O mundinho nerd está em polvorosa com o lançamento do Chrome. Uns acham que é a redenção, outros acham que o produto não está com essa bola toda. E sempre há quem tenha certeza certeza absoluta que ele é o arauto da dominação Global. Minha opinião é que os engengheiros de software do Google finalmente descobriram como ativar o “campo de distorção da realidade“ que o Steve Jobs maneja tão bem desde 1981. A apresentação do produto, em estilo graphic novel bicromático tem um quê cult extremamente familiar entre a comunidade de desenvolvedores. Se parasse por aí já seria uma belíssima intervenção de marketing, no melhor estilo daquela mesa que causou tanto barulho. Já era tempo de aparecer com uma coisa nova, já que o último anúncio do Google foi meio desanimador. Leia mais…
Dia 25/10 vai acontecer o InterCon 2008. Até aí, nenhuma novidade. Todos os anos, a equipe iMasters se desdobra para fazer um evento de ponta, com profissionais de altíssimo nível. Você provavelmente já deve ter visto o site, já deve saber dos palestrantes e deve ter lido resenhas caras muito mais interessantes, descolados, bonitos, cheirosos e influentes que eu falando a respeito. Gente como ele, ele, eles e ele, por exemplo. Se você é sucficientemente descolado, já deve ter entrado em contato com um ou outro colega para saber de determinado palestrante ou oficina.
O que sobrou para eu dizer? Bem, que o evento deste ano será… diferente. Ele terá seis oficinas de arte, seis oficinas de código, um painel e um mundaréu de palestras acontecendo ao mesmo tempo. Algumas delas, no mesmo palco. Simultaneamente.
Louco? Nada, pense em como você vê TV. Saca essa coisa multitarefa, simultânea, composta? Pois.
Minha sugestão está aqui. Quero a sua opinião. Sábado, logo depois do almoço, estarei no Gafanhoto para o BlogCamp, com alguns membros do iMasters e alguns palestrantes. Vamos apresentar a idéia e ouvir as contibuições de vocês. Até lá, este blog está às ordens.
Você é daquele tipo de criativo explosivo, cheio de idéias? Tudo é interessante para você, de cocô de pinguim a reatores nucleares? De vez em quando você se desespera por não ter foco e não saber aonde vai acabar? Pois veja o vídeo a seguir e se sinta um estatístico. Talvez ele faça bem para sua auto-estima, talvez você se sinta ainda pior. O mais provável, acredito, é que você comece a considerar como deve ser divertida a vida de um psiquiatra.
Neste sábado participei de um evento do MeioBit, o MeioBit Expo. Encontrei vários amigos por lá e posso dizer que aprendi bastante. Acho impressionante a tenacidade do jovem empreendedor brasileiro que parece não dar a mínima para um governo faminto que cobra mais impostos do que as cotas de muitos sócios majoritários. Mesmo assim, o que se falou não foram modelos de negócios ou formas de driblar tributos, mas
Meu grande amigo Carlos Lunetta de vez em quando me presenteia com links admiráveis. Tem vezes que essas referências passam meses na minha caixa de entrada, esperando pelo momento correto para serem lidas. Foi isso que aconteceu com o vídeo acima. A experiência é tão impressionante que precisava mostrar primeiro para depois pensar no que falar a respeito. Parabéns à Apple. Uma interface consistente e tão amigável que até alguém que não sabe ler ou falar é capaz de operar é, no mínimo, digna de respeito.
Para os fãs de Blackberry e de outras plataformas (como o Treo, tem gosto para tudo) e detratores em geral, a torcida de braço é obrigatória. Antes que os Racionais MCs me venham acusar de fanboy do Jobs; antes mesmo que se levantem todos os argumentos cerebrais em defesa do N95 ou plataforma Symbian, eu já aviso que conheço a maior parte dos problemas do iPhone – e os odeio tanto quanto vocês. Eu sei que é mais fácil digitar em um aparelho que tenha teclas. Também sei que é absurdo que um aparelho tão metido a descolado não tenha copy-paste. Como muitos, não me sinto confortável com o download de aplicativos estar centralizado na iTunes Store e temo pelos planos de dominação global da Apple (e do Google, claro).
Talvez você tenha se perguntado quem era o Julius com quem eu falava em meu post de Londres. Pois taí o cara: editor de 27 livros pela Taschen, com cerca de um milhão de exemplares vendidos, desde o clássico Digital Beauties até o mais recente Advertising Now. Online. Carioca que já morou no Japão e que hoje vive na Alemanha, com amigos na ONU e com mais diretores de criação na agenda do que você poderia imaginar, o cara é muito gente boa - e naturalmente, tem várias idéias de primeira.
Outra coisa bacana, foi ele quem me ajudou com mais da metade dos contatos durante a viagem, daí você imagina a reponsa. Uma conversa com ele sobre Cannes, tendências e o futuro da comunicação, como você pode imaginar, dá um excelente caldo. Como todas as outras conversas, vou transcrever e assim que tudo estiver OK, você a verá por aqui. Mas já adianto alguns temas:
Luli Radfahrer (luli@luli.com.br) é Ph.D. em comunicação digital pela ECA-USP, de onde também é professor há mais de dez anos. Trabalha com internet desde 1994, quando fundou a Hipermídia, uma das primeiras agências de comunicação digital do país, hoje parte do grupo Ogilvy. Saiu em 96 para fundar seu estúdio, onde atendeu AlmapBBDO, MTV, FIAT, Leo Burnett, VISA, Volkswagen e Camargo Corrêa. Em 99 foi para a StarMedia de Nova York assumir a Vice-Presidência de Conteúdo. De volta, criou a dpz.com, divisão digital da agência de propaganda DPZ. Em 2002 trabalhou em Londres, com projetos de TV Interativa e comunicação wireless. Voltou como consultor, tendo como clientes a AOL Brasil (redesenho e reestruturação do conteúdo) e o McDonald’s (projeto de conteúdo para o McInternet). Desenvolve, segundo seus amigos, “projetos meio malucos” para empresas no Brasil, Canadá, Estados Unidos e Oriente Médio. Colunista da revista Webdesign, é autor dos livros “Design/web/design” e “Design/web/design:2”, considerados referência para a área, e “A Arte da Guerra Para Quem Mexeu No Queijo Do Pai Rico”, uma análise crítica e bem-humorada do ambiente corporativo.