
Caros leitores bissextos deste blog verborrágico,
Para que as atualizações não demorem muito, mando três artigos que escrevi para a Revista Webdesign há pouco mais de seis meses (quarentena auto-imposta, não reclame). Eles tratam de cultura colaborativa, de aplicativos sociais e de fontes de idéias. A própria revista publicou meu último artigo, que me diverti em fazer na forma de um copy-paste fundamentado. Somando os quatro, dá umas doze a quinze páginas de muito texto, que deve mantê-los entretidos até que eu faça um novo post.
Outra boa notícia é que eu estou pensando (veja bem: pensando) em reformular este site, e o processo deve começar com uma reorganização de categorias, posts e páginas, para facilitar a navegação e a busca nesse palheiro de uns 250 posts longos e quase 300 páginas. É muita coisa, eu sempre falei demais. Tanto é que um dia tive a pachorra de exportar o texto, sem tags nem imagens ou vídeos para um editor e, depois de diagramado em Franklin Gothic Condensed 11/13, em duas colunas, ainda deu mais de duas resmas. Daí pensei em meu compromisso com o meio ambiente e na preguiça que daria em ler aquilo tudo e o último argumento me fez deixar o material mofando em qualquer canto do meu HD.
Mas a conversa sobre a reformulação do site, enfim, fica para outro dia. Antes dela devo publicar um top 10 dos artigos que mais gosto, já que o ranking anterior já tem dois anos e só cuidou dos posts. Boa leitura.
TENDÊNCIA Nº 15: TRANSMEDIA STORYTELLING.
O “novo” texto digital é chamado de Transmedia Sorytelling, aquele tipo de narrativa que usa várias mídias e tenta se misturar com a sua vida. Chame-o de narrativa transmidiática, se você achar pedante usar o termo em inglês. Eu honestamente acho os dois nomes um pouco esnobes para tratar de um hábito natural e ancestral do ser humano: o de contar histórias e forjar mitos, pouco importa seu suporte. O que, então, essa trans-coisa tem de tão especial?
Acho que a principal vantagem desse tipo de texto é que ele não conhece fronteiras: pode ser lido, ouvido, visto, vivido, sentido, alterado, remixado ou todas essas coisas ao mesmo tempo. Soa natural que, em tempos de mashup, fale-se tanto dele. Mas… será que ele é tão novo assim?
Leia mais…
TENDÊNCIA Nº ZERO: MUITO, MUITO TRABALHO.

Já deve ter dado para perceber que este ano, que começou em um ritmo acelerado, tende a ser bem puxado quando comparado a 2009 e impossivelmente lotado quando se considera que é ano de copa e eleição. Se você ainda não comprou sua vuvuzela, economize o dinheiro: não a deixarão usá-la em sua mesa de trabalho – e, siiiim, você certamente estará nela.
A corrida é tanta que ninguém de bom senso tem coragem de afirmar que o ano só comece depois do Carnaval. Este ano não. Ele já começou faz tempo, ou talvez seja 2009 que ainda não tenha terminado. Tanto faz. Há quem acredite que o ano passado acabe lá pela quarta-feira de cinzas, domingo de Páscoa, Corpus Christi… essas datas simbólicas que um dia chamamos de feriado.
Com essa perspectiva só resta depender das tecnologias de SMS, microblogging e transmissão de vídeos online para pelo menos conseguir acompanhar um gol ou outro, saber placares ou entender porque tanta gente está buzinando ou gritando na rua enquanto você se divide entre projetos, pauerpóints, relatórios, calls e reuniões. Essas tecnologias também o impedirão de fazer perguntas descabidas, como a situação de um país que foi desclassificado, principalmente se for o seu.
Leia mais…
TENDÊNCIA Nº 2: AUTISMO DIGITAL.

Tão longe, tão perto.
Interrompemos a nossa programação para falar um pouquinho da Campus Party, aquela que deveria ser a megafesta nerd, cada vez mais popular. É a terceira vez que vou no evento – que, se não me engano, está em sua terceira edição. Em 2008, ainda no pavilhão da Bienal, a coisa era ainda meio underground, até obscura. Chegava a ser divertido pensar que ela acontecia no mesmo espaço que, uma ou duas semanas antes, tinha acontecido o São Paulo Fashion Week – a princípio, os dois eventos não poderiam ser mais distintos. No ano passado sobraram pautas engraçadinhas que acharam suuuuper criativo levar um nerd ao SPFW e uma modelo à Campus.
Leia mais…

Nunca se falou tanto em tendências quanto hoje em dia. E nunca foram tantas. Já era de se esperar. Uma das explicações que é dada para o surgimento do pós-modernismo e a desaparição dos absolutos é que o aumento da comunicação entre países e a conseqüente expressão de seus povos fez com que múltiplas culturas – cada qual com sua própria estrutura de conceitos, verdades e valores – entrassem em contato, dando origem a um relativismo sem fim. A BBC tem um debate muito bacana sobre as diversas questões que essa corrente levanta, que não serão discutidas aqui.
Aqueles que se deram por gente depois da queda do muro de Berlim podem achar estranho e limitado o mundo dicotômico que se vivia até um bom pedaço da década de oitenta, época em que você era, obrigatoriamente uma coisa ou outra. Pouco importava que as descobertas do tio Feynman e do tio Heisenberg – e mesmo o gato do tio Schrödinger – já tivessem provado fazia mais de meio século que as coisas não eram tão preto ou branco. Leia mais…
Imagine-se muito, mas muito rico. Com um volume de dinheiro além de qualquer capacidade de compreensão. Tanto, mas tanto dinheiro que você seria capaz de comprar o que quisesse, quando quisesse.

Não, não, não. Acho que não estou conseguindo me fazer entender. É de muito mais dinheiro que eu estou falando. Um patrimônio maior do que o PIB de alguns países. E um razoável – mas não total – tempo livre. Sem nenhuma restrição ou condição. O que você faria? Se um deles fosse você no futuro, o que perguntaria? O que demandaria?
Com essa idéia em mente quero propor novas formas de pensar para 2010.
Leia mais…