
2009 foi o ano do “ao vivo”. Depois de séculos de ditadura dos discursos, a sociedade do espetáculo chega ao extremo de mandar Foucault e sua sociedade do controle pro brejo ao proclamar que todos tinham o direito a muito mais do que os ridículos 15 minutos de fama: chegou a hora de qualquer um se tornar veículo. A compulsão emissora foi tamanha que parecia que as coisas só aconteciam se fossem tuitadas. Incluindo as mais tristes.
Mesmo que tecnologias como YouTube, UStream, updates do Facebook e, é claro, o Twitter já existissem há algum tempo, foi neste ano que eles ganharam popularidade e foram adotadas por praticamente todo mundo. Dentre todas elas, nenhuma foi tão popular – por sua facilidade e praticidade – como o Twitter, adotado por praticamente todo mundo. Da Sandy ao Governador José Serra, da Capricho à FIAT, todos tuitavam. Mas relações são construídas aos poucos, e com treino. Figuras públicas de porte, como Xuxa e o senador Aloízio Mercadante aprenderam na marra que certas coisas não se tuíta e mesmo neocelebridades tiveram que aprender a se comportar. Pois é, dura a vida sem a mediação dos assessores de imprensa.

Tudo isso me lembra da história do Rubens Ricúpero, o pioneiro em perder emprego pelo Twitter por falar o que não deve na hora mais imprópria.
O assunto rende, como se poderia esperar, muito pano para manga. Mas a correria para entregar tudo antes de fechar a porteira do Brasil teve que empurrar, mais uma vez, meu especial de fim de ano para o começo do ano que vem. Para não me despedir de vocês de mãos vazias, deixo aqui uma retrospectiva capenga, à revista Veja, de 200 das frases mais relevantes que tuitei nesses meus quase 30 meses de experiência com a ferramenta. Ao olhar meus mais de 3500 tweets, percebi que meu “estilo” (se é que isso existe aqui) foi se aprimorando com o tempo. É natural, o mesmo aconteceu com este blog.
Minha intenção era manter essa lista em ordem cronológica, mas percebi que era preciosismo. Então deixei em alfabética. Divirtam-se.
Bom Natal, Chanucá, Reis e Iemanjá. Volto antes das calorias da ceia se irem.
- 2010 promete. Mas antes preciso fazer 2009 cumprir.
- A China cresce desse jeito porque com um filho por casal, lá ninguém tem sobrinho.
- A definição porteña de “pajero” é tão adequada para os motoristas deste tipo de veículo que me pergunto se a escolha foi acidental.
- A diferença entre um sindicato e a Microsoft é que o primeiro esperneia e você finge não ouvir e com o segundo acontece o contrário.
- A estréia de Harry Potter marca o sepultamento definitivo do moonwalk e sua substituição pelo quidditch.
- A experiência de um indivíduo é medida pelas vezes em que se cala, mesmo – e principalmente – se tiver pensado em algo importante a dizer.
- A forma seguia a função. Hoje ela segue o conteúdo e o contexto.
- A Internet parece a troposfera: muita coisa lançada por lá depois do seu uso permanece abandonada, à deriva.
- A Juliette Binoche é dois anos mais velha que eu. Gostaria de acreditar que as mulheres francesas não envelhecem, mas prefiro crer em .psd.
- A montadora que colocar air bags do lado de fora de seus veículos fará uma fortuna entre certas categorias de motoristas.
- A personalidade e criatividade tem que estar nas suas idéias, não no seu escritório ou nas suas roupas.
- A principal diferença entre uma consultoria e uma agência é que a primeira não entrega e a segunda não presta contas.
- A questão não é mais “onde” a empresa está na Internet, mas “quando”. A maioria das grandes não chegou a 2002.
- A Vinte e Cinco de Março parece um quadro do Hyeronimus Bosch. Em close-up.
- Admiro as pessoas com superávit de atenção.
- Adoro piadas infames. Piadas boas perdem seu valor rapidamente. Já rickrolling…
- Aeroportos são Rodoviárias sem cheiro de diesel. Mas com mais filas.
- Agora entendi porque deadlines têm esse nome.
- Ahhhh… A vida é melhor com Dorflex ™
- Alguns motoboys bem que poderiam trabalhar como acrobatas do Cirque du Soleil.
- Alguns sistemas de correção ortográfica fazem seus usuários parecerem ainda mais analfabetos.
- Alô firmas obtusas: os celulares são as novas máquinas de acessar redes sociais – não adianta mais tentar bloqueá-las nos computadores.
- Amigos followers: se eu tuitar algo estranho do tipo “comi bem” ou “estou bem agasalhado”, não reparem. Minha mãe passou a me seguir.
- Antigamente rugas eram sinais de experiência. Hoje são riscos em um ipod. Não espanta a demanda por Botox.
- Aquele que plagia porque todos plagiam é como quem rouba porque todos roubam ou trai porque todos traem: imbecil e bovino.
- Às vezes a verdade dói muito mais em quem a diz do que em quem a escuta.
- Até logo, tenha um bom dia. Foi um prazer monologar com o senhor.
- Blogs são veículos de influência. Por isso precisam dos valores do Jornalismo: ética, isenção, neutralidade. Jornalistas são dispensáveis.
- Branca de Neve educa meninas para o fato de só haver dois tipos de homem, anões e príncipes encantados, em proporção de 7:1.
- Cada vez que eu almoço em um lugar recheado de gente com crachá no pescoço eu me questiono sobre a eficácia da lei Áurea.
- Cada vez que passo perto por uma ponte fico dividido entre o medo de deixar cair o celular e a vontade de arremessá-lo.
- Cara que te foleia só pra te criticar não é seguidor nem amigo: é polícia.
- Carro pequeno é que nem cachorro pequeno: lindinho pros seus donos e pras mocinhas, irritante pra todo o resto.
- Certas listas de e-mails parecem servir para me lembrar do porque não sigo listas de e-mails.
- Certas pessoas deveriam ler Reich antes que o fracasso subisse-lhes à cabeça.
- Certos cadastros de fornecedores de empresas devem ter se inspirado em formulários de imigração.
- Chegou a hora do seu cliente fechar da semana e planejar a semana que vem. Se eu fosse você, tirava o telefone do gancho.
- Chico Buarque revisitado: “Todo mundo tem/ um PC meio estourado/ só a bailarina que não tem…”
- Cinco dias e uns quebrados pra acabar o ano. Acho que estou entre os quebrados.
- Cliente nunca entende tudo. Quando acha que pegou é porque não entendeu nada.
- Começo a desconfiar que alta baixo-estima é um sinal dos tempos.
- Como eu explico prum gringo que neste 2º semestre teve 4 feriados em 2ª, um em 6ª e que dia 18 o país fecha pra reabrir em Março?
- Como posso respeitá-lo/a, se você rumina feito uma vaca e cheira a tutti-frutti?
- Como sua cliente, que sabe diferenciar off-white de branco, pérola, creme, gelo e cinza, não aprova um layout decente?
- Comprar presentes de dia das mães em shopping desperta seu espírito maternal: você fica ansioso, agoniado e consumista.
- Conheço poucas frases que resumam melhor nossa brasilidade do que “Essa lei é legal, tomara que pegue”.
- Convergência é feito bolsa de mulher: uma para cada ocasião, sempre cheia de coisas. E sempre se esquece algo fundamental
- Cuidado ao dizer que é agnóstico: vão fazer você trabalhar no fim de semana. Melhor ser panteísta e tirar sex, sab e dom.
- Curioso: quem não suporta ter chefe sonha com o dia de montar seu negócio e lá reproduzir a mesma estrutura de vassalagem.
- Cyrano de Bergerac usou um avatar há dois séculos.
- De acordo com a ênfase das notícias e comentários, o trânsito em SP é mais importante que a política, saúde e educação.
- De casa à padaria à pé: 5 quadras, 10 minutos, 12 Corollas, 3 Civics. Todos nas criativas cores cinza, verde, preto e creme.
- Dentro de um carro, nessa chuva, parece que estou em um lava-rápido. Só faltam as escovas.
- “Desculpe a bagunça no meu carro” / “Tudo bem, sei como criança é difícil” / “Mas eu não tenho filhos” / “Ah, perdão”.
- Detesto essas comparações entre o crescimento de net e mobile quando comparadas a outras tecs: mídias são cumulativas, o número é vazio.
- Deve haver alguma relação entre baixo QI e a fala mole e anasalada de algumas mocinhas.
- Difícil decisão: me intoxicar com a comida cara e ruim do aeroporto ou passar fome para me intoxicar com a comida cara e ruim do avião.
- Divertidos aqueles sujeitos que mandam um e-mail perguntando se você recebeu o outro e-mail que eles mandaram. Quais seriam as chances?
- Do jeito que os funcionários da Caixa e do BB tratam seus correntistas, NÓS é que deveríamos fazer greve contra eles.
- É apavorante pensar que muitos professores ainda consideram “corrigir” sinônimo de “avaliar”.
- É implicância minha ou você também está cansado de ouvir falar do case Barack Obama?
- É interessante ver como as velhinhas encaram atividades de ginástica sorrindo, enquanto as mais jovens as fazem bufando.
- Em 2020: “Microsoft? Sei, sei…além de HALO, ouvi dizer que tentaram fazer um ou outro software, mas não deu muito certo.”
- Enquanto você tuíta a Inbox continua a crescer.
- Entediado no trânsito? Conte Corollas. Eles são o novo Monza, fácil encontrar mais de 15 em um trajeto curto.
- Esse Mainardi é sobrinho de quem, mesmo?
- Estou mais cansado que natalício. E acredito não estar só.
- Etimologia: “Magnífico” é algo maior que você. “Formidável” é algo tão intenso que dá medo. “Belo” é sua versão de bolso.
- Eu não quero um chip subcutâneo. Vai que ele vem rodando Vista? Ou pior, Silverlight?
- Eu não sabia que o assunto mais importante do meu país era a dieta.
- Eu presto. Não posso dizer o mesmo de meus pensamentos.
- Eu tinha uma coisa boa pra falar da Microsoft mas esqueci o que era… Ah, lembrei! Deixa, não era da Microsoft, me confundi.
- Existem serviços 3G que deveriam ser chamados de G/3.
- Falam que a nova geração é desfocada e perdida. No entanto ela produz mais que a geração anterior. Qual é a desculpa dos velhos?
- Faltam 4 horas e 28 dias pra acabar o expediente.
- Freud já explicava: o corpo e o outro sempre causaram desespero.
- Fui picado por uma abelha em um restaurante natural. Confesso que esperava uma demonstração de brandlove e brand equity mais amigável.
- Gente que só tem dinheiro costuma se chocar com gente que absolutamente não liga para ele.
- Geração Z é geração ctrl-Z.
- Gosto é sinal de critério. Critério é sinal de cultura. Ela precisa ser desenvolvida e desafiada em quem não a tem. Isso é tarefa sua.
- Homem não tem TPM. Quando se comporta mal é porque é escroto mesmo.
- Identidades digitais e pornografia são experiências pragmáticas. Usadas quando desejadas, descartadas sem compromisso com o outro.
- Ignorância é uma bênção. Pelo menos para futebol, religião, política e 10.000 feeds não lidos.
- Inacreditável que ainda haja tanta gente que leva ópera mais a sério que videogames.
- Inovação no Japão é como Tsunami ou Godzilla: cedo ou tarde chega até você.
- Inteligência é compreensão. Tão simples quanto difícil de praticar.
- Ironia dos self-made (wo)men: se você é o único responsável por seu sucesso, deve ser o único culpado por estar mal?
- Isaac Newton uscambau. Hoje consegui estar em dois lugares e meio ao mesmo tempo.
- Já passei da idade de ter inferno astral.
- Lei de Moore aplicada ao Marketing: a cada 18 meses os diretores são trocados por outros, menores em competência e alcance.
- Mailbox é como barriga: ignorada quando pequena, desesperadora quando escapa do controle.
- Manhãs de domingo são tão deliciosamente tranqüilas que deveriam começar mais tarde, assim mais gente aproveitaria.
- Mas… Se eu fizer esse job na brodagem quem vai pagar o Jack Daniel’s das crianças?
- Me surpreende a incapacidade que as pessoas têm em abrir mão do controle, deixar fluir e compreender o hoje.
- Metrossexual é aquele cara que tem uma necessaire maior que a sua.
- Meu corpo parece estar programado para funcionar no fuso horário da Ilha de Páscoa: deitar às 2 da manhã e acordar às 10.
- “Meu bem, será que eu sou um daqueles artistas neuróticos?” / “Não, amor, você não é artista.”
- Meu humor tem estado ótimo. Deve ser porque minha paciência tem estado curtíssima.
- Minha lista para 2010 é uma de compras.
- Morra, Inbox, morra!
- Muito empresário com plano de dominação global mais me lembra o Cebolinha que o Steve Jobs.
- Muitos livros de “negócios” americanos caem na categoria “300×5”: têm 300 páginas que caberiam em 5.
- Na tarde de sexta, parece que todos os demônios estão em happy-hour.
- Nada mais século XX do que se dizer do século XXI.
- Não acredito em guarda-chuvas.
- Não culpe sua segunda-feira ruim só porque seu fim de semana foi ótimo.
- Não entendo por que tanta gente acha que não responder é sinônimo de responder “não”.
- Não existe trabalho gratuito: você GANHA ou PAGA para trabalhar. Se for a segunda opção, precisa valer muito a pena.
- “Não me leve a mal, mas o que é FAX?!?”
- Não passa dia sem que um mané venha dar uma de migué e me convidar pra falar degrátis num evento fechado, cobrado e desconhecido.
- Não sei como eu consigo dar conta. O pior é que eu sempre dou conta. Deve ser por isso que não aprendo.
- Não sou desapegado; sou Franciscano. Dos meus bens, o que mais valorizo é o conhecimento. E a melhor forma de acumulá-lo é compartilhá-lo.
- Ninguém leva a sério as novas tecnologias até o momento em que não seja mais possível ignorá-las.
- No ambiente digital, a Lei de Murphy vale mais e funciona melhor que a Lei de Moore.
- No futuro, nos lembraremos do Office com o mesmo carinho daqueles que se lembram de cartões perfurados.
- No mundo mágico dos eventos e crachás a linha do decote fica um palmo abaixo (e todos dão uma olhadela).
- No que diz respeito às novas tecnologias, chamar alguém de nostálgico, entusiasta, burocrata ou preguiçoso pode ser sinônimo.
- No que você está pensando exatamente AGORA? Faço a pergunta porque me peguei estranhamente pensando em placas tectônicas.
- No ritmo em que a demanda cresce, daqui a pouco alguém sugere a mudança do dia do trabalho para 24/7.
- Nós Brasileiros temos cultura verbal. Os britânicos têm histórico literal e os holandeses, visual. Faz uma enorme diferença, cada um na sua.
- O bom de quarta ser sexta é que o trabalho de domingo é feito na quinta e o de sábado na sexta, entendeu? Como não?
- O dia em a mulherada tomar anticoncepcional homeopático eu passo a acreditar.
- O futuro é igual ao presente, tirado dele as coisas que não fazem sentido.
- O gênio que inventou música ao vivo em pizzaria não tem família. Ou merece a família que tem.
- O grupo de alunos “geniais” do Centro Acadêmico apresentou uma nova categoria de manifesto: o abaixo não-assinado.
- O melhor exemplo de movimento caótico-browniano que conheço está nas crianças que escapam das mãos de suas mães.
- O mercado digital está empanturrado de jargão. Você sinceramente acha que vai impressionar seu cliente com MAIS UM termo?
- O objetivo de qualquer tecnologia é tornar-se invisível, feito energia, telefonia ou saneamento.
- O playba engomadinho é mais autêntico que o neo-hippie que acha cult ir pra perifa.
- O que as pessoas fazem com 3×4?
- O que se vangloria de sua origem humilde é tão arrogante quanto quem se vangloria de sua origem rica ou estrangeira.
- O TRABALHO é um eterno retweeting. A vida é um eterno follow, com hashtags no caminho e de vez em quando unfollows e blocks.
- O twitter evidencia o lado sarcástico, incisivo, fulminante e sintético da mensagem entredentes.
- O Twitter faz um desserviço à causa das baleias.
- Ontem tive uma reunião em que duas pessoas não paravam de falar. Imagino como seria uma conversa entre bons ouvintes.
- Os comerciais de automóveis passaram a copiar a misoginia dos de perfume.
- Os dados que vêm da China se dividem em duas categorias: os impressionantes e os inacreditáveis.
- Os produtos da Microsoft, se fossem crianças, estariam de castigo, pois bagunçam o ambiente e esquecem o que foi dito há 5 minutos.
- Os que se definem pelo que foram são tão indecisos e inseguros quanto os que se definem pelo que não são.
- Países estrangeiros, como praias, são bons para visitar. Até dá vontade, mas são péssimos para se morar. Exceções reforçam a regra.
- Para a Pfizer, “saúde do homem” e virilidade são sinônimos. E eles fabricam remédio pra câncer.
- Perfume “de verão”, cerveja “americana” e café “carioca”: três sinônimos de “aguado”
- “Perdão pelo atraso, chefe. Peguei o maior trânsito entre meu cobertor e a porta da rua”.
- Perguntar aos leitores o que esperam para a pauta não é colaboração, mas insegurança.
- Placas tectônicas!
- Pestes bubônicas. Peças sinfônicas. Plantas Maçônicas. Praças harmônicas. Pragas das Mônicas. Ai, placas tectônicas.
- Plantas são felizes porque são surdas.
- Pobres dos que confundem ironia fina com arrogância esnobe.
- Por que aqules que trabalham em empresas querem ser consultores e vice-versa?
- Por que as pessoas que A-DO-RAM inovação são as mesmas que ODEIAM que alguém lhes diga que estão erradas?
- Por que bancos acreditam que a espera telefônica, momento que o cliente nutre o mais profundo ódio, é lugar de mídia?!?
- Por que clientes marcam reuniões à 9 da manhã justo naqueles dias que seu carro está no rodízio?
- “Por que nerds se vestem de preto?” Pelos mesmos motivos das mulheres: 10% de informação, 25% de preguiça e 65% pra esconder a barriga.
- Por que o brasileiro é tão diferente do português e tão parecido com o italiano?
- Por que todo estudante de comunicação precisa gostar de músicas com mais que o dobro de sua idade?
- Praga: sempre que você for trabalhar em uma cafeteria vai aparecer um mané falando alto pra burro na mesa do lado.
- Quando dizem “alinhamento internacional” querem dizer “uma porcaria de propaganda, não importa a língua”.
- Quando você acha que nada mais pode te acontecer, alguém perto emite um “#@<«\f£¥€RRRRÉLLOUMMMOTTOO!”.
- Quando você parou de dar importância à política? À religião? Foi quando a informação se pulverizou?
- Quanto mais chique a recepção, pior o porteiro.
- Que mal fiz eu aos deuses todos para estar acordado a essa hora? (válido para as próximas 3 horas) 5:23 AM
- Quem compra carro cinza para ter valor de revenda me parece quem casa pensando no divórcio.
- Quem tem de ser demitido não é o imbecil que trabalha pra você, mas o idiota que o contratou.
- Quem upa, gugleia, tuíta, xareia e fotoxópa ruleia?
- Quem zipa, atácha, foruárda, emeia depois deleta é quase tão velho quanto quem zapeia porque não sabe daunloudar =D
- Querido cliente: você já tomou o seu remedinho hoje? Não, por nada… Só queria ter certeza…
- Recebi mais um e-mail com aquele rodapé que me fala para pensar no meio ambiente. Alguém ainda imprime e-mail?
- Reunião com o cliente (ou o chefe) é sempre uma troca de idéias: você propõe as suas e sai com as dele.
- Reuniões ficam melhores quando se percebe que as pessoas não as freqüentam pra resolver problemas, mas pra estabelecer relações de poder.
- Revista Veja: uma pá de cal na reputação a cada edição.
- Revolução? Apocalipse? Placas tectônicas? Honduras? Ahh… Não, esquece. Foi o Curintcha que ganhou algo.
- Rubens Ricúpero é, para mim, o melhor exemplo de alguém que foi demitido pelo Twitter, 10 anos antes.
- Salvando o mundo antes do café da manhã. Raios, isso acaba com o meu estômago.
- São Paulo é um lugar excelente para se trabalhar. Em casa.
- São Pedro poderia se dar melhor com São Paulo.
- Se daqui a 15 anos seus filhos perguntarem se você fazia Banners, seeding ou e-mail marketing, responda, indignado, que você não era desses.
- Se existissem 10 níveis de Undo no mundo real, acredito que hoje eu já teria feito 11 erros.
- Se Mahatma Gandhi estivesse vivo, ele: (a) falaria no TED; (b) faria palestras; ou (c) teria um bolg que todos citam e ninguém lê?
- Se o Twitter fosse inventado por executivos de multinacionais ou funcionarios públicos ainda não estaria pronto.
- Sempre que estou para me esquecer do cheiro de cigarros surge alguém, muito solícito, pra me lembrar =[
- Sempre que pedirem idéias “web 3.0″, entregue uma 2.0 e cobre 50% a mais. Ou uma 1.0 e cobre o triplo. Quem pediu merece.
- Seu pc virou do avesso: Intel Inside virou Google Outside.
- Sexta-feira estressada? Teu chefe te ferra? Mil reuniões e relatórios? Pensamento do dia: Matrix, em “there is no spoon”.
- Slides devem ser usados como apoio ao palestrante, não o contrário.
- Sua relevância no Twitter não é medida pelo número de seguidores ou índice de rts, mas pelo quanto você se preocupa com isso.
- Tem dias que não dá vontade de voltar pra barriga da mãe, mas pro espermatozóide do pai. E chegar em terceiro. Ou sexto.
- Tem repórter que parece sogra.
- Temo que os carros da Marginal Pinheiros pulem 7 ondinhas antes do réveillon.
- Toda uninimidade é burra, embora algumas dissonâncias sejam ainda mais burras.
- Todos que querem ser geniais e ranzinzas feito o Dr. House normalmente só conseguem se tornar a segunda metade do perfil.
- Twitter: coleção de comentários entredentes. Espirituosos, resmungões ou inconvenientes, devem ser pronunciados baixinho.
- Um Fusca é um clássico. Um Porsche também. Um que tente ser o outro é só ridículo.
- Um homem normal tem a concentração de uma lata de cerveja.
- Um mundo de abundância é um mundo de escolhas. Quando praticamente tudo é possível, o que faz a diferença não é o volume, mas o critério.
- Unileverização (adj.) Ato ou efeito de portar-se como se trabalhasse uniformizado em pensamentos, roupas, termos e atos. Ver Microsoftização.
- Usam uma lâmpada para falar de inspiração, mas não mostram de onde vem a eletricidade.
- Vejo alguns figurinos na ECA e me espanto como certas peças de vestuário continuam as mesmas 40 anos depois…
- Você já recitou o mantra pós-moderno – o que diz: “aitôferradotôferradotôferrado” – hoje? Ainda não? O dia é longo…
- Você percebe que está cansado quando sua cama soa mais atrativa que Paris ou Ubatuba.
- Windows Mobile é a Junk Food dos sistemas operacionais: quebra-galho, tóxica e de difícil assimilação.
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Não sei não, mas acho que o Foucault adoraria essa dicotomia entre o indivíduo real e o personagem digital.
O artigo que você linkou – sobre a sociedade de controle – trata de um pequeno recorte de Deleuze, que pode até parecer contraditório ao que vemos hoje em dia, mas se abrirmos um pouco o espectro, a figura muda.
A questão da desterritorialização, por exemplo ainda me parece bastante pertinente. E, se pensarmos nesse personagem digital como uma reterritorialização, com essa ânsia em gerar conteúdo se aproximando, ainda que de forma leve e incipiente, da esquizofrenia capitalista do Deleuze. Ou dos coros psicóticos da Kristeva.
Putz, mas o assunto é complexo e confesso que pra opinar com propriedade teria até que reler algumas coisas…
Anyway, parabéns pelo blog, é meu primeiro comentário, mas sempre passo por aqui. Abs.
Olá Luli, tenha um ótimo ano novo e pra todos que estão lendo também.
Foi muito bom ter conhecido seu blog nesse ano, seus trabalhos são cheios de informações interessantes.Valeu!!!
bela lista! já pensou em escrever um livro?
(hehehehe, manos a las uebras!)
Separei umas 20 frases deliciosas pro meu caderninho, mas, essa foi eleita a melhor frase verdade-absoluta onipotente-onipresente-onisciente: “Reunião com o cliente (ou o chefe) é sempre uma troca de idéias: você propõe as suas e sai com as dele.” (Achei dois errinhos de digitação nas frases 127: “O mercado digital está…” e 150: “Por que as pessoas que…”)
Erros? Que erros, Rogério?
Brincadeira, já os corrigi. Obrigado pelo toque.