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	<title>Luli Radfahrer &#187; mídia social</title>
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	<description>Considerações sobre design de interfaces e criatividade digital.</description>
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		<title>Um pouco de ética para o Marketing digital</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 14:13:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Não marcado]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Qualquer profissional que tenha mais de 15 minutos de experiência na área de Comunicação e Marketing digital já deve ter aprendido a repetir o chavão que a &#8220;<a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-pp/pp06/" target="_blank">Internet é uma rede de pessoas</a>&#8220;. Mesmo entre os que ainda não têm tanto conhecimento já é comum a idéia que a mídia social é, cada vez mais, o ambiente a que o consumidor recorre antes de tomar uma decisão de compra. Se todo mundo sabe, não soa estranha a idéia de <a href="http://www.riot.com.br/" target="_blank">&#8220;receitas&#8221; de inovação ou &#8220;dicas de sucesso&#8221;</a> para ações de Marketing em redes sociais?</p>
<p>É interessante como muitas empresas sérias de comunicação, ao entrarem no ambiente digital, parecem abrir mão de tudo que foi aprendido ao longo do século XX e recorrer a <a href="http://www.futepoca.com.br/2008/02/o-marketing-viral-e-nike.html" target="_blank">práticas que dariam vergonha</a> aos vendedores ambulantes de <a href="http://www.albertoclaro.pro.br/noticia.asp?codigo=297" target="_blank">Óleo Glostora</a> e criadores de cartazes de Rhum Creosotado. Hoje não é incomum mentir desapegadamente &#8211; para o consumidor, para o cliente, para o mercado, para a comunidade.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.novomilenio.inf.br/santos/bondei.htm" target="_blank"><img title="Rhum Creosotado" src="http://www.novomilenio.inf.br/santos/bondes/bondpub1.jpg" alt="Rhum Creosotado" width="455" height="674" /></a></p>
<p>É uma prática perigosa. Ela queima o anunciante e o meio e gera uma resistência furiosa  entre o público. Nociva feito um cigarro ou um vírus, essa prática parece gerar resultados a curto prazo, com altos índices de visitação, recall e clicktrough. Só que esse clique é menos estável que o capital especulativo, e costuma ir embora mais rápido do que veio. A médio prazo sobra uma sujeira generalizada na imagem da marca, do veículo e do meio. Daí não tem <a href="http://www.abemd.org.br/AutoRegulamentacao/CodigoEtica.aspx" target="_blank">código de ética</a> ou <a href="http://www.amoremcristo.com/index.asp?friend=google3@amoremcristo.com&amp;gclid=CKPF0e-r9pICFQPHPAodbSkPzw" target="_blank">santo</a> que resolva: o mal está feito e a limpeza vai custar muito, muito mais caro.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Exxon_Valdez_oil_spill" target="_blank"><img title="Exxon Valdez" src="http://staffwww.fullcoll.edu/tmorris/elements_of_ecology/images/exxon_valdez.jpg" alt="Exxon Valdez" width="400" height="256" /></a></p>
<p>Algumas práticas razoavelmente simples e de bom senso podem ajudá-lo a escapar dessa armadilha de marketing fácil. Minhas sugestões são:</p>
<ol>
<li><strong>Não engane o consumidor</strong> &#8211; você não é banco nigeriano nem policial da receita e ele vai acabar descobrindo.</li>
<li><strong>Você não é mais esperto que ninguém</strong> &#8211; a tecnologia que era de ponta em 2001 hoje é usada por sua avó para se comunicar com parentes em Pindamonhangaba. A linha que separa o &#8220;já foi&#8221; do &#8220;já era&#8221; é tênue.</li>
<li><strong>Gere valor, não mais sujeira</strong> &#8211; <a href="http://www.garconete.com.br/nova/viradacultural.asp" target="_blank">ajude, simplifique</a> e eduque seu consumidor sempre que possível</li>
<li><strong>Ouça, não finja que ouça</strong> &#8211; se abriu um canal de comunicação, use-o. Saiba que é impossível fechá-lo e que ele já estava aberto antes de você tomar a iniciativa.</li>
<li><strong>Não tope tudo por dinheiro </strong>- mesmo que você ache que não tem ninguém olhando. Tem sempre alguém olhando, acredite.</li>
<li><strong>Seja explícito</strong> &#8211; você não ODEIA &#8220;informe publicitário&#8221; em jornal? Não ABOMINA spot de rádio que finge ser uma ligação telefônica? Então.</li>
<li><strong>Trabalhe sua reputação</strong> &#8211; seja consistente, coerente e confiável. Na dúvida, faça o contrário de <a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2002/09/36070.shtml" target="_blank">certas marcas</a>, que jogam uma pá de cal em sua marca a cada semana.</li>
<li><strong>Não chute nem suponha</strong> &#8211; a segmentação de mercado abre espaço para um trabalho cada vez mais sério com Personas e pesquisa. Se você discorda, lembre-se do tópico 2 desta lista.</li>
<li><strong>Dê mais do que lhe pedem</strong> &#8211; já que o espaço é ilimitado e o consumidor fez um enorme escforço para ir até você, recompense-o.</li>
<li><strong>Não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você</strong> &#8211; essa é a regra de ouro. E no entanto muita &#8220;agência digital 2.0 de inovação&#8221; continua a gastar em banners que ninguém lê e a descarregar 700 exposições diárias em uma mesma página. Azar do cliente, azar do consumidor. Com a comissão embolsada, quem se importa?</li>
</ol>
<p>Simples, não? Na verdade são regras de boa educação que funcionam desde que o mundo é mundo. Acredito que enquanto nos comunicarmos com pessoas elas devem continuar a valer. No próximo post eu desenvolvo cada um dos tópicos.</p>
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