Carreira, Inovação

Mais dois artigos

Robin

Ao receber minha edição da Webdesign de Agosto, percebi que a quarentena de seis meses já tinha vencido para os artigos de Janeiro e Fevereiro. O primeiro comenta que, no ritmo que as mídias e tecnologias andam, você deixa de ser “um jovem talento” bem rápido, ou:

Já foi chique acessar a Internet, ter e-mail, conta em fórum, número de ICQ, jogar em MOODs, mentir a identidade em salas de chat, registrar um domínio, ser webdesigner, usar Flash, detonar no Photoshop, ter um Mac, usar banda larga, baixar torrents, defender sofware livre, consultar a Wikipedia, instalar o Napster, o Opera, o Firefox, ter conta no Orkut, no Flickr, no Facebook, ser blogueiro, usar Skype, assistir YouTube, descobrir os enigmas de LOST, repassar virais, mandar SMS, MMS, acessar a rede via GPRS, EDGE, WiFi, ter bluetooth no carro, teclar em um Blackberry, portar um iPhone, blogar no Twitter, ouvir podcasts, fazer mashups e adaptações caseiras de blockbusters, criar sua própria rede social e ser amigo íntimo de gente que você nunca viu na vida. Hoje todas essas coisas são banais.
Algumas até já deixaram de ser usadas.

No de fevereiro, comento a diferença entre workaholic e apaixonado por seu trabalho, em uma época que todos trabalham cada vez mais, todos os dias. Minha maior preocupação é que:

Unanimidades me assustam. Não por serem burras, como dizia Nelson Rodrigues, mas por serem perigosamente emburrecedoras. A partir do instante que criam verdades absolutas, ninguém mais está autorizado a pensar no assunto. Questionar, argumentar ou se opor é praticamente uma heresia. E, como todo sacrilégio em religião fundamentalista, punido com o exílio.

Boa leitura: Janeiro ||  Fevereiro. Até semana que vem.