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	<title>Luli Radfahrer</title>
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	<description>Considerações sobre design de interfaces e criatividade digital.</description>
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		<title>MegaGoogle,ou por que continuoa acreditar na nuvem.</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 14:39:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda não peguei o ritmo, por isso esses posts deverão ser um pouco esporádicos. Já que o primeiro mês de 2012 já passou e daqui a mais um mês o ano realmente começa, vamos ao que interessa. Se você acessa algo parecido com a Internet deve ter sabido de uma notícia mais importante do que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda não peguei o ritmo, por isso esses posts deverão ser um pouco esporádicos. Já que o primeiro mês de 2012 já passou e daqui a mais um mês o ano realmente começa, vamos ao que interessa. Se você acessa algo parecido com a Internet deve ter sabido de uma notícia mais importante do que <a href="http://www.megaupload.com/" target="_blank">a morte do velho amigo da garotada</a>: a mudança nas regras do jogo realizadas unilateralmente por aquele que é dono da bola, do campinho e dos juízes, resumida no simpático videozinho abaixo:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/KGghlPmebCY" frameborder="0" width="500" height="284"></iframe></p>
<p>Gostou do vídeo? Bonitinho, né? Agora vamos lá: você REALMENTE acredita que a intenção é esta? Ah, tá bom. O mais bacana é que não tem opt-out. Não gostou? Quer protestar? O Google não te impede, mas não te hospeda. Vista as calças e abandone a festa.</p>
<p><span id="more-7703"></span></p>
<p>Videozinho por videozinho, este é muito mais simpático:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/K9caPFPQUNs" frameborder="0" width="500" height="284"></iframe></p>
<p>O que leva a um ponto muito importante: o que vai acontecer com aqueles pobre coitados que usavam o MegaUpload como <a title="Dropbox" href="http://db.tt/zOm8ybf" target="_blank">DropBox</a>? Tudo bem que não se fala em 1% nesses tempos de 99% (nesse caso deve estar mais para 0,000001%, mas não desviemos do assunto). O que acontecerá com eles? Não sei não, acho que já era. Provavelmente serão considerados <a href="http://www.scaruffi.com/politics/massacre.html" target="_blank">vítimas de guerra</a>, um mal necessário para quem os trata como estatística.</p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 10px;" title="Super Crunchers" src="http://bookdealers.co.za/sites/default/files/imagecache/product_full/sitepics/products/2011/Super_Front.png" alt="" width="234" height="360" />Daí aprende-se uma lição que todo mundo sabia desde muito antes da Internet: 1) não se deixa coisa importante em armário suspeito; 2) não se deixa coisa suspeita em armário importante; e 3) vice-versa. Ou, resumidamente, nem sempre o colchão é o pior lugar para se guardar dinheiro.</p>
<p>O mesmo vale para a política de privacidade do Google, dono de boa parte do que se conhece por nuvem. Ele não vai fechar. Se desativar uma coisa ou outra, deve avisar antes, do mesmo jeito que o Yahoo! teve a decência de fazer quando passou o Delicious adiante.</p>
<p>Mas isso não quer dizer que liberou geral nem que a vigilância será radical. Apenas que as portas do fichário são de acrílico, arriscadas para quem quiser guardar sua pornografia ou pirataria nele. Se a suruba for generalizada, recomenda-se tirar seus bens preciosos daquela festa suspeita. Se baixar a polícia e todo mundo for em cana, vai ficar difícil dizer que a bolsa não é sua.</p>
<p>Quanto ao resto das pessoas razoáveis, que usam os serviços do Grande Irmão Branco, não há (muito) a temer por um único motivo: o Google já era mesmo dono de boa parte dos seus dados, e mesmo afirmando categoricamente que não invade a privacidade de usuários individuais, a quantidade de algoritmos e supercomputadores que tem pode moer suas bases de dados e chegar a previsões bem aproximadas. Daí, pra dar uma de bonzinho, manda um <a href="https://www.google.com/settings/ads/onweb/?hl=en&amp;sig=ACi0TCj7icigFDHwoQfOvid2a4kIi-F-e41_uPOfAXLkGYrcg0uYhaDCRuRtNXnF7NCLGfGvnHA0vQMItp9tCWvHLiP8sTWbJpyv5A-pb68Qp-AGEik0IkDL5EUDmLfAaRPZ9np0O2T80oKCpNmZABibCUX-t7tRsEXCQY2GclYTHDU40QVoMFQ&amp;hl=en" target="_blank">link ingênuo como este</a>, pra tentar te convencer que você é o paranoico &#8211; ele, na verdade, não sabe de quase nada. Claro. Nem ele, nem a Amazon, nem a Apple. O Big Brother só existe na cada do Bial. Acredite quem quiser.</p>
<p>Ainda mais hoje em dia que seus aplicativos são usados com uma frequência de causar inveja à Rede Globo nos tempos da primeira <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Selva_de_Pedra_(1972)" target="_blank">Selva de Pedra</a>. Não sei se você reparou, mas já faz algum tempo que ninguém propõe passar <a href="http://www.tecmundo.com.br/3823-desafio-baixaki-vivendo-uma-semana-sem-google-.htm" target="_blank">uma semana sem Google</a>. Talvez porque, como uma semana sem banho, sem luz ou sem coleta de lixo, a pauta só valha pelo bizarro da história.</p>
<p>Chega de interlúdio. No próximo post, a análise dos tópicos.</p>
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mimi nina nyuma</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 21:10:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Ya estoy de vuelta. E com umas suíças pra Tio Patinhas e Isaac Asimov não botarem defeito. Wolverine? Não, o rapaz tem suíças pretas e aquele mau humor típico de Angry Young Men. (Ahem) isso não tem nada a ver com o que eu ia falar. O blog volta à ativa, pra começar com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/Eu.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7690" title="Luli Radfahrer" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/Eu.jpg" alt="Radfahrer" width="450" height="508" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ya estoy de vuelta. E com umas suíças pra Tio Patinhas e Isaac Asimov não botarem defeito. Wolverine? Não, o rapaz tem suíças pretas e aquele mau humor típico de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Angry_young_men" target="_blank">Angry Young Men</a>.</p>
<p>(Ahem) isso não tem nada a ver com o que eu ia falar. O blog volta à ativa, pra começar com um pedido de desculpas. Levou tempo para me adaptar às novas demandas de <a href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luliradfahrer/" target="_blank">colunas semanais para o Caderno Tec da Folha de S. Paulo</a>, projetos especiais de disciplinas da ECA, cursos e palestras externos e mais uma porrada de coisas, incluindo consultorias e roubadas diversas. Mas aprendi um monte, e pretendo compartilhar o que der com vocês.<span id="more-7689"></span></p>
<p>Como se não bastasse, me atraquei com uma pesquisa monstro em que analisei mais de 1200 ferramentas e serviços online para fazer um livro com uma boa análise de aplicações e sugestões, que deve ser lançado por uma editora bem bacana em Março. Mais do que isso eu não posso falar, mas garanto que o resultado ficou bom. Estou trabalhando na revisão de cada tópico &#8211; o que dá uma trabalheira &#8211; e por isso que ainda não volto à carga toda. O vídeo a seguir mostra um pedaço do que pesquisei, parte dele mostrado no <a title="iMasters InterCon " href="http://intercon.imasters.com.br/2011/home/" target="_blank">iMasters InterCon</a> passado:<br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/WrPEJ3BaIZQ" frameborder="0" width="500" height="284"></iframe><br />
Mas isso é assunto para posts posteriores. Começo o ano com a típica série de &#8220;coisas para se pensar&#8221; &#8211; mais uma vez pedindo desculpas por não terminar a do ano passado. Eu estava atarefadíssimo, e depois de tanto atraso, não fazia sentido continuar. Se vocês quiserem, comentem que eu fecho a série.</p>
<p>O ano começou bem, com um chat de alto nível no grande <a title="Papos na Rede" href="http://paposnarede.com.br/" target="_blank">Papos na Rede</a>. O link do áudio está <a title="Papos na rede Luli" href="http://www.4shared.com/mp3/m7iOuVpL/paposnarede-170112.html" target="_blank">aqui</a>, me disseram que o vídeo sairia um dia e as telas que usei em minha apresentação estão <a href="http://www.slideshare.net/paposnarede/2012-luli-11121699" target="_blank">aqui</a>. Esses temas serão desenvolvidos em outras apresentações que farei daqui a pouco, tanto na <a title="Luli Camous Party 2012" href="http://softwarelivre.org/slcampusparty/blog/open-hardware-redes-e-design-de-interacao" target="_blank">Campus Party</a> quanto no <a title="Social media week 2012 Luli Radfahrer" href="http://socialmediaweek.org/event/?event_id=1773" target="_blank">Social Media Week</a>. É sobre essa percepção das mudanças de cenário que pretendo falar nos próximos posts. Para dar uma prévia para vocês, os tópicos que abordarei são:</p>
<ol>
<li><strong>Sobrecarga de informação</strong></li>
<li><strong>Percepção </strong><strong>de tempo</strong></li>
<li><strong>Real vs. Virtual</strong></li>
<li><strong>Estrutura </strong><strong>de trabalho </strong><strong>e consumo</strong></li>
<li><strong>Música, vídeo </strong><strong>e colaboração.</strong></li>
<li><strong>Faça-você-mesmo</strong></li>
<li><strong>Apps mais simples</strong></li>
<li><strong>Personal Hacking</strong></li>
<li><strong>Transmídia colaborativa</strong></li>
<li><strong>Transparência </strong><strong>e auditoria</strong></li>
<li><strong>Big data, métricas </strong><strong>e realidade aumentada</strong></li>
<li><strong>Um bilhão </strong><strong>no Facebook</strong></li>
<li><strong>Caixas de ferramentas e agilidade</strong></li>
<li><strong>Apontar e saber</strong></li>
<li><strong>Novos tipos de dinheiro</strong></li>
</ol>
<p>Tudo isso e muito mais nos próximos posts. Quando der &#8211; e organizar todas as bases de dados &#8211; a reforma também volta.</p>
<p>Muito obrigado pela paciência. Vambora que o ano começou corrido.</p>
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Nem tudo está perdido.</title>
		<link>http://www.luli.com.br/2011/10/06/nem-tudo-esta-perdido/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 09:37:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luli]]></category>

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		<description><![CDATA[O homem se foi. Antes do que deveria. Deixou coisas bem legais, mas coisas. Ele era um inventor de coisas fechadas, que não podiam ser desdobradas em outras ideias. A Internet, CreativeCommons, Wikipédia, Arduino, Unix e o Software Livre são as novas grandes coisas. Perdemos um Leonardo, um Thomas Edison, Um Benjamin Franklin. Mas as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/10/Screen-shot-2011-10-06-at-06.30.35.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7684" title="Screen shot 2011-10-06 at 06.30.35" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/10/Screen-shot-2011-10-06-at-06.30.35-300x202.png" alt="" width="300" height="202" /></a></p>
<p>O homem se foi. Antes do que deveria. Deixou coisas bem legais, mas coisas. Ele era um inventor de coisas fechadas, que não podiam ser desdobradas em outras ideias. A Internet, CreativeCommons, Wikipédia, Arduino, Unix e o Software Livre são as novas grandes coisas. Perdemos um Leonardo, um Thomas Edison, Um Benjamin Franklin. Mas as ideias continuam livres.</p>
<p>E por falar nelas, estou acabando de terminar a pesquisa de quase um milhão de caracteres. No final deste mês, retomo as obras do blog. Talvez até poste algo debaixo de poeira e andaimes deste blog que teve sua reforma paralisada.</p>
<p>Tenham um belo dia. Continuo fechado a comentários porque  a pesquisa ainda não terminou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Grande abraço a todos.</p>
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>ATENÇÃO: BLOG CONGELADO.</title>
		<link>http://www.luli.com.br/2011/06/16/atencao-blog-congelado/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Jun 2011 17:40:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luli]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros, esse era um desfecho anunciado, considerando a periodicidade dos últimos tempos. Mas o blog não morreu não. Estou entrando em uma imersão profissional até o fim de Julho. Se tudo der certo, volto em Agosto com um novo formato e bastante conteúdo novo. Mil perdões pelo corte seco. Prometo que valerá a pena. []&#8216;s, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros, </p>
<p>esse era um desfecho anunciado, considerando a periodicidade dos últimos tempos. Mas o blog não morreu não. Estou entrando em uma imersão profissional até o fim de Julho. Se tudo der certo, volto em Agosto com um novo formato e bastante conteúdo novo.</p>
<p>Mil perdões pelo corte seco. Prometo que valerá a pena.</p>
<p>[]&#8216;s, L. </p>
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>10 assuntos que devem virar notícia em 2011 (II)</title>
		<link>http://www.luli.com.br/2011/03/09/10-assuntos-que-devem-virar-noticia-em-2011-ii/</link>
		<comments>http://www.luli.com.br/2011/03/09/10-assuntos-que-devem-virar-noticia-em-2011-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 18:15:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

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		<description><![CDATA[DISPOSITIVOS MÓVEIS E O FIM DO ESPAÇO PRIVADO - todo mundo fala em smartphones, em todas as mídias. Todo mundo já sabe que o Brasil tem mais celulares que habitantes. Aplicativos como o Instagram, exclusivos para iPhone, não causam mais surpresa quando levam três meses para atingir um milhão de usuários. Nem quando, no melhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/AppStore1.png"><img title="Instagramatic" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/Instagramatic.png" alt="" width="450" height="496" /></a></p>
<ol start="4">
<li><strong>DISPOSITIVOS MÓVEIS E O FIM DO ESPAÇO PRIVADO</strong><strong> </strong>- todo mundo fala em smartphones, em todas as mídias. Todo mundo já sabe que o Brasil tem mais celulares que habitantes. Aplicativos como o Instagram, exclusivos para iPhone, não causam mais surpresa quando levam três meses para atingir um milhão de usuários. Nem quando, no melhor estilo exponencial, <a href="http://techcrunch.com/2011/02/14/instagram-2-million/" target="_blank">dobram de tamanho em seis semanas.</a> Sem baleiar. Isso não é mais tendência, é realidade. Onde está a novidade?</li>
</ol>
<p>Uns podem dizer que os celulares são os novos PCs, mas isso também já era previsível. Alguns movimentos da indústria chegam até a parecer um revival do século passado. Conglomerados que pareciam invencíveis <a href="http://www.engadget.com/2011/02/08/nokia-ceo-stephen-elop-rallies-troops-in-brutally-honest-burnin/" target="_blank">começam a ruir </a>e <a href="http://conversations.nokia.com/2011/02/11/open-letter-from-ceo-stephen-elop-nokia-and-ceo-steve-ballmer-microsoft/" target="_blank">fazem as alianças mais espúrias</a>, deixando o mercado pra lá de confuso e <a href="http://www.businessinsider.com/research-in-motion-upgrade-2011-2" target="_blank">dando esperanças para os caras errados</a>. Outras empresas que (ainda) são vistos como sinônimos da categoria <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2011/02/14/black-hat-google-pune-loja-virtual/" target="_blank">começam a se fazer de vítima</a> e <a href="http://blogs.estadao.com.br/radar-tecnologico/2011/02/02/google-acusa-microsoft-de-plagio/" target="_blank">botar a culpa na concorrência</a>. Daí <a href="http://idgnow.uol.com.br/mercado/2011/02/16/grupo-que-queria-encerrar-parceria-entre-nokia-e-microsoft-anuncia-desistencia/" target="_blank">desmentem tudo e dizem que não passou de um grande mal-entendido</a>, no melhor estilo &#8221;não é nada do que você está pensando, meu bem&#8221;. Com isso se deixa uma enorme confusão e insegurança no mercado, como se não soubessem que essa atitude defensiva não leva a lugar algum. Pelo menos a nenhum lugar bacana.</p>
<p><span id="more-7370"></span></p>
<p>Não adianta: o comportamento de empresas é, em muitos aspectos, parecido com o das pessoas que as compõem. Se você é grande o suficiente, pode passar um tempo enorme fazendo de conta que seus produtos são ótimos e que os problemas técnicos são longos, foram previstos e vão demorar um bom tempo para serem resolvidos. Como aqueles gerentes de nível médio ou burocratas de autarquias, podem se esconder por trás dos processos e burocracias e dizer que &#8220;estão fazendo o possível&#8221; enquanto jogam mais uma rodada de paciência.</p>
<p>O resto do mundo vai agüentando essa bobagem toda até que, quando ninguém mais prestava atenção e todos já tinham se conformado, uma nova idéia surge do nada e resolve o problema. Foi assim quando a Nokia pulverizou a Motorola e seu estilão &#8220;fabricante de rádios bonitinhos&#8221; americanos. Hoje é a Apple que desintegra A Nokia - e c<a href="http://www.economist.com/node/18114689" target="_blank">om ela o modo de pensar Europeu</a>. 1&#215;1. E pensar que, como sempre, as maiores novidades estavam no Japão, mas nunca saíram de lá. A Sony comprou a Ericsson, mas ficou por isso mesmo. Enquanto isso,<a href="http://techcrunch.com/2011/01/18/apple-ipad-business/" target="_blank"> a divisão de iPads já é um negócio maior do que a de MacBooks</a>. Não vai demorar para ser maior do que qualquer Mac. Mas como todas as outras empresas, se a Maçã de Silicone bobear vai despencar. Tudo que é sólido desmancha no ar, sempre.</p>
<p>Mas tudo isso é movimento de empresas no mercado de tecnologias de consumo pessoal, briga de cachorro grande.</p>
<p>No que nos afeta diretamente, a grande mudança proporcionada pela mobilidade é o desaparecimento da fronteira entre os territórios de “casa” e “rua”. Graças ao aumento das conexões, hoje quem está conectado em casa passou a estar, ao mesmo tempo, na rua. E vice-versa. Onde quer que se esteja, os amigos sempre estão por perto. Muitas vezes, perto demais. E nem são tão amigos assim. Quando coletei a imagem do Instagram, ele ainda era um serviço novo. Hoje se tornou um ecossistema. Não cabe mais aqui, vai virar um post à parte.</p>
<p><img style="float: left; margin: 10px;" title="Fast Society" src="http://rww.readwriteweb.netdna-cdn.com/images/fast_society_logo.jpg" alt="Fast Society" width="100" height="81" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-3927" style="float: right; margin: 10px;" title="GroupMe" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/GroupMe.png" alt="" width="200" height="48" /></p>
<p>Alguns serviços, como o <a href="http://fastsociety.com/" target="_blank">FastSociety</a> e o <a href="http://groupme.com/" target="_blank">GroupMe</a>, já estão se virando para aproveitar ao máximo essa tendência e tentar conectar as pessoas enquanto estão nas ruas, criar chamadas coletivas, localizar os amigos e fazer festas no melhor estilo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Flash_mob" target="_blank">FlashMob</a>, só que sem a trabalheira. Pode ser que funcione, não se sabe. Uma coisa é certa: a presença virtual geolocalizada é cada vez mais real.</p>
<p>O celular, em especial o smartphone, é hoje um aparelho de identidade, contato e inclusão digital. Somado a serviços de geolocalização, vai expandir seu potencial para mercados nunca dantes imaginados. Some-se a isso um serviço de recomendação e curadoria local e o que se tem são camadas sobre camadas sobre camadas de informação. Nada será como antes. E isso, pode ter certeza, será assunto para os próximos anos.</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">PROGNÓSTICO: aplicativos móveis estão borrando a fronteira entre o espaço público (&#8220;rua&#8221;) e o privado (&#8220;casa&#8221;). Como eles tendem a se tornarem cada vez mais populares, essa distinção deverá se redefinir.</span></em></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/03/capinha1.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-7374" title="capinha" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/03/capinha1.png" alt="" width="452" height="276" /></a><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/03/capinha.png"><br />
</a>(mas essa capinha é uma gracinha, não?)</p>
<ol start="5">
<li><strong>HARDWARE</strong> &#8211; não sei se você reparou, mas ninguém mais fala em websites. Até parece que eles são coisa do passado, anacrônica, ultrapassada. O ritmo das novidades é crescente, a ponto de muitas coisas que monopolizaram a atenção da mídia há alguns meses deixarem de ser notícia em um estalo de dedos. Não é exagero: no fim do ano passado o mercado editorial parecia ter renascido através dos e-books, que muita gente acreditava serem os novos blogs ou websites, em sua capacidade de popularização da expressão e democratização da mídia editorial. O tempo passou e <a href="http://www.techradar.com/news/internet/26-year-old-becomes-millionaire-self-publishing-on-kindle-store-931963" target="_blank">nem mesmo uma jovem autora se torna milionária via Amazon</a> fez com que as notícias do segmento voltassem a esquentar.</li>
</ol>
<p>Até mesmo aqueles que seu avô chamava de programas, seus tios de <em>softwares</em> (o que é completamente errado, já que <em>software</em> é coletivo e não admite plural) e hoje todo mundo chama de aplicativos &#8211; <em>apps</em> para os íntimos &#8211; já não causam tanto furor. O intangível tem essa mania de passar despercebido. Já os aparelhinhos continuam a chamar a atenção. Se o excesso de bugigangas digitais sobrecarrega a capacidade de processamento do seu smartphone e deixa seu computador meio capenga, prepare-se para lotar a sua mesa de brinquedinhos digitais que, coloridos, simpáticos e choramingões feito crianças, vão começar a disputar seus espaços físicos. Não é preciso um grande trabalho de investigação para se ver que a &#8220;<a href="http://www.flickr.com/photos/stabilo-boss/101793494/" target="_blank">estética web 2.0</a>&#8221; dos sites e aplicativos vai logo migrar para os equipamentos.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Lomo cams" src="http://farm3.static.flickr.com/2360/2376513855_1d51490e2d_o.jpg" alt="Lomo cameras" width="440" height="703" /></p>
<p>Lomo me lembra, sob alguns aspectos, o movimento Punk: começou como uma <a href="http://www.lomography.com/?utm_source=muoutm_medium=reviewutm_campaign=ddkmuo" target="_blank">resistência</a> ao mundo excessivamente &#8220;limpinho&#8221; da foto digital (era uma das tendências de design &#8220;reciclado&#8221; de que eu tinha falado <a href="http://www.luli.com.br/2008/09/29/less-is-more-seculo-xxi/" target="_blank">aqui</a>) só para depois ser cooptado pelo ambiente digital e transportar seus efeitos para lá. É curioso: um aparelho novíssimo imitando os defeitos dos aparelhos antigos, que agora são efeitos. E ainda tem gente que acha que não dá trabalho acompanhar as mudanças de comportamento.</p>
<p>A explosão da fotografia digital-com-cara-de-analógica é só um aspecto dessa busca por objetos tangíveis. Hardware está com tudo, e permeia todas as áreas. Com ele vem a necessidade natural de cutucá-lo, abri-lo e usá-lo para algo que não foi projetado, como bem se pode ver no exemplo abaixo do cara que, mesmo parecendo personagem de LOST, não deve ter namorada:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="449" height="362" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ttMHme2EI9I?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="449" height="362" src="http://www.youtube.com/v/ttMHme2EI9I?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O Kinect é um fenômeno. Ele mostra duas características bem evidentes da Microsoft: que ela sempre chega atrasada na corrida pela inovação, mas que acerta a mão em games. O Xbox chegou bem depois do PlayStation, não foi levado a sério a princípio e acabou sendo assimilado como uma alternativa muito boa. O Kinect chega bem depois do Wii e faz mais ou menos a mesma coisa. Pena que eles não conseguem acertar a mão em qualquer outra área. Eles entraram atrasados na corrida do browser com um dos aplicativos mais sem-vergonha da história e repetiram a dose em um plug-inzinho merreca pra substituir o Flash. Do sistema operacional deles é melhor nem falar. Dizem que a versão mobile que virá com os Nokias novos é bacana. Sabe-se lá.</p>
<p>Seja qual for o aparelho, a disputa entre sistemas fechados (porém um pouco mais seguros) e abertos (<a href="http://idgnow.uol.com.br/telecom/2011/03/03/falta-de-seguranca-do-android-e-pior-que-a-ditadura-da-apple/" target="_blank">porém sujeitos a ataques variados</a>) mal começou. O que ela traz de bom para todos é a maior variedade de opções. O mundo, afinal, está longe de ser uniforme. Ou mesmo de dar usos uniformes para ferramentas diferentes.</p>
<p><object id="ep" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="442" height="375" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="bgcolor" value="#000000" /><param name="src" value="http://i.cdn.turner.com/tegwebapps/tbs/tbs-www/cvp/teamcoco_432x243_embed.swf?context=teamcoco_embed_offsite&amp;videoId=245467" /><embed id="ep" type="application/x-shockwave-flash" width="442" height="375" src="http://i.cdn.turner.com/tegwebapps/tbs/tbs-www/cvp/teamcoco_432x243_embed.swf?context=teamcoco_embed_offsite&amp;videoId=245467" bgcolor="#000000" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>É aí que entra o iPad e, acredito, é esse o motivo por que ele faz tanto sucesso. Não sou fanboy da Apple, mas sou usuário deles há bastante tempo para perceber que eles tendem a acertar mais do que errar. Parte disso vem de sua política de não &#8220;seguir as linhas de produto do mercado&#8221; nem a de &#8220;tentar melhorar algo que já exista&#8221; &#8211; quando eles fazem isso, aliás, acabam <a href="http://apcmag.com/macbook_air_top_10_things_wrong_with_it.htm" target="_blank">errando a mão</a>. O iPad não é um tablet, nem um e-Book reader. O iPhone não é um telefone. O iPod não é um MP3 player. Todos eles são coisas diferentes, produtos novos que usaram a definição e terminologia que já vinha sendo usada por uma mistura de comodidade com camuflagem. Foi isso que a Nokia e a Sony não pareceram ter entendido. O iPhone não é um telefone melhor do que um N95 ou um Blackberry. É um aparelho diferente, que também telefona. Posso melhorar uma prancha de surfe até um limite, mas ela nunca será windsurf. Nem kitesurf. São categorias diferentes.</p>
<p style="text-align: left;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="449" height="278" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/d5YhfmO41b4?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="449" height="278" src="http://www.youtube.com/v/d5YhfmO41b4?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/03/honeycomb.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-7401" title="honeycomb" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/03/honeycomb.png" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: left;">No lançamento do iPad2, a Apple mostrou um placar estonteante: <a href="http://www.businessinsider.com/android-honeycomb-tablet-apps-2011-3" target="_blank">65.000 aplicativos para iPad vs. 100 para Honeycomb</a>. Tem sempre um reaça a <a href="http://twitter.com/renedepaula/status/43011076593426432" target="_blank">reclamar</a> que a Apple &#8216;humilha&#8221; seus concorrentes, mas o mercado é uma concorrência feroz, em que só os mais fortes sobrevivem. Acredito que a Apple está com uma oportunidade única, pois as pessoas querem variedade mas ainda não perceberam como ela é possível. Os aplicativos são muitos, os serviços também. Não vai demorar para que o hardware comece a florescer e frutificar.</p>
<p style="text-align: left;">No fundo, o que eu mais gosto da Apple é que ela não finge ser ONG. É uma empresa, tem suas regras, visa o lucro e procura entregar o melhor produto possível pelo preço mais baixo. Não gostou? Pois não use, ué.</p>
<p style="text-align: left;"><img style="float: left; margin: 10px;" title="Arduino" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/4-Arduino.png" alt="Arduino" width="200" height="132" /> Mas o meu predileto nessa corrida pela inovação não vem dos EUA nem da China, mas do mundo inteiro, a partir de uma idéia surgida na Itália: a de hardware open source. Arduino ainda é a plataforma mais utilizada, a ponto de quase virar sinônimo da categoria. Em minha visita à Campus Party, fui atrás de novidades nesta área. Nem preciso contar minha decepção ao não ver quase nada. O conceito ainda é muito nerd, mas espere só algum dos grandes fabricantes começar a aplicar a sério a idéia. A Asus (gosto desses caras) fez um experimento com o <a href="http://wepc.com/" target="_blank">WePC</a>, que não sei se deu certo. Mas era só o começo. Acredito que logo começaremos a ver <a href="http://hacknmod.com/hack/top-40-arduino-projects-of-the-web/" target="_blank">produtos mais espertos</a>, como este aqui:</p>
<p style="text-align: left;"><img title="Harpa" src="http://www.hacknmod.com/wp-content/uploads/2009/01/arduino-projects.jpg" alt="Arduino" width="450" height="206" /></p>
<p style="text-align: left;">Enfim, ainda vem muita coisa por aí. Se você conhece alguém do tipo que não entende o que tanto as pessoas fazem com seus telefones, fará uma boa ação ao prepará-lo para um mundo bem mais incompreensível. É por isso que não gosto de ficção científica: ela costuma ser muito humilde, os caras têm a mania de projetar o futuro em linha reta, como se em 2050 ainda usássemos próteses para nos comunicar com objetos.</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">PROGNÓSTICO: vem aí mais variedade em equipamentos, nem que venha da China. Daqui a pouco categorias de hardware não farão sentido.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;"><br />
</span></em></p>
<ol start="6">
<li><strong>NUVEM e STREAMING</strong> &#8211; acredito que uma tecnologia só é verdadeiramente assimilada quando deixa de ser &#8220;tendência&#8221; e se torna a base estrutural inquestionável dos novos produtos. Foi assim com a Energia elétrica, foi assim com a Internet. Agora é a tal da <a href="http://informatica.hsw.uol.com.br/computacao-em-nuvem.htm" target="_blank">computação em nuvem</a> que desapareceu do horizonte: ela é tão usada e tão necessária que falar nela se tornou uma coisa banal. O conceito veio para ficar, por mais que seus termos técnicos soem ridículos na voz do tiozinho aí embaixo:</li>
</ol>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="225" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6435692&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="225" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6435692&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Um dos fatores mais importantes para a popularização dos serviços de armazenamento e processamento remoto e streaming foi o aumento das plataformas móveis (o que, como se pode ver nos dois tópicos anteriores, só tende a crescer). A computação remota é um exemplo típico de inovação que se propaga por fazer sentido. Do mesmo jeito que a telefonia móvel libera seus interlocutores de esperar por uma ligação, a nuvem libera os conteúdos de discos rígidos. Isso normalmente significa maior centralização, rapidez, segurança e eficiência &#8211; sem contar que aquela praga de cópias e versões que costuma se multiplicar em HDs variados tende a diminuir.</p>
<p><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/03/logo.png"><img class="alignleft size-full wp-image-7416" style="float: left; margin: 10px;" title="DropBox" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/03/logo.png" alt="DropBox" width="180" height="47" /></a>Pra não falar mais do mesmo e me perguntar como vivia antes dos Google Docs ou mesmo de serviços muito bacanas como o <a href="http://www.zoho.com/" target="_blank">ZoHo</a> - o que tornaria este post interminável &#8211; prefiro focar em dois exemplos bem significativos do que pode ser essa revolução em serviços de streaming e compartilhamento: o <a href="http://www.dropbox.com/" target="_blank">Dropbox</a>, que é simples, prático, rápido, intuitivo e multiplataforma como todo disco virtual deveria ser. Muitas vezes o melhor não é o primeiro, mas aquele que deixa de fora tudo o que for desnecessário. Em design de interação, isso se chama evitar o <a href="http://www.mcardoso.com.br/feature-bloat-feature-creep-featuritis/" target="_blank">feature creep</a>, e é bastante visível em aparelhos como um telefone ou forno de microondas: quanto mais botões e legendas ele tiver, pior costuma ser.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-7417" title="netflix_logo" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/03/netflix_logo.gif" alt="" width="177" height="55" /> O outro serviço responsável por uma revolução silenciosa é o <a href="http://www.netflix.com/" target="_blank">Netflix</a>, que não é disponível aqui no Brasil (como o <a href="http://www.tivo.com/" target="_blank">TiVo</a> &#8211; me pergunto se um dia nos livraremos desses oligopólios), e que disponibiliza aquilo que todo mundo busca de uma forma ou outra: o conteúdo online na TV. Sem pirataria, sem armazenamento, sem espera: streaming puro e simples para substituir a TV de massa por uma mídia em demanda. As <a href="http://www.firstshowing.net/2010/check-this-out-netflix-most-popular-rentals-regional-maps/" target="_blank">estatísticas do serviço</a> mostram aquilo que todo mundo já sabe: o conteúdo é rei. Coloque filmes de qualidade na TV e ela recupera sua popularidade. Quanto tempo será que vão esperar para fazer isso? Até que a reputação da telinha ter caído abaixo de qualquer possível recuperação? É uma pena, considerando a abrangência que ela tem.</p>
<p>O aumento da quantidade de serviços na nuvem é, em linhas gerais, uma boa notícia. Ela elimina uma boa parte da redundância de equipamentos e processos, além de aumentar a eficiência e a comodidade dos serviços. Só é preciso chamar a atenção para um ponto que os economistas chamam de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Externality" target="_blank">externalidade</a> e que a sabedoria popular chama de &#8220;o que os olhos não vêem o coração não sente&#8221;: o que não se vê não deixa de existir. Algo armazenado &#8220;na nuvem&#8221; está armazenado em algum computador e gasta energia tanto em seu armazenamento como em sua transmissão. Uma simples busca no Google <a href="http://news.cnet.com/8301-11128_3-10140142-54.html" target="_blank">gera pelo menos 7g de CO2</a>, o que não é pouco se levarmos em consideração a quantidade de pesquisas feitas por dia.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="449" height="283" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qEzWNj2LHMY?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="449" height="283" src="http://www.youtube.com/v/qEzWNj2LHMY?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Por mais lindos que sejam os comerciais de carros elétricos, eles parecem se esquecer de dizer que a eletricidade terceiriza a poluição por você. Ela deixa de ser feita pelo seu carro para ser feita pelas empresas de energia elétrica. No hemisfério norte a relação é direta, e vai aumentar o consumo de carvão. Por aqui isso significa em mais desastres feito <a href="http://correiodobrasil.com.br/obras-de-belo-monte-podem-provocar-danos-irreversiveis/216809/" target="_blank">Belo Monte</a>. Será que a busca por videocassetadas ou pelo mais novo hit do Justin Bieber vale tanto?</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">PROGNÓSTICO: o armazenamento em seu computador ou dispositivo móvel tenderá a se tornar cada vez menos relevante. Ele será uma espécie de armazenamento temporário enquanto o aparelho não se sincroniza com a rede-mãe.</span></em></p>
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 20:26:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

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		<description><![CDATA[Manja Creative Commons? Então. Em português isso significa que você pode copiar e redistribuir partes do conteúdo que lê aqui, desde que o texto não exceda 500 caracteres, mencione a fonte e faça o link de volta para cá. Mas a moleza acaba aí. Você não pode colocar palavras na minha boca, nem usar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/" target="_blank"><img class="aligncenter" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/2.5/br/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Manja <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Creative_Commons" target="_blank">Creative Commons</a>? Então. Em português isso significa que você pode copiar e redistribuir partes do conteúdo que lê aqui, <strong>desde que o texto não exceda 500 caracteres, mencione a fonte e faça o link de volta para cá. </strong>Mas a moleza acaba aí. Você não pode colocar palavras na minha boca, nem usar o que eu escrevi para fins comerciais, aquela coisa.</p>
<p style="text-align: left;">Lembre-se: copiar um post meu e colocá-lo no seu blog que tem banners é um uso comercial. Copiar um post meu e colocá-lo no seu blog que não tem banners mas que valoriza a sua imagem é um uso comercial.</p>
<p style="text-align: left;">Copiar um post meu e colocá-lo no seu blog, enfim, é um uso comercial. E não pode, salvo autorização contrária. O único que tem autorização para isso é o <a href="http://imasters.com.br/secao/mercado/" target="_blank">iMasters</a>. Esses são meus termos.</p>
<p style="text-align: left;">Se tiver dúvidas, <a href="mailto:dwd3@luli.com.br">me escreva</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/"> </a></p>
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>off-topic: bons livros de design de interação.</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jan 2011 17:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Este é um post que não tem nada a ver com a série que estou escrevendo agora &#8211; e que depois será deslocado para seu lugar de direito. Mas é que não podia perder a oportunidade. Me pediram para desenvolver um curso de UX e, ao atualizar a bibliografia, resolvi pedir ajuda ao Twitter. Foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/AboutFace.png"><img class="alignleft size-full wp-image-4049" style="float: left; margin: 10px;" title="AboutFace" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/AboutFace.png" alt="About Face 3" width="180" /></a>Este é um post que não tem nada a ver com a série que estou escrevendo agora &#8211; e que depois será deslocado para seu lugar de direito. Mas é que não podia perder a oportunidade. Me pediram para desenvolver um curso de UX e, ao atualizar a bibliografia, resolvi pedir ajuda ao Twitter. Foi uma boa idéia. Graças às contribuições valiosas de @<a href="http://twitter.com/gaiba">gaiba</a>, @<a href="http://twitter.com/#!/jpcorain"><strong>jpcorain</strong></a>, @<a href="http://twitter.com/#!/weblibrarian"><strong>weblibrarian</strong></a>, @<a href="http://twitter.com/#!/sulagarcia"><strong>sulagarcia</strong></a>, @<a href="http://twitter.com/#!/rafelcavalcante"><strong>rafelcavalcante</strong></a>, @<a href="http://twitter.com/brunocochito">brunocochito</a> @<a href="http://twitter.com/#!/djetsa"><strong>djetsa</strong></a> e do grande @<a href="http://twitter.com/#!/Saulodeoliveira">Saulodeoliveira</a> a lista ficou muito melhor. Segue abaixo. Quem quiser comentar , criticar ou evidenciar algum bom livro que não está na lista, seja muitíssimo bem-vindo.</p>
<p><strong>Atualizações: </strong>a timeline do <a href="http://www.twitter.com/UxBookClubPOA" target="_blank">UX Book Club</a> no Twitter cita vários livros e está sempre atualizado. Siga-os e complemente esta lista.</p>
<p>É uma pena que a maioria dos títulos esteja em inglês. Mas esse é o preço que se paga por trabalhar em uma área nova. A propósito, o custo frete não é mais desculpa aceitável para quem quer aprender. Boa parte desses livros está disponível no formato Kindle (.azw), que pode ser lido por <a href="http://calibre-ebook.com/download" target="_blank">vários aplicativos em seu Mac, PC ou Linux</a>. Incluindo o melhor deles, naturalmente, o <a href="http://www.amazon.com/gp/feature.html/ref=kcp_pc_mkt_lnd?docId=1000426311" target="_blank">Kindle</a>.</p>
<p><span id="more-7353"></span></p>
<p><em>Apple. </em><strong><a href="http://developer.apple.com/library/mac/documentation/UserExperience/Conceptual/AppleHIGuidelines/OSXHIGuidelines.pdf" target="_blank">Apple Human Interface Guidelines</a>. <a href="http://developer.apple.com/library/ios/documentation/UserExperience/Conceptual/MobileHIG/MobileHIG.pdf" target="_blank">iOs Human Interface Guidelines</a>. </strong>PDFs para download da biblioteca de referência deles. São sensacionais. E gratuitos. Já se perguntou por que a Apple faz software tão bonitinho e fácil de usar? Queria ter uma receita para os segredos de design amigável? Pois seus problemas acabaram! A Apple disponibiliza uns catataus em PDF explicando tudinho. Mesmo que você o-deie a maçã e seus seguidores (o comportamento excessivo de muitos deles faz por merecer), vale muitíssimoler esses livros.</p>
<p><em>Cooper, Alan; Reimann, Robert; Cronin, David. </em><strong><a href="http://www.amazon.com/gp/product/B001C323BI/ref=s9_simh_gw_p351_d0_i1?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&amp;pf_rd_s=center-3&amp;pf_rd_r=00TVJB29PPNY43Z5VZA2&amp;pf_rd_t=101&amp;pf_rd_p=470938811&amp;pf_rd_i=507846" target="_blank">About Face 3: The Essentials of Interaction Design.</a></strong><em> </em>Wiley (2007). &#8211; É meu preferido. Completo, abrangente, detalhado. Vale para conhecer muito bem de uma vez por todas o que é uma interface. Acho que vai continuar valendo em 2050. Se tiver que comprar um livro só, compre este.</p>
<p><em>Garrett</em><strong><em>, </em></strong><em>Jesse James</em><strong>. <a href="http://www.amazon.com/Elements-User-Experience-User-Centered-ebook/dp/B004JLMDOC/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;m=AG56TWVU5XWC2&amp;s=digital-text&amp;qid=1295623648&amp;sr=1-1-spell" target="_blank">The Elements of User Experience: User-Centered Design for the Web</a>. </strong>Peachpit Press (2002). Outro clássico sensacional. O autor é o famoso idealizador <a href="http://www.jjg.net/ia/elements.pdf" target="_blank">deste diagrama</a>, que dispensa comentários.</p>
<p><em>Goodwin</em>, <em>Kim. </em><strong><a href="http://www.amazon.com/Designing-Digital-Age-Human-Centered-Products/dp/0470229101/ref=sr_1_cc_1?ie=UTF8&amp;qid=1295623860&amp;sr=1-1-catcorr" target="_blank">Designing for the Digital Age: How to Create Human-Centered Products and Services</a>. </strong>Wiley (2009). Não li.</p>
<p><em>Kolko</em>, <em>Jon. </em><strong><a href="http://www.amazon.com/gp/product/012378624X/ref=s9_simh_gw_p14_d0_i1?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&amp;pf_rd_s=center-5&amp;pf_rd_r=00TVJB29PPNY43Z5VZA2&amp;pf_rd_t=101&amp;pf_rd_p=470939291&amp;pf_rd_i=507846" target="_blank">Thoughts on Interaction Design</a>. </strong>Morgan Kaufmann (2009).Li trechos. É mais autoral, mas achei interessante.</p>
<p><em>Maeda</em>, <em>John. </em><strong><a href="http://compare.buscape.com.br/as-leis-da-simplicidade-john-maeda-8599560093.html" target="_blank">As Leis da Simplicidade</a>. </strong>Novo Conceito (2010). Maravilhoso livrinho em português. Já falei dele <a href="http://www.luli.com.br/2008/02/29/as-leis-da-simplicidade-john-maeda/" target="_blank">neste post</a>.</p>
<p><em>McCandless, David. </em><strong><a href="http://www.amazon.com/Visual-Miscellaneum-Colorful-Worlds-Consequential/dp/0061748366/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1295623897&amp;sr=1-1-spell" target="_blank">The Visual Miscellaneum</a>. </strong>Collins Design (2009). Esse é mais uma referência para designers de informação. O autor é editor <a href="http://www.informationisbeautiful.net/" target="_blank">deste blog</a> e o livro é uma bela fonte de inspiração para a formatação e exibição de dados e gráficos em geral.</p>
<p><em>Moggridge</em>, <em>Bill. </em><strong><a href="http://www.amazon.com/Designing-Interactions-Bill-Moggridge/dp/0262134748/ref=pd_sim_b_5" target="_blank">Designing Interactions</a>. </strong>The MIT Press (2007). Este é uma bela análise histórica. É recheado de entrevistas com os inventores de algumas das mais importantes peças de interação, como o Google e o iPod.</p>
<p><em>Morville</em>, <em>Peter; Rosenfeld, Louis.</em> <strong><a href="http://www.amazon.com/gp/product/0596527349/ref=s9_simh_gw_p14_d0_i3?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&amp;pf_rd_s=center-2&amp;pf_rd_r=00TVJB29PPNY43Z5VZA2&amp;pf_rd_t=101&amp;pf_rd_p=470938631&amp;pf_rd_i=507846" target="_blank">Information Architecture for the World Wide Web: Designing Large-Scale Web Sites</a>.</strong> O&#8217;Reilly Media (2006). Outro clássico, dessa vez de Arquitetura de Informação. Como as duas áreas são bastante relacionadas, vale muito a pena lê-lo.</p>
<p><em>Morville</em>, <em>Peter.</em> <strong><a href="http://www.amazon.com/gp/product/0596007655/ref=s9_simh_gw_p14_d0_i1?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&amp;pf_rd_s=center-2&amp;pf_rd_r=00TVJB29PPNY43Z5VZA2&amp;pf_rd_t=101&amp;pf_rd_p=470938631&amp;pf_rd_i=507846" target="_blank">Ambient Findability: What We Find Changes Who We Become</a>.</strong> O&#8217;Reilly Media (2005). Não li.</p>
<p><em>Norman</em>, <em>Don. </em><strong><a href="http://compare.buscape.com.br/design-emocional-donald-a-norman-8532523323.html" target="_blank">Design Emocional &#8211; Por Que Adoramos (ou Detestamos) Os Objetos Do Dia-A-Dia</a>. </strong>Rocco (2008). Don Norman é o máximo, adoro o cara. Esse livro é uma baita porrada. Ele mal começa e já pergunta por que RAIOS as pilhas podem ser inseridas ao contrário. E de pergunta em pergunta ele leva o leitor a questionar as coisas tortas de design e, no processo, dá uma bela base conceitual de design de experiência.</p>
<p><em>Norman</em>, <em>Don. </em><strong><a href="http://www.amazon.com/Design-Future-Things-ebook/dp/B0028P9BCI/ref=tmm_kin_title_0?ie=UTF8&amp;m=AG56TWVU5XWC2&amp;qid=1295624981&amp;sr=1-1" target="_blank">The Design of Future Things.</a> </strong>Basic Books (2009). Tou começando a ler. Pra variar, adorando. Ele mostra razões óbvias de como as coisas podem mudar muito no futuro próximo.</p>
<p><em>Sharp</em>, <em>Helen; Rogers, Yvonne; Preece, Jenny. </em><strong><a href="http://www.amazon.com/gp/product/0470018666/ref=s9_simh_gw_p14_d0_i6?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&amp;pf_rd_s=center-5&amp;pf_rd_r=00TVJB29PPNY43Z5VZA2&amp;pf_rd_t=101&amp;pf_rd_p=470939291&amp;pf_rd_i=507846" target="_blank">Interaction Design: Beyond Human-Computer Interaction</a>. </strong>Wiley (2007). Não li. Mas este foi indicação do meu ex-aluno Saulo, que está em Nagóia, Japão, fazendo um mestrado em Human-Computer Interaction. O cara é bom, e recomendou fortemente. O livro deve ser bom.</p>
<p><em>Silva, Bruno Santana da; Barbosa, Simone Diniz Junqueira.</em><strong> <a href="http://compare.buscape.com.br/prod_unico?idu=1853523418&amp;kw=interacao+humano+computador" target="_blank">Interação Humano-computador.</a><em> </em></strong>Campus (2010). Não li.</p>
<p><em>Tufte</em>, <em>Edward R. </em><strong><a href="http://www.amazon.com/Envisioning-Information-Edward-R-Tufte/dp/0961392118/ref=ntt_at_ep_dpi_1" target="_blank">Envisioning Information</a>. </strong>Graphics Press (1990). Outro livro genial. O Tufte explica com maestria por que é preciso visualizar a informação e como isso vem sendo feito ao longo da história. É um daqueles livros transformadores, que mudam a visão que se tem de uma área que se acredita ser técnica.</p>
<p><em>Unger</em>, <em>Russ; Chandler, Carolyn. </em><strong><a href="http://www.amazon.com/gp/product/B00295H05M/ref=s9_simh_gw_p351_d0_i3?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&amp;pf_rd_s=center-3&amp;pf_rd_r=00TVJB29PPNY43Z5VZA2&amp;pf_rd_t=101&amp;pf_rd_p=470938811&amp;pf_rd_i=507846" target="_blank">A Project Guide to UX Design</a>. </strong>New Riders Press (2009). Já este é um livro bem prático, bem mão-na-massa. Se você quer um roteiro e está com pressa, este é o seu livro.</p>
<p><em>Weinschenk</em>, <em>Susan M. </em><strong><a href="http://www.amazon.com/Neuro-Web-Design-Makes-Click/dp/0321603605/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1295625427&amp;sr=1-1" target="_blank">Neuro Web Design: What Makes Them Click?</a> </strong>New Riders Press (2009). Não li. Mas gostei do título. Acho que está mais para um livro de Analytics. Mas, de qualquer forma, as áreas são relacionadas.</p>
<p>Mais uma atualização: o @<a href="http://twitter.com/#!/djetsa">djetsa</a> me manda uma listaça por e-mail, que copiei alguns e os colo a seguir. Não li nenhum dos livros. Quem puder comentá-los será de grande auxílio para todos. Mais tarde coloco as citações no formato certo e dou os links.</p>
<p>Design de Interação &#8211; Sharp</p>
<p>Design e avaliação de interface &#8211; Moraes</p>
<p>Otimização da página de entrada &#8211; Ash</p>
<p>Ergonomia e Usabilidae &#8211; Cybis</p>
<p>Challenges for game designers &#8211; Brathwaite</p>
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>10 assuntos que devem virar notícia em 2011 (I)</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Jan 2011 17:52:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[(Na verdade são nove. Pra arredondar o número, eu acrescentei um que eu gostaria que virasse notícia, mas que provavelmente ainda não será levado a sério neste ano). Tsk, JWT: 100 tendências é uma clara declaração de falta de critério. Seus clientes ainda acham que tamanho é documento? Depois vocês acham que eu implico com publicitários&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">(Na verdade são nove. Pra arredondar o número, eu acrescentei um que eu gostaria que virasse notícia, mas que provavelmente ainda não será levado a sério neste ano).</p>
<div id="__ss_6306251" style="text-align: center; width: 425px;"><object id="__sse6306251" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=2f100thingstowatchin2011-101222142649-phpapp02&amp;stripped_title=2f-100-things-to-watch-in-2011-6306251&amp;userName=jwtintelligence" /><param name="name" value="__sse6306251" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="__sse6306251" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=2f100thingstowatchin2011-101222142649-phpapp02&amp;stripped_title=2f-100-things-to-watch-in-2011-6306251&amp;userName=jwtintelligence" name="__sse6306251" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p style="text-align: center;"><em>Tsk, JWT: 100 tendências é uma clara declaração de falta de critério. Seus clientes ainda acham que tamanho é documento? </em></p>
<p style="text-align: left;">Depois vocês acham que eu implico com publicitários&#8230; mas o que se pode dizer de uma agência multinacional que publica <strong><span style="color: #ff9900;">100 tendências? </span></strong>Por que cem? Qual o critério? Só na letra &#8220;B&#8221;, por exemplo, tem &#8220;Brigadeiro&#8221; (o doce) e &#8220;Brasil como e-leader&#8221;. O primeiro é claramente encheção de lingüiça. O segundo, uma generalização vazia e sem fundamento. Tsk. E <a href="http://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/2011/01/ole-tambem-se-rende-atuacao-de-neymar-e-o-compara-maradona.html" target="_blank">Neymar</a>, é talento, não &#8220;coisa a observar&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>O futuro &#8211; o presente, aliás &#8211; da inovação é interconectado, multidisciplinar e maleável. </strong>Muito maleável. Por mais que as categorias determinadas pelos <a href="http://patterns.ideo.com/archive/" target="_blank">institutos de inovação </a>e <a href="http://trendwatching.com/trends/" target="_blank">identificadores de tendências em geral </a>sejam fascinantes e encham os olhos, o mundo se tornou mais complicado, fluido e fragmentado do que gostariam de supor nossos queridos rotuladores. E não pode mais ser mais <a href="http://www.springwise.com/businessideas2010/" target="_blank">sintetizado em listas de produtos</a>. Como pessoas e situações, cada caso é um caso &#8211; e quem tenta generalizá-los corre o risco de cair em chavões tão ridículos quanto os escritos em livros de piadas (ou pior, de cantadas).</p>
<p style="text-align: left;">Chavão, já me disse um desses tipos, só serve pra abrir porta grande. Não se pode negar a ele certa razão.</p>
<p style="text-align: center;"><span id="more-7350"></span><img style="margin: 10px;" title="Briefings" src="http://trendwatching.com/img/_trends/intro_previous_briefings.png" alt="Briefings" width="450" height="194" /></p>
<p style="text-align: left;">Mas eu então não me contradigo ao fazer uma lista de 10 tendências? Não se você pensar nelas como elementos vivos e dinâmicos, não mais como categorias estanques. Cada um dos tópicos a seguir se relaciona com todos os outros e não se configura como uma categoria estanque, de prateleira. Esse modelo (detesto o termo &#8220;paradigma&#8221;) funcionou no tempo dos fascículos e apostilas. Hoje que o conteúdo é vivo e interconectado, é mais fácil imaginar categorias como traços de personalidade: nada, absolutamente nada é definitivo, estático, preto-no-branco. Não mais. Esse tempo já se foi.</p>
<p style="text-align: left;">Antes de entrar nos assuntos, tenho uma ressalva: você provavelmente já ouviu falar de todos eles e nada parece novidade. Eu sei, os termos foram escolhidos de propósito para mostrar quanta coisa nova (e boa) pode se esconder por baixo da aparência daquilo que é parcialmente conhecido. Por isso, tire um tempo para conhecer cada tópico deste post, evite lê-lo &#8220;na diagonal&#8221;. Pense nos assuntos abordados como aqueles colegas de trabalho em quem você nunca reparou direito e que, em um bar ou em uma festa (ou na praia, vai saber) o surpreendem com idéias novas e um ponto de vista bem interessante. Foi com esse espírito de transformação e descoberta que eu escrevi esta série.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/5-Rails.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-3952" title="5-Rails" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/5-Rails.png" alt="" width="450" height="447" /></a></p>
<ol>
<li><strong>COMPLICAÇÃO, MODULAÇÃO E SIMPLIFICAÇÃO</strong> - hoje em dia é difícil de conceber que a indústria de microinformática tenha realmente começado em garagens, que o computador pessoal com monitor foi inventado por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Steve_Wozniak" target="_blank">uma só pessoa </a>e que era possível, em 1977, criar uma empresa de hardware com um investimento de bem menos de US$ 1.000 e uns “geninhos” indisciplinados, sem muita vontade de fazer faculdade. Hardware, que hoje é <a href="http://www.inc.com/inc5000/list/industry/computer-hardware" target="_blank">coisa grande, complicada, global</a>, não era. Naquela época qualquer técnico com conhecimento razoável de eletrônica poderia <a href="http://blog.makezine.com/archive/2008/01/how_to_make_printed_circu.html" target="_blank">inventar</a> ou personalizar o seu. Hoje isso é impossível.</li>
</ol>
<p>Em compensação, hoje não é mais preciso ter conhecimento técnico para ser usuário de computadores e hardware em geral. Engenheiros a-do-ram dizer que a capacidade computacional de um smartphone qualquer é maior do que a de muitos centros de pesquisa no pós-guerra e mais todo aquele blablablá da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Moore's_law" target="_blank">Lei de Moore</a>.</p>
<p>Mas poucos parecem levar em conta um fator igualmente importante: operá-los se tornou cada vez mais fácil.  À medida que os processos se sofisticam, suas operações se tornam mais complexas. Para se ter um nível mínimo de eficiência, é preciso agrupá-las em estruturas que possam ser descritas e compostas de forma simples. Qualquer pessoa semi-alfabetizada no mundo digital é capaz de mandar um e-mail com uma foto anexa ou baixar um filme.</p>
<p>Os processos individuais para cada uma dessas tarefas, se expressos em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Assembly" target="_blank">linguagem de programação de baixo nível</a>, aquela que qualquer processador entende sem precisar interpretar, são complicadíssimos. Eles demandariam alguns anos (e vários profissionais) se fossem desenvolvidos a partir do nada ou se tivessem de ser reinventados a cada nova interação.  <a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/Pinker.png"><img class="alignleft size-full wp-image-3978" title="Pinker" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/Pinker.png" alt="" width="180" height="275" /></a></p>
<p>A estrutura de funções, módulos, metáforas e expressões lógicas pode parecer fantástica, mas na verdade é uma representação fiel do que acontece com a forma com que pensamos e nos expressamos através da linguagem.</p>
<p>Primeiro é preciso dominar os fonemas, depois entender o vocabulário. A partir desse ponto, metáforas, expressões, jargões e gírias são assimilados para que só então se tenha alguma fluência. Atingido o domínio da língua, todos esses elementos são utilizados de forma natural, até chegar o ponto em que não se pensa mais neles. Poetas, jornalistas e escritores em geral continuam a ser fundamentais para projetos maiores ou mais específicos, mas a verdadeira revolução acontece quando não é mais preciso recorrer a um profissional para se resolver as tarefas cotidianas. Foi assim com a escrita, a impressão, a música&#8230;já deu pra entender aonde quero chegar.</p>
<p>Pois é. Produtos de comunicação digital seguem o mesmo caminho. Websites já foram coisa de técnicos e &#8220;geninhos&#8221; em geral, hoje podem ser feitos por qualquer pessoa com acesso a um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_de_gerenciamento_de_conte%C3%BAdo" target="_blank">CMS</a> &#8211; como <a href="http://yoast.com/wordpress-theme-anatomy/" target="_blank">WordPress</a> (o deste site), <a href="http://drupal-br.org/" target="_blank">Drupal</a>, <a href="http://www.joomla.com.br/" target="_blank">Joomla</a>, <a href="http://www.mediawiki.org/wiki/MediaWiki/pt" target="_blank">MediaWiki</a> e congêneres. O conteúdo passou a ser mais importante do que a técnica. Da mesma forma, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Framework" target="_blank">frameworks</a> como <a href="http://www.rubyonrails.pro.br/" target="_blank">Ruby on Rails </a>tornam o ambiente de programação mais sofisticada acessível a mais pessoas &#8211; muitas delas sem formação técnica ou mesmo em ciências exatas.  <span style="color: #444444; font-weight: normal;"><a href="http://www.twilio.com/" target="_blank"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="Twilio" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/Twilio.png" alt="" width="180" height="59" /></a></span></p>
<p><span style="color: #444444; font-weight: normal;">Aplicativos &#8211; para PCs e celulares &#8211;  seguem o mesmíssimo caminho. Quem, há dez anos, seria capaz de imaginar que mais de<a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/Twilio.png"> </a></span><a href="http://www.apple.com/itunes/10-billion-app-countdown/" target="_blank">10 bilhões de pessoas</a> baixariam programinhas para incrementar seus telefones celulares? Pois onde há procura, há oferta. A Apple foi bacana (e esperta, pois sabia que sofria uma gigantesca deficiência em software) ao liberar um <a href="http://developer.apple.com/devcenter/ios/index.action" target="_blank">toolkit para programação de iPhones e iPads</a>, mas ele ainda é muito complexo.</p>
<p>Para preencher a lacuna de mercado surgem <em>meta-aplicativos</em>, feitos para que qualquer um desenvolva programas. Eles ainda são poucos e deficientes (chegam a lembrar o <a href="https://www.adobe.com/cfusion/tdrc/index.cfm?product=dreamweaver&amp;loc=pt_br" target="_blank">Dreamweaver</a>) mas devem melhorar com o tempo.<em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em><strong>PROGNÓSTICO:</strong></em><em> complicação e simplificação seguem seu desenvolvimento em espiral, sofisticando o ambiente à medida que o democratizam.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/AppStore1.png"><img title="AppStore" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/AppStore1.png" alt="" width="450" height="97" /></a></em></span></p>
<ol start ="2">
<li><strong>PULVERIZAÇÃO -</strong> À medida que a produção se torna modular e simplificada, é natural que se torne democrática. Mas se engana quem pensa que é preciso ser desenvolvedor ou ter capital para entrar nessa onda. Ledo engano.</li>
</ol>
<p><img style="float: left; margin: 10px;" title="3-Elance" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/3-Elance.png" alt="Elance" width="200" height="51" />O <a href="http://www.elance.com/" target="_blank">Elance</a> é uma das iniciativas mais bacanas que conheço em termos de comunidades. Ela é uma rede profissional, mas ao contrário do Linkedin, não é um ambiente cordial (mentiroso?) em que todo mundo é lindo, faz um belíssimo trabalho e deveria ser contratado como CEO ou consultor. Nada desse corporativês. Lá, o que conta é o portfólio.</p>
<p>Se você tem um espírito empreendedor e um pouco (bem pouco mesmo) de dinheiro, pode idealizar algum aplicativo, produto ou serviço e <a href="http://www.ehow.com/how_6054999_make-sell-iphone-apps-elance.html" target="_blank">achar um cara legal pelo mundo que o viabilize</a>. Ou vice-versa: se você é bom em algo (de SEO a ilustração) e quer viver de frilas, esse pode ser o melhor canal para fazer seu networking sem deixar sua cidade natal nem engolir sapos em uma empresa grande de uma cidade idem.</p>
<p>É claro que, como em qualquer emprego, você pode encontrar um chefe/cliente ruim ou um funcionário capenga. Mas mesmo assim a despesa será menor do que CLTizá-lo. Quis fazer algo como o Elance aqui no Brasil há uns 4 anos, mas enfrentei problemas burocráticos. Sou maior fã da idéia, que já tem algumas <a href="http://www.elance.com/p/two-guys-in-a-garage-build-a-business-with-elance.html" target="_blank">histórias de sucesso</a> por aí.</p>
<p><img style="float: left; margin: 10px;" title="3-Lulu" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/3-Lulu.png" alt="Lulu" width="100" height="70" />Se você, como eu, não tem interesse em ser dono de empresa e gosta mesmo é de produção de conteúdo, saiba que publicar um livro para Kindle ou iPad depende cada vez menos de uma editora ou distribuidora. Serviços de impressão sob demanda, como o Lulu, fazem eBooks em um instante. Se você tiver muito, mas muito estômago, pode até tentar buscar (ou ser) um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ghost-writer" target="_blank">ghost writer</a>, mas esteja preparado para uma grande variação em qualidade. Afinal, se tem gente que terceiriza até mestrados e estudos científicos, por que não um livro de ficção ou ensaios? Só não faça como certos picaretas e copie o conteúdo alheio, porque isso é muito feio. E pode dar um processo bem caro.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em><strong>PROGNÓSTICO: </strong>o mundo está realmente se tornando cada vez mais plano. Terceirização, outsourcing e teletrabalho, que já foram coisas de empresas multinacionais, estão cada vez mais ao alcance do cidadão comum.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><img title="Quorax" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/Quorax.png" alt="" width="450" height="361" /></p>
<div style="text-align: left;">
<ol start ="3">
<li><strong>EXCESSO DE INFORMAÇÃO E CURADORIA </strong>- todo mundo que tem um pingo de bom senso já se incomodou, mesmo que temporariamente, com o ritmo e intensidade da inovação. A Internet parece, às vezes, como uma criança hiperativa. Um mês de férias (ou pior, trabalhando sem tempo para ler notícias) e já era: você está desatualizado. Quase todas as coisas grandes e óbvias hoje em dia &#8211; de YouTube a Facebook, de Twitter a FourSquare &#8211; apareceram deste jeito. O <a href="http://www.quora.com/Instagram/What-is-the-story-behind-Instagram" target="_blank">Instagram</a>, de que eu vou falar no próximo tópico, é um bom exemplo: surgido em Outubro, já tinha mais de um milhão de usuários em Dezembro.</li>
</ol>
</div>
<div style="text-align: left;">O problema é que muitas dessas invenções não se viabilizam e acabam morrendo na disputa darwiniana das novas tecnologias. E não é fácil acompanhá-las o tempo todo. Para facilitar a vida, alguns serviços de simplificação começam a ganhar destaque. O mais bacana, até o momento, é o <strong><a href="http://www.quora.com/about/" target="_blank">Quora</a></strong>.</div>
<div style="text-align: left;">O quê? Quora. Nem é tão novo, ele surgiu no final de 2009. Mas como todo produto social, é impossível prever o tempo que levaria para &#8220;pegar&#8221;. Ele levou quase um ano. Seu objetivo é um dos mais bonitos em uma época que a maior rede social do mundo foi imaginada, ironicamente, como um <a href="http://www.imdb.com/title/tt1285016/quotes?qt1323917" target="_blank">&#8220;clube exclusivo&#8221;</a>: ele é uma espécie de rede social em que seus membros respondem, coletivamente, a perguntas. É uma Wikipédia cujos autores dos verbetes são bem visíveis? É um Twitter cujos links compartilhados são organizados? Bem, é um pouco de cada coisa &#8211; e, ao mesmo tempo, não é nada disso. É preciso usá-lo para compreendê-lo.</div>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-3929" title="Formspring" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/Formspring.png" alt="" width="200" height="48" /></p>
<div style="text-align: left;">Não que o Quora seja uma coisa nova. Serviços como o <a href="http://vark.com/" target="_blank">Aardvark</a> e o <a href="http://www.formspring.me/" target="_blank">Formspring</a> já tentaram fazer isso antes. Um era restrito demais, pouca gente se dispôs a colaborar. O outro era centrado na pessoa que respondia as perguntas, e não demoraria para se transformar em uma espécie de <a href="http://coisasdavidactx.blogspot.com/2010/01/caderno-de-perguntas-e-respostas.html" target="_blank">caderno</a> ou <a href="http://pt.shvoong.com/entertainment/concerts/2030520-jogo-da-verdade/" target="_blank">jogo da verdade</a> da molecada. O Quora, pelo menos por enquanto, é mais útil.</div>
<div style="text-align: left;">Mas como toda coisa nova, ele tem seu lado bom e ruim. O bom é que as perguntas são centradas nos tópicos, não nas pessoas que os respondem. Parece uma mudança simples, mas é um grande salto conceitual. Cada pessoa que responde às perguntas aparece, mas aparece de acordo com a relevância de sua resposta. É uma espécie de meritocracia, no estilo dos fóruns. O ruim é que, ao contrário da Wikipédia, cada autor fica bem visível. Isso leva ao questionamento básico: por que, afinal, o cara está contribuindo? Por que quer ajudar? Ou só aparecer? Ganhar um emprego? Mostrar que sabe? É altruísmo às avessas, pode até ser que funcione. Seja lá qual for o motivo, todos ganhamos com mais uma fonte de conteúdo. Não ficou claro para mim como ela vai manter o padrão de qualidade. Estou inscrito por lá, mas por enquanto só como observador.</div>
<p><a href="http://stackoverflow.com/" target="_blank"><img class="alignleft size-full wp-image-3932" title="2-SO" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/2-SO.png" alt="" width="200" height="59" /></a>No mundo técnico dos fóruns, esse tipo de comunidade já existe há tempos, mas seu funcionamento é bem mais fácil de entender. Desenvolvedores, afinal, têm uma ética muito próxima de jipeiros: todo mundo se ajuda e ninguém fica na lama (mais ou menos o oposto da forma com que muitos profissionais da indústria de comunicação se comportam, mas isso é mudar de assunto). Por isso é tão natural procurar ajuda quanto oferecê-la. As regras de mérito são bastante claras.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3930" title="2-HU" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/01/2-HU.png" alt="" width="450" height="60" /></p>
<p>Bem diferente de todos os outros serviços citados mas que, mesmo assim, acho que se enquadra nessa categoria é o <a href="http://hunch.com/" target="_blank">Hunch</a>. Ele usa um sistema parecido com o de recomendações da Amazon para buscar identificar preferências pessoais e recomendar produtos e serviços a partir delas. Acho que é ainda bastante experimental e voluntário. Considerando o que é possível saber a partir de hábitos de consumo, conexões e uso de redes sociais, ele poderia dizer muito mais. E não precisaria fazer as perguntas diretamente &#8211; embora essas atitudes enfrentassem sérios problemas de invasão de privacidade. De qualquer forma, é uma opção interessante para ajudar a filtrar o excesso de opções oferecidas.</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;"><strong>PROGNÓSTICO: </strong>curadores de estilo e conteúdo nunca foram tão populares e necessários. Há informação demais por todos os cantos, é preciso selecionar o relevante.</span></em></p>
<p>Bom, pra variar o post saiu do controle e ficou enorme. Paciência, continuo nos próximos. O que seria da vida sem um pouco de suspense? ;-D</p>
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Retrospectiva de fim de ano: YouTube, Facebook e Twitter.</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 13:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>

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		<description><![CDATA[2010 foi um ano insano, com perdão do trocadilho. Tinha listado várias tendências para comentar e acabei atropelado pela correria das tarefas &#8211; e pela reforma deste blog (que sairá bem depois do imaginado, mas antes do que você imagina). Mas de nada adianta ficar de chorumelas. No fim do ano, algumas das tendências já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="278" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/F0QXB5pw2qE?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="278" src="http://www.youtube.com/v/F0QXB5pw2qE?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>2010 foi um ano insano, com perdão do trocadilho. Tinha listado <a href="http://www.luli.com.br/2010/01/14/mega-saldao-de-tendencias/" target="_blank">várias tendências para comentar</a> e acabei atropelado pela correria das tarefas &#8211; e pela reforma deste blog (que sairá bem depois do imaginado, mas antes do que você imagina). Mas de nada adianta ficar de chorumelas. No fim do ano, algumas das tendências já tinham se tornado banais a ponto de não merecerem ser comentadas, outras ainda estão no processo de incubação. Se der, falo delas no ano que vem.</p>
<p>De qualquer forma, este não foi o ano dos blogs, nem do Google, nem mesmo dos vídeos no YouTube (mesmo que o serviço, ao completar 5 anos de idade, continue crescendo exponencialmente, <a href="http://youtube-global.blogspot.com/2010/11/great-scott-over-35-hours-of-video.html" target="_blank">a uma taxa de 35h/minuto</a>. E há até quem diga que já faz um tempo que ele consome mais banda do que toda a Internet em 2000, entre <a href="http://www.website-monitoring.com/blog/2010/05/17/youtube-facts-and-figures-history-statistics/" target="_blank">outros dados estatísticos surpreendentes</a>).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Timex.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-3856" title="Timex" src="<img alt="" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Timex.png" title="Time Magazine" class="alignnone" width="450" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Em três anos, quanta diferença: das idéias libertárias de liberdade de expressão ao grande concentrador de conteúdo. Você ainda achava que <a href="http://googleworlddomination.com/" target="_blank">a galera do Google era do mal</a>? Quando comparados com <a href="http://www.businessinsider.com/10-reasons-to-delete-your-facebook-account-2010-5" target="_blank">os males do tio Zucko</a>, eles são quase bonzinhos. O olho de cobra na foto não é coincidência.</p>
<p>Com filme em Hollywood e capa da Time Magazine, o sr. Facebook conseguiu mostrar que a mídia de massa pode ser reflexo do mundo digital, da mesma forma que o digital reflete a massa. Na verdade, há cada vez menos diferenças entre um e outro. Se esse ano tem dono, pode-se dizer que foi o ano do Facebook que, apesar de <a href="http://techcrunch.com/2010/12/10/world-map-of-social-networks-shows-facebooks-ever-increasing-dominance/" target="_blank">no Brasil ainda ser menor do que o Orkut</a>, é um dos maiores serviços online do planeta. Se fosse um país, seria o terceiro maior do mundo. Seus <a href="http://www.website-monitoring.com/blog/2010/03/17/facebook-facts-and-figures-history-statistics/" target="_blank">dados não são menos impressionantes</a> do que os do YouTube.</p>
<p><a href="http://www.flowtown.com/blog/a-year-of-twitter" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-3865" title="Twittercurto" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Twittercurto.png" alt="" width="450" height="284" /></a></p>
<p>Outro serviço que ganhou as massas neste ano foi o Twitter, que deixou de ser coisa de nerd para invadir a arena pop, <a href="http://www.flowtown.com/blog/a-year-of-twitter" target="_blank">com estatísticas não menos impressionantes</a>. Um bom sinal já estava dado quando o tio Bill Gates entrou no serviço, am Janeiro. Mais tarde seria a hora do rei do pop, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Justin_Bieber" target="_blank">Justin Bieber</a> &#8211; sim, ele mesmo, aquele moleque nascido em 1994 que você não vê a menor graça mas a sua sobrinha, sua priminha e, se bobear, até a sua filha gosta de paixão &#8211; dominar a rede e deixar bem claro que UGC pode ser lindo, mas a cultura pop de massa está longe de morrer. Elvis morreu, Lady Gaga já é tão 2009. O fedelho, que tem de idade praticamente o mesmo tempo que o tio aqui tem de experiência com o mundo digital, atingiu sozinho <a href="http://www.youtube.com/user/JustinBieberVEVO" target="_blank">a marca de 1,1 bilhão de vídeos vistos no YouTube</a> e ocupa hoje <a href="http://mashable.com/2010/09/07/justin-bieber-twitter/" target="_blank">cerca de 3% dos servidores do Twitter</a>. Perto dele, <a href="http://www.retireat21.com/top-young-entrepreneurs" target="_blank">Zuckerberg&amp;cia</a> são quase um clube de Boccia da terceira idade.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Boccia" src="http://www.culturedviews.com/wp-content/uploads/2010/10/retiredmeninfrance.jpg" alt="Boccia" width="450" height="301" /></p>
<p>De qualquer forma, a relação entre Twitter, Facebook, Apple, Google, Microsoft (nunca se esqueça dela), <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Warcraft" target="_blank">Blizzard</a>, Disney (como <a href="http://www.clubpenguin.com/pt/" target="_blank">Club Penguin</a>, não como Mickey Mouse) e Hollywood pela dominação do que o mundo deve pensar &#8211; e de como a publicidade tenta se imiscuir &#8211; é um assunto sério, e deve ser melhor desenvolvido ao longo do ano. Por enquanto, já que não há nada a fazer senão esperar que o Assange faça escola por <a href="http://therexpedition.com/?p=43" target="_blank">seus atos políticos</a>, não pelos <a href="http://inewp.com/?p=5835" target="_blank">pessoais</a>, aproveito a sua presença neste ambiente formador de consciência e deixo você com a minha (já) clássica lista das melhores <del>100</del> 230 tuitadas do ano. A do ano passado está <a href="http://www.luli.com.br/2009/12/18/retrospectiva-de-fim-de-ano-placas-tectonicas-microsoft-revista-veja-e-corollas/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-3849  aligncenter" title="radfahrer" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/radfahrer.png" alt="" width="450" height="145" /></p>
<p>Minha intenção era manter essa lista em ordem cronológica, mas percebi que era preciosismo. Então deixei em alfabética. Divirtam-se e Feliz ano novo. Daqui a pouco tem mais.</p>
<ol>
<li><em><span style="color: #ff6600;">A história me parece claramente dividida entre terapias ocupacionais e conflitos hormonais.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">A melhor defesa não é o ataque; é a camuflagem.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">A mulherada bem podia aprender a não ligar pra futebol do jeito que homem que não liga pra futebol o faz: sem raiva.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">A primeira coisa a organizar na faxina de começo de ano é a pilha de expectativas, prestes a desabar.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">A profissão daqueles que te odeiam diz muito sobre seu caráter.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">A rede não é orgânica. Nem mesmo as máquinas são orgânicas, mas não falta quem as divida em gerações ou lhes atribua memórias.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">A única coisa que esse telefone aí tem de smart é o cara que te vendeu</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Abaixo os impostos e os impostores.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Acredito mais no poder da música de Bach do que no dos florais de Bach.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Administrar sua presença online é como fritar um peixe pequeno: se você mexer demais, esfarela.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Adoro perguntas que são perguntas, não &#8220;colocações&#8221; ou &#8220;complementações&#8221;.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Adoro quando um mané fala bobagem e o chefe manda calar a boca nas mídias sociais. Ver o mané se fazer de vítima é hilário.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Agnosticismo, sincretismo e ecumenismo são, para mim, formas fracas de ateísmo.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Ajudar o próximo é a melhor forma de auto-ajuda que conheço.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Algumas pessoas parecem ter nascido cedo demais ou tarde demais no século.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Amigos da sua mulher te seguem, mas ela não. Nos anos 70 seria paranóia ou flashback. Hoje é Foursquare.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Antigamente era comum desacelerar para o fim do ano. Hoje me parece que o normal é correr para o precipício e jogar-se dele.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Aqueles que são chamados de executivos faziam o que antes da invenção do PowerPoint?</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Arquiteto é alguém que escolhe óculos melhor do que você.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">As ferias de verão são longas para que os professores se esqueçam que vivem o ano da marmota.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Axé, rebolation e funk carioca são formas audíveis de Lorem Ipsum.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Beleza é uma realação, quase um objeto direto: não existe sem sujeito.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Boicote corporações mesquinhas que pedem para você trabalhar de graça ou por uma merreca, prometendo &#8220;parcerias&#8221; para &#8220;projetos futuros&#8221;.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Brasileiro não é criativo. Brasileiro gosta de Ivete.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Briga da Apple com a Adobe: tão de fachada quanto a do Google com a China.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Brilhante quem tem a capacidade de reconhecer o óbvio, traduzi-lo e devolvê-lo.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Bundamolismo é o mal do século.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Business plan é um sub-gênero da ficção contemporânea.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Cada dia a menos em SP vale uns dez dias a mais na vida.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Cada nova tecnologia quer ser Pokémon. Mas a maioria não passa de Tamagotchi.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Caloteiros são ricos em desculpas.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Canadá é o Acre do mundo.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Cartórios e tribunais são a prova da existência do Purgatório.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Certas &#8220;posições&#8221; que clientes dão a seus fornecedores devem ter sido inspiradas pelo Kama Sutra.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Chega de enrolação. Agora é correr para que o dia de hoje termine ainda hoje.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Cliente Van Gogh: quem o banco enlouquece, tira até a orelha, deixa na miséria, dependente do irmão e só valioso morto?</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Com certas pessoas eu tenho um contrato de exclusividade: se elas vão a um lugar, eu não vou. E vice-versa.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Como explicar para um gringo que 30 minutos, meia hora e meia horinha não querem dizer, necessariamente, a mesma coisa?</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Como explicar prum gringo que numa feira, mercado de produtos naturais, a barraca mais popular é a do pastel?</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Consulte sempre um advogado. Ou não reclame se mais tarde tiver que consultar um proctologista.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">COP15 deveria acontecer em uma ilha de Tuvalu. Aí ninguém estranharia se afundasse.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Cretino strito sensu sempre faz questão de dar a última palavra num debate.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">&#8220;Dar uma SteveJobada&#8221;: eliminar um conector que você precisa, tornar vários aparelhos inúteis e ainda fazê-lo comemorar</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">De Big Brother a Aprendiz, a tosquidão hoje é unificada. Antigamente o banal de um povo era o exótico de outro.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">De que adianta chegar cedo pra trabalhar se tudo o que você fez até agora foi enrolar?</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">De repente aquele dia, que parecia perfeito, desmorona.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Depois de tanto tentar se adaptar aos desejos do seu público, a Revista Veja ficou com a cara da TV Record.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Desconforto é investimento. Mas nem sempre paga.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Desenhar &#8211; mapas, letras, objetos etc &#8211; demanda observar. Se você der sorte, até compreender.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Detesto fechar portas. Mas às vezes é necessário para deixar as coisas no lugar e evitar abusos.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Detesto gente que escreve e-mails enooooooooormes, prolixos, confusos e desfocados.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Devo estar daltônico: todo mundo que vejo veste preto, branco e variações desbotadas de vermelho e azul.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Dia internacional da mulher é uma boa prova de que 50,5% da população do planeta ainda é vista como minoria.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Dicionário de agênças: &#8220;Aluno = operário gratuito, brilhante e incansável&#8221;. &#8220;Professor = pesquisador gratuito, inovador e trouxa&#8221;.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Dinheiro é bem menos importante do que parece. E costuma ser o maior obstáculo virtual na busca de uma aptidão.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Do Chico pro Assange: &#8220;Mesmo com o nada feito, com a sala escura, com nó no peito, com cara dura. Não tem mais jeito, a gente não tem cura&#8221;</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Dói pagar IRPF. Não pelo valor, mas pelo destino.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Donald Trump + Viagra = Richard Branson.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">É impossível ser inteligente sem ser divertido e vice-versa. Quem faz só metade fica chato bem rápido.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">É a mesma Internet móvel que põe o mundo ao alcance das mãos que transforma seus usuários em autistas no cenário real.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Em um ninho de AlphaGraphics tem seis Alfagrafinhos. Quem os desalfagrafizar bom desalfagrafizador será.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Em uma economia de idéias, símbolos são mais tangíveis que originais</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Em uma época cheia de dados fáceis e vazia em sua interpretação, emoções compartilhadas têm cada vez mais valor.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Enquete: qual a pior TPM: Bellatrix Lestrange ou Beatrix Kiddo?</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Entre tomar uma atitude, uma decisão ou um remédio, acho que vou tomar um café. É mais fácil.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Entrevistas com perguntas preguiçosas, pedindo fórmulas ou perguntando se &#8220;tenho algo a acrescentar&#8221; são um saco.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Escrever sobre design é uma forma de fazer design.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Esperava que a inteligência artificial gerasse algo melhor do que gadgets e algoritmos resmungões.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Esqueci a cabeça em casa. Vai ser um dia longo, espero que não notem.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Estou certo que presidentes, papas e popstars também se irritam com a porcaria da ponta perdida do esparadrapo.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Estou em dúvida se o Consulado Americano é mais parecido com um presídio ou com um cemitério.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Estressado? Agoniado? Desfocado? Experimente fazer uma coisa de cada vez, vai que ajuda?</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Eu às vezes fardo, mas não talho.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Eu não chamo o Facebook de Face. Nem o Photoshop de Adobe. Eu não.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Eu sou o problema das suas soluções.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Existem perguntas estúpidas. Mas sua quantidade é muito menor do que a de professores ruins.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Experiência é construída à base de pregas.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Extinção do cheque foi como a eliminação do e-mail. No começo todos negam, depois ninguém mais lembra.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Fotografia se tornou a porta de entrada da Arte, quebrando a barreira de entrada. Poucos desenham, todos fotografam.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Gente &#8220;educada&#8221; é convencional, não se indispõe com o estado das coisas. Criatividade, ironicamente, é coisa de malcriados.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Geisy segue fulminante em seu objetivo de se tornar “atriz-modelo-manicure”</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Google é tão “bonzinho” quanto a Microsoft ou a Apple.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Gostamos de roupas com poucas cores &#8211; preto e branco não são cores &#8211; porque tememos que os tons se imponham sobre o discurso.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Há muito desenho em fotografia. Ele se manifesta no olhar e na composição, não na habilidade manual.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Há quatro leis contra andar de bicicleta embriagado. Todas formuladas por Sir Isaac Newton.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Habermas é como McLuhan: escreveu sobre uma coisa (a TV), acabou citado por outra (o digital) que nem existia em sua época.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Habilidades criativas não são raras. São só muitíssimo mal ensinadas.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Heilvetica.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Homem não tem celulite. Mas é inigualável em sua capacidade de ser bunda-mole.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Imbecil-risadinha: aquele tipinho patético, carente, que apesar disso se acha um gênio e faz uma baita força pra ser amado. Ri sempre.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Impressionante a velocidade das transformações. Mais impressionante só é o fato de ninguém estar impressionado.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Infantilidade em todo lugar: nas formas arredondadas, nas cores cítricas e na atitude servil e lisonjeira das marcas.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Inovação é um termo tão manjado que seu uso deveria ser justa causa para demissão por plágio.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Inovação tecnológica costuma trazer consigo uma boa dose de ironia, mesmo que involuntária.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Insuportável o jabá disfarçado, o papinho de vendedor posando de &#8220;independente&#8221; quando seu holerite prova o contrário.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Irônico ver gente que cresceu profissionalmente por causa de mídias sociais falar tão mal delas.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Jabás acontecem porque os organizadores de eventos se rendem a excessos dos patrocinadores.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Joguinhos do Facebook parecem Cannabis: quase todo mundo experimenta, mas depois de um tempo só um ou outro continua viciado.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Kit de faxina para homens: álccol para desinfetar, detergente pra lavar. Para todas as outras coisas, Veja Multi-uso.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Maior diferença entre &#8220;Avatar&#8221; e um filme pornô: o segundo tem história.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Mais do que nunca é preciso focar em princípios e questionar protocolos.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Manhã chuvosa de humores cinzentos.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Mau design comunica mal. É como má música ou má cozinha.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">McLuhan revisitado: &#8220;e-mail n eh + a msg&#8221; e &#8220;social media rules&#8221;</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Me considero um cara sortudo. E perfeccionista. Talvez seja por isso que eu seja tão sortudo.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Media Kit é a tarifa-balcão dos anúncios.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Medo, travestido de cautela, bom senso ou bons modos, é a principal causa do envelhecimento mental precoce.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Melhor ter muitos exemplos do que ter muitos modelos.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Métricas são muito importantes. Mais importante do que elas é o objetivo que se tem ao medi-las.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Metrossexual é quem tem uma necéssaire maior do que a sua.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Meu layout eu quero com gelo e limão. Se você puder trazer a base de dados sem açúcar, agradeço.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Minha mesa é metáfora da minha cabeça.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Minha relação com a educação é vocação e sacerdócio. E me consome na mesma medida que me alimenta.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Muitas empresas parecem partir do princípio do UFC, em que vale-tudo menos dedo no olho e chute no saco.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Música é tão bom que é surpreendente que não engorde.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">&#8220;Nada contra, mas&#8230;&#8221; é um adjunto adnominal de preconceito que costuma anteceder as frases mais fascistas.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Não acho que as pessoas fiquem mais elegantes nos dias frios. Elas só ficam melhor camufladas.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Não é o ano que só começa depois do Carnaval, é 2009 que só vai terminar na quarta-feira de cinzas.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Não há lugar para CDFs. Ou você é fascinado pelo que faz e quer saber sempre mais ou desiste. Só estudar não segura emprego.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Não perco meu tempo com quem acredita seriamente que tempo é dinheiro.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Não tenho um plano B. Tenho 26 planos A.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Natal não é uma época feliz para quem se mata de trabalhar na comunicação de promoções para o Natal.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Negociador de firma parece mulher de malandro: se você trata bem, te despreza. Se bate com força, apaixona.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Nietzsche daria um ótimo tuiteiro. McLuhan também.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Ninguém é líder ou lanterninha por acaso. Muita empresa MERECE ser ruim. Quem vai pra mudar só se dá mal.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">No futuro olharemos para a forma com que tratamos o ambiente com o mesmo desprezo que olhamos para os fumantes dos anos 60.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Nojinho de quem sai do banheiro olhando o celular. &#8220;Lavou o iPhone/Blackberry, tio/tia?&#8221;</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Nome para banda de rockabilly: Zé Mané &amp; Os Formadores de Opinião.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">O anel que tu me destes era Swarovski e se quebrou&#8230;</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">O chato de chamar um imbecil de microcéfalo é que ele pode considerar elogio.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">O dia em que todas as coisas tuitarem chegaremos finalmente a um Estado policial.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">O fim da web é tão relevante quanto o fim do disquete ou do PageMaker.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">O maior problema futuro do vídeo online seja uma baita crise na produção de conteúdo de qualidade.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">O melhor ansiolítico é um bom fone de ouvido anti-ruído.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">O melhor despertador do mundo tuíta cada vez que você aperta o &#8220;soneca&#8221;. E recomenda a seus colegas e chefe que o sigam.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">O mundo te trata melhor se você estiver de terno, mesmo que não mereça.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">O problema de muitas causas nobres está no comportamento de seus defensores.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">O que mais gosto em piadas infames é sua resiliência.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">O telefone tá cheio de tralhas. Parece a bolsinha da Hermione Granger.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Odeio panetones. Odeio adorá-los a 350kcal/100g.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Ontem vi um falastrão tomar umas merecidas bordoadas. Quem fala o que bem entende acaba ouvindo o que não quer.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Opinião pública, pouco importa o público, costuma ser a pior das opiniões.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Paga-se mais pelo estacionamento mensal na Vila Olímpia do que pelo plano de saúde.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Palestras de artistas são deliciosamente caóticas.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Para se progredir no digital, é fundamental aprender a questionar o humano</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Pare 5 minutos do seu dia para ouvir uma só música e mais nada. É muito mais produtivo que esbravejar pelo Twitter.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Patéticos os ególatras que reclamam de tudo e metralham frases feitas em nome de uma &#8220;independência&#8221; falsa.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Pela quantidade de armas nas ilhas de Lost, a munição deve dar em árvores.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Pelo tamanho do Google, Twitter e Facebook se vê uma concentração inédita no poder de mídia e põe em risco a liberdade de expressão.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Pensar fora da caixa é um valor. Só há uma explicação: a caixa demanda reparos. Muitos reparos.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Por baixo dos tapetes das estruturas, tudo é muito simples. Nós é que teimamos em achar que não.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Por que você chama de &#8220;metodologia&#8221; um punhado de receitas e fórmulas?</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Poucos perguntam &#8220;o que está acontecendo aqui?&#8221; antes de determinar categoricamente se é bom ou ruim.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Poucos tipos corporativos me causam mais asco que o &#8220;imbecil-risadinha&#8221;.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Preciso me controlar. Ando pensando alto demais.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Prefiro ir ao dentista que a um site burocrático do governo.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Pressa é inimiga da refeição.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Previsão do tempo: nublado com forte probabilidade de engarrafamentos no trânsito do fim do dia.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Problema das perguntas não feitas: sua ausência propicia o surgimento de verdades não ditas.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Professor deve ser semente, não centralizador. Cabe a ele formular perguntas, os alunos que se virem para respondê-las.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Professor mediano transmite conteúdos. Bom professor influencia seus alunos. Grande professor se deixa influenciar por eles.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Profissões eram mais divertidas quando as ferramentas de trabalho não estavam concentradas em uma máquina, na mesa.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Promessa para 2011: não falarei em eventos que falem picaretas notórios. Como não sou demonstrador pago por firma, acho que dá pra cumprir.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Publicidade em mídias sociais vem com certificado de garantia. Você pode fazer qualquer promessa, mas será cobrado se não cumpri-la.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Publicitários são uma categoria profissional ainda mais odiada do que motoboys.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Qualquer idéia boa que precise ser realizada imediatamente, acredite, não é uma idéia boa.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Quando uma empresa de repente começa a falar em Reich, pode estar se referindo ao III Reich.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Quando você acha que o mundo está perdido logo surge alguém pra provar o contrário. E vice-versa.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Quantas vezes você se ferrou por erro alheio nesta semana?</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Quantos &#8220;milagres da fé&#8221; poderiam ser melhor explicados por erro médico no primeiro diagnóstico?</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Quem dá valor demais para o dinheiro acaba trombando de frente com quem não dá a mínima para ele.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Quem é odiado por chavequeiros, lobistas e vendedores de terceira, algo de bom deve ter.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Quem marca a própria casa e o trabalho no foursquare deve considerá-los grandes baladas públicas.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Quem não arrisca não se ferra. Mas também não inspira nem se diverte. Só trabalha.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Quem não tem o que dizer nem causa a defender termina os dias como demonstradora de balcão.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Quem se leva muito a sério não deve ser levado a sério.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Querido chefe/cliente: para fazer o que o sr. me pede existem profissões muitíssimo mais adequadas que a minha.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">&#8220;Quinta? Hummm&#8230; quinta não dá. Que tal nunca? Nunca tá bom pra vocês?&#8221;</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Quinta de manhã é sempre sossegado. Deve ser a calmaria que antecede a tempestade.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Raiva de pilotos de celular, indecisos entre dirigir o carro e telefonar.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Reciclagem, da forma que é feita, protege tanto o ambiente quanto uma piteira longa protege o fumante do câncer.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Restringir o acesso a redes sociais é mordaça. Pouco importa se a desculpa do momento é sigilo, foco ou eficiência.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">RH tem que estar na ponta da inovação em mídias sociais, não na retaguarda defensiva.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Sabe por quanto eu te vendo o direito de gritar comigo? Eu não te vendo. Por dinheiro nenhum.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">São as tarefas que emperram, que não saem da inbox, as que desesperam.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">São cada vez mais comuns os falsos profetas, subcelebridades sem nada de célebre, vendedores à Steve Jobs, defensores da concentração do mercado.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Saudade dos tempos em que os taxistas falavam ao telefone. Hoje eles assistem TV.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Se as palavras tivessem gosto, &#8220;não&#8221; seria chocolate. Amargo, enjoativo, indispensável.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Se O Estado de S. Paulo é Estadão, por a Caixa não é Caixão?</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Se o seu trabalho não tem profundidade, imprimi-lo em papel de 90 gramas não aumentará seu peso.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Se você não é respeitado em seu ambiente de trabalho, o pior que pode fazer é achar que a culpa é sua. Nunca é.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Seeding = spam maroto.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Ser disfuncional às vezes me parece a condição necessária para ser uma família.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Só uma coisa é pior do que blogueiro comprado pra elogiar marca: um funcionário da empresa que assuma esse papel.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Somos cada vez mais parecidos com o Calvin, cujo melhor amigo era brinquedo que só interagia com ele, sendo inerte para o resto.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Sou marxista. No sentido Groucho do termo.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Sou um professor. Estou acostumado a ouvir ataques pessoais a cada vez que critico idéias. E não me faço de vítima.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Suas fontes de leitura dizem muito a respeito da cidade pequena em que seu cérebro vive.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">&#8220;Tá pensando que o dado é seu? Quem te falou que o dado é seu? DADINHO É O C@R@LHO, meu nome é Mark Zuckerberg!&#8221;</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">&#8220;Táxi, pssôr, é quinem passarinho: bem mais fácil de pegar quando tá no ninho.&#8221;</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Tautologia social contemporânea: todos são iguais em sua tentativa de serem diferentes. A única forma de ser diferente é ser igual.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">TCC é choradeira daqui, agonia de lá, puxão de orelha acolá, surpresa na apresentação e alegria ao terminar. Todo ano é a mesma coisa.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Técnica se ensina, a poética se cultiva. Isso leva tempo.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Tem gente que é tão fanática pelo cargo que tem que parece vestir a camisa de força da firma.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Tem que ter alguma relação entre grande inteligência, enorme potencial, 20 anos e baixa auto-estima. Tem que ter.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Temos opinião e devemos cultivá-la. Mas há limites: as empresas não devem se render a qualquer capricho de consumidores mimados.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Tendências hoje são tantas que o próprio ato de observá-las já virou uma tendência.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Tento viver em um mundo que a qualidade das novas idéias é mais importante do que a mediocridade da vida alheia.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Tipografia é a vestimenta de uma página. Você pode não ligar para ela, mas quem a vê, repara. Mesmo que inconscientemente.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Tive uma daquelas típicas reuniões com você-sabe-quem, lá em você-sabe-onde, falar sobre você-sabe-o-quê. O resultado? você-sabe-qual.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Todas as experiências são didáticas.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Todo dia tem a hora do &#8220;ferrou, não vai dar nem a pau&#8221;. Depois passa. Passa? Espero.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Todo produto deve gerar uma boa experiência de uso se quiser manter o público. Quem está satisfeito com a relação não pula a cerca.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Tou com um humor de fazer o Clint Eastwood saído de uma peça do Tennessee Williams a caminho de um Jack Daniel&#8217;s parecer amável.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">TV é o glutamato monossódico do cérebro.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Twitter é breve, cruel e despretensioso. Como quase tudo na história humana.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Um cara que posta auto-retrato fora de foco é desleixado ou precisa de psicólogo?</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Um grande evento não precisa de pirotecnias se tiver idéias e comprometimento. Se não os tiver, não há laser que salve.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Um vacilozinho de nada e pronto: lá vai a Inbox pra fora de controle.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Uma parede bege não ofende ninguém. A escolha por bege é típica de quem não quer tomar decisões.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Único manual de instruções válido para mídias sociais: a boa e velha noção.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Vejo a luz no fim do túnel. Deve ser o trem. Ou então tem algo importante que eu esqueci.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Visões de Paraíso não têm PlayStation. Mal tem Internet nelas. O que é novo assusta, o passado é confortável.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Você ficaria satisfeito/a se definisse a relação que tem com sua cara-metade como &#8220;sustentável&#8221;?</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Você tem o direito de escolher o estilo de vida que quiser pra viver. Você NÃO TEM o direito de impô-lo aos outros.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Vou zerar minha inbox hoje. Nem que hoje termine amanhã. Ou depois. Ou eu desista da idéia megalomaníaca de fazê-lo.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Voltar para casa é a parte mais subestimada de uma boa viagem.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">Vuvuzela = Galvão de sopro.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">WikiLeaksGate mostrou que a Suécia não é diferente do Afeganistão. E que a internet não é território livre.</span></em></li>
<li><em><span style="color: #ff6600;">WoW é um mundo maior do que Cuba. Deveria receber maior atenção da mídia.</span></em></li>
</ol>
<p>Use-os para relaxar, se divertir, pensar ou me questionar. Vale tudo. Pode até copiar um ou dois textos e chamá-los de seus, mas não passe disso. Não faça como <a href="http://www.mundovestibular.com.br/articles/4563/1/Dez-Dicas-De-Criatividade/Paacutegina1.html" target="_blank">esses picaretas</a>, que copiaram <a href="http://www.luli.com.br/2007/02/20/criatividade-%E2%80%93-10-dicas/" target="_blank">este post meu</a> e o colocaram no blog deles na cara de pau. Plagiar um post sobre criatividade é o fim, que tipo de profissionais eles esperam formar?</p>
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luli.com.br/2010/12/29/retrospectiva-de-fim-de-ano-youtube-facebook-e-twitter/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Check-list:projetos de inovação (III)</title>
		<link>http://www.luli.com.br/2010/12/22/check-listprojetos-de-inovacao-3/</link>
		<comments>http://www.luli.com.br/2010/12/22/check-listprojetos-de-inovacao-3/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 19:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luli.com.br/?p=7309</guid>
		<description><![CDATA[Não me leve a mal, mas&#8230; quem é seu usuário? Você ainda pensa nele como um grupo demográfico? Pode não. Com quem você pensa que está falando? Seu usuário está cada vez mais mimado, tem produtos e serviços cada vez mais personalizados. Não vai querer, de jeito nenhum, algo genérico. Produtos e serviços, não custa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Centauro" src="http://www.verabee.com/images/centaur.jpg" alt="Centauro" width="449" height="644" /><br />
Não me leve a mal, mas&#8230; quem é seu usuário?<br />
Você ainda pensa nele como um grupo demográfico? Pode não.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Com quem você pensa que está falando? </strong>Seu usuário está cada vez mais mimado, tem produtos e serviços cada vez mais personalizados. Não vai querer, de jeito nenhum, algo genérico. Produtos e serviços, não custa nada lembrar, foram feitos para ajudar pessoas a satisfazer suas necessidades. A lógica arcaica de se fazer as funcionalidades o mais amplas possível para que acomodem o maior número de pessoas é furada. Talvez ela valha para produtos genéricos feito os da Microsoft. Daí não espanta o fato de todo mundo odiá-los.</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-7309"></span>A melhor forma de acomodar uma boa variedade de usuários é projetar seu produto ou serviço para tipos específicos de indivíduos &#8211; cada um com suas necessidades específicas. Públicos-alvo é uma coisa do século passado. Hoje se fala em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Persona_(marketing)" target="_blank">personas</a> e cenários. Por mais que tenha quem defenda que isso é tarefa de profissionais de <a href="http://iainstitute.org/" target="_blank">Arquitetura de Informação</a> ou de <a href="http://uxmag.com/" target="_blank">Experiência do Usuário</a>, acredito que isso seja tarefa de todos, principalmente de quem define a estratégia do produto. Vamos, então, aos quesitos que quebram a cara de muitos que não prestar atenção neles:</p>
<ol start="13">
<li><strong>USUÁRIOS-CHAVE (PERSONAS)</strong>: seu usuário, a nível de pessoa, enquanto gente, sacou? Pois é. Brincadeiras à parte, é seu usuário na forma de uma pessoa, não de um demográfico. Demográficos são generalizantes, sintéticos, simplificados, paupérrimos. Gente é mais do que isso. Bem mais. Quando se <a href="http://www.masternewmedia.org/interface_and_navigation_design/usability/how-to-create-effective-personas-20071004.htm" target="_blank">define um produto ou serviço baseado em personas</a> fica mais fácil determinar o que ele deve fazer e como deve se comportar; comunicar-se com todos os interessados, gerar consenso, mensurar a efetividade e contribuir para uma melhor compreensão do porquê as coisas dão certo (ou do porquê não dão). Personas são representadas como gente comum. Elas representam grupos de usuários, motivações e comportamentos. Elas devem o cotidiano, os hábitos e os anseios do usuário. E, naturalmente, como o produto ou serviço interfere neles.
<div id="__ss_686287" style="width: 425px;"><object id="__sse686287" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=death-to-personas-long-live-personas-slideshare-1224798397228293-9&amp;stripped_title=death-to-personas-long-live-personas-presentation&amp;userName=ebacon" /><param name="name" value="__sse686287" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="__sse686287" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=death-to-personas-long-live-personas-slideshare-1224798397228293-9&amp;stripped_title=death-to-personas-long-live-personas-presentation&amp;userName=ebacon" name="__sse686287" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
</div>
<p>Personas, no entanto, são controversas. Acho que esta apresentação no Slideshare esclarece o assunto um pouco melhor.</li>
<li><strong>CENÁRIOS E AÇÕES:</strong> cenários são situações enfrentadas e decisões tomadas pelas personas quando entram em contato com o produto ou serviço. Elas podem ser descritas na forma de diagramas de blocos, storyboards ou listas de bullets, tanto faz. O importante é que descrevam cada etapa das possíveis interações com cada um dos potenciais usuários com o produto ou serviço.<br />
<a href="http://karenkavett.blogspot.com/2010/07/so-you-want-to-watch-youtube-flowchart.html" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-3878" title="YOUTUBE-DIAGRAMA" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/YOUTUBE-DIAGRAMA.png" alt="" width="450" height="291" /></a><br />
Este <a href="http://karenkavett.blogspot.com/2010/07/so-you-want-to-watch-youtube-flowchart.html" target="_blank">diagrama de possíveis personas e cenários que visitariam o YouTube</a> é uma boa brincadeira, mas transmite a idéia. Cenários são importantes por dar suporte às personas. <a href="http://www.designcrux.netfirms.com/designex_storyboard.html" target="_blank">Este site </a>fala um pouco de como criá-los com storyboards. Se você estiver a fim de um mergulho mais profundo no assunto, pode <a href="http://www.organic.com/Assets/Whitepaper_Personas_040110_20100402074738.pdf" target="_blank">baixar este PDF.</a></li>
<li><strong>NARRATIVA:</strong> é a tal da <em>storytelling</em>, tão falada hoje em dia, seja <a href="http://www.luli.com.br/2010/07/16/convergencia-e-alienacao-i/" target="_blank">transmídia</a> ou não. Existem <a href="http://www.lukso.com.br/" target="_blank">empresas</a> especializadas em extrair a narrativa de corporações, o que pode ser bastante útil para que redescubram como vieram parar ali e pra quê, afinal, servem. Mas você pode se perguntar: &#8220;pra que que eu preciso de narrativa em e-commerce&#8221;? É aí que você se engana: qualquer serviço transacional PRECISA de narrativa para conduzir o usuário através de suas diferentes fases para que a experiência seja a melhor possível.<br />
<a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/reinvigorate.png"><img class="alignnone size-full wp-image-3827" title="reinvigorate" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/reinvigorate.png" alt="" width="450" height="480" /><br />
</a>O serviço <a href="http://www.reinvigorate.net/" target="_blank">Reinvigorate</a> praticamente pega seus usuários pela mão e os encaminha pelo processo. A narrativa é clara&#8221;<em> mensure, analise, evolua</em>&#8220;. Mais bons exemplos de design para a conversão <a href="http://www.smashingmagazine.com/2009/04/06/design-to-sell-12-tips-to-help-your-website-convert/" target="_blank">aqui</a>.</li>
<li><strong>SUPORTE:</strong> não o atlético, o técnico. Muita gente se esquece desse &#8220;detalhe&#8221; que não tem nada de pequeno e costuma sacrificar a experiência do usuário. Se você fez uma boa pesquisa de personas, já sabe que ninguém é igual a você e que todos precisam ou demandam informações complementares. Como você irá fornecê-las? Através de uma página de FAQ? De um chat? Por telefone? Terá um manual? Páginas de ajuda? Uma Wiki? Se a ajuda for terceirizada ou colaborativa, como moderá-la? Como garantir sua qualidade?<br />
<a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Gallery.png"><img class="alignnone size-full wp-image-3833" title="Gallery" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Gallery.png" alt="" width="450" height="377" /><br />
</a>O aplicativo <a href="http://gallery.menalto.com/" target="_blank">Gallery</a>, que permite a criação de álbuns de fotos dentro de sites, tem uma wiki para ajuda. E também tem um fórum, para matar dúvidas mais específicas.</li>
<li><strong>MÉTRICAS E RESPOSTAS:</strong> hoje, que tudo é mensurável, não medir chega a ser um pecado. Dá pra medir transações, scrolls, clicks, tempos de decisão e ociosidade. Dá até pra <a href="http://attentionwizard.com/aw/" target="_blank">simular um eye tracking</a>, se você quiser. Mas medir o quê? Que tipo de informação é relevante? Que dados são fundamentais? Por quê? Existem vários especialistas capazes de medir praticamente tudo. Mas se você não sabe o que quer ou para onde pretende ir, de que adianta medir? Pro isso é importante hierarquizar a estratégia para avaliar a qualidade das interações e melhorar a qualidade do produto ou serviço que você oferece.<br />
<img title="Crazy Egg" src="http://www.crazyegg.com/images/overlay/overlay.jpg" alt="Crazy Egg" width="450" height="311" /><br />
Poderia falar aqui do <a href="http://www.google.com/analytics/" target="_blank">Google Analytics</a>. Sim, mas até aí qualquer zé mané poderia falar do aplicativo mais usado &#8211; e o mais eficiente pelo preço que cobra &#8211; para mensuração de websites. Prefiro falar do <a href="http://www.crazyegg.com/overview" target="_blank">CrazyEgg</a>, um serviço complementar e bastante eficiente para medir o que está sendo clicado, onde e por quanta gente. Use o aplicativo que quiser, só não ponha a culpa de maus resultados no desconhecimento de seu usuário. Hoje ninguém mais pode se dar a esse luxo.</li>
<li><strong>FEEDBACK:</strong> uma vez recolhidas as métricas, como analisar seus resultados e o que fazer para que o produto ou serviço que você imaginou se aproxime dos anseios e necessidades de seus usuários?<br />
<a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Notable.png"><img class="alignnone size-full wp-image-3836" title="Notable" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Notable.png" alt="" width="450" height="330" /><br />
</a>Se você acha que suas métricas não são suficientes, pode assinar um serviço como o <a href="http://www.notableapp.com/plans" target="_blank">Notable</a>, que abre espaço para que a comunidade deixe seu feedback. É um pouco salgado, mas se a comunidade for suficientemente ativa e colaborativa, pode ser uma boa.</li>
<li><strong>FATURAMENTO:</strong> de onde, afinal, vem o dinheiro? Essa história de &#8220;ganhei experiência&#8221; é legal pra quem tem dinheiro no bolso. Como fazer com que necessidades financeiras não prejudiquem a qualidade ou os ideais que proporcionaram o surgimento do produto ou serviço?<br />
<a href="http://www.reclameaqui.com.br/ranking/"><img class="alignnone size-full wp-image-3882" title="Reclame" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Reclame.png" alt="" width="450" height="267" /></a><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Arremates.png"><br />
</a>O comércio eletrônico pode parecer um negócio da China, mas precisa ser muito bem planejado. O comércio é sazonal, em Novembro e Dezembro cai o 13º, por isso se gasta mais. Em Janeiro as contas começam a chegar e em Fevereiro e Março vêm IPTU, IPVA, Imposto de Renda e matrículas escolares. Resultado: quem não ganhou dinheiro até Novembro não ganhará nada até Abril, na melhor das hipóteses. E precisará continuar a investir em estoques, servidores, segurança e logística para conquistar um público fiel. Não tem conversa: quando a esmola é muita, o santo desconfia. Uma boa idéia talvez seja fazer um <a href="http://www.reclameaqui.com.br/" target="_blank">site de reclamações</a>. Pena que essa alguém já teve.</li>
<li><strong>PROJEÇÃO:</strong> quais são os cenários de projeção caso o produto ou serviço não tenha sucesso? Tenha sucesso demais? Que desdobramentos ou cenários alternativos poderão ser desenvolvidos?<br />
<a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/DesafioBR.png"><img class="alignnone size-full wp-image-3838" title="DesafioBR" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/DesafioBR.png" alt="" width="450" height="196" /></a><br />
Antes se rezava para que os anjos ajudassem, hoje as preces vão em busca de um <a href="http://startupi.com.br/2009/desafio-brasil-investimos-em-pessoas-defendem-angel-investors/" target="_blank">Angel Investor</a>. Mas não se iluda: dinheiro é dinheiro e com investimento não se brinca. Quem põe dinheiro em uma empreitada sem perguntar muito pode retirá-lo da mesma maneira. Mesmo que você acha seu negócio faça todo o sentido e é o mercado que não o compreende. Se você mediu direito o mercado, seguindo esses tópicos o os dos dois posts anteriores, talvez perceba que sua idéia, que parecia genial a princípio, não é tão boa assim. Nem tão inovadora.</li>
</ol>
<p>Para encerrar, recomendo uma leitura de férias: <a href="http://www.amazon.com/Rework-Change-Way-Work-Forever/dp/0091929784/ref=tmm_pap_title_0" target="_blank">Rework</a>, dos carinhas da <a href="http://37signals.com/">37Signals</a>. Dá pra ler em <a href="http://www.amazon.com/Rework-ebook/dp/B002MUAJ2A/ref=tmm_kin_title_0?ie=UTF8&amp;m=AG56TWVU5XWC2" target="_blank">Kindle</a> (nos eReaders e notebooks) ou ouvir em <a href="http://www.amazon.com/Rework-Jason-Fried/dp/0307704513/ref=tmm_abk_title_0" target="_blank">audiobook</a>. Dá até pra ler o primeiro parágrafo degrátis no site da Amazon. Só não dá pra usar a desculpa da demora do frete para deixar de ler. Eu não ganho NADA com comissão alguma (nunca ganhei, pode examinar os links). Só recomendo o que realmente acho genial. Como <a href="http://www.taschen.com/lookinside/06741/index.htm" target="_blank">esse livro do meu amigo Julius Wiedemann</a>, de que falarei em outro post.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/rework-cover.png"><img class="size-full wp-image-3839  aligncenter" title="rework-cover" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/rework-cover.png" alt="" width="450" height="683" /></a></p>
<p>É um baita livro. Vai fazer você repensar seus processos, fontes de rendimento e ideais com sua empresa. Vale mesmo a pena.</p>
<p>Bom, é isso aí. Esses 20 requisitos não são a garantia de sucesso de seu projeto de inovação. Mas se não o matarem, certamente o tornarão mais forte. É meu presente de Natal para você.</p>
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Check-list:projetos de inovação (II)</title>
		<link>http://www.luli.com.br/2010/12/15/check-listprojetos-de-inovacao-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 18:58:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>

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		<description><![CDATA[#twitpitch - vendendo idéias para startups em 130 caracteres ou menos. Algumas são boas, outras nem tanto. Veja uma lista delas aqui. &#8220;Vender&#8221; uma idéia é importante, mas é preciso entregá-la bem. Muitos lembram daqueles caras legais, bem intencionados, que não conseguiram levar suas idéias adiante por falta de financiamento e recursos. Mas cuidado para não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Twitpitch.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-3770" title="Twitpitch" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Twitpitch.png" alt="" width="428" height="184" /><br />
</a><a href="http://search.twitter.com/search?q=%23twitpitch" target="_blank">#twitpitch </a>- vendendo idéias para startups em 130 caracteres ou menos.<br />
Algumas são boas, outras nem tanto. Veja uma lista delas <a href="http://www.businessinsider.com/twitpitch-your-startup-in-140-characters-2010-12#-1" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><strong>&#8220;Vender&#8221; uma idéia é importante, mas é preciso entregá-la bem. </strong>Muitos lembram daqueles caras legais, bem intencionados, que não conseguiram levar suas idéias adiante por falta de financiamento e recursos. Mas cuidado para não exagerar, <a href="http://www.businessinsider.com/angry-birds-of-business-apps-2010-12" target="_blank">chocante não é, necessariamente, criativo</a>. Qualquer um é capaz de ter idéias em comunicação multimídia, e a prova disso é a quantidade de imbecilidades que se vê em propaganda. Ainda mais hoje em dia que qualquer mané vira diretor de criação.</p>
<p><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Bradescadilho.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3771" title="Bradescadilho" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Bradescadilho.jpg" alt="" width="450" height="219" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Pobre Bradesco, <a href="http://www.sejapresente.com.br/" target="_blank">quantos pecados são cometidos em seu nome</a>.<br />
Depois do BradesCompleto, essa caligrafia anarfa&#8230;<span id="more-7307"></span></p>
<p style="text-align: left;">O que sustenta uma boa idéia é sua capacidade de entrega, de sustentação. Idéias que vão além da embalagem, que são muito mais do que meramente &#8220;bonitinhas e ordinárias&#8221;, mas que realmente se integram ao cotidiano de seus usuários e o melhoram é que sobrevivem ao tempo. Ganhar dinheiro, acredite, é secundário. Você vai ficar velho e passar a maior vergonha quando seus filhos chegarem chateados da escola porque os coleguinhas souberam que você posou para uma revista pornô, escreveu &#8220;Menina Veneno&#8221; ou a cantou em um Karaokê. Mesmo que tenha ganho uma baita grana por isso.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="449" height="278" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/QSzsFAJAKHI?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="449" height="278" src="http://www.youtube.com/v/QSzsFAJAKHI?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;">Uma idéia que parece boa nem sempre o é.<br />
Para o Square funcionar bem, ele precisa ter muita gente disposta a passar identidade do telefone e o controle do cartão de crédito para essa startup. Você o faria? Eu não.</p>
<p style="text-align: left;">É chato ter suas idéias rejeitadas. Ninguém gosta. Mas quando o que está em jogo é o seu futuro, não se pode dar uma de primadonna ou de menino mimado. Por mais que uma <a href="http://www.ocado.com/theocadoway/award-winning%20service/iphone.html" target="_blank">feira moderna via celular</a> empolgue; por mais que o <a href="http://nymag.com/news/features/establishments/68512/" target="_blank">anti-facebook</a> entusiasme, quem garante que você não está entusiasmado com algo que não vai durar? E se chamar demais a atenção de algum gigante <a href="http://mashable.com/2010/10/06/facebook-data-portability-2/" target="_blank">e ele reagir</a> antes que você possa se estruturar? Pois é, ninguém falou que seria fácil. Recomendo a leitura <a href="http://www.luli.com.br/2009/05/21/internet-experts-e-the-big-bang-theory/" target="_blank">deste post</a> para dar uma &#8220;esfriada&#8221; nas idéias e retomar a discussão para um patamar mais racional.</p>
<p style="text-align: left;">Sigamos, pois com a check-list. Boas brainstorms só custam tempo e unhas. E atee mesmo o tempo pode ser reaproveitado na forma de maturidade posterior. Assumindo que sua idéia sobrevive confortavelmente aos seis quesitos do post anterior, como ela se comporta no que diz respeito a:</p>
<div>
<ol start ="7">
<li><strong>CONSOLE:</strong> em que tipo de aparelho o produto/serviço será aplicado e se desenvolverá. Ele foi feito para rodar em PCs? Em Notebooks? Em smartphones &#8211; quais, em <a href="http://docs.blackberry.com/en/developers/deliverables/17965/index.jsp?name=UI+Guidelines+-+BlackBerry+Smartphones6.0&amp;language=English&amp;userType=21&amp;category=Java+Development+Guidelines&amp;subCategory=" target="_blank">Blackberry</a>, em iPhone? <a href="http://developer.apple.com/ipad/sdk/" target="_blank">iPad</a>? Como tirar o melhor dos recursos técnicos e usabilidade de cada console e de cada situação em que o console é utilizado? A maioria dos smartphones é usada por sua praticidade. Como tirar o melhor da situação?<br />
<img title="Curva de resultados" src="http://3.bp.blogspot.com/_G3_J_FL9044/TLuM32HmNII/AAAAAAAAAV4/Juf4WEykEZg/s1600/Death+spiral+graphic.gif" alt="Curva de resultados" width="450" height="401" /><br />
<a href="http://www.businessinsider.com/whats-really-wrong-with-blackberry-2010-12">O que aconteceu com o Blackberry?</a> Eles não iam dominar o mundo até ontem? Pois é, muita gente se acomoda a uma plataforma, emprego ou público e acha que o mudo não muda. Tsk.</li>
<li><strong>INTERFACE:</strong> qual será a forma de comunicação utilizada? &#8220;Multimídia interativa&#8221; não quer dizer mais absolutamente nada. Existem interfaces que valorizam o texto, a imagem, o toque, a resposta háptica/táctil, o alerta, o processo, a localização… escolhê-la é saber diferenciar sua comunicação de uma forma que auxilie o produto ou serviço em sua relação com seus usuários.<br />
<img title="Writer" src="http://www.tapscape.com/wp-content/uploads/2010/10/A-iA-Writer-5.jpg" alt="Writer" width="450" height="338" /><br />
Por mais que o iPad tenha muitos recursos e seu teclado virtual não seja exatamente confortável, há momentos que é preciso focar no texto. <a href="http://www.luli.com.br/2008/02/11/as-tendencias-e-o-trem-da-historia/" target="_blank">Os Arquitetos de Informação Japoneses</a> sacaram o problema e fizeram o <a href="http://www.informationarchitects.jp/en/writer-for-ipad/" target="_blank">Writer</a>, um editor fino, muito melhor do que o oficial da Apple.<br />
O mesmo foi feito pelo <a href="http://www.hogbaysoftware.com/products/writeroom">WriteRoom</a> e pelo <a href="http://they.misled.us/dark-room" target="_blank">Dark Room</a>, aplicativos que acreditam que o foco de atenção de seus usuários é mais importante do que uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Platibanda" target="_blank">platibanda</a> de recursos gráficos.<br />
<img title="Writeroom" src="http://maclawstudents.com/images/writeroom_screen.gif" alt="Writeroom" width="450" height="338" /></li>
<li style="text-align: left;"><strong>EXPRESSÕES E LINGUAGEM: </strong>alguns produtos criam novas &#8220;linguagens&#8221;, ou seja, formas de interagir que não existiam antes. Não são complexas como o Português ou o Tcheco, estão mais parecidas com o conjunto de gestos e expressões que você usa com um animal de estimação.Comandos de teclado (CTRL-C, por exemplo) são expressões. “Curti” do Facebook e “Retweet” do Twitter são expressões. O conjunto de expressões forma a linguagem do produto. A partir das expressões “apontar”, “clicar” e “arrastar” do mouse se fez toda a linguagem de interação com as interfaces gráficas dos PCs.<br />
Para se ter uma noção, veja a pirâmide invertida a seguir. Se quiser saber mais, <a href="http://www.cooper.com/#home" target="_blank">Alan Cooper</a> tem <a href="http://www.amazon.com/About-Face-Essentials-Interaction-Design/dp/0470084111" target="_blank">um livro espetacular a respeito do assunto</a>, que eu recomendo a leitura.<br />
<a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Linguagem1.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-3791" title="Linguagem" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/Linguagem1.png" alt="" width="450" height="325" /></a><br />
Seu produto ou serviço cria novos vocábulos? Eles são realmente necessários? Para que servem? Que expressões eles simplificam, reduzem ou removem?</li>
<li style="text-align: left;"><strong>MOBILIDADE: </strong>lembre-se sempre de que seu usuário é, cada vez mais, multitarefa. Por mais que <a href="http://www.thenewatlantis.com/publications/the-myth-of-multitasking" target="_blank">isso não seja recomendável</a>. Plataformas móveis estão seguindo o mesmo caminho trilhado por notebooks e smartphones. No começo eles eram apenas intermediários, ambientes transitórios em que um mínimo de trabalho &#8211; apenas o mais urgente &#8211; era feito. Você sabe o que aconteceu com aquele seu notebook que foi vendido como portátil mas que nunca mais saiu de sua mesa. O celular, antes dos &#8220;apps&#8221;, mal tinha e-mail e só servia para tomar notas rápidas. Seguindo o mesmo raciocínio, como será o acesso a seu produto ou serviço a partir de plataformas móveis? Como resolver questões de segurança, privacidade, transações financeiras e autenticação? Como será o armazenamento dos dados e de que forma os dados poderão ser compartilhados? Que comprovantes de operação (recibo, SMS, log) você precisará emitir?<br />
<a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/MoLeap.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3794" title="MoLeap" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/MoLeap.jpg" alt="" width="450" height="274" /><br />
</a><a href="http://www.moleap.net/" target="_blank">MoLeap:</a> quer ensinar usando mídias móveis? Pois é, tem comunidade até para isso.</li>
<li><strong>PROTÓTIPO:</strong> também chamado de <a href="http://wireframes.linowski.ca/" target="_blank">wireframe</a> ou <a href="http://www.luli.com.br/dwd2/6-arquitetura-de-informacao/61-design-estrutural/" target="_blank">design estrutural</a>, ele traz o conteúdo das principais interfaces, sem layout, determinado apenas por ordem de importância e hierarquia. Aqui o que importa é o tamanho e a posição dos objetos da interface, seguindo uma estrutura lógica de  interação. O protótipo, feito normalmente com lápis e papel &#8211; ou com programas de construção que lembram os <a href="http://www.autodesk.com.br/adsk/servlet/item?siteID=1003425&amp;id=11098197" target="_blank">fazedores de plantas de arquitetura</a> &#8211; serve para se ter uma clara noção dos objetos que estarão disponíveis em cada interação. Quando bem-feito, costuma gerar uma boa experiência de uso e satisfação com os resultados.<br />
<img title="Protótipo" src="http://clients.mstoner.com/blogvisuals/pwireframe4.jpg" alt="Wireframe" width="450" height="300" /><br />
Existem vários <a href="http://www.smashingmagazine.com/2009/09/01/35-excellent-wireframing-resources/" target="_blank">aplicativos e tutoriais</a> para se fazer bons wireframes, escolha o seu. Eu uso lápis, depois Illustrator. Use o que quiser, mas faça-o sempre antes do design gráfico para que as funcionalidades não sejam influenciadas por cores e volumes. Por mais que pareçam acessórias, as informações sensoriais são muito importantes e costumam ter um grande efeito sobre seus usuários. Desenhar wireframes sem layout é uma forma bem prática de se focar apenas na interação.</li>
<li><strong>REFERÊNCIAS VISUAIS:</strong> pouco importa o que você acha <em>liiiiiindoooo</em>. Deixe o ego de lado e se preocupe com as referências visuais a que seus usuários estão habituados? Elas não precisam estar na web, nem em produtos do mesmo segmento. Mas é preciso que o seu produto se integre no ambiente de quem o utiliza, e nada mais fácil do que se ele já estiver habituado aos visuais. Eles podem estar em roupas, revistas, programas de TV, ambientes físicos. Quanto mais próximo deles estiver seu produto, mais fácil será sua aceitação instintiva. O que você pretende aplicar de cada referência? Em que lugar de seu produto ou serviço?<br />
<object width="449" height="278"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AstLSYbGckI?fs=1&amp;hl=en_US"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/AstLSYbGckI?fs=1&amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="449" height="278"></embed></object><br />
O sucesso de <a href="http://us.battle.net/wow/en/" target="_blank">WoW</a> não surgiu do nada. O jogo se apóia em uma estética de RPGs e games de estratégia, como o <a href="http://everquest.station.sony.com/" target="_blank">Everquest</a>. Ao usar boa parte dos elementos de um universo visual de referências já consolidado, isso facilita a percepção e a recepção. O que não é &#8220;estranho&#8221; é melhor recebido. É claro que isso não tem nada a ver com o mérito do jogo, mas reduz a resistência.</li>
</ol>
<p>E chega por enquanto. O próximo post vai detalhar um pouco mais o usuário e entrar com mais alguns quesitos. Lembre-se sempre que não é necessário segui-los todos, mas pode dar uma bela ajuda. E não custa nada se precaver.</p>
</div>
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Check-list:projetos de inovação (I)</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 18:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Não tem jeito: a melhor forma de ganhar dinheiro com projetos de inovação ainda é vender manuais ensinando como ganhar dinheiro com projetos de inovação. Muita gente tem idéias todos os dias, o tempo todo. Algumas são boas, a grossa maioria é ruim. Não poderia ser diferente. Ainda bem. Pois se já está difícil de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="278" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pMV2isNm8JU?fs=1&#038;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="278" src="http://www.youtube.com/v/pMV2isNm8JU?fs=1&#038;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;">Não tem jeito: a melhor forma de ganhar dinheiro<br />
com projetos de inovação ainda é vender manuais ensinando<br />
como ganhar dinheiro com projetos de inovação.</p>
<p><strong>Muita gente tem idéias todos os dias, o tempo todo. </strong>Algumas são boas, a grossa maioria é ruim. Não poderia ser diferente. Ainda bem. Pois se já está <a href="http://compare.buscape.com.br/ansiedade-de-informacao-2-richard-saul-wurman-8529300963.html" target="_blank">difícil de acompanhar</a> o ritmo das mudanças dos tempos digitais e conectados, imagine se fôssemos invadidos por boas idéias? O Japão <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Matthew_C._Perry#The_Perry_Expedition:_Opening_of_Japan.2C_1852-1854" target="_blank">sofreu um ataque desses em 1853</a> &#8211; e os impactos em sua cultura duram até hoje.</p>
<p>Uma boa idéia é um processo de maturação, que envolve foco, dedicação, informação, estudo, experiência e muita, muita, muuuuuuuuita paciência. Você conhece alguém que teve uma idéia mágica e ficou rico da noite para o dia em uma área que desconhecia? Não? Pois é, esses caras simplesmente não existem. Quem se vende dessa forma é mentiroso ou iludido. E vai quebrar. É a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Murphy" target="_blank">lei de Murphy</a> na prática. Mas você é diferente, né?</p>
<p><span id="more-7305"></span></p>
<p><img style="float: left; margin: 10px;" title="dinheirras" src="http://www.istockphoto.com/file_thumbview_approve/3684041/2/istockphoto_3684041-money-bag.jpg" alt="dinheirras" width="180" height="233" />Sim, eu sei. Você é diferente. É mais esperto do que a galera. Sabe identificar uma boa oportunidade. É um empreendedor nato. Sabe de tudo. Tem um montão de idéias. É capaz de tocar quatro startups ao mesmo tempo enquanto ainda trabalha de bancário,<del> perde tem</del> acompanha as mídias sociais e não perde um episódio <a href="http://www.amctv.com/originals/breakingbad/" target="_blank">desta série</a>, <a href="http://www.amctv.com/originals/madmen/" target="_blank">desta série</a>, <a href="http://www.fox.com/glee/" target="_blank">desta série</a> ou <a href="http://www.syfy.com/battlestar/" target="_blank">desta série</a>, na falta <a href="http://www.imdb.com/title/tt0411008/" target="_blank">desta série</a>, já que <a href="http://www.sho.com/site/dexter/home.do" target="_blank">esta série</a> e <a href="http://www.fox.com/house/" target="_blank">esta série</a> perderam sua pegada. Resolve os problemas do planeta no verso de um guardanapo, depois assoa o nariz nele e o joga fora. Se morasse nos EUA já estaria milionário etc etc etc&#8230;<strong>ACORDA, ZÉ MANÉ. </strong></p>
<p><strong></strong>Não é fácil. Nunca foi fácil. Nem mesmo se seu pai comprar os direitos de mineração de muitos terrenos e os registrar em seu nome. Quando se trata da economia de serviços, o único segredo para a sobrevivência é a velha máxima da padaria: encostar a barriga no balcão e trabalhar feito um burro de carga.</p>
<p style="text-align: left;">Em outras palavras, Papai Noel não existe. Ou se existe, não dá a mínima para você. Nem para mim. Para os que sobem rápido porque deram sorte, a Carmina Burana já dizia faz tempo: <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rota_Fortunae" target="_blank">fortune rota volvitur, descendo minoratus</a>. </em>Esse balde de água fria é a primeira parte de meu presente de Natal para você.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="362" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/QEllLECo4OM?fs=1&#038;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="362" src="http://www.youtube.com/v/QEllLECo4OM?fs=1&#038;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;">Mas vamos assumir que você tenha <strong>mesmo </strong>uma boa idéia. Daquelas que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fascinating_Rhythm" target="_blank">acordam de manhã com você e não largam do seu pé o dia todo</a>. Que são mesmo diferentes de tudo e &#8211; principalmente &#8211; que suas intenções para com a moça são pra lá de sérias. Com a interconexão do mundo, <a href="http://www.elance.com/p/blog/2010/10/from-student-side-project-to-apple-staff-pick-with-elance.html" target="_blank">produzi-la e colocá-la no mercado ficou infinitamente mais fácil e barato</a>.  Como fazer, então, para testá-la antes que seja tarde?</p>
<p>É disso que trata a segunda metade do meu presente de Natal: uma lista de <del>10</del> <del>15</del> 20 tópicos que devem ser analisados antes de se lançar no escuro, torrar as economias da família e comprar um <a href="http://www.caltabianomini.com.br/?gclid=CO7lgODr2qUCFSda7AodOXt3mA" target="_blank">Fiat Uno metido a besta</a> por conta de seus futuros lucros. Vale a pena desenvolvê-la como um pré-planejamento de negócios, para ter uma boa noção de seu produto ou serviço. Acima de tudo, para saber se ele é adequado ao mercado. Abusando de minhas metáforas abusadas, é como um procedimento-padrão de checagem de sua corda de bungee-jumping para ver se ela pelo menos está no lugar.  No começo cabia tudo em um post, agora vou ter que parcelar em três vezes sem juros no cartão.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="Beautiful" src="http://static.reelmovienews.com/images/gallery/alicia-nash.jpg" alt="Beautiful" width="435" height="351" /></p>
<p>Quanto desperdício. A história está cheia de &#8220;gênios incompreendidos&#8221; e de mentes-brilhantes-avançadas-demais-para-sua-época que não conseguiram o devido reconhecimento em vida. Ora, faça-nos o enorme favor de não ser mais uma delas. Inovadores não correspondidos costumam ser mais chatos e sem-noção do que aqueles carinhas que são <em>perfeitos </em>para os pais da menina, mas que se esqueceram de perguntar se a moça está interessada.</p>
<p>Chega de enrolação, vamos à lista:</p>
<ol>
<li style="text-align: left;"><strong>SINOPSE</strong>: um pequeno resumo do projeto. Em duas frases. Nada de slogans ou frases de efeito. Algo que explique de forma sucinta e breve, o que faz o produto/serviço. A explicação deve ser o mais abrangente possível e ao mesmo tempo extremamente simples. Sabe <a href="http://www.hsbc.com.br/1/2/portal/pt/sobre-o-hsbc/hsbc-no-brasil/missao-visao-e-valores" target="_blank">visão/missão de empresa</a>? Exatamente o contrário dessa bullshitagem. É a <em>pegada</em> que importa. Para dar um exemplo, sabe como <a href="http://www.imdb.com/title/tt0078748/" target="_blank">Alien </a>foi vendido a um produtor de cinema (aquele cara que gasta uma fortuna adiantada, bancando o filme)? Foi assim: &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195/" target="_blank">Tubarão</a>. Em uma espaçonave&#8221;. Só? Só. Cabem três dessas em um tweet. Como Tubarão foi vendido? Não faço a menor idéia. Não é relevante para este post.<br />
<img title="Tubarão" src="http://4.bp.blogspot.com/_Lj5KP8OgZVk/R7CrsjQTQBI/AAAAAAAABEk/YtoZFlIJGAA/s400/jaws_robert_shaw_roy_scheider_richard_dreyfuss.jpg" alt="Tubarão" width="400" height="260" /><br />
E o caçador de tubarões Roy Schneider com essa <a href="http://forum.cifraclub.com.br/forum/11/133087/" target="_blank">gola cacharrel</a> de Steve Jobs, hem? Dá pra fazer um doutorado em semiótica com isso.</li>
<li><strong>ATIVIDADES</strong>: quais são as características e vantagens do produto ou serviço? Como ele funciona e o que oferece? Qual é o nível de expertise necessário para operá-lo e quais são os pré-requisitos para seu uso eficiente? Pode dividir os usuários e seus pré-requisitos em três níveis: a interação de nível iniciante, intermediário e avançado. Usuários iniciantes costumam correr para se tornar intermediários. Usuários avançados costumam ficar com preguiça de se manter na frente e a barriga os empurra para o nível intermediário. Desenhar a interação para o <a href="http://blog.matthewgoddard.net/beginners-experts-and-perpetual-intermediates" target="_blank">Intermediário Perpétuo</a> pode ser uma boa.<br />
<img title="PS toolbox" src="http://cache.gawkerassets.com/assets/images/4/2008/12/ps-evolution-cs4.jpg" alt="PS toolbox" width="450" height="543" /><br />
O <a href="http://www.baixaki.com.br/download/adobe-photoshop.htm" target="_blank">Photoshop </a>é um exemplo de produto desenhado para o intermediário. Pena que tem <a href="http://www.psdisasters.com/" target="_blank">tantos com preguiça de sair do básico</a>.</li>
<li><strong>USO</strong>: qual será o uso pretendido para o produto/serviço? Que situações ele melhora ou simplifica? Que problemas elimina? Que novas condições demanda? O que, afinal, ele faz? Como era o mundo antes dele? Como e por que ele melhora o ambiente? Como transmite informação, produz conteúdo ou auxilia na vida pessoal, social ou profissional? É no uso que se percebe como era tosco o mundo de antigamente. Dá até para conceber uma vida sem, sei lá, pen drives. Mas para quê?<br />
<img title="Twitter" src="http://blogs.integrativa.com.br/uploads/feiradoempreendedorce/Twitter_Logo.png" alt="Twitter" width="367" height="367" /><br />
Daí seu tio, AQUELE QUE TUÍTA EM CAPS LOCK, te pergunta para que serve o Twitter e por que você passa tanto tempo nele.  Isso é fácil. Quero ver você responder em uma tuitada. Não conte comigo.</li>
<li><strong>MAPA MENTAL</strong>: faça um diagrama procurando relacionar todos os conceitos e ações ligados ao produto, tente definir seu ecossistema. O mapa mental é uma ferramenta fundamental para se conhecer melhor o produto/serviço, suas capacidades e limitações &#8211; e possibilidades de expansão. Mapas mentais são muito bacanas, ainda escrevo mais detalhando o tema. Confesso que não sei muito a respeito e que acho os mapas feios de dar dó. Mas parece que funciona, uma parada assim meio tipo hipnose. Vou ler mais e conto depois, pode cobrar. Enquanto isso leia o genial <a href="http://www.amazon.com/Change-by-Design-ebook/dp/B002PEP4EG/ref=tmm_kin_title_0?ie=UTF8&#038;m=AGFP5ZROMRZFO" target="_blank">Change By Design</a>. É bem bom, recomendo. Se estiver sem grana para o frete, leia a versão em Kindle, direto do computador. É um saco de interface que brilha demais e dá dor de cabeça, mas o conteúdo vale a pena.<br />
<img title="Mind map" src="http://living.blogg.se/images/2008/mindmap2_17228949.jpg" alt="Mind map" width="400" height="311" /></li>
<li><strong>CATEGORIAS DE SERVIÇOS</strong> (<em>com descritivo de conteúdo de cada categoria</em>): quais serão as principais categorias oferecidas e qual será o conteúdo exposto em cada uma delas. Esse é básico. No entanto, é fundamental. Acredite se quiser, quase ninguém o faz.<br />
<img title="IBM SOA" src="http://www.ibm.com/developerworks/products/newto/swgstrategy.gif" alt="IBM SOA" width="443" height="397" /><br />
Definição de categorias para o <a href="http://www.ibm.com/developerworks/products/newto/brand.html" target="_blank">SOA da IBM</a>. Continua complicado? Pois imagine sem a divisão como seria fácil de explicar.</li>
<li><strong>AMBIENTE</strong>: como seu produto ou serviço se enquadra no ambiente social, de trabalho, de lazer de seus potenciais usuários? Como ele se integra a outros produtos e serviços com quem divide o ecossistema? O que é eliminado por ele? O que é amplificado ou reduzido por ele? O que faz dele fundamental e indispensável?<br />
<img title="cooling mat" src="http://www1.dealextreme.com/productimages/sku_26362_1.jpg" alt="cooling mat" width="450" height="450" /><br />
Quem imaginaria que haveria um <a href="http://www.dealextreme.com/details.dx/sku.26362" target="_blank">negócio </a>bem lucrativo na venda de tapetinhos de esfriamento de notebooks? Ou em SEO? Em Links patrocinados? Pegou? É por aí.</li>
</ol>
<p>Por enquanto é isso. Daqui a pouco eu volto com mais alguns tópicos para o seu check-list.</p>
<p>Pois é, voltei. Tava com saudades disso aqui. A reforma? Continua. Tá com uma martelação de layout que deixa os vizinhos doidos e um baita poeirão no código. Quando acabar eu prometo que aviso. Mas tenho certeza que você vai reparar. Se vai gostar ou não é outra história.</p>
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista: marcas e storytelling</title>
		<link>http://www.luli.com.br/2010/09/10/entrevista-marcas-e-storytelling/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 18:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu aluno William Hertz está fazendo um TCC que tem mais ou menos a ver com meus últimos posts. Não sou seu orientador, mas dei uma entrevista para ele. Achei que valia a pena compartilhar por aqui: 1.  Qual é o papel da Imagem para a construção de uma marca? A imagem da marca é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="OldSpice" src="http://www.socialtimes.com/wordpressnew/wp-content/uploads/2010/07/OldSpice-Proposal-Tweet.jpg" alt="OldSpice" width="450" height="286" /></p>
<p style="text-align: left;">Meu aluno William Hertz está fazendo um TCC que tem mais ou menos a ver com meus últimos posts. Não sou seu orientador, mas dei uma entrevista para ele. Achei que valia a pena compartilhar por aqui:</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>1.  Qual é o papel da Imagem para a construção de uma marca?</strong></p>
<p style="text-align: left;">A imagem da marca é cada vez mais importante hoje em dia, por diversos motivos. O principal deles é o fato de existirem cada vez menos diferenças físicas entre dois produtos de fabricantes diferentes. À medida que a globalização e a terceirização  avançam, os bens de consumo e seus processos se tornam cada vez mais commoditizados, com poucas diferenças significativas. Ora, se os componentes e a manufatura de dois produtos são essencialmente os mesmos, seu principal fator de diferenciação passa a ser o conjunto de valores intangíveis que cada um transporta. Ele normalmente está sintetizado na marca.</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-7303"></span></p>
<p style="text-align: left;">Outro ponto importante a se levar em consideração é o crescimento do comércio eletrônico, principalmente em suportes móveis. O m-commerce praticamente elimina as diferenças locais e coloca os competidores em condições de barganha bem próximos. Esse processo é, na verdade, vantajoso para os pequenos empreendimentos. Eles podem não ter uma boa margem de negociação para baixar preços, mas são mais independentes e versáteis para mudar rapidamente seus produtos e transmitir mensagens diferenciadas.</p>
<p style="text-align: left;">Por último, a questão do play money: quando o indivíduo sente que  a maioria das suas necessidades básicas está realizada &#8211; mesmo que não esteja &#8211; o dinheiro utilizado para a compra de mercadorias busca proporcionar experiências. E aí uma passagem para Buenos Aires, um iPhone ou uma festa passam a competir pela mesma verba. A marca que for mais importante ou mais significativa para seus consumidores prevalece.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>2. Quais você acredita que sejam os próximos passos da publicidade em um ambiente que a convergência será um pressuposto? Quais os principais entraves para essa prática?</strong></p>
<p style="text-align: left;">A convergência de mídias tende a gerar um grande ruído e dispersar a comunicação. Mais do que nunca a mensagem precisa ser implementada com estratégia, caso contrário tornará a mensagem ainda mais diluída e não marcará presença. O importante em estratégias de convergência é pensar em como as mensagens serão integradas.</p>
<p style="text-align: left;">Outro ponto importante são as métricas: já que é possível medir qual tipo de conteúdo é acessado por cada usuário e prever tendências de comportamento e experiência, esse conhecimento estratégico não pode ser considerado acessório. A complexidade crescente das mensagens e a falta de tempo disponível para que sejam consumidas vai de encontro a qualquer ego publicitário, mas é preciso encarar a realidade. O consumidor dificilmente estará interessado em ouvir a história que uma marca tem a contar, pouco importa que seja interessante ou bem construída.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>3. É possível resguardar a essência de uma marca e os interesses do anunciante em uma plataforma convergente e colaborativa?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Se a comunicação se concentrar nos valores essenciais da marca, dos seus consumidores e do ambiente em que se encontram, isso é possível. Se estiver fora de sintonia com eles, será muito difícil. Twitter e Facebook são apenas mais uns desses universos. Eles desaparecerão e surgirão outros. Não se pode ficar preso a técnicas e estruturas ou a fórmulas. Elas podem até funcionar, mas não há tempo para elaborá-las. Quando uma fórmula foi construída e testada a ponto de ter alguma garantia de sucesso, ela normalmente já ficou obsoleta.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>4. Qual você acredita que seja o espaço e a função social da publicidade atualmente? Como ela pode se encaixar no contexto atual e se beneficiar desta evolução tecnológica?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Publicidade hoje é essencialmente apoio à marca, uma das várias ferramentas de branding. Ela já foi o principal canal de comunicação e ainda é bastante importante na formação de opinião e no estímulo de ações. Boa parte do conteúdo nas mídias sociais é derivado de manifestações estimuladas pela mídia de massa &#8211; comentários sobre novelas, publicidade, notícia, esportes &#8211; e é natural que seja assim. A função inicial da publicidade é compartilhar experiências, pouco importa o ambiente. Se ela compreender a dinâmica e as métricas das redes digitais, terá muito a se beneficiar com isso. Se não, terá se tornado um anacronismo. Ainda importante, como o telefone fixo, mas cada vez menos relevante,</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>5. O que mudou no mix de criação/formatação/redesign de uma marca?</strong></p>
<p style="text-align: left;">O mais surpreendente, na minha opinião, é o aumento da importância do planejamento. Antes ele era mais próximo de uma disciplina técnica de execução, hoje é cada vez mais estratégico. Já se foi o tempo em que a criação determinava a linha de comunicação de uma campanha. Isso hoje é feito pelo planejamento. Essa evolução fica evidente em dois produtos antigos e bastante conhecidos: Havaianas e Gillette.</p>
<p style="text-align: left;">Enquanto a primeira marca saltou à frente dos holofotes, criou anúncios conceituais e investiu em lojas temáticas em locais bastante visíveis, a outra parou no tempo. Por mais que tenha investido em tecnologia, sua marca continuou escondida nos bastidores das farmácias e supermercados. Ambas são marcas fortíssimas, mas não há dúvida que a primeira gera uma fidelidade muito maior do que a segunda, pouco importa a quantidade de celebridades internacionais que contrate para representá-las.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>6. Até que ponto podemos dizer que marcas já são ou contam histórias? Como passa a ser a gestão da marca sob esta ótica?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Quase nenhuma marca faz isso. Storytelling ainda é para muitas uma moda passageira, e para outras um ideal. Coca-Cola busca criar universos, mas seus personagens são amnésicos e cada campanha recomeça o processo. Lego tenta dar um passo além, mas ainda não há quase nada de relevante em narrativas. Apple e Google têm linhas de produtos e serviços, não histórias. Steve Jobs tem uma história e as coisas mais ou menos se misturam, mas ainda está mais para o ocasional do que para o planejado.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>7. Como se explica o sucesso das iniciativas não-oficiais envolvendo marcas, aquelas que não são geridas por colaboradores da empresa, mas por pessoas sem ligação com as corporações?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Esse sucesso todo me lembra o começo da web: como o mercado (ainda) é muito amador nessa área, concorrentes pequenos e usuários comuns ainda são capazes de gerar tanto barulha quanto grandes empresas que ainda não acordaram para esse tipo de comunicação. À medida que o mercado se consolidar, essa intervenção tenderá a se tornar cada vez menor.</p>
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Convergência e alienação (III): fim da história?</title>
		<link>http://www.luli.com.br/2010/09/03/convergencia-e-alienacao-iii-fim-da-historia/</link>
		<comments>http://www.luli.com.br/2010/09/03/convergencia-e-alienacao-iii-fim-da-historia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 18:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[tendência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luli.com.br/?p=7301</guid>
		<description><![CDATA[TENDÊNCIA Nº 16: VALOR. Para encerrar, pelo menos por enquanto, essa longa história sobre a nova forma de contar histórias, é preciso levar em consideração o aparelhinho que certamente vai mudar tudo: o computador-prancheta. Ele pode ser um leitor de eBooks, um Kindle, um iPad, um tablet, um netbook ou qualquer coisa bizarra inventada no Japão. Até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: center;">TENDÊNCIA Nº 16: <span style="color: #ff6600;">VALOR.</span></h4>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"> </span><span style="font-weight: normal;"><img class="aligncenter" title="The end" src="http://4.bp.blogspot.com/_IaPgOF56VRQ/SUBPrBDd-xI/AAAAAAAAS0g/QgBG_iJLFp4/s400/the+end.JPG" alt="The end" width="400" height="298" /></span></p>
<p>Para encerrar, pelo menos por enquanto, essa longa história sobre a nova forma de contar histórias, é preciso levar em consideração o aparelhinho que certamente vai mudar tudo: o computador-prancheta. Ele pode ser um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_e-book_readers" target="_blank">leitor de eBooks</a>, um Kindle, um iPad, um tablet, um netbook ou <a href="http://androidos.in/2010/07/spring-design-to-launch-alex-e-reader-in-japan/" target="_blank">qualquer coisa bizarra inventada no Japão</a>. Até mesmo um daqueles protótipos que a Microsoft inventa de vez em quando só para mostrar que a experiência do usuário não é a praia deles serve.</p>
<p><span id="more-7301"></span></p>
<p style="text-align: center;"><img title="ipad MS" src="http://www.iphonelife.com/sites/iphonelife.com/files/images/Microsoft%20Courier.png" alt="ipad MS" width="450" height="277" /></p>
<p style="text-align: center;">Tsk, tudo errado. Nem sei por onde começar. A caneta? Ser dobrável? Ter o pior do computador com o pior do vídeo portátil? Melhor deixar pra lá.</p>
<p style="text-align: left;">Pouco importa o que digam as campanhas de marketing e os &#8220;especialistas&#8221; da imprensa, não há motivos para que esses aparelhos sejam simplesmente livros ou vídeos portáteis, quando podem ser muito melhor aproveitados. Como estão conectados, são interativos e intuitivos, eles podem expandir a narrativa ao proporcionar experiências complementares.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="DISPLAY" src="http://www.thegadgetguycolumn.com/wp-content/uploads/2010/05/Avatron-Air-Display-Turns-Your-iPad-into-a-Second-Display-for-Your-Mac.png" alt="AIR" width="392" height="336" /></p>
<p style="text-align: left;">Isso dá o que pensar. Agora que muitos já se acostumaram com o entretenimento multitarefa, fica difícil criar algo interessante a ponto de demandar concentração. Você já viu alguém assistindo um vídeo no laptop , vestindo fones de ouvido enquanto joga um videogame no celular (ou seja, com os ouvidos em uma tarefa e os olhos em outra como se fosse a coisa mais normal do mundo)? Pois isso é só o começo.</p>
<p style="text-align: left;">Celulares, a propósito, estão entre as próximas tecnologias a serem usadas pelas narrativas transmídia. Suas telas eram pequenas demais para proporcionar uma experiência transparente ou mesmo confortável em entretenimento passivo, por isso nunca foram levados a sério como complementos da TV. Mas quando se sai à rua a história é outra. O ecossistema de dados contextuais proporcionado pelo conjunto de celular + GPS + aplicativos de realidade aumentada + ARGs promete coisa boa nos próximos anos. Se você não leva alguma dessas tecnologias a sério, aguarde: elas ainda estão engatinhando.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="gOrelhão" src="http://www.psfk.com/wp-content/uploads/2010/08/Pic-Google-Phone-Booth.jpg" alt="gOrelhão" width="450" height="603" /></p>
<p style="text-align: left;">Não é preciso ser mais criativo do que um golden retriever para se perceber como isso pode ser feito. É só ver como isso vem sido feito há tempos, sempre que um personagem fictício habita o mundo real. Que o diga o Museu Sherlock Holmes, localizado no <a href="http://virtualglobetrotting.com/map/221b-baker-street/view/?service=0" target="_blank">nº 221B da Baker Street</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Essas formas de consumo-fetiche de modus vivendi são comuns. A <a href="http://www.seeing-stars.com/live/index.shtml" target="_blank">Star Route</a>, a Revista Caras e até mesmo <a href="http://www.lordoftheringstours.co.nz/" target="_blank">um roteiro que siga as cenas paradisíacas do Senhor dos Anéis pela Nova Zelândia</a> ou um que siga o caminho do Código da Vinci em Paris são formas de desdobrar a história para novos patamares de experiência. A princípio, tudo isso é muito legal. Mas, como tudo na vida, a transmedia storytelling também tem seu lado obscuro. Viver a vida dos outros ou se enfronhar demais em uma história pode se tornar uma forma de alienação.</p>
<p style="text-align: left;">O ser humano é, em essência, um control-freak. Boa parte de avanços tecnológicos, como boa parte do estrago que fazemos uns aos outros e ao planeta, vem de uma enorme insatisfação que se tem com o estado das coisas. Para esse tipo de personalidade, a informação customizada e adaptada às preferências particulares parece uma bênção. Não é. Ao mimar o público e permitir a ele o consumo de qualquer tipo de informação, elimina-se o confronto e, com ele, qualquer espécie de aprendizado. Assim, corre-se o risco de fortalecer preconceitos e hábitos, uma vez que é tremendamente confortável nutri-los.</p>
<p style="text-align: left;">Para se aprender a ouvir boa música é preciso tempo e paciência. Para se desenvolver senso artístico e estético também. Ao permitir o controle sobre a experiência, as tecnologias digitais podem levar a crer que um senso crítico é exercitado, quando o que acontece é exatamente o contrário. Ao enfatizar os desdobramentos da narrativa, em vez de perguntar qual é o aprendizado que resulta dela, algumas perguntas difíceis são evitadas e a história se transforma em um entretenimento vazio, um Doritos mental.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="449" height="278" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/CI5NKP1y6Ng?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="449" height="278" src="http://www.youtube.com/v/CI5NKP1y6Ng?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;">Por essa você não esperava, hem tio Asimov? As máquinas dependem de gente, e gente tem uma preguiiiiiça&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Diz-se que o que amarra todas essas tecnologias é o conforto e a satisfação das necessidades. Mas de que necessidades se fala quando se trata de uma história? Em um mundo que se pode exercitar um controle sem precedentes sobre o que se vê e escuta, é possível evitar conscientemente idéias, sons e imagens com as quais não se concorda ou de que não se gosta. Quanto maior o controle, menos preparado o público está para ser surpreendido. E assim se torna incapaz de aceitar qualquer coisa além de seus hábitos e preconceitos.</p>
<p style="text-align: left;">Com suas necessidades satisfeitas, o consumidor de cultura é radicalmente e perigosamente mimado, o que encoraja a polarização, radicalização e, naturalmente, a alienação. A antiga “aura” da arte vive agora nos aparelhos tecnológicos. Esse novo ritual em busca do completamente personalizado não é arte. Seu culto desmedido não é religião. É fetiche. E, ao contrário da arte e da religião, que encorajam a transcender a experiência de vida, o fetiche fixa as pessoas obsessivamente a alguns produtos. Nesse processo, as escraviza. Máquinas não fazem promessas nem têm demandas. É o espírito humano (a que a tecnologia está a serviço) que as têm.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="trekkie" src="http://www.thestranger.com/images/blogimages/2010/03/11/1268339818-trekkie2-1.jpg" alt="trekkie" width="400" height="266" /></p>
<p style="text-align: left;">À medida que o cenário se torna mais complexo, é natural uma busca por maior riqueza de informação, que se manifesta pela demanda por aprendizado. Mas aprender, vale lembrar, não é um verbo intransitivo. O que se procura aprender (e para que finalidade) é o que determina a capacidade de compreensão e trânsito pelo mundo. O fanático por estatísticas de futebol, o nerd que sebe TUDO sobre um filme ou série e aquele que conhece a fundo a vida de alguns atores, alguns executivos ou celebridades em geral é um colecionador, não um erudito. Ele não tem nada de sábio, nem pode transferir as informações adquiridas para outras áreas. É um CDF bitolado sem valor.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="Truman" src="http://1.bp.blogspot.com/_hrcWwbVMSN8/Sk-RhghNVPI/AAAAAAAAAl0/nMmIksrKjXw/s400/TrumanShow-1.jpg" alt="Truman" width="400" height="300" /></p>
<p style="text-align: left;">Narrativas complexas demais, sem desdobramentos aplicáveis no cotidiano, desmontam as bases da educação, que é são a inquietude, o confronto e a surpresa. Um sistema fechado, complexo demais para que sua redoma de vidro seja identificável, esfarela a estrutura de valores das fábulas, plastifica a percepção e transforma a descoberta em uma anestesia controlada, inofensiva, desinteressante, pragmática, antisséptica.</p>
<p style="text-align: left;">No Japão há o fenômeno Otaku, centrado em personagens, action figures, animês e algo maior do que uma simples alienação: é uma total rejeição da sociedade, porque ela contraria os desejos mimados de um usuário/leitor/consumidor domesticado e infantilizado. É uma ferramenta emburrecedora, que remove das pessoas o espírito crítico e a visão global. Já se vê isso nos que ficaram magoadinhos porque Avatar não era de verdade e nos viciados em MMORPGS, vem mais por aí.</p>
<p style="text-align: left;">O Futuro nem sempre é bom. Hoje podemos estar a caminho de uma desconexão intensa e coletiva. Sempre tive muito mais medo do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley do que do Big Brother do Orwell. Hoje as duas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Distopia" target="_blank">distopias</a> parecem ter seu pedaço de verdade.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Micropost: Hotel Facebook</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 18:53:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra não perder a oportunidade de dar uma opinião no meio da celeuma de Facebook places. Essa história me lembrou uma velha música: A letra é sugestiva. No original: On a dark desert highway, cool wind in my hair Warm smell of colitas, rising up through the air Up ahead in the distance, I saw [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pra não perder a oportunidade de dar uma opinião no meio da celeuma de Facebook places. Essa história me lembrou uma velha música:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="499" height="306" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/UkHvoXJWQWs?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="499" height="306" src="http://www.youtube.com/v/UkHvoXJWQWs?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span id="more-7299"></span>A letra é sugestiva. No original:</p>
<p style="padding-left: 30px;">On a dark desert highway, cool wind in my hair<br />
Warm smell of colitas, rising up through the air<br />
Up ahead in the distance, I saw a shimmering light<br />
My head grew heavy and my sight grew dim<br />
I had to stop for the night.</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: right;">&#8230; traduza como: <span style="color: #888888;"><em>tavaí de bobeira, procrastinando na rede. Me mandaram um link, por que não clicar?</em></span></p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: left;"><span style="color: #888888;"><em></em></span>There she stood in the doorway<br />
I heard the mission bell<br />
And I was thinking to myself<br />
This could be Heaven or this could be Hell</p>
<p style="text-align: right;">&#8230; traduza como: <em><span style="color: #888888;">a interface era bonitinha, uns amigos por lá.<br />
Pensei: &#8220;pode ser uma boa, mas tem cara de roubada&#8221;.</span></em></p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: left;">Then she lit up a candle and she showed me the way<br />
There were voices down the corridor<br />
I thought I heard them say</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: right;">&#8230; traduza como: <span style="color: #888888;"><em>mal entrei e vi o Twitter, me chamaram pruma fazenda. Tudo muito arrumadinho, mas ouvi uns mafiosos dizendo:</em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;">Welcome to the Hotel California<br />
Such a lovely place (2x)<br />
Such a lovely face<br />
Plenty of room at the Hotel California<br />
Any time of year (2x)<br />
You can find us here</p>
<p style="text-align: right; padding-left: 60px;">&#8230; traduza como: <span style="color: #888888;"><em>&#8220;Bem-vindo ao Hotel Feicibuqui. Que lugar bacana, que parada da hora. Rolam uns lances legais no Hotel Feicibuqui. 24x7x365 tem zumbi por aqui.&#8221;</em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;">Her mind is Tiffany-twisted, she got the Mercedes-Benz<br />
She got a lot of pretty, pretty boys, that she calls friends<br />
How they dance in the courtyard, sweet summer sweat<br />
Some dance to remember, some dance to forget</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: right;">&#8230; traduza como: <span style="color: #888888;"><em>achei uns velhos amigos, estranhos chegaram junto. Todo mundo era bonito, de uns só se via o olho. Todo mundo na pista, se matando de dançar. Tinha cara de Ecstasy, mas deixei pra lá.</em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;">So I called up the Captain<br />
Please bring me my wine<br />
He said, we haven&#8217;t had that spirit here since nineteen sixty-nine<br />
And still those voices are calling from far away<br />
Wake you up in the middle of the night<br />
Just to hear them say</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: right;">&#8230; traduza como: <span style="color: #888888;"><em>chamei um veterano, perguntei se alguém trabalhava, me disseram que só os nascidos antes de 1969. Alimentando uma ovelha, às duas da manhã, juro que ouvi alguém cantar:</em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;">Welcome to the Hotel California<br />
Such a lovely place (2x)<br />
Such a lovely face<br />
We&#8217;re livin&#8217; it up at the Hotel California<br />
What a nice surprise (2x)<br />
Bring your alibis</p>
<p style="text-align: right; padding-left: 60px;">&#8230; traduza como: <span style="color: #888888;"><em>Bem-vindo ao Hotel Feicibuqui. Que lugar bacana, que parada da hora. Rolam uns lances legais no Hotel Feicibuqui. Inventa uma desculpa e cola aí.&#8221;</em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;">Mirrors on the ceiling<br />
The pink champagne on ice<br />
And she said, we are all just prisoners here, of our own device<br />
And in the master&#8217;s chambers<br />
They gathered for the feast<br />
The stab it with their steely knives<br />
But they just can&#8217;t kill the beast</p>
<p style="text-align: right; padding-left: 60px;">&#8230; traduza como: <span style="color: #888888;"><em>festa estranha, com gente esquisita. Uns contam sorrindo, que eram viciados naquilo. Tentaram parar, mas a abstinência não compensava.</em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;">Last thing I remember, I was<br />
Running for the door<br />
I had to find the passage back<br />
To the place I was before<br />
Relax, said the night man</p>
<p style="text-align: right; padding-left: 60px;">&#8230; traduza como:<span style="color: #888888;"><em> não era pra mim, resolvi pular fora.<br />
O segurança me fala: &#8220;Perdeu Playboy, sei onde você mora, não rola descadastrar&#8230;</em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;">We are programmed to receive<br />
You can check out any time you like<br />
But you can never leave.</p>
<p style="text-align: right; padding-left: 60px;">&#8230; traduza como: <span style="color: #888888;"><em>&#8220;&#8230;tamos acostumados com o seu tipo, desapegue ou se suicide. O cibernarcótico é da galera, ninguém sai daqui, </em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;">Welcome to the Hotel California<br />
Such a lovely place (2x)<br />
Such a lovely face<br />
Plenty of room at the Hotel California<br />
Any time of year (2x)<br />
You can find us here</p>
<p style="text-align: right; padding-left: 60px;">&#8230; traduza como: <span style="color: #888888;"><em>&#8220;Bem-vindo ao Hotel Feicibuqui. Que lugar bacana, que parada da hora. A noite nunca acaba no Hotel Feicibuqui.<br />
Que viagem legal, descolei geral.&#8221;</em></span></p>
<p>Bom, acho que não tenho nada a acrescentar. Bom dia.</p>
<p>Não há posts relacionado.</p>]]></content:encoded>
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