
The Big Bang Theory. Não conhece? Pois assista.
Diz mais a seu respeito do que parece.
Chuck Lorre é um gênio. Entre todos os produtores de TV responsáveis por revitalizar um gênero que se popularizou com I Love Lucy e que não sofreu muitas modificações desde então, ele responde por dois programas que, ao associar pessoas completamente diferentes em encontros improváveis, traz para a TV histórias e situações que são tão absurdas e exageradas que se tornam tragicômicas. E reais. Suas séries e personagens não têm o apelo esotérico-misterioso de um J. J. Abrams e seu LOST, a máquina de fazer dinheiro de um Jerry Bruckheimer e sua franquia CSI nem é tão ruim que chega a chamar a atenção quanto um Tim Kring e seus HEROES andróginos de meia tigela (nem desconhecidos e ofuscados por seus atores principais, como Clyde Phillips e David Shore).
Seus personagens são quase banais e provavelmente aí se esconde o grande segredo de sua empatia. Eles não são viciados em nada mais perigoso que WoW ou Twitter, não voam, matam, desmorrem ou citam Shakespeare frente a uma cena de crime (bom, pelo menos não frente a uma cena de crime).
Eles são aqueles tipinhos levemente patéticos que representamos e com quem nos encontramos todos os dias – e, graças a isso, naturalmente simpáticos e adoráveis. Lorre fez “Two and a Half Men”, que confesso não ter assistido a uma quantidade suficiente de episódios para comentar (mas de que ouvi falar muito bem) e pelo meu predileto: The Big Bang Theory.

Sheldon, Howard, Rajesh e Leonard: os fab four 2.0
Quem trabalha com Internet provavelmente conhece as desventuras de Leonard e Sheldon, dois estudantes de física teórica que compartilham um apartamento em um prédio pequeno cujo elevador está sempre quebrado, recebem visitas freqüentes de seus colegas Rajesh e Howard e têm uma vida social razoavelmente saudável para os padrões de sua tribo nerd – com videogames, junk food, visitas a uma loja de quadrinhos, desprezo a todas as outras tribos e disputas de poder em jargão de alto nível conceitual.
Até aí, nada que não se veja constantemente entre as várias categorias profissionais que conhecemos e que, de tão fechadas, costumam se reproduzir em cativeiro: advogados, publicitários, fashionistas, acadêmicos, atores, investidores, praticantes de qualquer esporte, luta ou atividade física, DJs, “celebridades”, jornalistas, médicos, funcionários da Unilever e, até certo ponto, a turminha Web 2.0 em geral.

Penny? (toctoctoc) Penny? (toctoctoc) Penny? (toctoctoc)
A mágica da série acontece porque a vizinha da frente deles, Penny, é jovem, bonita, candidata a atriz e vive sozinha. Ela tem sua própria dinâmica social que envolve junk food, TV, revistas de fofocas, desorganização, TPM, desespero, baladas com as amigas, cultura pop, moda, namorados, sexo ocasional, bebedeiras ocasionais, baixa auto-estima, rejeições pessoais e profissionais e uma carreira recalcitrante. Como os quatro rapazes, ela também não tem nada de especial – a não ser o fato de morar no apartamento em frente e ter um estilo de vida que eles, como qualquer um que se recolhe a uma tribo e ignora o mundo “lá fora”, consideram INA-CREDI-TÁVEL. Em todos os sentidos, bons e ruins, que o termo possa propiciar.
Para mim, o que a série tem de especial é sua genial opção, cada vez mais rara, de não se deixar desviar para a solução fácil dos estereótipos. Penny é (como dizer?) Luize Althenhofen demais para ser modelo, odeia modelos e não tem delírios de grandeza. Ela não parece se impressionar com prêmios ou com a vida pessoal dos famosos e, pelo que demonstra, não considera o atalho de carreira da Luciana Gimenez uma opção. Ela não é fashion victim, não está arrumada o tempo todo nem com o cabelo perfeito, muitas vezes está de mau humor e absolutamente NUNCA se veste com os véus ou transparências de personagens femininas de videogames inspiradas em Hentai Animê. Penny também não é burra, muitíssimo pelo contrário. Em um episódio ela conta não ter feito faculdade, mas poucos perceberiam. Penny é normal, poderia ser alguém como você.
Se você não lesse este blog, claro.

Os quatro rapazes também são normais. Têm, como todos nós, suas vaidades, fraquezas, pontos fracos e erros. Alguns tão gigantescamente óbvios que fazem a platéia perceber que QI não é medida de noção.
Mas afinal de contas, o que tudo isso tem a ver com Internet fora o fato de alguns de seus produtos mais pop – de LOLCats a Twitter – serem citados de vez em quando e genialmente tratados como algo absolutamente corriqueiro, a ponto de um dos personagens curtir uma dor-de-cotovelo no Facebook? O que uma série encenada ao vivo defronte a câmaras estáticas de TV à Jeannie (nada mais old media que teatro filmado com as risadas da platéia) pode dizer sobre o mundo digital?
A resposta fácil seria discorrer sobre tribos, seu poder de alienação e fetiche de informação, mas tudo isso é razoavelmente óbvio a ponto de não merecer um post. Mesmo que merecesse, uma série de TV não demandaria uma menção tão grande. Bastava uma referência à turminha da Ilha de Caras ou a lutadores de Jiu-Jitsu (e suas variáveis) para provar o mesmo ponto.
A longa descrição sobre The Big Bang Theory vem de uma constatação que tive outro dia: apesar de saberem que o usuário de Internet é uma pessoa comum, com desejos e vontades absolutamente normais, a maioria das empresas, empreendedores, designers, desenvolvedores, gerentes de projetos, arquitetos de informação e demais profissionais que criam produtos e serviços para a rede parecem não conseguir assimilar esse simples fato:
O usuário é a Penny.
Nós somos uma mistura
dos quatro outros,
babando por ele.
Nem burro, nem gênio, nem Pinky, nem Cérebro. Não vê a menor graça em Ruby on Rails e acha o iPhone um trambolho. Seu telefone canta “hellomoto” ou aquele sonzinho semvergs da Nokia. Usa Internet Explorer porque está lá. Se trocarem para Firefox, provavelmente não vai notar a diferença. Não viu graça no SecondLife. Nunca ouviu falar de Silverlight. E se ouviu, esqueceu tão rápido quanto eu esquecerei de saber que as três mexiricas que comi se chamam Citrus reticulata Blanco. Gosta de e-commerce? Sim, com um pé atrás. Freqüenta as redes sociais em que seus amigos estiverem e seu blog predileto é aquele que o Google mandar. Dá pra ser mais básico?
E, no entanto, ela se move: a Penny é como aquela psicóloga brilhante que não sabe o que é um impedimento, como o dentista bacana que não sabe diferenciar creme de gelo de bege de cinza de marfim de pérola de off-white. Ou ainda como o fotógrafo que não sabe se tem o pé pronado quando compra um tênis ou a pesquisadora que não sabe a diferença entre paraglider e parapente. Nós somos a Penny. Todos os dias. Ou sempre que damos a sorte de sair de nossa área de conforto e interagir com o mundo.
Não é difícil falar com a Penny, mas infelizmente poucos compreendem isso. E acabam por agir como os quatro patetas. Às vezes até como uma mistura do que cada um tem de pior. Duro demais? Nem um pouco. A seguir, os típicos comportamentos daqueles sites que não são exatamente simpáticos:
Sheldon: brilhante. A melhor solução possível para seu problema. Arrogante. Despreza seu usuário e o deixa à sua própria mercê. O corrige em seus detalhes mais ínfimos. Acredita ser o melhor do mundo. Muitas vezes sua interface é monótona, repetitiva ou simplesmente inexistente. Para cada solução que cria, novos problemas são automaticamente gerados, em um loop infinito de egos, informação demais e desespero.
Página de resultados do Google. Brilhante, mas… 171 milhões de resultados para “chocolate”? Quais são propaganda? Como assim, “se vira”? Por que eu tenho de ser mais específico se o computador é você? Pare de me corrigir, seu mala! E daí que essa pesquisa foi realizada em 0,30 segundos?
Leonard: inteligente e simpático, até levaria jeito se não fosse tão desprovido de autoconfiança. Busca as pistas erradas e costuma propor algo que ninguém pediu. Toma decisões com medo e retrocede. Tem uma deficiência congênita que o constrange (Leonard é intolerante à Lactose). Sua auto-estima é tão baixa que chega a parecer falsa modéstia. Não é. Se os pés fossem virados para trás, ele provavelmente passaria o dia a chutar o próprio traseiro. Chega a conquistar grandes coisas, mas logo as perde por não aparentar ser capaz de mantê-las. Parece o Bill Gates, patético em seus vídeos com o Seinfeld.

Joost, que já acreditamos ser o futuro da TV. É bom, mas tem poucos programas, não se decide se é um site ou um aplicativo, não tem proposta clara, ninguém sabe qual seu modelo de faturamento, já que propaganda, obviamente, não é. Tsk, tsk, tsk… a Penny aqui chegou a entrar na fila de espera para baixar o aplicativo e amaldiçoar o velho Mac que virou Media Center porque ele ainda não era Intel. Pra quê?
Agora nem que me paguem. No meu iPhone não entra.
Rajesh: ninguém sabe direito o que ele faz, como faz, onde faz, onde vive ou no que trabalha. Como está sempre com os outros rapazes e é tratado como igual por eles, deve ter lá o seu valor. Seu sotaque não ajuda. Isso quando consigo ouvi-lo, porque ele só fala comigo por intermediários ou bêbado. Não acho que seja interessante a ponto de valer o esforço para descobrir. Mesmo que o seja, como posso sabê-lo?

Unix, Ubuntu, Linux e GNU (que não é Unix). Devem ser importantes, provavelmente estão presentes em algo que todo mundo usa, escondidos sob o manto de invisibilidade de uma interface inofensiva. Quando a mídia que alcança a Penny fala deles, os relaciona a movimentos com cara de neocomunismo, cheio de velhos gordos e cabeludos, cujos rabos-de-cavalo de militantes nunca viram a cor de um shampoo. Hora de mudar de canal.
Howard: tarado. Nojento. Se acha o máximo. Como alguém pode pensar em sair na rua com aquele layout? Pra piorar, ele ainda mora com a mãe. Socorro! Ele não quer conversar, parece que vai me atacar a qualquer instante. Se ele fosse maior, até teria medo dele. Como é, o acho simplesmente desagradável. Tenho que esconder qualquer blusa ou decote se ele estiver por perto. Preciso tomar cuidado com canetas espiãs ou gravadores microscópicos se ele entrar em casa.
Melhor deixá-lo do lado de fora.
Cadastros. Pop-ups. SoulSeek. eMule. Torrent. Sites de download de filmes, séries, legendas, aplicativos e drivers. e-mail com notícias boas ou más demais para serem verdadeiras. Lojas que fraudam rankings. Fóruns. Porn. Essas coisas são inocentes ou vão deixar meu computadorzinho indefeso? O que eu baixo delas, dá pra confiar? E o que elas instalam sem eu pedir?
Pensando bem, 99% da Internet é Howard.
Seu cadastro inocente cai na mesma categoria, por via das dúvidas. Por que você acha que a maioria das transações de e-commerce pára quando os dados são pedidos? Não é preguiça. É que mamãe ensinou a Penny a se sentar com os joelhos juntinhos e à medida que o tempo passa ela percebe mais valor no conselho, apesar de sua cautela exagerada.
Cada dia eu gosto mais da Penny. E acho que o Leonard e o Sheldon fazem muito bem um ao outro. Já os outros dois me lembram tanta gente…


Gezuis! O melhor texto sobre IHC que já li na minha vida, desde o fim do TCC!
Luli, por que você não escreveu isso, sei lá, 6 meses atrás?
Retratou muito bem os personagens e exatamente como falou a gente acaba se identificando com alguns deles. rsrs
Veja Two and a Half Men, ótima série, ótimos atores, ótimas comparações para você escrever.
Parabéns!
P.S.: Como fazer para ter sua palestra em um evento em universidade? abs
Gostei muito do esclarecido neste post, não tinha pensado nisso quando via a genialidade de The Big Bang Theory mas concordo nos pontos propostos e daqui pra frente eu vou ser um designer que se importa bem mais com o usuário final
(apesar de não ter feito nenhum trabalho ainda)e suas preocupações quase inexistentes ao querer apenas utilizar, usufruir, do produto oferecido.Luli, muito bom o texto e a relação com o usuário standard de internet. Como fã da série e como webdesigner me identifiquei muito com as analogias! Muito bom!
Brilhante Luli! Trabalho com web há sete anos e acho TBBT fantástico: acho que você conseguiu usar uma metáfora perfeita para relacionar essas diferenças de perfis… Ah, quando você vem pra Porto Alegre de novo? Estive no EWD ano passado e vou de novo se vc vier… hehehe.. Abraço!
Ha, realmente essa foi a melhor descrição de Big Bang Theory que eu já ví. E acho que pessoalmente conheço pelo menos uma pessoa de cada tipo… mas enfim, falando em usuário como a Penny, a +- um mês atrás (depois de ver um episódio de TBBT) eu fiquei pensando, nenhuma outra série (ou algo do gênero) retrata as pessoas como usuários de internet como essa. Me revolta quando percebo que roteristas não se dão ao trabalho de criar personagens que ao menos tenham (e usem) um e-mail.
Mas voltando ao assunto, algumas agências poderiam mudar mesmo o nome para “Sheldon Associados ltda”. E tome cuidado para esse seu post não acabar virando um quiz, rs. Além disso, parabéns!
Gostei disso aí. A série realmente é bem engraçada, e todo nerd se identifica com ela, acredito. A descrição do Rajesh como GNU foi ótima…
Eu sempre achei essa série um pé no saco. Você destacou um problema muito comum: fazer um produto que bom para você, mas não bom para os consumidores.
Muito bacana o texto. Principalmente o Sheldon. A web sofre o mal de ser programada, em grande parte, por pessoas mais interessadas em fazer um site suntuoso para se provar como melhor desenvolvedor. A facilidade de navegação e o layout amigável ao usuário acaba sendo deixado de lado… Isso quando não são feitos ajustes sobre ajustes criando um excesso de informação absurdo! Deixo aqui um site relacionado: Um desenvolvedor chamado Dustin Curtis achou o site da American Airlines tão ruim, que resolveu propor um novo modelo e enviar para a companhia aérea na forma de uma carta. http://dustincurtis.com/
Parabéns por mais um ótimo post, e até sábado no InterACT!
Análise interessante sobre um modo de ver o programa, que eu pessoalmente não tinha percebido.
Ótimo texto Luli!
Olá Luli, parabéns pelo post, concordo com comentário do amigo Ricardo Bizafra. Hoje não basta ser um desenvolvedor esplêndido. Tanto a arquitetura quanto o conteúdo tem que ter seu atrativo. Pensar como o usuário quer ver tais aplicações é tão facil que torna a ser difícil.
Sugiro o site Episódios Comentados
Abraço!
Eu não conheço muito bem a serie (prefiro two and a half man)mas a descrição dos tipos de sites e desenvolvedores é ótima! os piores tipos são os “sou brilhante e voce que se vire”
muito bom!
Ótimo texto, só tenho uma correção: Leonard e Sheldon não são estudantes de Física Teórica. Eles são doutores e trabalham com pesquisa, prática e teórica, respectivamente.
Muito bom, genial… :)
e sem saber ainda temos orgulho de ignorar o usuário dessa forma! ahhaha
Eu já achava a série genial por não ser algo como 4nerds vs a gostosa da vizinha acéfala, mas você explica uma coisa que é a pura verdade, até nós que temos um pouco de Sheldon e um pouco de Lonard nos tornamos Penny quando saímos da área de conforto e nos deparamos com situações as quais passam longe e muito de nossa alçada. Na hora lembrei que este fato está tão na cara que em alguns episódios Sheldon se vê tão confuso quanto qualquer usuário frente a uma mensagem de erro(com código de erro então…)ao se questionar sobre como proceder segundo o “protocolo social”.
Lindo Post!
O texto está genial! Concordo com tudo. Inclusive que a série é melhor que muitos sucessos da TV.
Excelente o texto. Assisti ao TBBT poucas vezes, mas seu texto me deixou com vontade de assistir mais. Abs.
Excelente analogia sobre os personbagens a internet do nosso-dia-a-dia.
A comparação do Sheldon foi perfeita, merecia até mais a respeito. :}
Tem os meus parabens!
Texto tão genial como a série. Parabéns! Os comparativos ficaram nota 10!
Leonardo é um físico experimental, só o Sheldon é fisico teórico…
De qualquer modo, parabéns pela excelente análise da série e dos serviços oferecidos pela Informática e Internet atualmente…
Viva o Howard! Nota 10 personagem na pele de Simon Helberg.
Parabéns,
Cheguei aqui por acaso e gostei do texto. Gosto muito de “The Big Bang Theory” (me identifico muitas vezes com o que se passa no seriado) e nunca pensei nos personagens dessa forma. Muito interessante a analogia feita aqui.
Caracas! Simplesmente GENIAL!!!
Vou levar estes conselhos em consideração no futuro.
Luli,
Parabéns pelo texto… me identifiquei com varios personagens em varios momentos da minha jornada na web.
Metaforas muito boas…
Não conhecia o blog… agora ele ja ta no roteiro de leitura de feeds diarios….
Parabéns!!
texto excepcional!
parabéns!
Luli ótimo texto, fazia tempo que não lia nada aqui. Só queria comentar: “nada mais perigoso que WoW”???
Creia-me WoW é perigosíssimo. Já tive amigos que perderam suas almas (vida social, faculdade, trabalho, etc) pra ficar vidrado jogando essa porcaria…
Mas o Big Bang Theory não é só um IT Crowd piorado? :)
Bravo!
Muito bom. Ótimo texto. Que venha a 3ª temporada !
Tb adoro Big Bang! Pena que agora eles vão dar uma pausa..não vejo a hora de começar a proxima temporada^^
“Penny é normal, poderia ser alguém como você.
Se você não lesse este blog, claro”
Um dos melhores textos que li nos últimos tempos.
Infelizmente, a cada dia as tribos se concatenam, e vai chegar uma hora que vai ser tudo Orkut, tá lá, ninguém nem sabe mais para que, mas continua vivo, mesmo sem vida.
Luli,
Agora me diga que voccê assiste a série na Warner Channel da sua TV a cabo ou satélite preferida?
É assim que o estereotipado publicitário medieval vê o mundo e conta a audiência que aqui, na internet, gera tanto bafafá, sobre o que contraditoriamente assiste na telinha.
Você seria muito Sheldon para baixar por Torrent, Rapidshare via jDownloader ou até mesmo passar no seu terminal PayPal preferido e comprar uma conta premium de qualquer file hosting pagando pouco mais de 1 dvd por 6 meses de downloads ilimitados (se o teu provedor permitir: http://www.crisdias.com/2009/02/26/os-incriveis-planos-ilimitados-com-limite/). Afinal, nada como baixar e assistir em tempo recorde seu seriado preferido em qualidade HD minutos após a veiculação lá fora.
Será que a Penny (toctoctoc) assiste TV? Ela tem um notebook rosa (aliás, ainda não li elogios sobre o excelente product placement da Dell – somente um monte de opiniões mal formadas sobre o Créu, Créu, Créu) e alguns amigos nerds que com certeza já jogaram aquele papo conquistador e infalível sobre as maravilhas do Twitter e do XHTML semântico. Ela também provavelmente já pegou o bonde andando na conversa dos esquisitos sobre o último episódio da segunda temporada e se sentiu no passado, pois no Brasil os fab four 2.0 ainda estão há episódios do pólo norte. Para encurtar o comentário, ela agora leva o pendrive para o Leonard copiar os episódios quentinhos e espera a legenda pintar no Legendas.tv, já que ela não entende tão bem o inglês exacerbado do Sheldon ou o sotaque do Rajesh.
Enfim, parabéns pelo texto e pela perspicaz análise “O usuário é a Penny. Nós somos uma mistura dos quatro outros, babando por ele.”.
Excelente a série. A única que pode ser chamada de IMPERDÍVEL hoje em dia!
Consegue não ser repetitiva jamais. A dicotomia aparente entre os personagens é tremendamente interessante.
E o melhor – são QUATRO tipos de Geeks completamente diferentes, embora da mesma tribo!
Muito bom o comentário!
Muito bom o post, assisti a 2 episódios só, achei mais interessante do que parecia a princípio, mas ainda prefiro o “IT Crowd”.
É engraçado como esses seriados afetam cada pessoa. Na minha casa todo mundo assiste. Eu sou publicitária (e trabalho com web), minha mãe é médica (ganhou um iPhone e está louca por um PSP), meu pai é fisioterapeuta (adora orkut e seriados americanos) e minha irmã é bióloga (e atualmente a minha estagiária/free-lancer).
O que é engraçado é que todos assistem, embora apenas eu entenda todas as anedotas. Meus pais as vezes ficam voando e eu tenho que explicar o que é o quê. Lembra um pouco um seriado que eu assistia antigamente, Frasier. Eles faziam muitas tiradas intelectuais e, para entender, a pessoa tinha que ter lido algum livro, ou visto algum filme, etc.
Enfim, gostei muito do seu texto. Consigo ver a relação entre o seriado e as tecnologias web e como podem afetar diferentes usuários. Vou acompanhar seu blog a partir de agora.
Abraços.
Não sei se eu que sou nerd de mais, mas esse foi o melhor artigo seu!
Parabéns!
Luli
Parabéns, com somente um post, algumas linhas digitadas, tudo isso atrelado com um bom Raciocínio e uma ótima teia de pensamentos me fizeram fã de seu Blog.
Vou adicioná-los agora mesmo no meu favoritos.
não consigo entender como consegue ser tão direto assim.
Agradeço ao Universo por ter feito esse Blog.
Luli,
é sempre enriquecedor ler seus posts.Adorei a analogia, e a linha de raciocínio que faz sobre internet e ususários.
Só não posso deixar de elogiar CSI, mesmo com as citações de Shakespeare (e Grisson sabia fazê-la casar com a cena.. acredite.. rs). Outra série que merece um olhar é Ugly Betty, todos os clichês e caminhos que o pessoal de comunicação passa estão ali.. o bacana é que nesta série o Brasil é exultado por coisas legais e não só como país em que os bandidos fogem.
Abraços
Papel, pedra, tesoura, lagarto e Spock, já viu?
Olá, Luli! Adorei sua idéia sobre essa metáfora unindo “nosso” mundo com o mundo da série. Realmente brilhante. Gostei tanto que postei no meu blog um comentário e linkei aqui para o seu. Espero que vc nao se importe.
Abração e, novamente, parabéns!
Fantástico.
Não só o programa é ótimo, mas o paralelo foi ótimo também.
E o mais estranho é que, na internet, os sites que fazem mais sucesso, mesmo que às escondidas, são os Howards. Vide Redtube, Pornotube, Youporn e outros.
Caramba Luli, que texto fantástico! Essa é a perfeita tradução de comportamento na Internet.
O post que me fez conhecer e gostar da série. Parabéns pelo texto altamente inspirado e muito bem referenciado. Virei fã. Da série e o blog. Abrasssss.
Eu discordo sobre Heroes (“tão ruim que chama atenção”)que tem uma 1ª temporada fantástica e depois perde a mão. Não caracteriza chamar atenção por ser ruim.
OMG!
Muito bom!
clap, clap!
:D
=0
eu sou fã da série. Só tenho que dizer parabéns pelo post, realmente sua visão é muito ampla.
Ow adorei a descrição da série ótima, mesmo :0
Post muito bem feito! Por gostar e TBBT e ultimamente estou conversando com uns usuários que quando chego em minha estação de trabalho começo a rir lembrando das coisas que eles dizem!
Bom final de semana!
brilhante!
ótimo texto, não tanto sobre o BBT, mas uma metáfora sobre usus e entidades da internet no seu relacionamento com a Penny, digo, usuário.
Mesmo assim, ficando no território das séries, rocure conhecer um seriado inglês sobre nerds, chamado IT Croud. http://pt.wikipedia.org/wiki/The_IT_Crowd
O BBT mostra uma tribo louca, em contraste com o mundo normal… é a formulinha.
Já no IT Croud todo mundo é insano. Os dois nerds que fazem suporte técnico de uma empresa (no subsolo) têm u am chefe que não entende nada de computador, que seria a Penny, mas tem sua insanidade típica (paixão por sapatos). O chefe dela lembra os chefes do Monty Python. Todos são insanos, estúpidos ou ambos.
abraço, spacca
Muito boa sua metáfora do usuário Penny. Two and a Half Men é um exemplo de série que não cansa. Assisto várias vezes e sempre consigo rir daquilo. The Big Bang Theory é igualmente engraçado e com situações comuns do dia a dia de um Nerd (assim como eu) e, embora seja com físicos teóricos, se enquadra muito no modo que um Analista de Sistemas (eu de novo) sente dificuldade em fazer os outros compreenderem o que faço e pra que serve. Todo mundo usa recursos desenvolvidos por TI e na maioria das vezes não faz idéia de com que está lidando.
Magnífico.