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Projac. Todas as estruturas não são o que parecem. Ou vice-versa.
A convite do genial Manoel Fernandes, fui parar no Rio e visitei o PROJAC da TV Globo. Aquilo é impressionante, um verdadeiro País das Maravilhas, mas isso é outra história. Não fui lá para ver os enormes cenários ou caçar autógrafos de alguma aspirante a atriz-modelo-manicure, mas para assistir a uma palestra do Henry Jenkins, autor do livro “Cultura da Convergência”.
Lembrou um strip-tease? Sua mente é menos suja do que você imagina.
Por motivos que não vêm ao caso para o conteúdo editorial deste blog, me caiu na mão um iPad. Deu pra testar um bocado, ainda mais quando por coincidência (ou olho gordo, vai saber ;-) meu lépitópi começou a fazer um barulho pior do que ventoinha de Scania e tive que levá-lo para a manutenção. Como peças de reposição de produtos Apple costumam ser um pouco mais raras que cabeça de bacalhau e enterro de anão – e como eu, feito qualquer um, não tenho um desquitópi – o aipodão teve que quebrar o galho geral. Não foi fácil, nem mesmo com um teclato brutúfe emprestado (OK, OK, vou parar de ser mala com esses termos aportuguesados, não tenho paciência para ser purista).
A minha primeira impressão sobre o iPod Touch do Hagrid, confesso, não era lá muito lisonjeira. Para mim ele não era muito mais do que um Aipodão. Pesado demais, brilhante demais, frágil demais, limitado quando comparado a um netbook, desconfortável e pesado perto de um Kindle, aquilo para mim estava mais para um potencial do que para uma evolução.
Depois de duas semanas com ele, minha opinião mudou bastante. Ainda não acredito que seja uma máquina pronta ou perfeita – e ainda acho que é cara demais. Mas confesso que fiquei espantado com algumas de suas funcionalidades. Não vou torrar o seu tempo com elogios ao (enorme) tempo de bateria, à qualidade dos vídeos (que ainda é uma porcaria em 3G, mas é bem boa em wi-fi, ainda mais se você andar com um sachê de Vidrex e um paninho no bolso), nem mesmo dos efeitos de uma tela que emite luz na leitura de e-books (por mais que se possa reduzir drasticamente o brilho, ela ainda é bastante incômoda, sem contar que o próprio brilho do vidro e o peso do bichinho não ajudam).
Sempre quis usar esse GIF semvergs.
É minha elegia à falta de noção na web.
Caros/as,
Vocês já devem ter notado que meus posts, antes quase semanais, tinham se tornado bissextos. Não é por falta de tempo ou excesso de ocupações, mas por uma insatisfação geral com o formato Blog. Continuo fã da ferramenta, mas acho que ela não serve muito para mim, porque conteúdos bons acabam ficando soterrados pelo tempo. Se são muito populares, como estes de maio, junho e agosto de 2007, ou mesmo este de maio de 2009, eles ainda ganham uma sobrevida. Mas o resto desaparece.
Por isso estou repensando este blog – que não desaparecerá, mas certamente será reformulado. Enquanto isso os posts entrarão a um ritmo mais lento. Sugestões serão muito bem-vindas. Vamos transformar essa área de comentários em uma verdadeira arena de discussão.
Muito obrigado pela compreensão.
L.
Por uma série de coincidências, me caiu um iPad na mão. Por favor, não fique com inveja. Antes de tê-lo, eu não compraria um, pelo menos em sua versão 0.0, pesado demais (nas mãos e no bolso de quem o compra). Mesmo agora que tenho um deles em mãos, minha opinião não mudou. Minha avó já me dizia para nunca comprar um produto da Apple em sua primeira versão, porque eles são caros e bugados. Quem acredita que este é o custo da inovação, que pague a conta.
Eu costumo passar.
Mas é claro que não recusaria um. E agora que um iPod Touch do Hagrid me caiu na mão, confesso que o considero uma maquininha bem interessante, embora não seja, por si só, uma revolução.
De uma coisa, no entanto, não tenho dúvidas: ele – e principalmente o sistema em que está envolvido, que vai dos leitores de feeds de RSS à ansiedade de inovação - vai propiciar uma cadeia de mudanças naquilo que conhecemos hoje por produção de conteúdo impresso. Como já disse ainda no século passado, em meu livro DWD:2, “São muito esquisitos os tais tempos modernos, as coisas estão acontecendo tão rápido que nos fazem ficar perdidos e sem reação diante da novidade”.

Não repare, mas acho que tem alguém te seguindo.
Terça-feira às 7:15 da manhã e estou perto do Conjunto Nacional tomando um café. Enquanto espero um amigo para uma reunião, checo no Foursquare se há algo interessante por perto. Dicas de estranhos me levam a um lugar bacana que não passaria pela minha cabeça. Meu primeiro check-in do dia em um local inédito me rende uns 6 pontos e me garante a 12ª posição no ranking dos meus amigos. Ao considerar que a classificação é semanal e começou ontem – e que o GPS do iPhone é bem coxinha e só funciona quando bem entende – não é nada mau.