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	<title>Luli Radfahrer &#187; Carreira</title>
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	<description>Considerações sobre design de interfaces e criatividade digital.</description>
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		<title>Dois novos textos</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 12:19:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Por uma série de coincidências, me caiu um iPad na mão. Por favor, não fique com inveja. Antes de tê-lo, eu não compraria um, pelo menos em sua versão 0.0, pesado demais (nas mãos e no bolso de quem o compra). Mesmo agora que tenho um deles em mãos, minha opinião não mudou. Minha avó [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/05/ipad-apple.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3407" title="ipad-apple" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/05/ipad-apple.jpg" alt="" width="450" height="302" /></a></p>
<p>Por uma série de coincidências, me caiu um iPad na mão. Por favor, não fique com inveja. Antes de tê-lo, eu não compraria um, pelo menos em sua versão 0.0, pesado demais (nas mãos e no bolso de quem o compra). Mesmo agora que tenho um deles em mãos, minha opinião não mudou. Minha avó já me dizia para nunca comprar um produto da Apple em sua primeira versão, porque eles são caros e bugados. Quem acredita que este é o custo da inovação, que pague a conta.</p>
<p>Eu costumo passar.</p>
<p>Mas é claro que não recusaria um. E agora que um iPod Touch do Hagrid me caiu na mão, confesso que o considero uma maquininha bem interessante, embora não seja, por si só, uma revolução.</p>
<p>De uma coisa, no entanto, não tenho dúvidas: ele &#8211; e principalmente o sistema em que está envolvido, que vai dos leitores de feeds de RSS à <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/tecnoluxuria/" target="_blank">ansiedade de inovação </a>- vai propiciar uma cadeia de mudanças naquilo que conhecemos hoje por produção de conteúdo impresso. Como já disse ainda no século passado, em meu livro <a href="http://www.luli.com.br/dwd2/" target="_blank">DWD:2</a>, <a href="http://www.luli.com.br/dwd2/11-modernidades/" target="_blank">&#8220;São muito esquisitos os tais tempos modernos, as coisas estão acontecendo tão rápido que nos fazem ficar perdidos e sem reação diante da novidade&#8221;.</a></p>
<p>De qualquer forma, por causa do iPad (e, é claro, de minha monumental desorganização quanto a tudo que me diz respeito) algumas duas de post que tinham acabaram sendo adiadas e, na exploração do novo <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-dg/dg50/" target="_blank">Tamagotchi</a>, o blog ficou meio paralisado, perdão. Enquanto continuo a desenvolver mais um de meus posts quilométricos, seguem mais dois artigos que fiz para a <a href="http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/" target="_blank">Revista Webdesign</a>, ainda no final do ano passado. Ambos falam da carreira de criação em agências. O primeiro, <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/criacao-em-tres-dimensoes/" target="_blank">criação em três dimensões</a>, não fala de 3D ou Avatar, mas de uma visão mais completa, mais sistêmica do processo. O segundo, meu predileto, é um exercício de ficção que adoraríamos que fosse surreal, embora esteja muito mais próximo da realidade do que gostaríamos de admitir. Seu nome já diz tudo: o que aconteceria <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/se-o-twitter-fosse-feito-em-uma-agencia/" target="_blank">se o Twitter fosse criado por uma agência </a>de propaganda.</p>
<p>Boa leitura e obrigado pela paciência. Aqueles mais impacientes, recomendo que dêem uma fuçada em artigos velhos ou que me escrevam para que eu devolva o dinheiro gasto na assinatura de conteúdo ;-P</p>
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		<title>Três novos artigos (oops, quatro)</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 17:15:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros leitores bissextos deste blog verborrágico, Para que as atualizações não demorem muito, mando três artigos que escrevi para a Revista Webdesign há pouco mais de seis meses (quarentena auto-imposta, não reclame). Eles tratam de cultura colaborativa, de aplicativos sociais e de fontes de idéias. A própria revista publicou meu último artigo, que me diverti [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Março" src="http://media.smashingmagazine.com/cdn_smash/wp-content/uploads/uploader/images/wallpaper-calendar-march-10/full/super-mario-bros-1985.jpg" alt="Março" width="450" height="281" /></p>
<p>Caros leitores bissextos deste blog verborrágico,</p>
<p>Para que as atualizações não demorem muito, mando três artigos que escrevi para a <a href="http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/" target="_blank">Revista Webdesign</a> há pouco mais de seis meses (quarentena auto-imposta, não reclame). Eles tratam de <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/onde-elesarranjam-tempopara-alimentara-internet/" target="_blank">cultura colaborativa</a>, de <a href="http://www.luli.com.br/a-montanha-temque-ir-ate-maome/" target="_blank">aplicativos sociais</a> e de <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/a-ideia-que-voce-procura-nao-esta-nos-anuarios/" target="_blank">fontes de idéias</a>. A própria revista publicou <a href="http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/artigo-luli-marco/" target="_blank">meu último artigo</a>, que me diverti em fazer na forma de um copy-paste fundamentado. Somando os quatro, dá umas doze a quinze páginas de muito texto, que deve mantê-los entretidos até que eu faça um novo post.</p>
<p>Outra boa notícia é que eu estou pensando (veja bem: pensando) em reformular este site, e o processo deve começar com uma reorganização de categorias, posts e páginas, para facilitar a navegação e a busca nesse palheiro de uns 250 posts longos e quase 300 páginas. É muita coisa, eu sempre falei demais. Tanto é que um dia tive a pachorra de exportar o texto, sem tags nem imagens ou vídeos para um editor e, depois de diagramado em <a href="http://www.identifont.com/find?font=franklin+gothic+condensed&#038;q=Go" target="_blank">Franklin Gothic Condensed 11/13</a>, em duas colunas, ainda deu mais de duas resmas. Daí pensei em meu compromisso com o meio ambiente e na preguiça que daria em ler aquilo tudo e o último argumento me fez deixar o material mofando em qualquer canto do meu HD.</p>
<p>Mas a conversa sobre a reformulação do site, enfim, fica para outro dia. Antes dela devo publicar um top 10 dos artigos que mais gosto, já que o <a href="http://www.luli.com.br/2009/04/07/top-10-deste-blog/" target="_blank">ranking anterior</a> já tem dois anos e só cuidou dos posts. Boa leitura.</p>
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		<title>Você trabalha demais</title>
		<link>http://www.luli.com.br/2010/02/09/voce-trabalha-demais/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 21:06:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>

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		<description><![CDATA[TENDÊNCIA Nº ZERO: MUITO, MUITO TRABALHO. Já deve ter dado para perceber que este ano, que começou em um ritmo acelerado, tende a ser bem puxado quando comparado a 2009 e impossivelmente lotado quando se considera que é ano de copa e eleição. Se você ainda não comprou sua vuvuzela, economize o dinheiro: não a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;">TENDÊNCIA Nº ZERO:</span> MUITO, MUITO TRABALHO.</h4>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Rat race" src="http://www.nobby.de/typo3temp/GB/aaaa0a4a35.jpg" alt="Rat race" width="450" height="337" /></p>
<p>Já deve ter dado para perceber que este ano, que começou em um ritmo acelerado, tende a ser bem puxado quando comparado a 2009 e impossivelmente lotado quando se considera que é ano de copa e eleição. Se você ainda não comprou sua <a href="http://www.noe-nordberg.com/florian/cms/public/index.php?cmd=smarty&amp;id=14_len" target="_blank">vuvuzela</a>, economize o dinheiro: não a deixarão usá-la em sua mesa de trabalho &#8211; e, siiiim, você certamente estará nela.</p>
<p>A corrida é tanta que ninguém de bom senso tem coragem de afirmar que o ano só comece depois do Carnaval. Este ano não. Ele já começou faz tempo, ou talvez seja 2009 que ainda não tenha terminado. Tanto faz. Há quem acredite que o ano passado acabe lá pela quarta-feira de cinzas, domingo de Páscoa, Corpus Christi&#8230; essas datas simbólicas que um dia chamamos de feriado.</p>
<p>Com essa perspectiva só resta depender das tecnologias de SMS, microblogging e transmissão de vídeos online para pelo menos conseguir acompanhar um gol ou outro, saber placares ou entender porque tanta gente está buzinando ou gritando na rua enquanto você se divide entre projetos, pauerpóints, relatórios, calls e reuniões. Essas tecnologias também o impedirão de fazer perguntas descabidas, como a situação de um país que foi desclassificado, principalmente se for o seu.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="367" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="quality" value="high" /><param name="FlashVars" value="midiaId=1206637&amp;autoStart=false&amp;width=450&amp;height=367" /><param name="src" value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" /><param name="flashvars" value="midiaId=1206637&amp;autoStart=false&amp;width=450&amp;height=367" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="367" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" flashvars="midiaId=1206637&amp;autoStart=false&amp;width=450&amp;height=367" quality="high"></embed></object><br />
&#8230;e o Robinho volta com tudo.<br />
Você viu este gol, não? Ou estava trabalhando?</p>
<p style="text-align: center;">
<p>Enquanto isso nos EUA o Google gasta uma bala pra colocar um comercial simplório no <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Superbowl_ads" target="_blank">intervalo do Superbowl</a>. Tudo bem, quem sabia um pouco mais de Google provavelmente também estava trabalhando e só pode comentá-lo mais tarde, via YouTube.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="276" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/DxyVpSUw6Kg&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="276" src="http://www.youtube.com/v/DxyVpSUw6Kg&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O excesso de trabalho e sua perspectiva de aumento são perspectivas globais, que devem abranger praticamente todas as profissões remotamente ligadas ao digital. Estão isentos da maldição os suspeitos de sempre: aqueles funcionários concursados que (não) trabalham em repartições públicas e que, a essa hora, já agendaram suas greves para a Copa (assim sobra mais tempo livre para tomar cerveja) e para as eleições.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #999999;"><span style="font-size: small;"><em>(Caso você não saiba, uma vez a cada 4 anos os camaradas se mobilizam e desempoeiram todos os clichê</em><em>s comunistas para manter seus privilégios de ganhar sem trabalhar, ter estabilidade em sua inépcia e outros malefícios dos concursos-mordomia que ignoram qualquer lei de mercado, principalmente a atualização e a competência. Bobagens, afinal, quando comparadas a grandezas realmente importantes, como o tempo que se está sem fazer nada em um cargo ou a chefias que não chefiam. Tudo isso com o <a href="http://aprendiz.uol.com.br/content/wutreuicli.mmp" target="_blank">nosso dinheiro</a>. Um dia eu espero que o mundo digital extermine esse bundalelê, mas até eu acho que é otimismo demais.)</em></span></span></p>
<p>(Ahem) Onde estávamos? Ah, sim! Você trabalha demais. Voltando ao assunto: por que, afinal, se trabalha tanto?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Transbordamento" src="http://img.estadao.com.br/fotos/09/DB/77/09DB774BEE074B2B930E4C6563152660.jpg" alt="Transbordamento" width="450" height="212" /></p>
<p style="text-align: center;">Transbordamento das demandas.</p>
<p>Minha suspeita é que, depois de décadas a prometer evoluções, a época digital tenha finalmente chegado, trazendo com ela um transbordamento de demandas reprimidas que sobrecarregam todo mundo. Não consigo ver outro motivo para tantos estarem tão sobrecarregados.</p>
<p>Confesso que, quando pensei no assunto pela primeira vez, esperava estar enganado. Deveria haver outro motivo &#8211; crise mundial, aplicativos para iPhone, ano eleitoral, Copa, placas tectônicas, Twitter, sei lá. Mas à medida que o tempo passa, mais percebo que não pode haver outra explicação: há muito trabalho a ser feito e, por mais que todos estejamos, o tempo todo, sobrecarregados, a coisa não vai melhorar tão cedo. Pelo contrário, é bem provável que piore.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="color: #ff6600;"><strong>PIORE?!? </strong></span></span>Como assim, se todo dia, lá pelas 5 da tarde, o mundo todo parece entrar em uma espécie de histeria coletiva, cada um com certeza absoluta que o chefe ou cliente pediu demais, que não vai dar, que não daria nem se o dia tivesse 480 horas? Mesmo sem almoçar direito &#8211; e não estou falando de <a href="http://www.soniahirsch.com/2009/10/comer-bem-arroz-integral-so-muito-bem.html" target="_blank">macrobiótica</a> ou de <a href="http://www.slowfoodbrasil.com/" target="_blank">slow food</a>, mas de uma mesinha num McDonald’s pra comer um Nº3 em paz &#8211; e trabalhar em condições de estresse e dietas de ficar com inveja de sweatshops, cuja única diferença entre os dias “úteis” e os outros está no trânsito, local e uniforme de trabalho? Como pode piorar? Não sei. Mas não duvido que a demanda ainda seja muito grande, que vá aumentar e que será preciso um bom tempo para saciá-la. A era digital chegou, como sempre sem avisar, para o desespero de tantos que esperaram tanto por ela.</p>
<p>Pois é. Por mais que todos nós tenhamos alertado, feito <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cassandra" target="_blank">Cassandras</a>, que a “velha mídia” estava morta, que a Internet tinha vindo para ficar e que estávamos à beira de uma tsunami de inovação, ninguém parecia saber ao certo o tamanho da pancada e a intensidade da transformação.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" title="Paris 1968" src="http://www.fromthevaultradio.org/home/wp-content/images/FTV105_Paris%20Student%20Uprising/1968%20paris%20student%20uprising%2001.jpg" alt="Paris 1968" width="450" height="270" /></p>
<p style="text-align: left;">Típico. Ou você por acaso acha que alguém em sã consciência que tenha estado em <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u396741.shtml" target="_blank">Paris em 1968</a>, em <a href="http://www.jocumdf.com/artigos/a-historia-do-movimento-punk-no-mundo-e-no-brasil/" target="_blank">Londres em 1977</a> ou em <a href="http://www.estadao.com.br/especiais/20-anos-da-queda-do-muro-de-berlim,76684.htm" target="_blank">Berlim em 1989</a> fazia idéia que aquela mega-balada em que estava metido mudaria o mundo? Mesmo que um ou outro louco percebesse o impacto, você acha que alguém o levaria a sério? Você o levaria a sério? Eu não.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.archive.org/web/web.php" target="_blank"><img class="aligncenter" title="Wayback" src="http://www.archive.org/images/wayback.gif" alt="Wayback" width="204" height="72" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.archive.org/web/web.php" target="_blank"></a><br />
Há 15 anos a Internet já era bem grandinha para os padrões globais, e seu crescimento já causava espanto. Naquela época já tinha gente dizendo que a rede separava e alienava as pessoas, que essa explosão era rápida demais, que era fogo de palha e que logo iria assentar. Não faltavam, desde muito antes daquela época, céticos para afirmar que já existiam computadores demais e que a <a href="http://74.125.47.132/search?q=cache:_aXM6a_hAjIJ:www.ra.informatik.uni-stuttgart.de/~rainer/Literatur/Online/G/2/1.ps+Moore+law+at+its+end&amp;cd=1&amp;hl=pt-BR&amp;ct=clnk&amp;gl=br&amp;client=firefox-a" target="_blank">Lei de Moore estava com os dias contados</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Ha.</p>
<p style="text-align: left;">Ha.</p>
<p style="text-align: left;">Ha.</p>
<p style="text-align: left;">Mas&#8230; estamos rindo do quê? Sei lá.</p>
<p style="text-align: left;">Hoje não falta quem acredite que a evolução da computação <a href="http://www.kurzweilai.net/articles/art0134.html?printable=1" target="_blank">seja uma exponencial</a>, e que a idéia de equipamentos com o dobro de velocidade e metade do preço a cada 18 meses tenha sido uma aproximação mal-feita em uma linha reta. A Lei de Moore estaria errada sim: ela era, na verdade, modesta. Mesmo gente muito boa que defende que a <a href="http://www.kk.org/thetechnium/archives/2006/02/the_singularity.php" target="_blank">exponencial seja um exagero</a> sabe que ainda há muito a progredir.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="Exponencial" src="http://www.kurzweilai.net/articles/images/chart03.jpg" alt="Exponencial" width="375" height="295" /></p>
<p style="text-align: center;">Manja a “<a href="http://www.thelongtail.com/" target="_blank">Cauda Longa</a>”? É a mesma curva, no sentido contrário.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.howstuffworks.com/quantum-computer.htm" target="_blank">Computadores quânticos</a>, chips de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Graphene" target="_blank">grafeno</a>, <a href="http://www.luli.com.br/2007/12/14/a-web-20-e-so-a-crista-da-tsunami-parte-ii/" target="_blank">interfaces</a> de diversos tipos, <a href="http://semanticweb.org/wiki/Main_Page" target="_blank">web semântica</a>, <a href="http://www.seattlerobotics.org/Encoder/mar98/fuz/flindex.html" target="_blank">lógica fuzzy</a>&#8230; tudo isso potencializado por uma colaboração intensa e cada vez mais global. A realidade é muito mais aterrorizante que qualquer ficção. O mundo em 1993 era muito mais parecido com a Idade Média e a China antiga do que aquele em que viveremos em 10 anos. Exponencial, dearest, é isso.</p>
<p style="text-align: left;">Naquela época sossegada da última década do século passado, acredite, não se ganhava praticamente dinheiro algum com a Internet. Eu sei porque <a href="http://web.archive.org/web/19961219015357/http://www.hipermidia.com.br/" target="_blank">estava lá</a> (e, como todo mundo na época, era tosco. Depois <a href="http://web.archive.org/web/19970401051941/www.kropki.com.br/splash/p2.html" target="_blank">melhorei</a>, mas não muito). Praticamente todos os sites eram montados e alimentados com linhas e mais linhas de código &#8211; e, mesmo assim, era bem difícil aprovar um desses serviços de alfaiataria com um orçamento de cinco dígitos.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" title="IE2" src="http://www.favbrowser.com/images/ie-1.5.png" alt="IE2" width="450" height="219" /><br />
Os otimistas acreditavam que 96 seria o ano da Internet, impulsionada por aquele programa Explorer. Não foi. Nem 97 ou 98, mas a luta continuava. Surgiram modems mais rápidos, home banking, imposto de renda online, portais, e-commerce, salas de chat, massivos multiplayer e&#8230; nem assim levavam a pobre <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-pp/pp21/" target="_blank">sub-mídia</a> a sério. Para piorar, o <a href="http://news.bbc.co.uk/hi/english/static/millennium_bug/countries/" target="_blank">primeiro de Abril que aconteceu em primeiro de Janeiro</a>, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dot-com_bubble" target="_blank">estouro do cassinão legitimado</a> e o <a href="http://video.nytimes.com/video/2008/04/24/movies/1194817115609/movie-minutes-osama-bin-laden.html?scp=2&amp;sq=Bin+laden&amp;st=m" target="_blank">multi-homem-bomba</a> pioraram a situação. Em 2002 era preciso um enorme esforço para mostrar que a Internet não tinha sido uma onda passageira, com seus IPOs e outras extravagâncias (muito parecidas com <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-pp/pp30/" target="_blank">outras categorias profissionais</a>, deva-se dizer).</p>
<p style="text-align: left;">Por mais que nenhum banco tivesse fechado seus serviços online para reabrir agências, há oito anos ainda era comum ver gente com cheques, extratos impressos em caixas eletrônicos, passagens aéreas de papel e máquinas de Fax. A Unilever, por exemplo, tinha um punhado de páginas no ar e o Google, sempre é bom lembrar, <a href="http://www.google-ipo.com/" target="_blank">ainda não tinha aberto seu capital</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Lotado" src="http://www.vooz.com.br/imagem/noticias/onibus-lotado1_56ff670e2adc85a1e6faeb1cdbc99bd9.jpg" alt="Lotado" width="400" height="300" /></p>
<p style="text-align: left;">Acredito que os eventos negativos da virada do milênio tenham funcionado como uma ”<a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-pp/pp26/" target="_blank">freada de arrumação</a>”, aquelas que o motorista do ônibus, mui solicitamente, dá para acomodar melhor seus queridos passageiros e abrir espaço para mais gente entrar. De qualquer forma, mesmo em 2003 ainda havia quem fizesse ressalvas à Banda Larga, com um motivo bastante razoável: “pra que, afinal, ver um jornal mais rápido?”.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Taxímetro" src="http://taxidepot.files.wordpress.com/2009/07/ohmer-art.jpg" alt="Taxímetro" width="450" height="600" /></p>
<p style="text-align: left;">A resposta, como sempre, estava aonde ninguém via. A velocidade era muito menos importante do que o fim do taxímetro. Foi preciso um empurrãozinho das mídias sociais pra rede, afinal, ganhar força e o mundo perceber que conectividade não é mais uma opção. Ele ainda não é <a href="http://www.thomaslfriedman.com/" target="_blank">plano</a> e a economia ainda pode ser bem mais <a href="http://freakonomicsbook.com/" target="_blank">esquisita</a>, mas estamos certamente a caminho.</p>
<p style="text-align: left;">Esse interlúdio histórico foi só para lembrar que todas essas conquistas ainda são muito novas e que finalmente as firmas resolveram pagar para ver se a rede tem mesmo tanta coisa boa a oferecer. O resultado é a explosão da demanda de todo tipo de serviço, de arquitetura de informação a métricas, de mídias sociais a e-commerce. Até propaganda, quem diria, está em alta.</p>
<p style="text-align: left;">O problema é que, como tudo na Internet, essa explosão aconteceu de uma só vez. As empresas, que nunca fizeram nada, resolveram fazer de tudo ao mesmo tempo, sem planejamento, estabanadamente, só para não ficar para trás. O resultado é equivalente a uma ida a um <a href="http://www.tripadvisor.com/Travel-g294212-d325810/Beijing:China:New.Silk.Alley.Market.Xiu.Shui..html" target="_blank">shopping de quinquilharias</a> ou a visitar um supermercado com fome: compra-se demais, sem saber o que fazer, mesmo que seja para jogar metade fora. Enquanto (ainda) não é (tão) caro, por que não? Enquanto isso você trabalha demais. A boa notícia é que não falta trabalho. A má é que ele sobra.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" title="Ano digital" src="http://bizrevolution.typepad.com/bizrevolution/images/2008/10/28/digitalage.gif" alt="Ano digital" width="450" height="306" /><br />
Depois de muita, muita, muita espera, 2010 é, finalmente, o ano digital. Para desespero geral, 2011 e 2012 também o serão. Chegará o dia em que ninguém mais falará dele, como não se fala em energia elétrica ou aviões ou saneamento básico. Daí teremos chegado à maturidade.</p>
<p style="text-align: left;">Só espero que seja ainda nessa década.</p>
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		<title>Intranets e ferramentas colaborativas</title>
		<link>http://www.luli.com.br/2009/12/08/intranets-e-ferramentas-colaborativas/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 14:39:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[Yammer: Twitter para empresas. No começo deste ano me vi envolvido em uma consultoria de imersão para uma empresa do Oriente médio, que me pediu uma análise de Intranets e ferramentas colaborativas. Não foi um trabalho fácil, pois tive que buscar o que as empresas diziam de si mesmas em seus sites, blogs e para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/12/yammer.jpg"><img class="size-full wp-image-2933 aligncenter" title="yammer" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/12/yammer.jpg" alt="yammer" width="450" height="217" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.yammer.com/" target="_blank">Yammer</a>: Twitter para empresas.</p>
<p style="text-align: left;">No começo deste ano me vi envolvido em uma consultoria de imersão para uma empresa do Oriente médio, que me pediu uma análise de Intranets e ferramentas colaborativas. Não foi um trabalho fácil, pois tive que buscar o que as empresas diziam de si mesmas em seus sites, blogs e para a imprensa. Contei também com o trabalho de algumas consultorias grandes e com a convicção, cada vez mais difundida, que informação deve ser trocada. O resultado do estudo, naturalmente, ficou com o cliente. Mas algumas conclusões podem ser compartilhadas, porque são de senso comum. Escrevi algumas <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/a-rede-invisivel/" target="_blank">neste artigo</a> da <a href="http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/" target="_blank">Revista Webdesign</a>. Se você é um designer à procura de uma oportunidade ou se você trabalha em uma empresa cuja rede interna é precária (ou seja, todas), acredito que sua leitura possa ajudar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Interlúdio: virais, contágio e DM9(/11)</title>
		<link>http://www.luli.com.br/2009/09/12/interludio-virais-contagio-e-dm9/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 01:35:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[Interrompemos excepcionalmente nossa série sobre gigatendências para comentar dois erros de percepção um bocado desagradáveis cometidos por aquela que deveria ser uma das mais importantes agências de propaganda do país. Über-premiada em Cannes, não é a primeira vez que ela leva o título um bocado discutível de &#8220;agência do ano&#8221;, coisa que fez questão de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Interrompemos excepcionalmente nossa série sobre gigatendências para comentar dois erros de percepção um bocado desagradáveis cometidos por aquela que deveria ser uma das mais importantes agências de propaganda do país. Über-premiada em Cannes, não é a primeira vez que ela leva o título um bocado discutível de &#8220;agência do ano&#8221;, coisa que fez questão de comentar em uma tentativa capenga de vídeo &#8220;viral&#8221;:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/a7KX8oC7pZs&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/a7KX8oC7pZs&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;">(aiaiai, quando esses caras vão entender que viral é efeito, não causa &#8211; e que não é sinônimo de mal-feito?)</p>
<p>No melhor estilo de profecia auto-realizável, o tal vídeo se tornou popular e distribuído pelas redes. Mas infelizmente para eles &#8211; e para a alegria geral do resto &#8211; a versão distribuída não era a oficial, mas uma divertida apropriação:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/JQ1u4NHUyQ0&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/JQ1u4NHUyQ0&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Seria cômico, se não fosse triste. Quem trabalha no mercado de criação e produção digital sabe que Cannes <a href="http://www.imdb.com/title/tt0048728/" target="_blank">já viveu dias de maiores glórias</a>. Desatualizado e sem compreender direito a mudança nos novos meios, seu comitê organizador cria novas categorias a cada ano &#8211; hoje são<a title="Film" href="http://www.canneslions.com/awards/categories.cfm?section_id=28" target="_blank"> Film</a>, <a title="Press Lions" href="http://www.canneslions.com/awards/categories.cfm?section_id=29">Press</a>, <a title="Outdoor Lions" href="http://www.canneslions.com/awards/categories.cfm?section_id=30">Outdoor</a>, <a title="Direct Lions" href="http://www.canneslions.com/awards/categories.cfm?section_id=31">Direct</a>, <a title="Media Lions" href="http://www.canneslions.com/awards/categories.cfm?section_id=32">Media</a>, <a title="Cyber Lions" href="http://www.canneslions.com/awards/categories.cfm?section_id=33">Cyber</a>, <a title="Radio Lions" href="http://www.canneslions.com/awards/categories.cfm?section_id=34">Radio</a>, <a title="Promo Lions" href="http://www.canneslions.com/awards/categories.cfm?section_id=35">Lions</a>, <a title="Titanium and Integrated Lions" href="http://www.canneslions.com/awards/categories.cfm?section_id=36">Titanium and Integrated</a>, <a title="Design Lions" href="http://www.canneslions.com/awards/categories.cfm?section_id=37">Design</a> e <a title="PR Lions" href="http://www.canneslions.com/awards/categories.cfm?section_id=38">PR</a>, em uma confusão tamanha que ninguém consegue dizer com clareza e confiança a diferença de um Promo para um Direct para um Cyber para um Titanium. Na dúvida, inscrevem-se as peças em várias categorias (à bagatela de US$ 1000 por peça) e, como uma velha maçonaria em que todos se revezam em dar tapinhas uns nas costas dos outros, todos voltam bronzeados da Riviera falando maravilhas do festival. Em uma adaptação do ditado americano sobre Las Vegas, &#8220;o que acontece no <a href="http://www.palaisdesfestivals.com/sommaire.php3?lang=en" target="_blank">Palais</a> fica no Palais&#8221;. Falo mais de Cannes <a href="http://www.luli.com.br/2008/06/30/porque-nao-fui-a-cannes/" target="_blank">neste post</a> em que comento o fato de estar perto e fazer questão de passar longe.</p>
<p>Voltando ao vídeo do filtro solar, que dá o tom para esta série, não é de se estranhar que a agência vedete do festival, tão prolífica em inscrições em tudo o que é categoria, tenha &#8220;deixado escapar&#8221; um vídeo de apelo popular tão forte? Minha experiência na área me diz que se os prêmios de uma peça não foram comentados, deve ser porque ela não levou nenhum. Mas quem conhece bem o mercado sabe que isso é praticamente impossível, considerada a quantidade de prêmios e a variedade mínima de suas mesas julgadoras.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Júri" src="http://www.legaljuice.com/jury%20duty%20serve%20service.jpg" alt="Júri" width="450" height="465" /></p>
<p>Se o vídeo nunca levou um prêmio deve ser porque não foi inscrito. Se não foi inscrito, só pode ser por um motivo: ele não deve ser da DM9. Pelo menos não integralmente. Isso me chamou a atenção, mas ainda era pouco. Havia algo de fundamentalmente errado naquele vídeo. Como não pretendo submetê-lo à tortura de revê-lo, se você quiser pode dar uma olhada no texto <a href="http://letras.terra.com.br/pedro-bial/138161/" target="_blank">aqui</a> (repare que o Terra dá o crédito do texto para o Pedro Bial, o que é ainda mais grotesco). A versão legendada que publiquei tem a narrativa de um homem com uma voz que transparece uma boa idade, e acredita-se que a experiência que dispensa seja derivada dela.</p>
<p>Imagine-se conversando com seu avô. Não seria estranho ouvi-lo dizer <span style="color: #ff0000;">&#8220;<em>Você não é tão gordo(a) quanto pensa&#8221;; </em><span style="color: #000000;">ou</span><em> &#8220;Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele&#8221;; </em><span style="color: #000000;">ou ainda</span><em> &#8220;Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio&#8221;? </em><span style="color: #000000;">Hummm&#8230;pensando bem, até </span><em>&#8220;Você, também, vai envelhecer&#8221; </em><span style="color: #000000;">e</span><em> &#8220;Não mexa demais nos cabelos senão quando você chegar aos quarenta vai aparentar oitenta e cinco&#8221;</em></span> começam a soar estranhos, não? Cadê o &#8220;<em>não gaste muito dinheiro com carros. Eles só servem para transportar você de um lado para o outro</em>&#8221; ou qualquer referência a musculatura, futebol, sedentarismo ou potência sexual &#8211; triste reconhecer, claras obsessões masculinas?</p>
<p><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/09/pri1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2777" style="margin: 10px; float: left;" title="pri" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/09/pri1.jpg" alt="pri" width="200" height="229" /></a>Será que precisamos arranjar um armário maior pro vovô? Pro Bial? Ou será que ele, como o Nissan Guaranás, não se ligou que o texto foi, obviamente, escrito por uma mulher? Como foi que esse &#8220;mero detalhe&#8221; não passou pelas cabeças de pessoas tão perspicazes enquanto eles se apressavam em tomar posse, assinar e narrar a lengalenga de auto-ajuda que caiu em seus colos via Internet?</p>
<p>Não é fácil perceber o óbvio. Mesmo (e principalmente) entre aqueles que se julgam  portadores de uma visão mais criativa da sociedade. O resultado é, como não poderia deixar de ser, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wZGSCX4Ns3Q&amp;eurl=http%3A%2F%2Fwww.luli.com.br%2F2009%2F08%2F04%2Fmarcas-e-conversas-parte-ii%2F&amp;feature=player_embedded" target="_blank">Ivete Sangalo vendendo Sense e Simplicity</a>, intercalada por um rapper que diz que <em>&#8220;a tecnologia é uma espécie de magia que o cérebro humano não cria&#8221;</em>.</p>
<p>Genial, não? Claro que não.</p>
<p>A história do <a title="Everybody's Free (To Wear Sunscreen)" href="http://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Everybody%27s_Free_%28To_Wear_Sunscreen%29&amp;redirect=no" target="_blank">Everybody&#8217;s Free (To Wear Sunscreen)</a> é bem conhecida, embora muitos ainda creiam que seja da DM9 ou do Bial &#8211; coisa que ambos, espertos que são, não afirmam nem negam. Na época em que vi o vídeo pela primeira vez, as coisas eram bem mais difíceis de se achar. O texto era um velho conhecido: tinha chegado por e-mail vindo de várias fontes, ainda no ano 2000. Algumas fontes citavam um discurso de formatura do publicitário, outras falavam de palestrantes americanos bem mais ilustres. Em um mundo pré-YouTube, achar uma coisa dessas não era nada fácil.</p>
<p>Quando o número de pessoas A-DORAN-DO o tal vídeo começou a se tornar irritante, acabei sendo levado a vê-lo umas 4 ou 5 vezes, em diferentes eventos. A sensação de algo estranho permanecia&#8230; fui atrás e acabei por descobrir um artigo da BBC que me levou a um antigo blog e algumas páginas no Geocities, contando a mesma história que hoje é tão fácil de ler na Wikipedia: ele surgiu como um artigo escrito por <a title="Mary Schmich" href="http://www.chicagotribune.com/news/columnists/chi-schmich-sunscreen-column,0,4054576.column" target="_blank">Mary Schmich</a> (veja bem, uma mulher) para o jornal <em>Chicago Tribune</em> em 97. Só isso, um artigo de jornal, nada de discurso de formatura alguma.</p>
<p>Por isso você não o vê lido em lugar algum, a não ser em homenagens retroativas de escolas que poderiam se contentar com algo melhor.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Chicago Tribune" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/3/39/Chicago_Tribune_logo.png" alt="Chicago Tribune" width="450" height="118" /></p>
<p>O artigo se chamava originalmente &#8220;<em>Advice, like youth, probably just wasted on the young</em>&#8221; (conselhos, como juventude, provavelmente desperdiçados com jovens). Sua autora quis dar a ele o tom de um discurso de formatura, provavelmente para realçar a importância do conselho desperdiçado com ouvintes de pouca idade, e também porque a época de sua publicação (começo de Junho) coincidia com muitas formaturas e &#8220;inaugurações&#8221;, aqueles discursos de abertura dos anos letivos que chamamos de &#8220;Aulas Magnas&#8221; (a propósito, a<a href="http://www.luli.com.br/2009/04/16/aula-magna-ecausp/" target="_blank"> que dei na ECA</a> não é um bom exemplo desse tipo de cerimônia).</p>
<p>Não é preciso prestar muita atenção no roteiro do vídeo para perceber que as imagens são redundantes a ponto de parecerem mímicas. O discurso é ainda pior, com estruturas, subordinações e construções típicas do texto escrito, que se tornam bem chatinhas quando narradas.</p>
<p>Mesmo assim, não demorou para alguém copiar o artigo do jornal e transmiti-lo por e-mail. Se tem gente que faz isso até com os artigos que escrevo em revistas e não publico aqui, o que dizer de um texto tão emocional, apelativo e &#8220;fácil&#8221; em tempos de auto-ajuda?</p>
<p>Na pressa em copiar, rapidamente sumiu a fonte e a autora, e o texto se torna uma lenda urbana. Quem nunca recebeu por e-mail <a href="http://ribeirobr.blogspot.com/2009/04/textos-falsos-atribuidos-luis-fernando.html" target="_blank">algum texto atribuído ao Luis Fernando Verissimo</a> (mas que ele jamais reconheceria a paternidade, de tão primário que é?). Seguindo a mesma receita, rapidamente o anexaram o texto da tia Mary a alguém célebre, para dar maior respeito ao pastel de vento.</p>
<p>Por seu formato, não tardou para alguém ter a idéia &#8220;criativa&#8221; de transformá-lo na palestra de abertura do <a href="http://web.mit.edu/" target="_blank">MIT</a>, dada por <a title="Kurt Vonnegut" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kurt_Vonnegut" target="_blank">Kurt Vonnegut</a> no mesmo ano. Só se esqueceram de verificar se ele teria falado lá naquela época. Na verdade, quem fez a palestra de abertura naquele ano foi o <a title="Kofi Annan" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kofi_Annan" target="_blank">Kofi Annan</a>, e não passou pela cabeça dele falar em FPS outras formas de proteção UVA/B.</p>
<p>Enquanto isso a palavra corria solta pela Internet, em suas mais variadas traduções. Se poucos mudaram o tom ou o teor do discurso, sua autoria ganhou todo tipo de tradução. Curiosamente, todas masculinas. Como se uma mulher nao fosse capaz de escrever esse discurso (o que até considero um elogio, já que a baixa qualidade do mesmo rivaliza em profundidade com letras de axé e sertanejo).</p>
<p>Do outro lado do mundo, o diretor de cinema australiano <a title="Baz Luhrmann" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Baz_Luhrmann">Baz Luhrmann</a> resolve transformar o texto ruim em um vídeo ainda pior. Se você acha impossível, veja a pérola abaixo:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/sTJ7AzBIJoI&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/sTJ7AzBIJoI&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Mesmo assim o vídeo ganha fama ainda maior do que a alcançada pelo texto, graças a um remix pop-pegajoso do único hit que a cantora zambiana Rozalla emplacou fora de <a href="http://www.zambiatourism.com/travel/cities/lusaka.htm" target="_blank">Lusaka</a> &#8211; embora a versão dela seja beeeeem melhor:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pn__E-I62VY&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/pn__E-I62VY&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;">(e pensar que eu dancei bastante essa música&#8230;. o tempo nos torna mais críticos e sábios, ou talvez simplesmente chatos)</p>
<p>De qualquer forma, toda essa história é velha demais, e só vale ser ressucitada como um (longo) exemplo da importância de se prestar atenção em cada detalhe do ambiente em que se está para se poder falar verdadeiramente em inovação. Em tempos de informação abundante, a ignorância não é mais uma desculpa aceitável.</p>
<p>Curiosamente são as agências de propaganda e os <a href="http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&amp;p2=idnot%3d53480%26Editoria%3d8%26Op2%3d1%26Op3%3d0%26pid%3d275536%26fnt%3dfntnl&amp;rss=on" target="_blank">veículos de mídia de massa</a> que ficam cada dia mais distantes de qualquer tentativa de inovação (sempre vale relembrar o fenomenal erro de português do 2º publicitário mais conhecido do Brasil <a href="http://www.luli.com.br/2008/10/31/porque-a-midia-deve-se-preocupar-parte-i/" target="_blank">ao defender o antigo regime</a> e propor que não se &#8220;invistam DO novo&#8221;). Preocupado que está em perpetuar estereótipos e forçar associações, este segmento morto da área de comunicação se distancia cada mais de qualquer atitude inovadora ou criativa a cada dia.</p>
<p>Para que você não pense que eu tenho qualquer preconceito contra as agências (guardo meus preconceitos para a MicroSoft), termino este post com mais um belo exemplo de como a DM9 parece ter esquecido as regras mínimas de convivência em seu próprio mercado:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2009/09/tsunami.jpg" alt="WWF 9/11 DDB Brazil" /></p>
<p>Esse anúncio pavoroso, mal-feito, de lógica torta e valores imperdoáveis até mesmo em executivos de marketing metidos a &#8220;criativos&#8221; e estágiários filhos de clientes já foi extensamente comentado por <a href="http://www.brainstorm9.com.br/2009/09/02/a-polemica-wwf-e-o-11-de-setembro-espero-que-voce-morra-de-fome-nas-ruas/" target="_blank">blogs mais qualificados que o meu</a> para o assunto. Acreditem se quiser, a campanha fantasma foi premiada pelo respeitado(?) <a href="http://www.oneclub.org/" target="_blank">The One Show</a> mesmo nunca tendo sido aprovada (ou mesmo mostrada) para o cliente.</p>
<p>Se você não acredita em fantasmas, precisa visitar um festival de propaganda.</p>
<p>Por uma torta ironia do destino, a DM9 parece ter finalmente conseguido emplacar o viral que tanto desejava. As reações não poderiam ser mais emocionais e certamente há um ou outro RP estúpido que ainda acredita que a regra &#8220;falem mal, mas falem de mim&#8221; ainda tem valor. Veja uma das reações típicas a partir dos 2&#8217;30&#8243; do vídeo a seguir:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="273" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/CNKC1FCIrNg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="273" src="http://www.youtube.com/v/CNKC1FCIrNg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Muito bem dito pelo comentarista: <em>&#8220;what is the point, by the way?&#8221; </em>Respeitar o planeta por&#8230; MEDO de Tsunamis? Duvido que uma modelo fizesse melhor.</p>
<p>Como todos sabemos, a polêmica vai acabar em pizza, demitirão um estagiário, todos os 347 diretores de criação negarão ter visto o trabalho, assessores de imprensa dirão que a ficha técnica foi falsificada, o prêmio será devolvido com declarações indignadas de todos os lados, o dinheiro da inscrição desaparecerá de todos os livros contábeis e daqui a 15 minutos ninguém mais lembrará do conjunto de imbecis que criou, aprovou, produziu, finalizou e inscreveu uma peça que compara a Tsunami ao 11 de Setembro &#8211; e os dois a ações do homem contra a natureza. Será o mesmo exemplo do Sunscreen, com sua mecânica invertida. Tsk.</p>
<p>É contra esse tipo de atitude que se luta quando se defende a inovação.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="273" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="image=http://adland.tv/adland_video/148188/2224/thumb.jpg&amp;skin=http://adland.tv/sites/default/modules/adland_video/modieus.swf&amp;file=http://adland.tv/adland_video/148188/2224/embed.mp4&amp;plugins=viral-2&amp;viral.allowmenu=true&amp;viral.link=http://adland.tv/node/148188&amp;viral.onpause=true&amp;viral.oncomplete=true&amp;viral.functions=embed,link" /><param name="src" value="http://adland.tv/sites/default/modules/swftools/shared/flash_media_player/player.swf" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="273" src="http://adland.tv/sites/default/modules/swftools/shared/flash_media_player/player.swf" allowfullscreen="true" flashvars="image=http://adland.tv/adland_video/148188/2224/thumb.jpg&amp;skin=http://adland.tv/sites/default/modules/adland_video/modieus.swf&amp;file=http://adland.tv/adland_video/148188/2224/embed.mp4&amp;plugins=viral-2&amp;viral.allowmenu=true&amp;viral.link=http://adland.tv/node/148188&amp;viral.onpause=true&amp;viral.oncomplete=true&amp;viral.functions=embed,link"></embed></object></p>
<p>Desculpe pela demora para escrever o post. A semana foi puxada.</p>
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		<title>Mais dois artigos</title>
		<link>http://www.luli.com.br/2009/08/18/mais-dois-artigos/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 18:59:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao receber minha edição da Webdesign de Agosto, percebi que a quarentena de seis meses já tinha vencido para os artigos de Janeiro e Fevereiro. O primeiro comenta que, no ritmo que as mídias e tecnologias andam, você deixa de ser &#8220;um jovem talento&#8221; bem rápido, ou: Já foi chique acessar a Internet, ter e-mail, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Robin" src="http://www.factualopinion.com/.a/6a00d83455e40a69e200e553e446458833-800wi" alt="Robin" width="400" height="320" /></p>
<p style="text-align: left;">Ao receber minha edição da Webdesign de Agosto, percebi que a quarentena de seis meses já tinha vencido para os artigos de <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/vem-ai-geracao-hsm/" target="_blank">Janeiro</a> e <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/workaholics-e-apaixonados-sutis-diferencas/" target="_blank">Fevereiro</a>. O primeiro comenta que, no ritmo que as mídias e tecnologias andam, você deixa de ser &#8220;um jovem talento&#8221; bem rápido, ou:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><em>Já foi chique acessar a Internet, ter e-mail, conta em fórum, número de ICQ, jogar em MOODs, mentir a identidade em salas de chat, registrar um domínio, ser webdesigner, usar Flash, detonar no Photoshop, ter um Mac, usar banda larga, baixar torrents, defender sofware livre, consultar a Wikipedia, instalar o Napster, o Opera, o Firefox, ter conta no Orkut, no Flickr, no Facebook, ser blogueiro, usar Skype, assistir YouTube, descobrir os enigmas de LOST, repassar virais, mandar SMS, MMS, acessar a rede via GPRS, EDGE, WiFi, ter bluetooth no carro, teclar em um Blackberry, portar um iPhone, blogar no Twitter, ouvir podcasts, fazer mashups e adaptações caseiras de blockbusters, criar sua própria rede social e ser amigo íntimo de gente que você nunca viu na vida. Hoje todas essas coisas são banais.<br />
Algumas até já deixaram de ser usadas.</em></span></p>
<p>No de fevereiro, comento a diferença entre workaholic e apaixonado por seu trabalho, em uma época que todos trabalham cada vez mais, todos os dias. Minha maior preocupação é que:
</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">Unanimidades me assustam. Não por serem burras, como dizia Nelson Rodrigues, mas por serem perigosamente emburrecedoras. A partir do instante que criam verdades absolutas, ninguém mais está autorizado a pensar no assunto. Questionar, argumentar ou se opor é praticamente uma heresia. E, como todo sacrilégio em religião fundamentalista, punido com o exílio.</span></em></p>
<p style="text-align: left;">Boa leitura: <a href="../../textos/artigos-revista-webdesign/vem-ai-geracao-hsm/" target="_blank">Janeiro</a> ||  <a href="../../textos/artigos-revista-webdesign/workaholics-e-apaixonados-sutis-diferencas/" target="_blank">Fevereiro</a>. Até semana que vem.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que você faz?</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 15:18:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Palestras e entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Este foi o tema do iMasters InterACT 2009, em Belo Horizonte. Tudo começou com uma conversa com o Tiago Baeta, do iMasters, logo após o InterCon. Ele convidou a mim e ao Rapha para sermos curadores e montarmos um espaço para apresentações e provocações. Ao ver a planta do hotel em que o evento aconteceria, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este foi o tema do <a href="http://interact2009.ning.com/" target="_blank">iMasters InterACT 2009</a>, em Belo Horizonte. Tudo começou com uma conversa com o Tiago Baeta, do <a href="http://imasters.uol.com.br/" target="_blank">iMasters</a>, logo após o <a href="http://www.luli.com.br/2008/10/27/imasters-intercon-2008-e-ffparte-i-a-inspiracao/" target="_blank">InterCon</a>. Ele convidou a mim e ao <a href="http://raphav.tumblr.com/" target="_blank">Rapha</a> para sermos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Curator" target="_blank">curadores</a> e montarmos um espaço para apresentações e provocações. Ao ver a planta do hotel em que o evento aconteceria, percebi que a boïte seria o lugar perfeito para esse tipo de evento, com seu palquinho, pufes e sofá. Daí pra frente foi só chamar muita gente legal para participar e ficamos bastante feliz com o resultado.</p>
<p>A cobertura do evento você pode acompanhar <a href="http://www.iact2009.com/cobertura/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><a href="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/05/clube_luli.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-2430" title="clube_luli" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/05/clube_luli.gif" alt="clube_luli" width="450" height="346" /></a></p>
<p>O tema geral do evento estava apoiado na importância de idéias simples e iniciativa para se mudar o mundo &#8211; e as apresentações dos curadores tinham que amarrá-lo. A do Rapha veio logo depois da do <a href="http://www.bressane.com/" target="_blank">Bressane</a>, que encheu o auditório e colocou a moçada fervilhando em idéias. Para chamar para o tema, ele fez uma sensacional apresentação sobre os problemas do sistema da comunicação hoje em dia e como ele mata a criatividade. Não vou falar da palestra aqui, porque não dá &#8211; cutuquem o homem pra blogar a respeito -  mas adianto o vídeo a seguir, que dá uma bela pista do clima:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/ANoc0srXw3A&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ANoc0srXw3A&amp;hl=en&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Para encerrar (e amarrar) uma sucessão de momentos preciosos, entre eles a sensacional história do Comida de Buteco que, a partir de uma idéia simples promoveu o turismo, a higiene, preservou parte da cultura popular e se tornou uma referência, minha palestra perguntou: &#8220;<strong><span style="color: #ff6600;">o que você faz?</span></strong>&#8220;.</p>
<p>Entenda bem: não perguntei sua profissão ou emprego, mas O QUE VOCÊ FAZ. E como isso pode fazer a diferença. O vídeo mostra o espaço da boïte (que chamamos de &#8216;club&#8217; para perder o ar <a href="http://www.clayderman.co.uk/" target="_blank">Richard Clayderman</a> que o nome carrega) e a minha palestra. Acho que vai ficar fácil de entender porque chamavam o lugar de &#8220;cafofo do Luli&#8221; ou &#8220;favelinha do Luli&#8221;.</p>
<p><object width="424" height="318" data="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=442995&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;lang=PT_BR&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=424&amp;height=318" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=442995&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;lang=PT_BR&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=424&amp;height=318" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Recomendo que o vejam acompanhando as telas da apresentação:</p>
<div id="__ss_1500864" style="width: 425px; text-align: left;"><object width="425" height="355" data="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=luliradfahrer-interact-090528083655-phpapp02&amp;stripped_title=o-que-voc-faz-luli-radfahrer-inter-act" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=luliradfahrer-interact-090528083655-phpapp02&amp;stripped_title=o-que-voc-faz-luli-radfahrer-inter-act" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></div>
<p>Por último, a roupa: me perguntaram o porquê da roupa de lixeiro. Pensei que fosse óbvio, mas vale realçar. É por causa da quantidade de informação a que temos acesso e que é puro lixo tóxico.</p>
<p>Enfim, o evento foi o máximo. O público foi muito bacana, os palestrantes, então, nem se fala. Eu confesso que estava apreensivo. Sabia que o Rapha, com sua cancha de <a href="http://www.ted.com/" target="_blank">TED</a>, se sairia bem. Mas fiquei muito bem impressionado como a dinâmica foi compreendida por todos &#8211; incluindo pelos gigantes <a href="http://gilgiardelli.wordpress.com/" target="_blank">Gil Giardelli</a>, <a href="http://www.fabianocoura.com/" target="_blank">Fabiano Coura</a> e <a href="http://www.myspace.com/calegaretti" target="_blank">Emerson Calegaretti</a>, que adaptaram as suas palestras ao formato do evento em menos de cinco minutos. Não que <a href="http://www.viuisso.com.br/" target="_blank">Michel</a>, <a href="http://www.hellointeractive.com.br/br/pt/home.asp" target="_blank">Suzana</a> e <a href="http://www.gringo.nu/v3/" target="_blank">Alexandre Bessa</a> não se destacassem,mas desses não se esperava menos que algo cativante. Até mesmo temas bem mais técnicos, com os da <a href="http://www.anaerthal.com.br/" target="_blank">Ana Erthal</a> e o <a href="http://horaciosoares.blogspot.com/" target="_blank">Horácio</a>, hipnotizaram a moçada, que nem tuitar direito conseguia. Se cuida, Cazé, que o Horácio parece ter nascido para o palco. O RAP WCAG quase começou a balada antes da hora:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/gtuna2AWvqk&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gtuna2AWvqk&amp;hl=en&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>CLARO que não poderia deixar de lado a mesmerizante Viviane, do Sebrae, que assume um palco de fim de evento, sem que ninguém a conheça, vestida com roupas de escritório e ganha do público merecidíssimo título de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo" target="_blank">Susan Boyle</a> do dia. Para mim, a melhor palestra do evento, com histórias de aventuras pra botar Indiana Jones no chinelo e pilhas de informação preciosíssima de seu blog &#8220;<a href="http://becocomsaidasebrae.wordpress.com/" target="_blank">Beco com saída</a>&#8220;. Resultado: faziam uns 8-10 anos que eu não subia em um palco tão nervoso (e agora, o que eu falo DEPOIS dessa mulher?!?). Me virei, mas não foi fácil.</p>
<p>Por último, queria deixar um agradecimento especial aqui para o público e parceiros mineiros. Vocês são demais. Todo mundo, de todos os lugares, querendo ajudar. Dá até vergonha de ser paulistano. Adorei o evento, mas ele deve ser o penúltimo que organizarei. É um esforço muito grande e toma muito tempo. Acredito que, depois do <a href="http://imasters.uol.com.br/intercon/2009/" target="_blank">InterCon 2009</a>, em Novembro, minha participação se restringirá às palestras.</p>
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		<title>Dois novos artigos, alguns textos antigos e coisas que pouco mudam</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 22:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>

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		<description><![CDATA[No ar mais dois artigos escritos para a Webdesign: Tecnoluxúria faz considerações sobre o que tanto procuramos ao adquirir produtos de design e tecnologia e  Design digital e o mundo elástico analisa o desconforto causado pelo excesso de velocidade e as deformidades que esse processo gera no ambiente. Gostei de escrevê-los, espero que você goste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Harajuku" src="http://2.bp.blogspot.com/_Yq5h037YJu4/SNLtTEHRDvI/AAAAAAAAO8A/9R0eVOUz2tM/s400/gwen-stefani-harajuku-girls.jpg" alt="Harajuku" width="400" height="400" /></p>
<p>No ar mais dois artigos escritos para a Webdesign: <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/tecnoluxuria/" target="_blank"><span style="color: #ff6600;"><em><strong>Tecnoluxúria</strong></em></span></a> faz considerações sobre o que tanto procuramos ao adquirir produtos de design e tecnologia e  <span style="color: #ff6600;"><em><strong><a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/design-digital-e-o-mundo-elastico/" target="_blank">Design digital e o mundo elástico</a></strong></em></span> analisa o desconforto causado pelo excesso de velocidade e as deformidades que esse processo gera no ambiente. Gostei de escrevê-los, espero que você goste de lê-los.</p>
<p>A propósito, aproveitei para mudar os links das páginas de artigos da Webdesign de suas datas para seus títulos. Vale ler alguns, se você estiver de bobeira. No processo acabei por reler alguns e perceber como estava errado, ao mesmo tempo que me supreendia por ter acertado tanto em outros. Como dizia <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dickens" target="_blank">Charles Dickens</a>, &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/A_Tale_of_Two_Cities#Book_the_First:_Recalled_to_Life" target="_blank">é o melhor dos tempos, é o pior dos tempos</a>&#8220;.</p>
<p>Por falar em textos antigos mais ainda bastante pertinentes, qual não foi minha surpresa quando soube que o grande <a href="http://pessoal.zehfernando.com/" target="_blank">Zeh Fernando</a> (com quem dividi a mesa no <a href="http://www.edted.com.br/ewd-14/" target="_blank">EDTED de SP</a>) me esclareceu uma dúvida que dive há dez anos, quando escrevi o DWD:2. Ele é o autor do genial <a title="Permanent Link: Se vendêssemos pizzas como produzimos sites (10 anos depois)" rel="bookmark" href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/se-vendessemos-pizzas-como-produzimos-sites-10-anos-depois/">Se vendêssemos pizzas como produzimos sites</a>, um dos primeiros virais que recebi, por e-mail, no século passado (naquela época eles ainda não tinham esse nome).</p>
<p>Quando li o texto, achei-o tão brilhante e pertinente para a profissão que não poderia deixá-lo de fora do livro. Procurei doidamente o autor mas não consegui achar quem o tinha escrito. Depois de perguntar para vários amigos, naturalmente começaram a pipocar pais da criança por todos os lados. Daí preferi apelar para o bom senso e dizer que o texto circulava pela Internet e que era de autor anônimo. Preferi isso a dar o crédito a quem não merecesse, já que não conseguia encontrar o verdadeiro pai da criança.</p>
<p>Pois eis que, 10 anos depois, surge o autor. Parabéns a ele. Minha versão, levemente modificada e contextualizada, está <a href="http://www.luli.com.br/dwd2/7-quem-precisa-de-um-website/72-publicidade-de-massa-e-internet/" target="_blank">aqui</a>. Perdão, Zeh. Retoquei um pouco a sua obra mas procurei manter a essência.</p>
<p>Boa leitura.</p>
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		<title>Aula Magna &#8211; ECA/USP</title>
		<link>http://www.luli.com.br/2009/04/16/aula-magna-ecausp/</link>
		<comments>http://www.luli.com.br/2009/04/16/aula-magna-ecausp/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 18:44:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Palestras e entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso que sempre tive medo de aulas magnas, em sua verdadeira essência. A idéia de uma aula “grandiosa” para receber alunos não me parecia algo que tenha o clima caloroso e aconchegante de quem recebe um estudante novo, assustado e desorientado para um ambiente em que nunca esteve antes na vida. Pelo contrário, sempre acreditei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="margin: 10px; vertical-align: middle;" title="Magna" src="http://www.vad1.com/photo/stock/a103-18-3.jpg" alt="Magna" width="450" height="300" /></p>
<p>Confesso que sempre tive medo de aulas magnas, em sua verdadeira essência. A idéia de uma aula “grandiosa” para receber alunos não me parecia algo que tenha o clima caloroso e aconchegante de quem recebe um estudante novo, assustado e desorientado para um ambiente em que nunca esteve antes na vida. Pelo contrário, sempre acreditei que o excesso de pomposidade e formalidade característicos deste tipo de evento pareciam mais um fator de intimidação e de coerção que de recepção.</p>
<p>Mesmo assim, de vez em quando me chamam para falar em uma delas. Em minha apresentação gosto de mostrar que o mundo do conhecimento é grandioso e fascinante, e que isso não tem nada de assustador, muito pelo contrário. Ignorância, quando acompanhada de curiosidade, é um belo fator de aprendizado e costuma levar a situações fascinantes e inspiradoras. Muita gente é influenciada a acreditar que pode (ou pior, deve) saber de tudo sobre tudo, mas isso é, na minha opinião, completamente estúpido. O máximo de iluminação a que acredito ser possível chegar é a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates" target="_blank">socrática</a>, em que se só poderemos vir a saber o tamanho de nossa ignorância. </p>
<p>Veja que bela a conclusão do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Neil_deGrasse_Tyson" target="_blank">Dr. Neil deGrasse Tyson</a>, diretor do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hayden_Planetarium" target="_blank">Planetário Hayden</a>, sobre o fato de sermos tão &#8220;pequenos&#8221; no Universo (em que, de fato, ele defende o contrário):</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jJOpDLjpSYI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/jJOpDLjpSYI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>ISSO</strong> é que é aula magna, e agora a responsabilidade estava começando a pesar sobre as minhas costas. Mesmo sem entender patavinas de Astrofísica (e de associar Cálculo mais a um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1lculo_renal" target="_blank">problema de saúde</a> que a uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1lculo" target="_blank">divisão da matemática</a>), acredito que a relação do ser humano com o conhecimento deveria ser a mesma da que ele defende que tenhamos com relação às partículas elementares: deveríamos nos sentir grandes de fazer parte de um aglomerado de conquistas, não pequenos por aquelas que não são exclusivamente nossas. Não há nada exclusivamente individual, se é que você ainda não sabe.</p>
<p>Para muitas pessoas, no entanto, essa percepção da imensidão do mundo é perigosa e assustadora. Assumir-se em um eterno aprender e, nesse processo, rejeitar certezas e maniqueísmos é tornar-se aberto à crítica e ser levado a admitir que suas idéias podem estar erradas. É uma pena. A História mostra que a construção de um raciocínio apoiado em estratégias que não visam se opor a formas de pensar, mas a admitir que existam paradoxos e até contradições entre elas &#8211; e que duas ou mais respostas diferentes podem ser igualmente satisfatórias &#8211; costuma levar a grandes progressos, por mais que muitos livros de “liderança” e &#8220;programação neurolingüística&#8221; insistam em afirmar o contrário.</p>
<p>Acima de tudo, grandes profissionais nas mais diversas áreas &#8211; principalmente nas criativas &#8211; não costumam ter o menor pudor em assumir que as fases mais produtivas e inovadoras de suas vidas foram exatamente as que os forçaram a se portar como aprendizes, sem medo de errar, de cruzar fronteiras de conhecimento, de perguntar o porquê das coisas, de trazer uma nova perspectiva para velhos conceitos e, nesse processo, encontrar atalhos, interligações e curto-circuitos pouco (ou nunca) imaginados.</p>
<p>A genial designer <a href="http://images.google.com.br/images?q=paula+scher&amp;oe=utf-8&amp;rls=org.mozilla:en-US:official&amp;client=firefox-a&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;ei=13nnSfv2O5zKtgfI-9zHBQ&amp;sa=X&amp;oi=image_result_group&amp;resnum=4&amp;ct=title" target="_blank">Paula Scher</a> defende brilhantemente este conceito, ao defender que &#8220;seriedade&#8221; e &#8220;solenidade&#8221;, que muitos acreditam ser sinônimos, são quase o oposto um do outro:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="334" height="326" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/embed/PaulaScher_2008P-embed-PARTNER_high.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/PaulaScher-2008P.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=320&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=435" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="334" height="326" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/embed/PaulaScher_2008P-embed-PARTNER_high.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/PaulaScher-2008P.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=320&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=435" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Essa foi mais ou menos a inspiração que tive para elaborar a minha aula, que deveria recepcionar os calouros, contar para ele que o mundo é cada vez maior e que a comunicação e a interação são essenciais, na procura por remover qualquer comportamento dogmático ou bobagem do tipo &#8220;informação é poder&#8221;. Como os alunos já tinham um perfil mais conectado, rápido e visual, resolvi montá-la em uma estrutura à <a href="http://www.pecha-kucha.org/" target="_blank">Pecha Kucha</a>, mas com 25 minutos e sem se tornar cansativa ou monótona. Um baita desafio.</p>
<p>Maior ainda por ser em casa, na escola me ensinou e formou muito mais depois que eu virei professor do que na época em que eu era aluno. Em uma formatura uma vez eu disse que pagaria para ensinar ali, já que era estimulado &#8211; praticamente forçado &#8211; a repensar minhas idéias, reciclá-las, renovar o discurso e ser desafiado por mentes brilhantes, mais novas e muito mais conectadas que eu, semestre a semestre, semana a semana.</p>
<p>Encarei a jornada como um aprendiz. Até porque a atitude era extremamente adequada ao momento. O resultado final você pode ver logo abaixo. Acredito que ele que tem várias falhas, mas em linhas gerais eu gostei do resultado.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="424" height="318" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=428540&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;lang=PT_BR&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=424&amp;height=318" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="424" height="318" src="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=428540&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;lang=PT_BR&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=424&amp;height=318" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Terminada a apresentação, alguns alunos vieram falar comigo com os olhos brilhando. Isso não tem preço. Mesmo que eu não me lembre deles daqui a cinco anos &#8211; ou que eles se esqueçam de mim ou até mesmo da ECA, o simples fato de ter mostrado para eles uma perspectiva diferente do mundo já justifica o trabalho de um professor. Teve gente que não gostou, o que acho ótimo. Não acredito que toda a unanimidade seja burra, mas certamente é perigosa. Se você só convive com aqueles que pensam da mesma forma que você pensa, corre o risco a passar a acreditar que essa visão do mundo é a realidade, e isso tende a ser preconceituoso, fútil e limitado.</p>
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		<title>Recomendações profissionais para quem pretendeviver um século</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 23:20:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
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		<description><![CDATA[Outro dia reencontrei um grande amigo que não via há cerca de 18 anos. Combinamos de almoçar um dia desses e, depois de vários desencontros, conseguimos finalmente colocar a conversa em dia. Para minha grande alegria, ele estava muito bem. O aspecto profissional era inegável: ele ocupava um cargo importante dentro de uma empresa multinacional, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia reencontrei um grande amigo que não via há cerca de 18 anos. Combinamos de almoçar um dia desses e, depois de vários desencontros, conseguimos finalmente colocar a conversa em dia. Para minha grande alegria, ele estava muito bem. O aspecto profissional era inegável: ele ocupava um cargo importante dentro de uma empresa multinacional, responsável por várias decisões de porte. Tinha vivido um tempo nos Estados Unidos e não lhe faltavam ofertas para voltar para lá, em posições ainda mais altas. Mas não foi nada disso que me impressionou.</p>
<p>O que me deixou realmente feliz foi perceber que, mesmo com todo esse &#8220;sucesso&#8221; &#8211; que tanto eu como ele sabemos, é externo, efêmero e artificial &#8211; ele continuava o mesmo sujeito divertido, franco e simpático com quem é sempre um prazer trocar idéias, e nada ali era menos importante do que o cargo que ele ocupava. Saí do almoço inspirado, pensando como a vida e a carreira são longas hoje em dia, e como é importante administrar o legado que se deixa.</p>
<p>Curiosamente ao chegar em casa me esperava na portaria a nova edição da <a href="http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/" target="_blank">Revista Webdesign</a> e, com ela, a possibilidade de postar meu artigo publicado há seis meses. Ele tratava do mesmo tema: que viveremos provavelmente mais do que um século, e que teremos a carreira mais comprida da história da humanidade, ao trabalhar dos vinte aos oitenta anos.</p>
<p>Ele se chama &#8220;<span style="color: #ff6600;"><strong>Os primeiros dez por cento</strong></span>&#8220;, e pode ser lido <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/os-primeiros-dez-por-cento/" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Mais dois textos sobre design</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 11:52:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sei, eu sei, este blog está meio bagunçado em seu repositório de conteúdo. As páginas de textos e artigos, por exemplo, estão meio jogadas em pastas de difícil acesso. Mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa. Vou organizar tudo dia desses, mas para isso é preciso de um tempo que eu não tenho. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei, eu sei, este blog está meio bagunçado em seu repositório de conteúdo. As páginas de textos e artigos, por exemplo, estão meio jogadas em pastas de difícil acesso. Mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa. Vou organizar tudo dia desses, mas para isso é preciso de um tempo que eu não tenho. A coluna à direita, por exemplo, lista os textos e artigos deste site. Estupidamente, ela está organizada por data, não por título. Acredito que até o final da semana eu devo dar um jeito nisso.</p>
<p>Enquanto a casa não é arrumada, deixo para você dois novos textos. São artigos publicados na <a href="http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/2009/2" target="_blank">revista Webdesign</a> de maio e e agosto do ano passado. O primeiro, &#8220;<a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/design-e-uma-conversa/" target="_blank">Design é uma conversa</a>&#8220;, se refere à verdadeira intenção do design, que não é embelezar ou enfeitar um produto, mas promover um diálogo entre ele e seu possível consumidor. O segundo, &#8220;<a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/qual-e-o-seu-problema/" target="_blank">Qual é o seu problema?</a>&#8220;, se refere à velha questão de que muitos clientes não fazem idéia da função e finalidade do design e, por não saberem qual o problema que pretendem resolver com ele, jamais se satisfazem com a solução.</p>
<p>Boa leitura. Se puder, dê uma olhada na coluna à esquerda. Com o tempo vou trocar as datas por títulos e, se der, até organizar ou textos ou tagueá-los.</p>
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		<title>Três textos sobre design</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 01:52:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>

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		<description><![CDATA[As diversas profissões ligadas à área de design &#8211; de arquitetura a moda, passando pelo digital &#8211; costumam enfrentar alguns problemas bastante similares: o excesso de opções, a dificuldade de se determinar o valor de seu trabalho e, principalmente, a desagradável sensação de insegurança que acompanha os melhores talentos, pouco importa sua experiência. Para tratar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/bashford/133386008/" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-1619" title="Designer" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/12/133386008_e0f6aa4bd0.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: left;">As diversas profissões ligadas à área de design &#8211; de arquitetura a moda, passando pelo digital &#8211; costumam enfrentar alguns problemas bastante similares: o excesso de opções, a dificuldade de se determinar o valor de seu trabalho e, principalmente, a desagradável sensação de insegurança que acompanha os melhores talentos, pouco importa sua experiência. Para tratar desses temas escrevi uma série de artigos para a <a href="http://www.revistawebdesign.com.br/" target="_blank">Revista Webdesign</a>, entre Abril e Junho deste ano. Agora que o período de quarentena passou posso disponibilizá-los aqui. </p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/wd52/" target="_blank">Vida Simples</a>, o primeiro da série, trata da questão do excesso de opções e da importância de se estabelecer critério. É um assunto que já tratei por aqui, <a href="http://www.luli.com.br/2008/09/29/less-is-more-seculo-xxi/" target="_blank">neste post</a>, com alguma profundidade, mas que sempre vale lembrar. Em <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/wd53/" target="_blank">Nada mais abstrato que dinheiro</a> mostro que é bem possível que seu cliente não seja pão-duro, mas apenas não consiga entender o processo de design. E tudo que não é compreendido é normalmente considerado caro.</p>
<p style="text-align: left;">Por último, meu preferido da série: <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/wd54/" target="_blank">Você é uma farsa! </a>chama a atenção para a questão da insegurança, tão comum em mentes criativas, já que não se pode ter certezas quando o que se propõe é novo.</p>
<p>Boa leitura.</p>
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		<title>Porque a mídia deve se preocupar, parte IV</title>
		<link>http://www.luli.com.br/2008/11/14/porque-a-midia-deve-se-preocupar-parte-iv/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 22:45:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[Qualquer ação que proporcione prazer físico ou intelectual deixa de proporcioná-lo assim que se torna compulsória. Sexo, sono, comida, viagens&#8230; todas são atividades maravilhosas, desde que seja sua opção fazê-las. Quando obrigatória, até uma viagem às Maldivas pode se tornar um saco. Esse é um dos grandes perigos da época digital: se por um lado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.flickr.com/photos/63092108@N00/296018395/" target="_blank"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Carveja militar" src="http://farm1.static.flickr.com/101/296018395_0cb11bf1c5_d.jpg" alt="Cerveja militar" width="256" height="381" /></a>Qualquer ação que proporcione prazer físico ou intelectual deixa de proporcioná-lo assim que se torna compulsória. Sexo, sono, comida, viagens&#8230; todas são atividades maravilhosas, desde que seja sua opção fazê-las.</p>
<p style="text-align: left;">Quando obrigatória, até uma viagem às <a href="http://www.flickr.com/groups/maldives/" target="_blank">Maldivas</a> pode se tornar um saco. Esse é um dos grandes perigos da época digital: se por um lado é ótimo mudar completamente de cara, corpo e atitude conforme a ocasião, por outro lado é muito chato ser obrigado a fazê-lo o tempo todo.</p>
<p style="text-align: left;">E no entanto é isso o que mais se faz nas redes sociais: estabelecer e reafirmar a própria identidade. Seu nome de usuário (nick), a forma com que você se apresenta (avatar), as fotos que escolhe, os textos que escreve, os temas que aborda&#8230; pode não parecer, mas essas atitudes têm muito pouco a ver com a informação que pretendem transmitir. Em um cotidiano que todos são estrangeiros e não há tempo nem paciência para se ouvir a história de ninguém, as personalidades são extremamente maleáveis.</p>
<p style="text-align: left;">Você é o que consome.</p>
<p style="text-align: left;">Já se foi o tempo em que era preciso ter um lado nerd para fazer parte de grupos de IRC e clãs de RPG. Agora que a presença em comunidades é praticamente obrigatória, o indivíduo é descrito pelo que o Google fala dele, pelo que se tuíta a seu respeito, pela forma como se comporta em mídias sociais, pelos avatares que porta e por toda a nuvem de tags que ele próprio cria a seu respeito, intencionalmente ou não, à medida que se transforma em seu próprio Big Brother. Não é de se admirar que tal cenário não tenha sido previsto por autores de ficção científica. Seria estranho demais para ser crível.</p>
<p style="text-align: left;">É estranho demais para ser crível.</p>
<p style="text-align: left;">À medida que a informação se popularizou, as identidades se pulverizaram. Sem aviso, o<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Esprit_de_corps" target="_blank"> espírito de corpo</a> se tornou uma relíquia dura de explicar nos termos da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chaos_theory" target="_blank">Teoria do Caos</a>. Fica difícil imaginar um mundo em que só havia uma verdade, uma versão, uma realidade, uma certeza. E no entanto as coisas eram assim há pouco mais de um quarto de século. Sob certos aspectos, ainda o são em comunidades pequenas, grupos fechados, sociedades remotas. Como disse em <a href="http://www.luli.com.br/2006/03/24/introducao-pos-moderno-digital-design-e-voce-i/" target="_blank">uma série de posts sobre o Pós-Moderno</a>, não há mais dúvida que Nova York esteja efetivamente mais perto do que o sertão.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/siyublog/1982035178/" target="_blank"><img class="alignnone" title="Muro de Berlim" src="http://farm3.static.flickr.com/2021/1982035178_22498166e8_o_d.jpg" alt="Muro de Berlim" width="400" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Pouco importa o desconforto, ninguém leva a sério a idéia de voltar atrás. Mesmo que fosse possível, não seria desejável. Boa parte da situação que se vê hoje em dia nos grandes centros urbanos conectados é fruto de uma maior liberdade de expressão. De escolha. De ação, enfim.</p>
<p style="text-align: left;">A pulverização da identidade acompanha de perto a disseminação da informação. Em comunidades fechadas, de <a href="http://www.800padutch.com/amish.shtml" target="_blank">Amish</a> a <a href="http://www.iftcommand.com/" target="_blank">Trekkers</a>, tanto como em cidades pequenas, de <a href="http://www.turnu-magurele.ro/turnuindex.htm" target="_blank">Turnu Măgurele</a> a <a href="http://www.balsamo.sp.gov.br/" target="_blank">Bálsamo</a>, não há espaço para múltiplas interpretações da realidade. Você é aquilo que o grupo determinou que seja, e não se fala mais no assunto. Se você está confortável, ótimo. Se não, na melhor das hipóteses a porta da rua é serventia da casa.</p>
<p style="text-align: left;">À medida que a economia da informação se descentralizou, a questão da identidade foi se tornando mais e mais complexa. E complicada. Quando o rei é descendente direto da divindade e tem poder inqüestionável, a idéia de uma sociedade de castas não é tão complicada assim. Você nasceu escravo, vai morrer escravo e se rebelar talvez só acelere o processo. Por mais que tente, a Índia não consegue se livrar dessa enorme mancha em sua reputação até hoje.</p>
<p style="text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Zaïre" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/5c/Flag_of_Zaire.svg/120px-Flag_of_Zaire.svg.png" alt="Zaïre" width="120" height="80" />Sob esse aspecto, o Século XX foi muito louco, já que buscou argumentos racionais para reproduzir as mesmas estruturas. Intelectuais de diversos segmentos e áreas de interesse apoiaram as insanidades de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gulag" target="_blank">Stalin</a> a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cultural_Revolution" target="_blank">Mao</a>, de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Auschwitz-Birkenau" target="_blank">Adolf</a> a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Congo_Crisis" target="_blank">Mobutu</a>, de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Brazilian_1964_coup_d%27etat" target="_blank">Médici</a> a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chile_under_Pinochet" target="_blank">Pinochet</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Todos muito parecidos, com uma divergenciazinha ou outra na questão dos recursos humanos. A idéia básica era mais ou menos a mesma do Império Romano: informação controlada, poder absoluto, manipulação da opinião pública e repressão feroz. Por mais bonito que seja falar da China hoje em dia, ela não é exatamente um exemplo nesse quesito. Cuba, então, muito menos. Mas ninguém mais fala de Cuba hoje em dia.</p>
<p style="text-align: left;">Uma boa prova de que as idéias de liberdade de imprensa, de associação, de escolha e de expressão são forças irresistíveis está no fato de que, pela primeira vez na História, o povo do Século XX reagiu às forças de opressão e colocou no poder uma estrutura com alguma transparência.</p>
<p style="text-align: left;">Melhor do que nada.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/1953/churchill-bio.html" target="_blank">Winston Churchill </a>já dizia que a democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que são tentadas de tempos em tempos. Ele também disse que o povo dos Estados Unidos sempre teve a capacidade de fazer a coisa certa depois que todas as outras opções foram testadas. Sob esse aspecto, os experimentos americanos para a ascensão e queda do capitalismo corporativo como o conhecemos foram dignos de nota.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Aprendiz de feiticeiro" src="http://www.culturefeast.com/wp-content/uploads/2007/12/apprenticelogo.jpg" alt="Aprendiz de feiticeiro" width="399" height="253" /></p>
<p style="text-align: left;">Para combater as restrições impostas pelos governos centralizadores, as grandes empresas propuseram maior liberdade e prosperidade. Assim que assumiram o poder, reproduziram os mesmos velhos hábitos. Na década de 1980, só era &#8220;alguém&#8221; um indivíduo que tivesse um emprego em uma delas. A própria definição de &#8220;sucesso&#8221; passava, obrigatoriamente, por uma submissão incondicional aos seus valores.</p>
<p style="text-align: left;">O fim da guerra de 1945 marca o início da <span style="color: #ff6600;"><strong>idade mídia</strong></span> (o termo é meu), em que os veículos de comunicação crescem, abrem seu capital, se tornam propriedade de empresários e passam a reproduzir seus ideais. Para se opor a eles, jornais &#8220;de esquerda&#8221; defendem e são custeados por ditaduras militares. Não consigo imaginar melhor exemplo de uma idade das trevas, ainda mais se levarmos em consideração as variadas ameaças nucleares.</p>
<p style="text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Alberto" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/78/GuerrilleroHeroico.jpg/244px-GuerrilleroHeroico.jpg" alt="Betinho" width="162" height="222" />A <span style="color: #ff6600;"><strong>alta idade mídia</strong></span> era bastante maniqueísta: você era uma coisa ou outra, sem meio-termo. Combinar pedaços? Impensável. Para reforçar cada lado de uma questão, várias &#8220;personalidades&#8221;, de executivos a atores, serviam de modelo de comportamento. Os &#8220;astros&#8221; e &#8220;profissionais de sucesso&#8221; eram os novos Faraós.</p>
<p style="text-align: left;">Só que a liberdade promove inquietações. Por mais variados que fossem os modelos de comportamento, eles não eram muito mais abrangentes ou sofisticados do que os propostos pelos vilarejos culturais de antigamente. Expostos à possibilidade de conviver com a diversidade, as pessoas passaram a querer cada vez mais. O Punk, como retratei no post anterior, foi só uma das formas de contestação. Se eu posso determinar meu próprio estilo, por que me negam acesso aos meios de comunicação?</p>
<p style="text-align: left;">Mmmm&#8230; perguntinha difícil. Ela deu origem à <strong><span style="color: #ff6600;">baixa idade mídia</span></strong>, em que o glamour da indústria do espetáculo dá lugar à decadência dos espetáculos de realidade. Neles, são chamados de &#8220;celebridades&#8221; uns sujeitinhos desestruturados e inseguros, que não fizeram nada de célebre para celebrar.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1512 aligncenter" title="cd-superpop" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/11/cd-super-pop-luciana-gimenez.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: left;">A economia do prestígio transfere o poder das tais celebridades para pessoas comuns que tenham adquirido credibilidade pelo conjunto da obra. É um trabalho de formiguinha, inglório, em que fórmulas mágicas simplesmente não acontecem. Seu roteiro é tão previsível que chega a ser piegas, com valores que lembram um filme do Tom Hanks. Ou a campanha do Obama.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jjXyqcx-mYY&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/jjXyqcx-mYY&amp;hl=en&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
</p>
<p style="text-align: left;">Existe, no entanto, uma enorme diferença entre a economia do prestígio e o ideal clássico de ascensão social. No novo ambiente, todos os temas são importantes, desde que elaborados com afinco. O valor da obra só depende de sua coerência, consistência e profundidade. Um tutorial de legislação é tão importante quanto uma coletânea de textos humorísticos. Cada leitor preza o que achar mais adequado conforme a ocasião. Não tem nada de errado nisso, muito pelo contrário.</p>
<p style="text-align: left;">Como já disse antes, o errado está na busca pelo absoluto.</p>
<p style="text-align: left;">Se a sociedade contemporânea parece para você muito mais bagunçada e confusa do que este texto tenha sugerido, é porque ainda estamos a caminho. Por mais que pareça corriqueira, a economia da atenção não é fácil de controlar. A descentralização da informação gera um número tão grande de variáveis que administrá-las é quase uma arte. É um processo que toma tempo, demanda estrutura e dá um baita trabalho.</p>
<p style="text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Chet" src="http://i2.iofferphoto.com/img/item/389/352/31/o_chet3.jpg" alt="Chet" width="211" height="281" />Por isso, se você acha o conteúdo gerado pelas mídias sociais ainda ruim demais, amador demais ou imaturo demais para ser levado a sério, você tem razão. Em parte e por enquanto. De certa forma, isso não é ruim. Significa que ainda há espaço para entrar e fazer a diferença. Seria muito pior se você quisesse ser trompetista de Jazz, pois teria que competir com Chet Baker ou Miles Davis.</p>
<p style="text-align: left;">Na verdade, as mídias sociais não são ruins. Elas são, em sua maioria, amadoras, em seu melhor sentido. Como este blog, amam o que fazem e buscam, através de seu trabalho, contribuir para mudar o mundo. São diletantes não por fazerem pouco, mas por acharem delicioso o que fazem.</p>
<p style="text-align: left;">Não consigo pensar em nada mais meritório do que isso.</p>
<p style="text-align: left;">Esta série acaba aqui. Agora você segue por conta própria. Ou não.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Porque a mídia deve se preocupar, parte III</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 21:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[Naturalmente surge a questão: &#8220;mas a Internet não é só mais uma mídia, por mais poderosa que pareça? Como tal, não estaria sujeita à máquina da publicidade? Será que todo esse debate não estaria terminado quando se descobrisse a forma certa de se anunciar em ambientes online?&#8221; Fica difícil contestar um argumento tão aberto, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Naturalmente surge a questão: &#8220;mas a Internet não é só mais uma  mídia, por mais poderosa que pareça? Como tal, não estaria sujeita  à máquina da publicidade? Será que todo esse debate não estaria terminado quando se descobrisse a forma <span style="color: #ff6600;">certa</span> de se anunciar em  ambientes online?&#8221;</p>
<p><a href="http://journals.tdl.org/jodi/article/view/jodi-37/38" target="_blank"><img class="alignnone size-medium wp-image-1473" style="margin: 10px; float: left;" title="blindness" src="http://www.luli.com.br/admin/wp-content/uploads/2008/11/blindness.jpg" alt="blindness" /></a>Fica difícil contestar um argumento tão aberto, até porque  ninguém descobriu ainda as maneiras &#8220;certas&#8221; de se viver em  sociedade, de explorar os recursos do planeta, de combater a dor e o  sofrimento etc etc etc. Há algo de fascista na busca pelo absoluto, mas aí já se mudou de assunto.</p>
<p>Vale, então, examinar o que se entende por propaganda na Internet. Pra começar, o que passa pela cabeça de 150% da pessoas: banners. Por mais que sempre haja um ou dois que acreditem em sua eficácia, a tendência atual é acreditar que eles foram feitos apenas para serem vistos, não clicados.</p>
<p>Seriam, assim, uma ação de branding. Sem dúvida. Para a concorrência.</p>
<p>Taí um argumento com a  profundidade de uma folha de papel. E que ainda peca pelo fato de nem  mesmo ser inédito. Já se falou em poluição visual como imagem de marca até para defender os Outdoors. Em São Paulo eles se foram e, pelo que eu saiba, ninguém parece ter se importado.</p>
<p>Mas banners não são Outdoors. Eles não estão com essa bola toda. Na verdade eles são tão irrelevantes que ninguém chega a lembrar que existam. Você clicou em algum neste século? Foi por engano, não foi?</p>
<p>Na mesma categoria de poluição invisível que não comunica estão os ícones que teimam em habitar as margens superiores de muitos aplicativos. Responda rápido, sem colar: quantos botões tem a barra de navegação do Firefox? Do Word? Há quanto tempo você não clica em um deles?</p>
<p>Em comunicação isso se chama &#8220;paisagem, mas deveria se chamar &#8220;inseto&#8221;. Dos que nem picam. Como o apêndice no intestino, eles nada mais são do que relíquias arqueológicas de um tempo em que era preciso imitar as teclas para mostrar uma ação possível. O mesmo vale para o cursor e sua transformação em dedinho toda  vez que se passa o mouse sobre um link. Há quanto tempo você não  repara nisso? Se deixasse de existir, faria diferença?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.newscientist.com/blog/technology/labels/internet.html" target="_blank"><img title="pop-ups" src="http://www.newscientist.com/blog/technology/uploaded_images/ads-720184.jpg" alt="pop-ups" width="450" height="354" /></a><br />
Lembrei dos pop-ups.<br />
Já se acreditou que eles eram mídia. Tsk.</p>
<p>Outra ação comum de (des)comunicação na Internet são os sites promocionais, também chamados de &#8220;Hot Sites&#8221;. Não sei o que essas pequenas ações temporárias têm de &#8220;quente&#8221;, principalmente se levarmos em conta que a maioria dos publicitários que os coloca no ar esquece de removê-los depois, no melhor estilo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Space_debris" target="_blank">NASA</a>. Mesmo os sites de empresas, que hoje em dia são tão caros e empregam 99% dos designers e desenvolvedores, são visitados por quem? Em que periodicidade, com que motivo?</p>
<p>É claro que eles servem para identificar a empresa, seu telefone e até um eventual nome de funcionário, mas não seja ingênuo: eles não influenciam a decisão de compra de ninguém. Essas decisões são tomadas via Flickr, Twitter, Google, blogs, fóruns. Do jeito que são hoje, a maioria dos sites são catálogos estéreis. Isso quando não são feitos em Flash ou coisa pior e se tornam inacessíveis para os iPhones e Blackberries presos no trânsito das cidades.<img style="margin: 10px; float: left;" title="Internet is Full" src="http://www.tc.umn.edu/~cab/pics/cb721.jpg" alt="Internet is full" width="243" height="246" /></p>
<p>Se pretendem ter uma mínima idéia do que trata o século XXI, as empresas precisam compreender que não adianta falar para quem não está interessado em ouvir. Não há dúvidas que a Internet é um meio comercial. O problema (para as agências) é que ela é controlada pelo consumidor. Ou seja, é uma arena de compra, não de venda.</p>
<p>O problema não está nas mensagens comerciais, mas em suas práticas. Enganar o consumidor, interromper sua experiência, berrar para chamar a sua atenção são atitudes que não funcionam mais, além de serem extremamente irritantes. Em um cenário de comunicação interativa, social e de intercâmbio, valem as mesmas regras de conduta de qualquer outro ambiente coletivo. Quem se destaca não o faz por pentelhar os outros, mas por se mostrar interessante e atrair os outros naturalmente. Parece regra de sedução? É.</p>
<p>Minha suspeita é que não se encontrou o formato ideal de propaganda online por um motivo bem mais simples: ele não existe. Por mais que algumas agências &#8220;ishpiertas&#8221; teimem em inventar novas formas de dilapidar marcas e iludir consumidores com bobagens feito posts pagos ou personas falsas nos Orkuts, o fato é que o público geral foi tão explorado que se tornou pragmático. Ninguém mais &#8220;surfa&#8221; ou &#8220;zapeia&#8221; no ambiente digital hoje em dia. Apressado, o homem digital acessa, busca, lê (na diagonal), tecla, clica e sai o mais rápido possível. Qualquer coisa que o interrompa nesse processo será irritante. E, naturalmente, odiada. Nesses termos, a conta da publicidade online simplesmente não fecha.</p>
<p><a href="http://www.montypythonsspamalot.com/" target="_blank"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Spamalot" src="http://stephshimko.files.wordpress.com/2008/06/spamalot.jpg" alt="Spamalot" width="232" height="236" /></a>Mas como se tornar interessante? Certamente não é mandar <a href="http://www.locamail.com.br/assinaturas/locamail_marketing.asp?utm_campaign=EmailMarketing&amp;utm_source=Google+AdWords+LW&amp;utm_medium=link&amp;utm_term=mail+marketing&amp;gclid=CJi7nJj_7ZYCFQECGgodtHPOqw" target="_blank">SPAM</a> ou partir para qualquer prática escusa, mas compartilhar com honestidade a informação que se tem. Qualquer empresa &#8211; qualquer, qualquer empresa &#8211; tem acesso a muita informação de alta qualidade para seus consumidores. É essa informação, que em períodos pré-Internet, era guardada a sete chaves e hoje pode ser encontrada em uma rápida busca na Wikipedia, que deve ser compartilhada.</p>
<p>Não tem nada de bonzinho, comunitário ou comunista nisso, muito pelo contrário. A era da escassez da informação acabou e é preciso aproveitar as novas oportunidades. Todo mundo sabe que tem muito lixo na Internet, que muitas informações são desatualizadas, imprecisas ou claramente erradas. Isso não é uma má notícia. É sinal que o terreno continua virgem para qualquer empresa que faça uma coisinha qualquer para melhorar o caos.</p>
<p>A <a href="http://www.culturainglesasp.com.br/homepage.mmp" target="_blank">Cultura Inglesa de São Paulo</a>, por exemplo, colocou um link meia-boca para três grandes dicionários de inglês online &#8211; <a href="http://dictionary.cambridge.org/results.asp" target="_blank">Cambridge</a>, <a href="http://www.oup.com/oald-bin/web_getald7index1a.pl" target="_blank">Oxford</a>, <a href="http://www.ldoceonline.com/dictionary/" target="_blank">Longman</a>. Só isso. Virou case de sucesso. Quem quiser concorrer com ela não deve patrocinar um link do Google, bobagem que só vai desviar o usuário da sua rota e o irritá-lo -  mas fazer melhor. Um blog para explicar os erros de inglês mais comuns? Um podcast para ensinar inglês básico? Um curso online para iniciantes? São tantas as possibilidades que nem sei por onde começar. Nenhuma delas afasta os consumidores. Além de serem simpáticas, essas ações mostram a importância do produto comercializado e chamam a atenção para ele. É <strong><span style="color: #ff6600;">comunicação orientada a valor</span></strong>, uma prática que pode ser reproduzida em qualquer indústria.</p>
<p>Quem fala da <a href="http://www.kk.org/thetechnium/archives/2008/09/where_attention.php" target="_blank">economia da atenção</a> hoje em dia não se refere a fazer escândalos ou baixarias para ver se consegue alguma visibilidade, mas em criar relevância e ser íntegro. Em agradecer ao consumidor por ter se interessado em você e nos produtos que vende, e retribuir essa gentileza da melhor forma possível.</p>
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		<title>Porque a mídia deve se preocupar, parte II</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 02:22:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Radfahrer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[Por mais que berre, esperneie e faça escândalo a velha mídia e todos os representantes de uma indústria baseada em escassez de informação, é fato consumado que o conteúdo está cada vez mais pulverizado, abundante e distribuído. Se você ainda tem dificuldade em “comprar” esse argumento, pense na forma com que veio a saber dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="estad" src="http://queroterumblog.com/wp-content/uploads/2007/08/fredao.jpg" alt="estad" width="229" height="215" />Por mais que berre, esperneie e faça escândalo a velha mídia e todos os representantes de uma indústria baseada em escassez de informação, é fato consumado que o conteúdo está cada vez mais pulverizado, abundante e distribuído.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Se você ainda tem dificuldade em “comprar” esse argumento, pense na forma com que veio a saber dos fatos mais relevantes das últimas semanas: a crise financeira mundial, a eleição do prefeito de sua cidade, o resultado do futebol, da Fórmula 1 ou até mesmo um crime passional qualquer. Antigamente – há uns dez anos, mais ou menos – dizia-se a respeito de uma notícia que ela tinha sido “lida na Veja” ou “vista na Globo”. Hoje em dia ninguém mais diz onde viu algo ou até mesmo se sabe quem disse alguma coisa. Essas informações simplesmente não são mais relevantes. A informação é tanta e tão abundante que o veículo não tem mais importância. A não ser, é claro, nos casos em que for autor da informação.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">O aumento da entropia da mídia é inevitável, e isso acontece por uma razão muito simples: ele é resultado de uma maior liberdade de expressão. Os mais apressados poderiam chegar à falsa conclusão que estamos em uma época de informação mais democrática. Mmmm&#8230; mais ou menos. Por um lado é inegável que o acesso à informação é muito mais fácil e direto, mas não se pode esquecer que a democracia não é sinônimo absoluto de liberdade. Ela também implica em um confronto de idéias em que um lado sai vencedor e o outro precisará aprender com a derrota.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><img title="algore" src="http://weblogs.newsday.com/news/local/longisland/politics/blog/al-Gore.jpg" alt="Algore" width="400" height="311" /></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Al Gore é um excelente exemplo do aprendizado proporcionado pela democracia. Depois de perder uma eleição que teve alguns aspectos dignos de republiqueta bananífera, ele teria todo o direito de ficar de chorumelas. Pois ficou? Nada disso. Reconheceu a queda, não desanimou, levantou, sacodiu a poeira, abraçou a causa do aquecimento global e deu a volta por cima. Mesmo se a causa não fosse nobre ele já estaria de parabéns. Já seu oponente&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">O mundo democrático permite que velhas estruturas que já foram donas do poder um dia voltem eventualmente a sê-lo. Quer melhor exemplo disso que um PFL em suas diversas encarnações? Já a migração das estruturas de poder é parte de um processo evolutivo muito mais intenso &#8211; e que, em si, não tem nada de novo. Da mesma forma que a crise financeira e o estouro da “bolha” pontocom, ela é só um efeito de demandas sociais muito mais poderosas do que poderia imaginar.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">O Punk e seus descendentes não &#8220;inventaram&#8221; nada, só deram voz a pessoas que se sentiam esmagadas pelas velhas estruturas de mídia ainda mais repressoras do que as que encaramos hoje. Ele é, na minha opinião, é um dos movimentos culturais mais libertários. Ao propor que qualquer pessoa poderia tocar ou cantar como que quisesse, vestir o que quisesse, onde quisesse e editar a revista que quisesse com máquina de escrever, tesoura e xerox, eles abriram caminho para a editoração eletrônica &#8211; e subseqüentemente, para a Blogosfera. Claro que a turminha produzida pelo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Malcolm_McLaren" target="_blank">Malcolm McLaren</a> não tinha a menor intenção de promover uma revolução na mídia (nem, naturalmente, poder algum para fazê-lo). Eles apenas pegaram carona em um movimento social poderoso.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><a href="http://www.flickr.com/photos/laraz/2070462169/"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Amenhotep" src="http://farm3.static.flickr.com/2263/2070462169_409c71c71c_m_d.jpg" alt="Amenhotep" width="160" height="240" /></a>A história da <span style="text-decoration: line-through;">democrat</span> popularização das fontes de informação não começou com a Internet (nem vai parar por aqui, para desespeiro de alguns ex-blogueiros que viram casaca feito os porcos gordos da Revolução dos Bichos). Ela é muito, muito longa. No começo do que podemos chamar de civilização organizada, toda a informação, orientação e código de conduta tinham uma só fonte e origem: o monarca governante, descendente direto da divindade e considerado fonte suprema de sabedoria.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Tirânicos ou pacíficos, esclarecidos ou belicosos, bonzinhos ou malvadões, pelo menos uma coisa todos eles tinham em comum: sua palavra era a lei. Naquela época, a simples idéia de se separar religião de Estado seria considerada uma heresia de causar horror.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">E no entanto essa crença inquebrável, como é comum com todas as crenças inquebráveis, acabou sendo confrontada e se quebrou. As forças de fé se separaram das forças políticas, e mesmo com os termos da separação sendo quase promíscuos de tão amigáveis, chegou uma hora em que os interesses das duas partes entraram em conflito.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">(Imagino o tamanho do escândalo que essa divisão deveria significar para o povaréu da época. O indivisível tinha se partido em dois, e os dois trocavam acusações com uma virulência de fazer inveja a pais mal-divorciados. Pois eles mal sabiam que essa seria só a primeira de uma série de divisões em cascata, em que cada nova etapa implicaria em uma perda ainda maior de poder.)</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Luther46c.jpg#file" target="_blank"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Lutero" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/61/Luther46c.jpg" alt="Lutero" width="237" height="257" /></a>Anos mais tarde a Igreja se partiria em várias formas de fé, cada uma com igual dose de razão em sua versão dos mundo e seus motivos. Antes que a Monarquia pudesse dar risada da perda de poder de sua ex-companheira, eta também teve de ceder e passou a dividir residência com os três poderes da República. A fonte de informação, que era uma só (o governante, representante direto da divindade), se multiplicou. O que no princípio causou uma baita confusão, em pouco tempo se mostrou mais esclarecedor: quanto mais portadores a verdade tivesse, mais sincera e poderosa ela seria. A lei do mercado aplicada à teoria da informação, nada mal.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Mas a evolução, por definição, é um processo contínuo, e não pdoeria parar por ali. No melhor dos espíritos democráticos surge a indústria da comunicação, e por um tempinho todos se sentiram representados. A publicidade quase conseguiu pegar carona nessa onda, mas seus excessos a transformaram em uma forma alternativa de entretenimento. Na segunda metade do século passado as coisas pareciam ter sossegado.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Daí surgiu a Internet, essa intrometida.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><a href="http://personalpages.manchester.ac.uk/staff/m.dodge/cybergeography/atlas/" target="_blank"><img class="aligncenter" title="ARPANet" src="http://personalpages.manchester.ac.uk/staff/m.dodge/cybergeography/atlas/arpanet2.gif" alt="Rascunho da Internet" width="400" height="525" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Nos tempos atuais, a abundância de conteúdo faz com que ninguém mais precise dar ouvidos a algum dos (ainda) grandes órgãos de imprensa se não quiser. O Google, a Wikipedia e a Blogosfera tornaram-se recursos (por que não dizer, <span style="color: #ff6600;"><strong>patrimônios</strong></span>) de uso recorrente tão preciosos que dá trabalho imaginar um mundo sem eles. Quem quiser mensurar seu impacto é só imaginar um mundo sem esses serviços. Pense em todas as dúvidas que você encaminha diariamente para o oráculo da Internet. Para quem você as encaminharia há dez anos?</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Delphi" target="_blank"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Delfos" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/bd/Pythia1.jpg/200px-Pythia1.jpg" alt="Oráculo de Delfos" width="200" height="174" /></a>A resposta não poderia ser mais simples: as perguntas simplesmente não eram feitas e pronto. Todo mundo carregava por aí um belo punhado de incertezas como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Esquisito, naquela época, seria imaginar o contrário, pensar em alguém que pudesse ter ao alcance da mão respostas para praticamente todas as dúvidas da humanidade. Tudo bem, já ouve épocas em que se acreditava ser ruim tomar mais do que um banho por mês.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">A popularização da informação a banaliza (sem segredos fica difícil preservar privilégios) e indica uma mudança considerável na forma com que se vê o mundo. Pode parecer um exagero, mas não é. Veja a crise econômica que se avizinha, por exemplo. Ela pode não ser nada mais do que a falência decretada de um modelo de se transacionar bens e conteúdos baseado em informações privilegiadas, lobbies e conchavos.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">O mercado de ações, futuros e derivativos é um mercado de especulação. Em última instância, é um mercado de informação, expectativa e confiança.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><a href="http://www.flickr.com/photos/miskan/18891666/" target="_blank"><img title="bolsa" src="http://farm1.static.flickr.com/15/18891666_bec7613e3d_d.jpg" alt="bolsa" width="500" height="333" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Pensando nisso fica curioso notar que a crise coincide com uma epidemia de empreendedorismo sem precedentes. Mais curioso ainda fica perceber que enquanto um segmento da economia (aquele ligado às grandes corporações e macro estruturas) se desfaz enquanto outro (o das pequenas cooperativas, idéias inovadoras, aproveitamento sensato de recursos e conexões inesperadas) prospera maravilhosamente. Curiosíssimo quando se identifica que a parte que vai bem é exatamente aquela que contraria o mandamento Nizanesco e investe, sem medo nem piedade, no novo.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Será preciso ser irremediavelmente otimista para imaginar que estamos às portas de uma mudança radical na sociedade como a conhecemos? A cada diz fazem menos sentido aquelas empresas gigantescas, com mais de cem pessoas só no departamento de RH. Pense bem: como pode dar certo uma estrutura que ostenta mais de 100 profissionais empenhados somente na árdua tarefa de&#8230;administrar os outros? Tem algo errado aí.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="432" height="285" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="id" value="VE_Player" /><param name="align" value="middle" /><param name="FlashVars" value="bgColor=FFFFFF&amp;file=http://static.videoegg.com/ted/movies/ClayShirky_2005G-embed_high.flv&amp;autoPlay=false&amp;fullscreenURL=http://static.videoegg.com/ted/flash/fullscreen.html&amp;forcePlay=false&amp;logo=&amp;allowFullscreen=true" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /><param name="scale" value="noscale" /><param name="wmode" value="window" /><param name="src" value="http://static.videoegg.com/ted2/flash/loader.swf" /><embed id="VE_Player" type="application/x-shockwave-flash" width="432" height="285" src="http://static.videoegg.com/ted2/flash/loader.swf" wmode="window" scale="noscale" bgcolor="#FFFFFF" allowscriptaccess="always" quality="high" flashvars="bgColor=FFFFFF&amp;file=http://static.videoegg.com/ted/movies/ClayShirky_2005G-embed_high.flv&amp;autoPlay=false&amp;fullscreenURL=http://static.videoegg.com/ted/flash/fullscreen.html&amp;forcePlay=false&amp;logo=&amp;allowFullscreen=true" align="middle"></embed></object>
</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"><img style="margin: 10px; float: left;" title="Sapato caramelo" src="http://www.fattostampa.com.br/boasnoticias/imagens_blog/23_04_07_filhobeckham" alt="Pobre criança" width="200" height="233" />Se para você as grandes empresas parecem uma máquina de Governo inchada, lerda e ineficiente, você não está paranóico (ou estamos todos). O Império que já foi do Estado, da Igreja, da Monarquia e da República agora é das grandes empresas e de sua máquina de comunicação e publicidade. Na década de 40 era chique trabalhar para o poder público. Na de 80, ser executivo de uma multinacional. Hoje o funcionário público precisa de um enorme esforço para provar que é íntegro &#8211; e sabe que o faz apesar do Estado. O tiozinho de terno azul e sapato caramelo (com cinto combinando) pode não saber, mas segue o mesmo caminho.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Vivemos hoje uma época de transição. O poder migra hoje das empresas para as pessoas. Tenho várias considerações sobre essa metamorfose, mas o texto já está longo demais. Continuo no próximo post.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;">Antes que você o leia, recomendo que dê uma olhada na excelente apresentação do meu amigo Cris Dias baseada <a href="http://craphound.com/down/download.php" target="_blank">neste livro do Cory Doctorow</a>. Se quiser, dê também uma olhada <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/10/30/todos-podem-ser-um-crisdias/" target="_blank">neste artigo</a> que a analisa.</p>
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<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=whuffienotes-1225078718742098-8&amp;stripped_title=whufe-pagerank-e-as-novas-moedas-para-um-mundo-sem-morte-nem-escassez-presentation" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=whuffienotes-1225078718742098-8&amp;stripped_title=whufe-pagerank-e-as-novas-moedas-para-um-mundo-sem-morte-nem-escassez-presentation" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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