TENDÊNCIA Nº 2: AUTISMO DIGITAL.
Tão longe, tão perto.
Interrompemos a nossa programação para falar um pouquinho da Campus Party, aquela que deveria ser a megafesta nerd, cada vez mais popular. É a terceira vez que vou no evento – que, se não me engano, está em sua terceira edição. Em 2008, ainda no pavilhão da Bienal, a coisa era ainda meio underground, até obscura. Chegava a ser divertido pensar que ela acontecia no mesmo espaço que, uma ou duas semanas antes, tinha acontecido o São Paulo Fashion Week – a princípio, os dois eventos não poderiam ser mais distintos. No ano passado sobraram pautas engraçadinhas que acharam suuuuper criativo levar um nerd ao SPFW e uma modelo à Campus.
Os dois eventos, no entanto, têm muito em comum. O SPFW, como a Mostra de Cinema de SP, o Festival Comida di Buteco e muitos outros, também teve suas origens alternativas, em uma época que as galerias e os bares da Rua Augusta eram muito mais perigosos do que exóticos ou moderninhos. Com o tempo, sua popularidade entre um público entusiasta e especializado acabou por atrair a ganância das marcas, que, na falta de boas propostas de apoio a seus públicos, lançaram mão de um bom maço de notas para se encostar no prestígio conquistado a duras penas por seus fundadores. É o bom e velho efeito rêmora: é mais fácil se encostar em quem tem o que dizer do que arriscar desagradar alguém com uma tomada de posição.
Patrocinadores da Mostra de Cinema:
quase não sobra espaço para o conteúdo.
O problema é que não existe nada que seja sinônimo de desapego ou apoio (ou até mesmo “boas intenções”) quando se trata de jovens profissionais engomadinhos dos departamentos de Marketâng das grandes firmas ou de seus amiguinhos publicitários. O dinheiro de “apoio” a um evento vai normalmente condicionado a alguma censura, propaganda velada ou clara interrupção do conteúdo para a divulgação de suas tão inseguras marcas. O resultado é que as áreas públicas de eventos como o SPFW se transformam em showrooms de fanfarronices e ostentações de fazer inveja a Dubai (ou ao Shopping Cidade Jardim, que é sua amostra grátis na cidade).
Mas será que isso é realmente necessário? E que vende mais carros?
Um curso de direção defensiva ou táxis-conceito para baladeiros manguaços não seria mais bacana? Sei lá.

O povo gosta de luxo, mesmo que artificial. Pão e circo neles, ué.
Nada disso, afinal, seria incômodo. Quem vive em grandes cidades já aprendeu a ignorar as marcas e seus apelos publicitários com a mesma desenvoltura com que se desapega do cheiro do rio, do trânsito enfurecido e dos ambulantes nos sinais. Quem discorda que liste 10 ações comerciais de que se lembra ter visto no ano passado. Só 10. E olha que, segundo alguns consultores, você é sujeito a um enorme bombardeio de mensagens diárias.
O problema dessas intervenções e da crescente “popularização” do evento (entre aspas porque ser freqüentado por muitos não é garantia de ser acessível) é que ele perde o foco. Com a Campus Party isso aconteceu em impressionantes três edições. A Mostra de Cinema segue quase invicta há mais de três décadas, alguma coisa tinha de estar errada.
Bons tempos? Médio. Os banheiros eram sofríveis e o lugar não tinha infra.
Não me entenda mal: não sou daqueles saudosistas que sentem falta de máquina de escrever ou de Itamambuca com estrada de terra. Minha queixa à “mornice” da Campus Party não está relacionada aos “bons tempos” em que ela acontecia no Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera, por mais que o lugar fosse bacana, mas a seu propósito. Na época, achei bem interessante e divertido o que vi por ali: os blogs estavam recém-saídos da briga com o Estadão e tanto Casemods quanto Massivos Multiplayer eram palavras muito pouco conhecidas. A conexão era boa, mas estava longe de ser o centro das atenções. O tempo todo, nerds e geeks (ainda existe diferença?) de todas as tribos se encontravam, sentavam uns nas mesas dos outros, perguntavam, explicavam… intercambiavam informações, enfim. Se a função do evento era de trocar experiências e informações, ela estava pra lá de cumprida.
Faltavam algumas coisas, é claro. Escrevi em um post na época em que ressaltava faltar integração entre quem produzia informação e as firmas que a patrocinariam. O que mais tinha me chamado a atenção era a ausência de profissionais de empresas, que poderiam levar adiante algumas das idéias sensacionais que via por ali. Levei essa preocupação adiante e, com a ajuda dos feras do iMasters, fizemos naquele mesmo ano o #FF, que vem, desde então, realizando sua função de levar inovadores para o centro das atenções.
Pois é, cuidado com o que você deseja. Muitas empresas viram na Campus Party não uma fonte de inovação e idéias, mas um nicho de mercado virgem, esperando para ser explorado. Foram para lá e, no melhor estilo Júlio César, tomaram posse. Em pesquisas de mercado, fizeram aquilo que causa ojeriza a inovadores no mundo todo: foram perguntar aos campuseiros o que eles queriam. Essa é uma prática muito mais fácil do que analisar o público e seus hábitos e propor algo realmente novo a ele. Ela é segura e não tem contra-indicação. Vai que, ao inovar, se faz algo como um Rolly, bonitinho mas não aceito fora do Japão? É o contrário do que faz a Apple mas, como diria um gerente de produto do Zune, a Apple também erra.
A massa quer conexão? Pois sejamos magnânimos e ofereçamos conexão às massas! Deve ter pensado algum gênio da estratégia. O problema é que, com uma conexão tão rápida, os processos (e os downloads de conteúdo) passavam a ser muito mais rápidos e drenavam toda a atenção de seus usuários – que, sem perceber, iam até aquele galpão da Imigrantes para continuar a fazer o que faziam em casa.

f o t o : F á b i o P a z z i n i
Alô? Tem alguém me ouvindo ou vocês estão todos no Facebook?
Seria cômico, se não fosse trágico. Mal cheguei lá e percebi que havia algo de “errado” com o clima. As coisas estavam mornas demais. Todo mundo meio quieto, sentado, quase nenhuma conversa no ambiente. Estranho. Levei alguns amigos para passear e conversar por lá. Com eles, dei várias voltas pelo espaço, abordando pessoas de vários grupos e perguntando a eles se sentiam o mesmo. Pra minha surpresa, a maioria das queixas dizia respeito ao fato do evento estar grande demais, cheio demais, pop demais, comercial demais. Até pode ser incômodo, mas não era – não poderia ser – o cerne do problema.
O que me incomodou por lá foi o autismo forçado e auto-imposto pelos mesmos usuários de uma rede que tanto conecta quanto isola. Se você sai de Fortaleza para ir à Campus Party, como fez o Antino Silva, que conheci por lá, vai gastar cerca de R$ 2.500 entre passagem, inscrição e hospedagem (se não quiser dormir por lá). Não é pouco dinheiro, já que vários netbooks e – sim, o iPod Touch do Hagrid – custam menos do que isso. Esse dinheiro é gasto para quê? Para acessar a rede? Bom, ele paga mais do que um ano de conexão de banda bem larga em qualquer lugar, será que não valia mais a pena?
Não desejo o fim da Campus Party nem sua volta aos “velhos tempos”, mas sua reformulação para que ela volte a ser um evento de encontros, trocas e networking. Talvez seja necessário fazer alguns blackouts de banda de uns bons 90 minutos, de vez em quando. Sem ter o que fazer, talvez as pessoas voltem a conversar. E voltaremos a ter a interação de 2008, agora com mais gente e idéias.
Daí só faltarão firmas com boas intenções, mas isso ainda é pedir demais.





Irmão, concordo parcialmente com você!
Também sou totalmente a favor de uma apagão na Campus Party… mas graças a Jah, consegui estabelecer conexões offline maravilhosas aqui este ano…
Parabéns pela reflexão… disse muito que eu estava pensando em dizer!
Abração
Gabriel
Não fui ao Campus Party mas vejo sempre esta mesma cena.
Uma ideía original boa que aparece, vem os grandes patrocinadores, transformam as pessoas em ´target´, sugam toda a essencia da ideia e depois vão embora, para a próxima vítima. Coisa de parasita.
Luli,
Concordo plenamente! A CP 2010 está muito chata, as pessoas não conversam, não trocam informações e o barulho está muito pior do que em 2009, fica bem complicado para acompanhar as palestras Fora a quantidade de promotoras distribuindo panfletos e a imprensa incomodando a todo instante. Sou super a favor do apagão !
=)
Ana Barbieri
Radfahrer, isso me lembra um caso que meu pai contou da empresa dele: disse que um dia, quando o tempo estava meio ruim, cabou a energia. Todos ficaram loucos, se perguntando “Que vamos fazer?”. Meu pai fechou o laptop e disse “Cara, vai pra casa.”
É mais ou menos o que acontece na Campus: as pessoas estão aprisionadas à uma belíssima conexão, para fazer downloads e completar suas séries prediletas. Ainda há muitas mentes criativas, sem dúvida, e também não tenho dúvidas de que a Campus Party é um evento muito, mas muito legal mesmo.
Talvez seja muita viagem, mas seria muito bom para a Campus Party se fosse um evento com cara de Fórum Social Mundial ao invés de Fórum Econômico Mundial.
=)
Muito obrigado a todos pelos comentários. Rodrigo, acho que o evento tem tudo para ser bom, mas peca por ser fraco justamente por deixar de proporcionar a troca daquilo que as pessoas têm de melhor: suas idéias e projetos malucos para mudar o mundo – muitos dos quais não darão certo, mas de cujas partes várias idéias boas podem ser geradas.
Por isso ele seria, na minha opinião, muito melhor se fosse menos tolerante com o download desenfreado de conteúdo ilegal e mais forte no incentivo à troca. Caso contrário mude o nome para DownloadParty ou PirateParty, que é mais honesto – já que as coisas baixadas têm muito pouco de campus nelas.
Alexandre, acho que a Campus Party não está para nenhum dos Fóruns. Ela ainda é uma massa de modelar, à procura de um formato definido. E acredito que esse formato tenda a ser muito mais neutro, como tudo que existe na rede.
blá. me pergunto qual o objetivo de tudo isso?
aposto que não havia nenhum carro voador na CP, muito muito muito menos uma proposta revolucionaria pra educação das nossas crianças… e então? como ficar impressionado com gadjets que são uma versão aperfeiçoada do atari, e além do mais ja estávamos esperando toda essa evolução a 30 anos… certo?
eventos de conexões virtuais são sim frustrantes, e muito diferente de um evento gastronômico com absoluta certeza. mas identico ao SPFW! 1000% fútil, superficial.
cada vez que desenvolvo um site (sim, sou desenvolvedor) penso: “como isso pode ajudar alguem? como isso pode valer meu esforço? será que uma criança será alimentada se eu fizer muitos sites?”… bom, pelo menos eu, minha esposa e meu filho nos alimentamos.. mas e ai? vale o esforço? eu salvei o mundo? ha ha
perda de tempo. apenas lazer egoísta. promoção de marcas de empresas de refrigerante. Se fosse algo díficil e de valor real, seria desconhecido e impopular, assim como varios eventos que existem pelo brasil e pelo mundo. O popular é banal e fácil. por isso dá desgosto. é fraco, medíocre.
peço desculpa aos geeks e nerds e top models pelos comentários acima. me tragam um carro voador que funcione com energia solar e seja feito de material sustentável, ou uma proposta revolucionária de educação que ensine constituição e direitos, ai sim eu tiro meu chapéu.
Luli, não creio que concorde com o que eu disse, mas acho muito relevante seus argumentos.
Se as pessoas estão conversando pouco de onde vem tanto barulho ensurdecedor/enlouquecedor que ‘agita’ o evento?
Não concordo com você, Bernardo. Acredito que boa parte das inovações surgem das conexões inesperadas, normalmente forçadas pelas trocas sociais. Essa é, para mim, a vantagem que elas têm para as redes sociais digitais: como não se pode ignorar nem selecionar o próximo, a troca de opiniões se torna muito mais rica, pois pontos que nunca foram pensados ou expressos nas câmaras de eco que compõem a maioria dos grupos digitais podem ser colocados em prática. É assim que as idéias nascem, elas nunca vêm prontas, normalmente surgem como subprodutos da discussão entre pessoas.
Acredito que eventos como este sejam super importantes. Eles não vão inventar carros voadores nem alimentar crianças, mas podem sugerir novas idéias e iniciar novos debates que terminem por gerar novos produtos e serviços, talvez mais úteis que carros voadores e que alimentem muitas crianças.
A troca é sempre válida; sua forma precisa ser discutida. Aliás, Osvaldo, discussão não é sinônimo de barulho senão um estádio de futebol seria um grande berçário de idéias. O ‘agito’ do evento pode ser creditado a uma acústica ruim e a vários outros fatores que não invalidam meus argumentos, talvez até os reforcem.
Luli,
As pessoas precisam ser guiadas, elas são como gado. Veja por exemplo as filas estúpidas de gente se aglomerando pra ser o primeiro a comprar um iPad ou algum MacProduto. Falta tema nesses eventos.
Boa Luli.
Concordo com você.
Estava até chamando a Cparty de “Coluna Social da Web Brasileira”. Estive lá em 2008 e pelo que ouvi, li e percebi neste ano o cenário foi mais exploratório que emancipatório.
Pois é cara, infelizmente o Campus Party não cumpriu com a função esperada. Foi a primeira vez emq ue fui ao evento e esperava muito mais.
Consegui escrever um projeto de site no CP Labs, no Campuseiros Apresentam. Na minha opinião, esta era a área mais interessante de todo o encontro. Haviam 30 projetos, muitos deles inovadores e surpreendentes e infelizmente às apresentações não foram dadas as honras necessárias. Muito pouca gente assistindo (atribuo isto tb em parte da organização do envento que pecou em manter o BLOG atualizado e fazer uma certa “propaganda” da área que funcionava fora da área fechada da feira.
Na verdade, acredito que o que tem que mudar não é a CP, mas na verdade a mentalidade daqueles que a frequentam. Cruzei com um Sr. que estava ali para contratar 5 programadores de PHP para a sua empresa… Em 3 dias de encontro, ele conseguiu 4 currículos e nenhums deles era da cidade em que ele precisava (interior de São Paulo)e ele estava super frustrado, porque sabia que havia mais pessoas talentosas e dispostas a trabalhar ali, mas eles estavam tão ocupados em baixar jogos, filmes e outras coisas que se esqueceram de compartilhar conhecimento e fazer o chamado network. Uma pena, pois acredito que muitas oportunidades foram perdidas. Espero que nas próximas edições, tanto os campuseiros quanto a organização possam estar mais alinhados na veradeira finalidade deste tipo de encontro: expandir a mentalidade, os contatos, as amizades e principalmente, encontrar soluções, fazer novas parceirias e desenvolver novos e ricos projetos.
Um abraço grande e um pouco triste por não ter tido a oportunidade de bater um papo contigo ao vivo. MAs fica pra próxima!
Bruno Viana
Eu concordo e discordo. Durante o dia a Campus Party é uma coisa, durante a noite é outra completamente diferente. Basta aparecer com umas cervejas no estacionamento pra curtir um lual improvisado, uma galera que foi ali pra ver gente, pra encontrar gente, pra produzir conteúdo ao invés de discutir sobre… São duas Campus Party distintas, ao meu ver. Agora, pra melhorar durante o dia eu tenho a solução: mais do que 15 minutos de intervalo entre os painéis, porque o conteúdo fica todo embananado na cabeça com toda a rapidez das coisas…
E te convido pra conhecer a Campus Party pós meia noite no estacionamento ano que vem. Leve cervejas.
como eu sempre digo, você tem de saber dosar, eu fui a Campus Party e fiz os 2: tive meus momentos downloads, momentos oficinas e palestras, momento conhecer pessoas novas, conhecer pessoalmente aqueles que eu só conhecia atraves da internet, momento rever amigos que não via há tempos, momento tietagem, momento rock’n roll (yeah!) e fazendo tudo isso tive só 3 horas de sono por noite …
É verdade que parte do público vai lá para fazer o que poderia fazer em casa, mas não é verdade que não houve contatos. Eu mesmo acabei conhecendo muitas pessoas e fiz networkig para a minha empresa. Além disso, parte do contato era on-line, via twitter, MSN e Orkut, então vc não ouviria tantas conversas no ar…
Luli, isso que vc observou na CP tb já deve ter observado em outros eventos, npe não?
O que eu percebo é que as pessoas se empolgam (admito q já aconteceu comigo) com aquele ambiente criado pelas marcas, pela presença da mídia e se sentem quase que na obrigação de contar o que estão fazendo para o mundo, mesmo que ninguém queira ouvir, e ficam postando no Twitter, alterando a mensagem no MSN, criando posts nos seus blogs e esquecem de conversar com quem está ali ao lado e prestar atenção de verdade no que está sendo apresentado/debatido, ao contrário disso ficam atrás da frase de impacto que está no PPT para poder copiar e postar no Twitter, sem nem refletir sobre o que está acontecendo à sua volta.
Compartilhar experiências e conteúdos é super válido, ajuda aqueles que estão fora a se iterar e absorver um pouco do que está rolando, mas ficar contando para os outros a velocidade da conexão e qtos episódios faltam baixar para completar a temporada do seriado predileto é puro desperdício de bytes.
Olá Luli, gostaria de pedir que você colocasse o crédito da foto logo abaixo da mesma. Eu vi que está com o link para a minha página do Flickr, mas isso apenas não é suficiente para identificar o autor. Todas as fotos que faço da Campus Party são justamente para compartilhar com blogueiros que comentam o evento, mas deve constar o crédito: (foto: Fábio Pazzini). A minha foto é a última do post, a da palestra.
Quanto à interação entre as pessoas, concordo. Algo mudou do ano passado (primeira vez que fui) pra cá, que eu não soube interpretar. Mas tive a sensação de que falei com menos gente, troquei menos idéias.
[]s Fábio.
Uau, estou espantado com a qualidade (e quantidade) da participação.
Vamos lá: Anderson, “gado” é um termo forte demais e não veja a relação entre freqüentadores da CP e compradores da AppleStore, mas concordo com você que algumas atividades guiadas não fariam mal e ajudariam o público a se orientar em busca de coisas interessantes a fazer. Bruno, não se pode esperar que 6000 pessoas mudem de mentalidade sem que a estrutura do evento dê uma forcinha, né? Como fazer dieta trabalhando na Amor aos Pedaços, fica difícil.
Kakah, não duvido que essas conversas tenham acontecido e sido ótimas, mas acho que a ênfase na banda e na velocidade da conexão acabaram desviando a atenção do objetivo principal de encontros como estes, que é a da troca. Essas reuniões em torno de cervejas deveriam ser o principal do evento, não resistências marginais.
Danilo e João Daniel, se o evento fosse estruturado para favorecer os contatos e conexões talvez vocês conseguissem mais informações e networking com menos esforço. É da natureza do público da CP trocar idéias, é uma pena que o foco errado desvie muita gente do motivo que os levou ao evento.
Capucci, já tinha visto isso em outros eventos, cursos e até em salas de aula, o que é bem chocante. O que me mais espantou foi que exatamente o que a CP tinha de mais poderoso em sua infra-estrutura era exatamente o que desviava as pessoas da interação.
Em resumo: continuo a achar a iniciativa de eventos como a CP extremamente válida, mas acho que é preciso acertar o foco para que as boas intenções não se percam em nome de infra-estrutura. Sempre vale lembrar que R$1000 bem gastos com um professor valem mais do que qualquer laptop de US$100.
Ah! já ia me esquecendo. Se é tão importante para você, Fabio, vou editar o post, embora achasse que o link para a página do Flickr fosse suficiente. Malaê.
Quem está aqui é idealista e é claro que seria maravilhoso se a cparty tivesse um tom mais comunitário ou até ativista. A organização pode até tentar favorecer isso (algo que talvez não tenha feito bem esse ano), mas o fato é que humanos, como qualquer outro animal, deseja ter prazer e é isso que buscam na cparty. Basta olhar a hashtag no Twitter para ver que que ele, o prazer, é o núcleo da festa.
Uns podem achar isso péssimo, outros, como eu, acham que é assim que são construídas sociedades: ao se reunir por prazer ou para obter entretenimento as pessoas remixam suas consciências sem perceber e vão construindo novos paradigmas.
Dá para notar que adorei a cparty, certo?
Passei cerca de 50h lá, umas 3h apenas conectado. Assisti apenas 3 palestras. Vou a cparty para conversar com pessoas.
O que vi foi muita troca sim, mas dentro de cada tribo. O pessoal de games conversava sobre games e a vida, o pessoal de modding falava sobre gabinetes e a vida, também o pessoal de Linux (mais ativista) falava de Linux e das armações contra o conhecimento livre e, finalmente, o pessoal de robótica falava de robótica e de… robótica ;) brincadeira, eles também falavam da vida, do universo e tudo mais. Ah! E sobre cerveja, tequila, vodca etc também
Estou a dias pensando no meu post e cá está ele saindo em um comentário…
Bem, eu concordo que pode haver mais interação e que isso pode ser contruído pela organização, mas jamais conduzindo o espírito dos campuseiros.
Poderia ser feita uma gincana onde cada tribo teria que buscar frases com as outras tribos e montar uma história com elas ou coisa parecida.
Seja como for acredito que basta juntar pessoas para elas produzirem mudanças. Depois vou tentar resumir tudo que vi, acho que vou gastar alguns posts para isso hahaha!
A vida como ela é!
O primeiro encontro é choque! Amor, paixão, idéias e todo aquele sonho se realizando.
Depois de um tempo, o idealismo amoroso dar lugar ao comum, porque alguma das partes, senão as duas, perdeu o tesão e a busca pela novidade não é possível naquele mesmo corpo.
Depois de um tempo vira apenas obrigação. Aqueles que permanecem a chama acesa são pura exceção.
O Campus party no começo era um lugar cheio de apaixonados precisando achar e disseminar seu amor, um ambiente perfeito para conexão. Pessoas que estavam a tempo em busca do seu par, que somente era encontrado em salas de chat.
Com o tempo, a vida comum, aquela que aceitamos sem criticar, toma conta, as marcas chegam e oferecem grana. GRANA! Aí você se vê obrigado a fazer o comum, contudo sempre achando que está sendo inovador.
Só existe um caminho de volta: a ruptura!
Como O SPFW, o Campus Party daqui alguns anos será a passarela dos gadgets e NERDS ensinando não NERDS a faturar com meio digital. Ou ao contrário, os não NERDS pagando caro para vender suas idéias ao NERDS, que não podem ver uma tela piscando que são facilmente comprados…
É isso ai, tem que ter peito para manter um idéia, caso contrário, acabarão todos como Che guevara, defendendo idéias debaixo da terra, ou , sozinhos em seus quartos atrás dos seus computadores de $ 4.000,00.
Qual o seu preço?
Abraços e Valeu Luli!
A Campus Party é um centro de alienação, nerds e geeks reunidos para falar sempre da mesma coisa, é falar das inovações ou novidades, falar de tudo que está no presente, ou nem isso, o Brasil é um país muito atrasado, focam os holofortes na meia dúzia de criadores e saem andando por aí dizendo que somos criativos, que é isso e aquilo.
Não são os patrocinadores ou a propaganda os principais culpados de tudo isso, quem gera conteúdo somos nós mesmos, se esse foi um dos motivos, abram as portas para a alienação.
“Muitas empresas viram na Campus Party não uma fonte de inovação e idéias, mas um nicho de mercado virgem, esperando para ser explorado.”
Cadê os jovens pensantes e visionários, o Brasil precisa mais disso, no Japão quando acontece “festa” nerd, o que mais vemos são inovações e criações, onde as pessoas vão discutir e falar sobre o futuro, porque não fazer da Campus Party um festa para atrair patrocinadores para o seu projeto, para ajudar a desenvolver novas tecnologias, etc.
Olá Luli,
Primeiramente gostaria de dizer que já acompanho seus blogs desde o post “não acreditem em banners” lá em 2007 mas nunca comentei os posts antes. Gosto muito da sua visão das coisas e quando eu crescer quero ser como você!
Questionamentos são importantes até para termos diferentes visões dos pontos colocados e gostaria até de sugerir que você criasse uma área de grupos de discussão dentro do seu site.
Enfim, sobre o tema do post acima, sei que muitos patrocínios sugerem uma restrição ou “censura” mas você não concorda que muitos deles (diria que a grande maioria) não sairia do papel se não fossem os apoiadores, então acaba ficando naquela “não é o ideal, mas está bem próximo”. Não seria muito xiita pensar que as obras patrocinadas seriam muito melhores sem os patrocinadores? Ou que até mesmo elas sobreviveriam sem eles?
Acredito que o que falte seja a falta de objetivo central destas coisas.
Trabalho em um veículo que viabiliza muitos conteúdos especializados para os leitores através de patrocínio, em uma relação em que todos ganham, o cliente patrocina e aparece bem perante os usuários que por sua vez tem um conteúdo de seu interesse, o qual nós enquanto veículo pesquisamos e não teríamos condições financeiras de disponibilizá-lo. Não sei se ainda tem uma forma de fazer isso, por enquanto. Acho mais interessante que as empresas patrocinem coisas como a que citei acima do que simplesmente comprem publicidade, pois além de ter uma maior lembrança de marca, nos ajuda a disponibilizar um conteúdo que nós gostaríamos de publicar.
Não estou discordando, apenas é a minha opinião. Não foi eu quem criou as regras, ainda estou pensando um jeito de melhorá-las mas não acabar com o jogo e levar a bola embora.
Adorei seu post sobre a Campus Party 2010.
Relatou tudo o que senti, ou melhor, não senti na Campus Party esse ano.
A falta de interação física das pessoas é completamente absurda.
O único tipo de “conversa” não levando em consideração os meios digitais, podem ser resumidos num grito totalmente irritante, o tal “Ohhhhhh”, mas parecido com a maneira em que as tribos indígenas se localizavam antigamente.
Concordo que será necessária uma grande reformulação para as próximas edições.
Grande abraço.
ei Luli
procuraste na hora/dia errados. na noite do dia 28 rolou o debate sobre “gambiologia” (relatei aqui: http://desvio.weblab.tk/blog/debate-gambiologia-na-campus-party ). mas sim, pesou o fato de que esse ano algumas áreas foram excluídas e outras tiveram o orçamento cortado (_menor_ que no ano passado). pior ainda, nem a conexão estava prestando muito dessa vez.
abs,
efeefe
Que me perdoem uma boa parte dos comentaristas reclamões, mas vocês senhores são um bando de VELHOS. Primeiro porque reclamaram de tudo que achei mais divertido e que até sinto saudade nessa “festa”. (Uau, esqueceram que o nome do evento sempre teve PARTY). A discussão nos comentários foi mais para publicidade vs. inovação, ou patrocínio vs. idealizadores, ou conexão vs. contato físico. Tenham dó, senhores.
Eu adoro os textos do Luli, com certeza, mas dessa vez vou discordar em grande parte. Acredito que houve sim momentos de autismo digital, mas também houve muito networking, contato e interação offline. Me desculpe dizer, mas sempre vimos nas fotos de todos os eventos apenas caras coladas nas telas, mas esse é, sempre foi e sempre será o retrato do universo geek. A grande diferença é que lá podemos interagir em doses homeopáticas…. sim, bem homeopáticas. Ou vocês esperavam que dalí todo mundo desligasse os computadores, arracassem as roupas, cantassem kumbaya e descobrissem a cura para o câncer (ou pra a Microsoft, façam suas escolhas)? Menos, né?
Gostaria de saber se alguém aqui esteve acampado lá e frequentando o evento das 21 as 09 horas. Sim, porque existiam 2 eventos. O da noite/madrugada e o da manhã/tarde.
Pela manhã e tarde eram panfleteiros, imprensa, paineis frenéticos com 15 minutos de intervalo (discussão que hora???), funcionários de empresas que eram FORÇADOS a cobrir o evento, praticamente batendo ponto, só porque era um dos maiores eventos do gênero na américa latina, além de outras macaquices da organização.
Ao bater da meia-noite tinhamos pessoas totalmente despudoradas de qualquer sentimento de “frescura”. Programadores grudados na telinha, pessoas construindo maravilhas robóticas as 4 da madrugada, casmodding fantástico passo-a-passo, campeonato de rock band, uma psytrance, luau e 1 jam session inclusive com um trumpetista muito habilidoso ao meu ver, além de bebedeira no estacionamento e muita discussão sobre o que havia rolado durante o dia.
Discordo do Luli, pois não era um movimento marginalizado, só não era “oficial”. Era extremamente off the record, mas muito presente e gritante.
De madrugada conheci 4 dos 5 amigos que pretendo levar por muito tempo desse evento. Isso peneirado de dezenas e dezenas de pessoas com quem pude conversar e trocar experiências.
Saí com idéias para um novo blog, 1 podcast e contato para voltar em São Paulo daqui pouco mais de 1 mês, com direito a estadia e o que for necessário.
Tenham dó quem não soube fazer networking, ou puxar conversa, ou aprender, ou fazer amigos, ou se divertir, ou apreciar os gritos tribais madrugada adentro, porque eu já tive meus 20 anos e sei como era divertido isso. Sei reconhecer que ainda é para muita gente e na verdade sinto falta desse movimento jovem agora enquanto escrevo as 3 da madruga. Sinto falta da Party tanto quanto do Campus matinal/vespertino
Por favor, revejam seus conceitos sobre campus, sobre party e sobre nerdice tecnológica.
Grato
Nunca fui a CP. Não fisicamente. Apenas acompanhei as edições pelas mídias sociais, blogs e, porque não, pelos portais. Também assisto algumas paletras pela CP TV e pelo canal do Youtube. Apesar disso – de não ir na CP – sempre converso com amigos – da área ou não – sobre o que achei interessante. De certa forma, sempre há um debate.
Certamente, estar presente na CP proporciona muitas oportunidades de contato com pessoas interessantes, idéias inovadoras, etc. Porém, é preciso que haja foco, tema, linha. Algumas pessoas comentaram sobre isso e eu concordo com elas. E concordo com o Luli também. Não adianta promover um evento para reunir muita gente envolvendo muitas empresas interessadas apenas em levar vantagem com isso e não beneficiar, não somar, compartilhar. Também não é negócio atrair muita gente por causa da “festa”, só da festa – festa do download. Gente que vai lá para estar presente, fisicamente, mas não participar. Estar lá para aproveitar a super banda larga.
Definitivamente, fisicamente ou não, o que importa é que as pessoas que participam da CP tenham atitude e postura positiva. Estejam voltados a aprender e ensinar – trocar. Essa deve ser a mentalidade do público e das empresas que participam do evento.
Sem isso, com certeza, a CP não vale a pena.
Caros/as,
acredito que estejamos nos desviando para um erro de percepção. Gostaria que alguns de vocês que postaram os últimos comentários – e muitos dos que compartilham das mesmas opiniões – relessem o post para perceber o que foi, efetivamente, dito.
Roney, não duvido que você tenha adorado a Campus Party, mas temo um pouco por suas generalizações excessivas sobre o humano e a construção de sociedades. Em nenhum momento eu disse (e se por acaso deixei a entender, peço desculpas desde já) que não haviam interações na Campus Party, mas que elas eram poucas e menos intensas do que seria esperado em um tipo de evento como este.
A interação entre pessoas interessadas e inteligentes é natural – e tanto a tecnologia quanto a organização do evento deveriam fomentá-las, não servir de obstáculo. Um ou outro firewall aqui ou ali (não sou contra o cara baixar o conteúdo que quiser, contanto que o faça, como no consumo de pornografia, em casa); uma ou outra atividade de integração melhor organizada e sim, um ou outro blackout de rede tornariam todas as interações que vocês viram mais comuns, mais populares, mais intensas. Vejo pelos comentários de muitos dos que se deram bem ou adoraram o evento que tiveram que fazer alguma força para interagir. O que proponho é que a interação seja mais natural e fluida, para que pessoas como você tenham experiências ainda melhores.
Daniel e Marcelo, não sou saudosista nem acredito que “os bons tempos se foram sem volta”. Acho que a CP cresceu, merece os parabéns, tem um grande mérito nesse crescimento, mas precisa tomar cuidado para não perder seu foco. Ela hoje é importante e não precisa se prostituir. Pode e deve aceitar patrocínios, mas não a qualquer custo. O TED, que todos amamos citar, e o Trip Transformadores, que eu prefiro, são bons exemplos de eventos comerciais com participação comercial, mas sem abusos. O que deve ser feito é promover mais e mais e mais debates. Conversas. Exposições. Trocas de idéias. Daí o “espírito original” de eventos anteriores à CP retornará, reforçado.
Raíssa, não me entenda mal: eu não tenho NADA de comunista. Mas acho que é preciso reprimir um certo abuso. As marcas estão acostumadas a fazer o que bem entendem desde que esfreguem um maço de notas debaixo do nariz de um pobre idealista – bobagem perpetuada por uma raça gananciosa de ratos publicitários. Por isso cabe aos organizadores perceberem que, se não impuserem limites, porão a perder aquilo que têm de mais rico. Daí sim, será tarde demais. É o que eu sempre digo: quem dá valor demais para o dinheiro um dia bate de frente com quem não liga para ele. É por isso que eu gosto tanto do iMasters e de seus eventos.
efeefe, pois é, é isso que me irrita. Não acho que deveria ser necessário “procurar” pelas coisas legais, elas deveriam estar presentes o tempo todo. Imagine como seriam ricas as 50 horas do Roney se elas tivessem mais conteúdo, mais troca, mais interação, mais novidade.
Fernando, você está TÃO errado que eu nem sei por onde começar. Pra simplificar, vou por tópicos: 1. Reclamar é saudável; 2. Festa não é sinônimo de alienação nem de bundalelê; 3. Inovação sempre foi a bandeira da CP; 4. Publicidade, sempre um mal necessário; 5. A conexão deveria agregar as pessoas, não separa-las; 6. O Autismo se deu por vacilo da organização; 7. Com um pouco mais de organização a festa seria muito melhor; 8. Interações leves acontecem naturalmente no mundo on-line. A função de eventos como este (ou como era, há um tempão, a SIGGRAPH) é a de provocar curto-circuitos, discussões acaloradas e sobrecarga. 9. Não se descobre a cura do câncer nem o carro voador, mas se aproximam as pessoas que, no médio prazo, geram coisas grandes. Quantas pessoas novas você conheceu lá? Quantas conheceu melhor? Pois é disto que o velho caduco aqui está falando, carrinha. 10. O que aconteceu de madrugada seria mais intenso e o que aconteceu de manhã, mais rico se a organização não vacilasse. Veja o que eu disse para o efeefe. O resto do seu comentário é repetição, por isso não preciso voltar a respondê-los.
Por favor reveja sua idéia de inovação (e de festa, para esses propósitos). O que você defende é uma nova forma de segregação, em que se faça um evento “público” prós otários enquanto os “iniciados” trocam piscadelas e apertos de mão secretos. Isso nunca deu certo.
Bruno, é exatamente de reações como a sua que eu tenho medo: gente boa e bem-intencionada que desiste de ir ao evento ao perceber que encontrará mais do mesmo – e que, portanto, acha melhor ficar em casa. Espero que a CP evolua a ponto de trazer gente séria para o evento. E deixe quem está a fim de baixar filmes e séries ou de fazer sociedades secretas em casa.
Será melhor para todos.
Como eu disse no meu comentário, fiz sim vários contatos e amigos e a organização cometeu seus deslizes, não nego, mas o evento é feito também individualemnte. Acredito que algumas criticas são saudáveis, mas reclamações em grande parte nos comentários, são picuinhas de pessoas que não conseguiram aproveitar o evento e as possibilidades. E se festa para você não inclui nem um pouco de “bundalelê”… é, então acho que prefiro frequentar uns ambientes mais “animados”. Não começo a imaginar onde posso ter pregado alienação acima da discussão saudável dos tópicos apresentados, apenas não acho que festa e debate tenham que se anular como notei em alguns comentários acima, mas nisso não é direcionado especificamente a seu texto. Mas com certeza uma “festa” que almeja, entre outras coisas, reunião e discussão de idéias para promover inovação, é sempre bom ter um certo nível de animação também, discorda?
Mas, fica uma pergunta que me veio ao ler algumas de suas respostas. A interação forçada através de firewall, blackouts e etc é mais fluida e natural ou não seria apenas imposta e considerada “contra-tempo” pela maioria dos presentes? Será que o erro foi só da organização ou é também um problema cultural?
nunca participei da CP, mas percebi alguns aspectos do texto em algumas pessoas da caravana da minha universidade (moro no MT), quando chegaram perguntei para algumas o que teve de legal do evento, nenhuma disse nada sobre a troca de informação com outros participantes.
Notei que as respostas foram praticamente as mesmas sobre a conexão boa, os stands e blá blá blá mas nada sobre interação com pessoas, acho que um evento que reune tantos participantes como a CP deve investir na troca de experiências e oferecer mais que o esperado para surpreender de verdade.
Estou bem atrasadão neste post aqui, afinal CPartyBR já passou faz tempo, mas não resisti em comentar aqui que senti a mesma estranheza que você definiu muito bem: autismo digital.
Passei dois dias lá e eu via o pessoal com aqueles mais de 3.000 pcs e notebooks ligados enquanto a feira de exposição lá fora “pegava fogo”, palestras nas diversas áreas do evento (inovação, robótica, criatividade, áudiovideo, web, games…).
Aí eu me perguntava: pra que diabos essa galera está aqui no evento? Só pra dizer que participou, que foi campuseiro! (???)
O que consegui definir é que é mais ou menos assim: a cpartybr foi um momento diferente na vida de muitos nerds do Brasil em que eles mudaram o seu quarto de lugar (do cantinho da sua casa para um galpão enorme com milhares de pessoas) por uma semana. Pronto, estão eles e seus pcs, não precisam de nada mais.