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FF’08

Imagine um ciclo de palestras em formato Rave. Imaginou? POIS esqueça. é muito mais.

FF’08. O evento de inovação do iMasters InterCon 2008.

É novo? Básico. Já foi testado? Claro que não, senão não seria novo. Vai funcionar? Acredito que sim. Vai ser inesquecível? Sem dúvida. Preciso de você? mais do que nunca.

As idéias a seguir são resultado de um formato que vem sido pensado e discutido há aproximadamente dois anos, mas isso não significa que esteja definitivo e imutável, muito pelo contrário. Peço a vocês que compartilhem suas experiências conosco para que possamos nos antecipar a quaisquer críticas, sugestões ou questionamentos que surjam.

1.    O que é FF?

Se a primeira idéia que lhe passou pela cabeça é a abreviação de “Fast Forward”, você não está errado. Mas FF não se restringe a um nome específico. Considerada a idéia de avançar na narrativa, de vencer a ansiedade e mostrar o que vem de novo por aí, “fast forward” não é um mau nome.

Mas nosso avanço é digital, por isso ff também pode significar FF, 255 em hexadecimal, o valor mais alto que se pode registrar em um byte. Outro aspecto que pretendemos abordar no evento é um enfoque mais amplo e abrangente possível, um grande ângulo de visão como o que se tem nas novíssimas câmaras digitais que registram toda a imagem em seu CCD – em termos técnicos, essas câmaras são chamadas de FF, ou “full frame”.

FF

“FF” em fotografês.

No mundo digital, FF também é usado como acrônimo para FireFox, e – por que não? – para o fantastic four. Mesmo fora do mundo interconectado, FF ainda representa inovação, qualidade e intervenção, seja em fine food, ou no poderoso tom fortissimo das partituras, contrário de pianissimo. Enfim, gostaria que, como acontece com GNU, FF esteja mais para nome que para abreviação. Não será difícil, com esse conteúdo e a ajuda de vocês.

2.    FF é parte do InterCon?

Sim e não. Como o InterCon, ele é um subproduto da comunidade iMasters, mas conforme seu desempenho ele poderá se tornar um evento independente. Seu formato e conteúdo não devem ser comparáveis, já que serão diferentes. Enquanto o InterCon trata de visão de negócios, o FF tratará de observação de tendências. Para referência, pense nas revistas Info e VIP. Ambas já fizeram parte da Exame e hoje têm conteúdo, estrutura, projeto gráfico e público completamente diferentes.

livro

Livro fruto do último InterCon. Não tem ainda? Mané.

3.    Os palestrantes:

Os palestrantes deverão ser um mix de empreendedores em novas tecnologias de comunicação e teóricos / pesquisadores / estudiosos / curiosos profissionais sobre os novos temas. As palestras deverão ser coordenadas e conhecidas por todos os palestrantes por um bom tempo antes do evento, para que haja uma maior acomodação e preparação dos temas.

Minha participação será mais visível nos bastidores e na preparação dos conteúdos que no dia do evento. Sou “curador” do evento, selecionando temas, ordem de palestras e apresentadores. Cabe a mim, junto aos palestrantes, definir, integrar e encadear os temas expostos para que a experiência do evento seja o mais completa possível. Em outras palavras, sou tipo o treinador do Rocky Balboa.

4.    FF é o TED brasileiro?

Não, nem pretende ser. O TED (que deve seu nome ao acrônimo Technology, Entertainment, Design) vem mudando bastante nos últimos anos e de vez em quando me parece que eles buscam ser uma versão descolada de Davos.

Gates

Suas palestras continuam fascinantes, mas hoje estão mais focadas em inclusão e ciência que entretenimento ou design, e essa abertura de foco pode levar a uma confusão de objetivos. No entanto, há algumas idéias no TED que merecem ser aproveitadas, como a cobertura extensiva em vídeo e a insistência em buscar o novo.

Não sei se isso passou pela sua cabeça, mas o FF também está longe do formato de grandes eventos de mídia, como o Proxxima, que apesar do (excelente) nome, parece ter uma preocupação excessiva em reafirmar as estruturas e posições da indústria clássica da mídia de massa, sempre com os mesmos velhos palestrantes representando as mesmas velhas agências e fazendo o mesmo velho discurso sobre os eternos velhos temas.

proxx

Não, certamente não é por aí.

Antes que você pense em Barcamp, Blogcamp ou qualquer outro “camp”, já aviso que nosso evento deverá ser menos anárquico no que diz respeito à participação instantânea do público, no momento das palestras.

Mas isso não significa que seja menos inovador, muito pelo contrário. O formato de palestra curta, com tema focado e forte experiência garante que não se fuja do assunto principal e que as discussões não sejam desviadas para tópicos não relacionados, batidos ou sem solução imediata (banners, monetização, valorização da Internet, governo etc).

O Campus Party, em alguns de seus momentos mais brilhantes, teve algumas exposições perfeitas, embora quem as tenha visto saiba bem que foram esparsas – e ambientadas em um ambiente dispersivo e pouco estruturado.

Gil

As lições que gostaria de aplicar desses eventos são:

  • TED – cobertura extensa, gravação de todas as palestras, se possível mais completa que o original;
  • Proxxima – imagem de marca de inovação, construída graças a palestrantes de nome e platéia qualificada;
  • Camps – inovação real e envolvimento da comunidade por um longo período anterior e posterior ao evento; e
  • Campus Party – exemplos práticos e inspiração.

5.    Objetivos:

São poucos, mas bastante ambiciosos. Levantei alguns até agora:

  • Inspirar a platéia e estimular o empreendedorismo, já que vivemos em uma cultura que o favorece (digital) e outra que o desanima (Brasil);
  • Apresentar aplicações práticas de idéias e estimular brainstorm constante;
  • Atrair a atenção de empresas, clientes e investidores e colocá-los em contato com os empreendedores, inventores e inovadores, o que pode levar a parcerias produtivas; e
  • Esclarecer novos conceitos e minimizar dúvidas com relação a processos que ainda não foram implementados ou que estão em seus início.

Alguma dúvida até agora?

Imaginava que não.

6.    Formato:

isseyQualquer inovação de respeito costuma ter ao menos cerca de 40% de referências conhecidas, senão corre o risco de ficar “maluca” ou “hermética” demais para que gere empatia. As exposições de arte e música ultramodernas costumam pecar por esse excesso. Os desfiles de moda também.

Para aproximar as novas idéias ao público, não encontrei formato melhor do que um ciclo de palestras e painéis para um evento dessa magnitude. Mas isso não significa que elas tenham que ser maçantes como aulas de química com giz e lousa ou mesas redondas que debatem os gols da rodada. Há algumas diferenças entre esse evento e as workshops, oficinas, palestras e seminários que estamos habituados a freqüentar:

  • Duas palestras simultâneas – neste ano as palestras do FF serão divididas com as do InterCon. Logo serão divididas entre si. A idéia é sempre proporcionar duas ou mais experiências simultâneas e provocar um “zapping” focal na platéia, que sempre poderá dedicar 100% de sua atenção a qualquer dos temas quando (re)ver a apresentação online. Essa flutuação de atenção tende a estimular idéias e propiciar interações, motivo principal do evento;
  • Host – eu, que terei lido boa parte das apresentações, referências, blogs, twitter e comentários. Com essa informação em mãos, e ajudado pela platéia (você), poderei perguntar, mesclar e integrar as várias palestras do dia com a reação da platéia, tanto ao vivo quanto online;
  • Integração dos palestrantes – é fundamental que todos os apresentadores conheçam as palestras dos outros com razoável antecedência para que o tempo seja aproveitado ao máximo. Já combinei com eles, aos pares, os temas gerais. Nas próximas semanas partiremos para o específico;
  • Velocidade, participação e eventos – a idéia do evento é “jogar a bomba”, chacoalhar a platéia com uma tsunami de idéias e formatos. Como disse o William Gibson, autor de Neuromancer e inventor dos termos cyberspace e matrix, “o futuro já chegou, pena que seja tão mal-distribuído”. O evento tem a intenção de provar essa afirmação e atordoar a platéia com uma visão de futuro. Quem quiser mais sempre poderá consultar os sites mostrados / citados mais tarde; e
  • Cobertura e follow-up – acabado o evento, o website do evento deverá mostrar os vídeos das apresentações, download e fórum para discussão.

7.    Tendências vs. estudos de casos

Embora tenha um forte enfoque prático, com a maioria das palestras mostrando estudos de casos, protótipos e propostas de inovação, um terço do conteúdo do FF está reservado para observação e análise de tendências. Sua função é identificar novos produtos e serviços que indiquem mudanças no cenário e possam propiciar boas idéias e oportunidades de negócios. Blogs, redes sociais, YouTube, Twitter… tudo isso já foi novidade um dia. O que são as novidades hoje? Em que ondulações o profissional deve se concentrar e observar de perto?

Essa divisão temática não será evidente – pelo contrário, deverá ser mesclada com as outras exposições. Minha intenção é aproximar as inovações do mundo real e da experiência prática. Assim, pretendo evidenciar a importância de todos – não somente acadêmicos – manterem os olhos abertos quanto às mudanças no cenário. Estudo e pesquisa não são mais obrigação ou vantagem competitiva: são estratégias de sobrevivência.

PARC

Como um dia as pesquisas da Xerox PARC sobre Mouse e GUI impulsionaram a Apple, espero que essas palestras tenham, guardadas as devidas proporções, um efeito bastante inspirador. Assisti uma exposição sobre Adobe Acrobat no começo de 1994 que mudou minha vida profissional. Adoraria propiciar isso a alguns de vocês.

8.    Resposta

Sem nenhuma modéstia, a intenção deste evento é propiciar uma experiência sem precedentes neste planeta ou espécie. por mais que não me importe com a repercussão, gostaria que o resultado final fosse uma sensação única de visão dos próximos capítulos, no melhor estilo da tecla FF nas antigas fitas de videocassete.

Rave

Você já viu um evento como esse antes? Aposto que sim. Em uma rave. Pois é.

Obrigado por acreditar. Você não se arrependerá.

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