedor: quanto mais portadores a verdade tivesse, mais sincera e poderosa ela seria. A lei do mercado aplicada à teoria da informação, nada mal.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Mas a evolução, por definição, é um processo contínuo, e não pdoeria parar por ali. No melhor dos espíritos democráticos surge a indústria da comunicação, e por um tempinho todos se sentiram representados. A publicidade quase conseguiu pegar carona nessa onda, mas seus excessos a transformaram em uma forma alternativa de entretenimento. Na segunda metade do século passado as coisas pareciam ter sossegado.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Daí surgiu a Internet, essa intrometida.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><a href="http://personalpages.manchester.ac.uk/staff/m.dodge/cybergeography/atlas/" target="_blank"><img class="aligncenter" title="ARPANet" src="http://personalpages.manchester.ac.uk/staff/m.dodge/cybergeography/atlas/arpanet2.gif" alt="Rascunho da Internet" width="400" height="525" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Nos tempos atuais, a abundância de conteúdo faz com que ninguém mais precise dar ouvidos a algum dos (ainda) grandes órgãos de imprensa se não quiser. O Google, a Wikipedia e a Blogosfera tornaram-se recursos (por que não dizer, <span style="color: #ff6600;"><strong>patrimônios</strong></span>) de uso recorrente tão preciosos que dá trabalho imaginar um mundo sem eles. Quem quiser mensurar seu impacto é só imaginar um mundo sem esses serviços. Pense em todas as dúvidas que você encaminha diariamente para o oráculo da Internet. Para quem você as encaminharia há dez anos?</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Delphi" target="_blank"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Delfos" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/bd/Pythia1.jpg/200px-Pythia1.jpg" alt="Oráculo de Delfos" width="200" height="174" /></a>A resposta não poderia ser mais simples: as perguntas simplesmente não eram feitas e pronto. Todo mundo carregava por aí um belo punhado de incertezas como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Esquisito, naquela época, seria imaginar o contrário, pensar em alguém que pudesse ter ao alcance da mão respostas para praticamente todas as dúvidas da humanidade. Tudo bem, já ouve épocas em que se acreditava ser ruim tomar mais do que um banho por mês.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">A popularização da informação a banaliza (sem segredos fica difícil preservar privilégios) e indica uma mudança considerável na forma com que se vê o mundo. Pode parecer um exagero, mas não é. Veja a crise econômica que se avizinha, por exemplo. Ela pode não ser nada mais do que a falência decretada de um modelo de se transacionar bens e conteúdos baseado em informações privilegiadas, lobbies e conchavos.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">O mercado de ações, futuros e derivativos é um mercado de especulação. Em última instância, é um mercado de informação, expectativa e confiança.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><a href="http://www.flickr.com/photos/miskan/18891666/" target="_blank"><img title="bolsa" src="http://farm1.static.flickr.com/15/18891666_bec7613e3d_d.jpg" alt="bolsa" width="500" height="333" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Pensando nisso fica curioso notar que a crise coincide com uma epidemia de empreendedorismo sem precedentes. Mais curioso ainda fica perceber que enquanto um segmento da economia (aquele ligado às grandes corporações e macro estruturas) se desfaz enquanto outro (o das pequenas cooperativas, idéias inovadoras, aproveitamento sensato de recursos e conexões inesperadas) prospera maravilhosamente. Curiosíssimo quando se identifica que a parte que vai bem é exatamente aquela que contraria o mandamento Nizanesco e investe, sem medo nem piedade, no novo.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Será preciso ser irremediavelmente otimista para imaginar que estamos às portas de uma mudança radical na sociedade como a conhecemos? A cada diz fazem menos sentido aquelas empresas gigantescas, com mais de cem pessoas só no departamento de RH. Pense bem: como pode dar certo uma estrutura que ostenta mais de 100 profissionais empenhados somente na árdua tarefa de&#8230;administrar os outros? Tem algo errado aí.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="432" height="285" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="id" value="VE_Player" /><param name="align" value="middle" /><param name="FlashVars" value="bgColor=FFFFFF&amp;file=http://static.videoegg.com/ted/movies/ClayShirky_2005G-embed_high.flv&amp;autoPlay=false&amp;fullscreenURL=http://static.videoegg.com/ted/flash/fullscreen.html&amp;forcePlay=false&amp;logo=&amp;allowFullscreen=true" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /><param name="scale" value="noscale" /><param name="wmode" value="window" /><param name="src" value="http://static.videoegg.com/ted2/flash/loader.swf" /><embed id="VE_Player" type="application/x-shockwave-flash" width="432" height="285" src="http://static.videoegg.com/ted2/flash/loader.swf" wmode="window" scale="noscale" bgcolor="#FFFFFF" allowscriptaccess="always" quality="high" flashvars="bgColor=FFFFFF&amp;file=http://static.videoegg.com/ted/movies/ClayShirky_2005G-embed_high.flv&amp;autoPlay=false&amp;fullscreenURL=http://static.videoegg.com/ted/flash/fullscreen.html&amp;forcePlay=false&amp;logo=&amp;allowFullscreen=true" align="middle"></embed></object>
</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Sapato caramelo" src="http://www.fattostampa.com.br/boasnoticias/imagens_blog/23_04_07_filhobeckham" alt="Pobre criança" width="200" height="233" />Se para você as grandes empresas parecem uma máquina de Governo inchada, lerda e ineficiente, você não está paranóico (ou estamos todos). O Império que já foi do Estado, da Igreja, da Monarquia e da República agora é das grandes empresas e de sua máquina de comunicação e publicidade. Na década de 40 era chique trabalhar para o poder público. Na de 80, ser executivo de uma multinacional. Hoje o funcionário público precisa de um enorme esforço para provar que é íntegro - e sabe que o faz apesar do Estado. O tiozinho de terno azul e sapato caramelo (com cinto combinando) pode não saber, mas segue o mesmo caminho.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Vivemos hoje uma época de transição. O poder migra hoje das empresas para as pessoas. Tenho várias considerações sobre essa metamorfose, mas o texto já está longo demais. Continuo no próximo post.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Antes que você o leia, recomendo que dê uma olhada na excelente apresentação do meu amigo Cris Dias baseada <a href="http://craphound.com/down/download.php" target="_blank">neste livro do Cory Doctorow</a>. Se quiser, dê também uma olhada <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/10/30/todos-podem-ser-um-crisdias/" target="_blank">neste artigo</a> que a analisa.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=whuffienotes-1225078718742098-8&amp;stripped_title=whufe-pagerank-e-as-novas-moedas-para-um-mundo-sem-morte-nem-escassez-presentation" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=whuffienotes-1225078718742098-8&amp;stripped_title=whufe-pagerank-e-as-novas-moedas-para-um-mundo-sem-morte-nem-escassez-presentation" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?a=xCorc5"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?i=xCorc5" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/440522416" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Porque a mídia deve se preocupar, parte I.</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 21:24:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="424" height="318" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=383645&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=424&amp;height=318" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="424" height="318" src="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=383645&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=424&amp;height=318"></embed></object></p>
<p>À primeira vista esse vexame aí de cima seria só mais uma daquelas polêmicas vazias de publicitários. Não se pode levar a sério um bate-boca inconveniente, deslocado e de baixo nível travestido de (ahem) debate se este não estivesse em um tipo de arena circense de cujo público está acostumado com micagens. No melhor estilo dos barracos promovidos por &#8220;celebridades&#8221; e &#8220;artistas&#8221;, nada diferenciaria o confronto acima de qualquer bobagem à Caras, completamente irrelevante para o mundo aqui fora. É certo que o gigantesco desdém que o sr. Guanaes aparenta ter com relação à língua portuguesa - &#8220;<em><span style="color: #ff6600;">não invistam DO novo</span></em>&#8220;? - levam a pensar que o nome ABC do grupo de empresas que controla deve ser alguma ironia de mau gosto, mas isso é mudar de assunto.</p>
<p>Na minha opinião, os dois perderam. Mas quem sou eu para criticá-los? Prefiro me concentrar no que se lê nas entrelinhas desse arranca-rabo. Não é preciso um bacharelado em psicologia para perceber que a reação exagerada parece típica de quem tem muito dinheiro, poder e influência e está com um medo enorme de perdê-los. Perdidos feito cães acuados, os nobres senhores não sabem direito para onde devem latir. E se descabelam feito turistas perdidos no meio da mata que, percebendo que estão a perigo, começam a culpar uns aos outros em vez de tentar entender aonde estão.</p>
<p><span id="more-1365"></span></p>
<p>Não é preciso explicar para o cliente o que um publicitário é capaz de fazer. Ele o sabe bem. Tão bem que começa a pulverizar a verba para uma variedade de fornecedores. Já foi chique ser publicitário. Hoje não é mais. À medida que o prestígio escorre pelos vãos dos dedos feito areia fina, tenta-se de tudo para parar a Tsunami do progresso. E feito uma criança que tampa os olhos e finge que é invisível, tenta-se pregar em fóruns públicos uma realidade alternativa.
</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="zappa" src="http://img87.imageshack.us/img87/7883/fztransparency01xd5.jpg" alt="zappa" width="450" height="450" /></p>
<p><img style="margin: 10px; float: right;" title="Crise chinês" src="http://www.pinyin.info/py.gif" alt="Crisechinês" width="193" height="95" /></p>
<p>Virar as costas para o progresso é uma estratégia suicida. Mais do que isso, é incoerente com a própria indústria da criatividade e inovação. Isso não é só a minha opinião. Qualquer zé mané sabe que a crise é a mãe da invenção, até a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mothers_of_Invention" target="_blank">banda que tocava com o legendário Frank Zappa</a> carrega esse nome. Qualquer powerpoint de auto-ajuda defende a maledeta idéia de um tal ideograma chinês para &#8220;crise&#8221; seria composto de &#8220;perigo+oportunidade&#8221; (o que, bem lembra minha amiga <a href="http://queridoleitor.zip.net/" target="_blank">Rosana Hermann</a>, é só uma <a href="http://www.pinyin.info/chinese/crisis.html" target="_blank">lenda urbana</a>, mas estamos mudando de assunto).</p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">Em resumo: quem propõe evitar o novo não quer causar polêmica, quer manter tudo exatamente do jeito que está.</span></strong></p>
<p>Mas o que aconteceu com esses caras para mudarem de lado tão rápido? Não deve ter sido o dinheiro ou os clientes, até porque esse movimento é novo e atinge praticamente toda a indústria de mídia de massa, da propaganda aos veículos. Todo mundo, de uma hora para outra, ficou meio &#8220;careta&#8221;.</p>
<p>Na minha opinião a revolução foi provocada por vocês. Por todos nós que usamos, produzimos e veiculamos conteúdo nessa sopa primordial de dados sem suporte. Nós somos o início de uma revolução sem par. Ela não começou em um dia ou local específico e absolutamente não pode ser mensurada.</p>
<p>As revoluções sociais são assim, elas começam aos poucos e são praticamente imperceptíveis em seus primeiros dias. A queda de Roma não aconteceu em uma terça-feira, a pandemia de AIDS não começou às 14h de um dia de agosto, o aquecimento global não tem data de aniversário e até mesmo para essa crise econômica mundial que se avizinha não é fácil determinar. Por mais que esperneiem os defensores da indústria do petróleo, a Idade da Pedra não acabou por falta de pedras, mas pelo surgimento de novas tecnologias para substituí-las.</p>
<p>É certo que a mídia de massa ainda é um segmento potente e influente da economia, mas não há dúvidas que ela já não é mais como era antigamente. O cenário fica bem pior se você imaginar as grandes empresas do segmento (Abril, Globo, McCann-Erickson) daqui a 10 anos. É preciso ser um otimista desvairado para acreditar que elas continuarão do mesmo tamanho que são hoje, e olhe lá. O mais provável, nesse cenário, é que elas estejam menores. Bem menores. Agora imagine-se investidor. Você colocaria dinheiro em uma empresa cujo melhor cenário em uma década seja permanecer como está? Acredito que não.</p>
<p>Sob esse aspecto fica mais fácil entender o apelo de quem (ainda) é grande em evitar o novo, em bradar que é valente, competente e potente, em usar os últimos fiapos de prestígio que ainda sobram para tentar garantir uma sobrevida. O novo é ameaçador, é preciso matá-lo enquanto ainda é pequeno.</p>
<p>A mudança, no entanto, veio para ficar. Estamos à beira de uma gigantesca mudança na economia. Não me refiro à crise financeira que abala os Estados Unidos e, com eles, todo o mundo. Essa crise, como todas as outras mudanças sociais, estava anunciada há bastante tempo. Nós é que, como os czares da mídia, nunca prestamos atenção nela e alguns ainda fingem que ela não existe.</p>
<p>Tsk.</p>
<p>A mudança de que falo é outra. Ela não é maior nem menor, apenas diferente. A plenitude de conteúdo que vemos hoje em dia torna desnecessária toda uma indústria que se alimentou da escassez de informação. Como bem o sabe qualquer estudante de primeiro ano de Economia, sem escassez não há valor. Sem valor não há mercado. Talvez seja por isso que ainda seja tão difícil promover políticas ambientais.</p>
<p>O tema é grande demais para um post. Continuo no próximo, semana que vem.</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?a=xAaAdX"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/radfahrer?i=xAaAdX" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/radfahrer/~4/440458719" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>iMasters Intercon 2008 (e FF) parte III - a execução.</title>
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		<comments>http://www.luli.com.br/2008/10/28/imasters-intercon-2008-e-ff-parte-iii-a-execucao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 13:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

		<category><![CDATA[Palestras e entrevistas]]></category>

		<category><![CDATA[Tendências]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/thiagomelo/2976507320/" target="_blank"><img class="aligncenter" title="Lixeiro" src="http://farm4.static.flickr.com/3277/2976507320_f3ec57cdf0_d.jpg" alt="Lixeiro" width="500" height="375" /></a></p>
<p>No dia do evento, acordei tranqüilo, sem saber que a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Murphys_law" target="_blank">Lei de Murphy</a> me preparava uma das suas. Cheguei ao InterCon vestindo um macacão laranja, para satirizar a quantidade de lixo que estamos acostumados a ver nesse tipo de evento, seja&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/thiagomelo/2976507320/" target="_blank"><img class="aligncenter" title="Lixeiro" src="http://farm4.static.flickr.com/3277/2976507320_f3ec57cdf0_d.jpg" alt="Lixeiro" width="500" height="375" /></a></p>
<p>No dia do evento, acordei tranqüilo, sem saber que a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Murphys_law" target="_blank">Lei de Murphy</a> me preparava uma das suas. Cheguei ao InterCon vestindo um macacão laranja, para satirizar a quantidade de lixo que estamos acostumados a ver nesse tipo de evento, seja na forma de jabá, seja na forma de repetecos. Estávamos arrumadíssimos e com uma tropa de elite em palestrantes. Às 08:20 eu estava no palco, pronto. Não tinha como dar errado. Mas&#8230;</p>
<p><span id="more-1404"></span></p>
<p>&#8230;para começar com o pé esquerdíssimo - e torcê-lo - o equipamento de áudio e vídeo, por algum motivo esdrúxulo, não falava com Mac. E a maioria das palestras estava em Mac. Com o meu, não falou de jeito nenhum. Depois de muita troca de fios, o projetor falou com a máquina do Amstel. Precisei copiar minha apresentação (e reformatá-la) rapidamente. Enquanto isso o tempo corria. Seguramos as pessoas do lado de fora para evitar o vexame e quase que a emenda foi pior que o soneto. Era muita gente e estava muito quente. Quando liberamos, já estávamos com meia hora de atraso.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Lotado" src="http://farm4.static.flickr.com/3207/2976950998_5e354eefc4_d.jpg" alt="Lotado" width="500" height="375" /></p>
<p>A platéia não estava nem um pouco satisfeita, e com razão. Muitos acreditaram que a demora na espera traria uma apoteose no palco, mas não viram nada disso. O auditório mostrava um palco comum, sem graça nem nada de novo. Não era nossa culpa, mas certamente era nossa responsabilidade.</p>
<p>As confusões com o pessoal de vídeo se acumularam. Mas como, se eram os mesmos dos eventos anteriores? No fim do dia me contaram que algum técnico importante da empresa tinha pedido demissão dois dias antes. Resultado: os caras fizeram o maior esforço, mas não tinha jeito: metade do palco ficou sem retorno, o áudio falhou e parte do vídeo também. Me irritei e perdi o controle, cheguei a dar uma bronca direto do palco. Foi meu momento Tim Maia, peço perdão. Mas quem não se irritaria? Se o áudio não funcionasse, não haveria como haver palestras simultâneas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/ealecrim/2975157627/" target="_blank"><img title="Stelleo" src="http://farm4.static.flickr.com/3278/2975157627_88ce992c39_d.jpg" alt="Stelleo" width="500" height="375" /></a></p>
<p>A palestra do <strong>Stelleo Tolda</strong> sofreu um bocado. Ainda bem que ele foi compreensivo e levou no bom humor quando sua apresentação, que não funcionou no micro do auditório e teve de ser pilotada à distância, travou perto do final. Naquele momento eu já me sentia com uma úlcera perfurada.</p>
<p>Logo depois teve o primeiro momento InterCon+FF, a grande estréia. Eu deveria estar ansioso, mas na verdade estava desesperado. Se o áudio não funcionasse agora, o evento praticamente iria para o saco. Ainda bem que eu contava com o apoio de gente muito boa. Os primeiros palestrantes tinham sido escolhidos a dedo para dividir a platéia. De um lado, meu amigo <a href="http://gilgiardelli.wordpress.com/" target="_blank"><strong>Gil Giardelli</strong></a>. Do outro, o super <a href="http://www.crisdias.com/" target="_blank"><strong>Cris Dias</strong></a>.</p>
<p>O áudio instável demorou um tempão para funcionar, mas de repente deu certo. Parecia mágica. De cima do palco, via as cabeças viradas para os dois lados, mudando de vez em quando de um para o outro. Casais de namorados olhando para lados opostos. Fileiras inteiras olhando para um lado, com um ou outro a quebrar o padrão. E de repente tudo mudava. Uma imagem mais forte, um vídeo, um comentário divertido era o suficiente para fazer as cabeças virarem. Eu quis chorar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/gabrielizaias/2977320611/" target="_blank"><img title="Cabeças" src="http://farm4.static.flickr.com/3278/2977320611_bbd8917b19_d.jpg" alt="Cabeças" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Mas a alegria durou pouco. Quando o Cris Dias cumpriu rigorosamente seu tempo e foi substituído pelo prodígio <strong>Marco Gomes</strong>, o microfone do Gil misteriosamente falhou. E passamos a ver a agonia de ter um palco dividido: metade a mostrar uma belíssima visão de futuro das agências, metade a repetir a triste frase &#8220;som? Som? Canal um? Estão me ouvindo?&#8221;</p>
<p>Não teve jeito, tivemos que cortar o Gil pela metade. Como ele é um excelente profissional, aceitou numa boa e ainda parabenizou a organização pela idéia das palestras simultâneas. É inevitável ser fã de um cara desses.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/ayfugita/2977400109/" target="_blank"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Mac(k)" src="http://farm3.static.flickr.com/2129/2977400109_a4b26c768f_m_d.jpg" alt="Mac(k)" width="135" height="240" /></a></p>
<p>Fomos salvos pelo Super <a href="http://www.videolog.tv"><strong>Mackeenzy</strong></a> que interviu na mesa de som e a remontou completamente a partir do zero na hora do almoço. Eu, que já estava na quinta Aspirina e segunda Neosaldina, desabei. O estômago não agüentou.</p>
<p>E isso porque eu nem sabia que a estrutura de Internet sem fio, proporcionada pela <a href="http://www.dialhost.com.br/" target="_blank"><strong>DialHost</strong></a>, foi na verdade uma excelente ação de marketing&#8230; PARA A CONCORRÊNCIA. Fica difícil de acreditar em uma empresa de hospedagem que não consegue nem prover um acesso estável.</p>
<p>Novamente não era nossa culpa, mas era certamente nossa responsabilidade.</p>
<p>Naquele momento o evento tinha acabado para mim. Estava super desanimado, não via a hora que terminasse. Só pensava no vexame a que submeti a organização do InterCon. Saí para tomar um ar e ainda fui confrontado por <a href="http://www.lapisraro.com.br/site/blog/index.php/2008/10/o-intercon-2008-e-a-polemica-da-inovacao" target="_blank">uma galera cheia de certezas</a>, que pôs o dedo no meu nariz dizendo que &#8220;essa história de duas palestras não funcionava&#8221;, &#8220;que eles iam numa rave para ouvir o som&#8221; e que a &#8220;idéia era de <a href="http://twitter.com/_Felipe/statuses/975165760" target="_blank">jerico</a>&#8220;. Nada mais construtivo, imagino que os caras devem adorar o <a href="http://www.maximidia.com.br/2008/" target="_blank">MaxiMídia</a>. E sabia que eles <a href="http://macmagazine.com.br/blog/2008/10/26/cobertura-do-macmagazine-no-intercon-2008/#comment-104076" target="_blank">não seriam os únicos</a>.</p>
<p>Mudei de idéia e voltei para os bastidores. No estado em que eu estava, não poderia ajudar ninguém. Como não gosto do tipo de humor <a href="http://www.deznecessarios.com.br/" target="_blank">desnecessário</a>, liguei o iPod e assisti a uma palestra do <a href="http://www.ted.com/index.php/talks" target="_blank">TED</a>, imaginando o que um Chris Anderson deveria agüentar e me perguntando por que raios fui parar ali.</p>
<p>Aplausos do lado de fora me chamam de volta para o palco: era o Gil, que retomava sua palestra interrompida com maestria, levantando o público e segurando a onda. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/With_a_Little_Help_from_My_Friends" target="_blank"><em>&#8220;I get by with a little help from my friends&#8221;</em></a>, pensei. Foi aí que me lembrei do que chamo em sala de aula de <em>Paradigma do Coentro</em>: &#8220;imagine que você entende de comida e vai a um restaurante. Te servem um peixe bom, mas carregam no coentro. Você sabe separar a diferença e dá ao restaurante uma outra chance. Se você não entendesse de comida, acharia que o peixe está estragado e nunca mais voltaria ao restaurante&#8221;. No nosso evento, a tecnologia é o coentro. O que importa é a qualidade das palestras. E esta, até agora, tinha sido preservada.</p>
<p>Na parte da tarde, as coisas melhoraram. Mas eu, confesso, não estava nada confiante. Praticamente não aproveitei a palestra do Mugnaini porque ainda tentava resolver problemas técnicos e de tempo. Não tinha coragem de pedi-lo para que reduzisse sua palestra, afinal <strong>ele era a grande estrela do evento</strong>, mas nem precisei. Pontual e profissional, nem parecia um publicitário. Em uma apresentação sucinta e muitíssimo bem fundamentada, ele encantou o público e devolveu ao InterCon a mística inspiradora das grandes falas. Graças a ele, voltei a acreditar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/barbutti/2979027567/" target="_blank"><img title="Mugnaini" src="http://farm4.static.flickr.com/3032/2979027567_fb759e56a0_d.jpg" alt="Mugnaini" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Logo depois dele, o momento mágico: de um lado da platéia <strong>Alexandre Bessa</strong>, da Gringo, falando de gerência de projetos com tanta paixão que fazia o tema parecer sexy. Do outro, <strong>Frederick Van Amstel</strong> arrasando em uma palestra fascinante sobre o design de interação em que mostrava que o que pode vir por aí é limitado apenas pela imaginação. No meio da palestra do Mugnaini, Amstel dá lugar a <strong>Ariel Alexandre</strong>, que com um sorriso de superstar, mostrava uma visão inovadora e realista sobre a TV digital e provava que era possível, muito possível, fazer uma inovação sem precedentes no mundo. Eu não faria melhor.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/everton137/2979276064/" target="_blank"><img title="Duas palestras" src="http://farm4.static.flickr.com/3024/2979276064_ed76cb0e1d_d.jpg" alt="Duas palestras" width="500" height="375" /></a></p>
<p>O mais bacana era tirar o fone de ouvido e perceber um silêncio sepulcral na platéia. Admirável. Quando os dois lados terminaram, fui ao palco para dizer que, mesmo tendo 42 anos e sendo provavelmente um dos mais velhos da platéia, me senti nascendo de novo ali. Agradeci muito a colaboração e compreensão do público e disse que eu praticamente nascia de novo ali. Muita gente achou que era meu aniversário. Não é, foi no dia 4/10, mas obrigado mesmo assim.</p>
<p>Até os patrocinadores colaboraram. Eles tinham cerca de cinco minutos cada um, mas praticamente não usaram mais do que três. Depois do Coffee Break, nova intervenção FF: de um lado <strong>Alexandre Freire</strong>, da Oracle, falando sobre segurança. Do outro, o mestre <a href="http://blogblogs.com.br/" target="_blank"><strong>Manoel Lemos</strong></a> falando de empreendedorismo. Fiquei bem feliz em tê-lo no evento, já que ele comprou a idéia desde o início. A minha surpresa foi vê-lo trazer um sabre de luz e entregá-lo para mim. Parecia uma cerimônia medieval de consagração de Cavaleiros, me senti como se ganhasse o título de <em>Sir</em> Radfahrer =]</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/webco/2971727569/in/photostream" target="_blank"><img title="Coroação" src="http://farm4.static.flickr.com/3296/2971727569_ac062eb166_d.jpg" alt="Coroação" /></a></p>
<p>Manoel falou sobre a importância do pensar estratégico e a diferença entre o planejamento e o plano. Com uma mistura primorosa de técnica e prática, virou praticamente todas as cabeças da platéia para a direita. Meia hora depois, <a href="http://www.aprendendoempreendendo.com/2008/10/o-intercon-por-dentro-da-cabea-de-um.html" target="_blank">Daniel Heise</a> e o desafio de falar depois do Manoel. Dizer que ele conseguiu seria um desrespeito. Ele matou a pau, em uma palestra sóbria, humilde, sólida, extremamente competente e muito, muito emotiva. Tanto que quando ele colocou a foto da mulher no último slide, não conseguiu falar de tão emocionado que estava. Fui socorrê-lo e disse que eu entendia bem como ele se sentia. Não poderia ser mais sincero.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/lufreitas/2976271828/" target="_blank"><img title="Heise" src="http://farm4.static.flickr.com/3202/2976271828_9aba7a67ee_d.jpg" alt="Heise" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Minha participação tinha praticamente terminado. Apesar dos problemas técnicos, eu estava muito satisfeito. Grandes palestras, idéias inspiradoras, um excelente resultado. Do alto do palco, deixo registrada a minha alegria no Gengibre:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="200" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="&amp;castId=V17A7PAD&amp;color=1&amp;" /><param name="src" value="http://www.gengibre.com.br/flash/miniplayer.swf" /><param name="wmode" value="transparent" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="200" height="100" src="http://www.gengibre.com.br/flash/miniplayer.swf" wmode="transparent" flashvars="&amp;castId=V17A7PAD&amp;color=1&amp;" bgcolor="#ffffff"></embed></object><br />
<span style="font-size: xx-small;"><a href="http://www.gafanhoto.com.br">Via Gafanhoto.com.br</a></span></p>
<p>O evento tinha acabado bem. A partir dali, poderia pegar minhas coisas e ir embora. Aproveitei para ver como andavam as oficinas de Photoshop com o <a href="http://www.fabiolody.com.br/" target="_blank">Fábio Lody</a> e vi de longe um pedaço da palestra do grande <a href="http://www.akitaonrails.com/" target="_blank">Akita on Rails</a> (quando eu penso que fui o primeiro chefe dele eu me encho de orgulho).</p>
<p>Tinha ouvido falar muito bem do grande Paulino Michelazzo, mas infelizmente não pude vê-lo. Ora, não era exatamente essa a idéia do evento? Como na Internet, o que você não pode ver você linca, tagueia, buquimarca (perdão pelos neologismos) e fica de ver depois.</p>
<p>Seguindo esse raciocínio, Paulino ficou para novembro.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/everton137/2979276068/" target="_blank"><img title="Paulino" src="http://farm4.static.flickr.com/3219/2979276068_74dd4e9f32_d.jpg" alt="Paulino" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Volto para o auditório para tomar um susto: o painel final ainda não tinha nem começado. Os caras levaram mais de vinte minutos para plugar tudo que tinham. Que eu me lembre, não era uma pirotecnia gráfica nem tenda do Cirque Du Soleil, mas um pauerpóint ou similar. A primeira tela que eu vi meio que sintetizava o espírito que estava por vir:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/anabarroso/2975830500/" target="_blank"><img title="hype" src="http://farm4.static.flickr.com/3042/2975830500_628a63a328_d.jpg" alt="hype" width="500" height="375" /></a></p>
<p>O nome original do grupo era para ser: &#8220;quatro gordos e uma gostosa&#8221;. Reclamei, bati o pé e disse que isso era depreciativo para os cinco e para o evento. Pode ser que eles tenham repensado, pode ser que simplesmente não tenham achado a tal da gostosa, mas o fato é que mudaram o título do painel.</p>
<p>O painel começou bem, com uma apresentação interessante do <a href="http://grupodeplanejamento.typepad.com/v1/" target="_blank"><strong>Ken Fujioka</strong></a> sobre Bossa Nova. Dava para ver que os caras tinham se esforçado. Depois começou a discussão, com <a href="http://twitter.com/renedepaula/status/977274578" target="_blank">aquelas velhas opiniões formadas sobre tudo</a>. O tempo corria. Em menos de duas horas o teatro seria palco de uma peça, por isso precisava ser entregue em ordem. O papo estava bom, mas o evento não era deles e eles precisariam acelerar. Se o Sérgio Mugnaini fez isso, por que não eles?</p>
<p>Mas ao serem avisados que seu tempo estava no fim, veio o vexame: um dos participantes subiu nas tamancas, reclamou que tinha duas horas de material preparado e que iria falar até mais. Era só olhar o programa para ver que eles tinham 1h20&#8242;. Com vinte minutos de preparação, a organização deu uma hora, não havia nada para reclamar. Sei que o <strong>Ken</strong> jamais faria isso. O <a href="http://www.coxacreme.com.br/" target="_blank"><strong>Cava</strong></a> jamais faria isso. O resto fez pior: jogou a platéia conta a organização, disse que foi mandado embora e que gostaria de ficar mais. E ignorou solenemente os DOZE avisos de encerramento.</p>
<p>Resultado: foram cortados, causaram um gigantesco mau-estar e um evento que deveria terminar com palmas terminou com vaias. Bonito. Será que aqueles que <a href="http://twitter.com/thiagomenino/status/977187442" target="_blank">ainda estão dando risada com a falta de organização</a> já se esqueceram das palestras geniais do Stelleo, do Gil, do Bessa, do Sérgio e de todo o grupo do FF? Será que tem gente que realmente acredita <a href="http://twitter.com/baunilha/statuses/976905824" target="_blank">preferir ver um evento certinho em que nada de novo ocorre a um evento com essa qualidade de palestras</a>, tecnologia à parte? Será que quem toma as dores do painel dizendo que os pobrezinhos trabalharam de graça se esqueceu que todo mundo trabalhou de graça? Eu venho trabalhando de graça há quatro meses. O evento <a href="http://twitter.com/fabianopereira/statuses/9