
No ar mais dois artigos escritos para a Webdesign: Tecnoluxúria faz considerações sobre o que tanto procuramos ao adquirir produtos de design e tecnologia e Design digital e o mundo elástico analisa o desconforto causado pelo excesso de velocidade e as deformidades que esse processo gera no ambiente. Gostei de escrevê-los, espero que você goste de lê-los.
A propósito, aproveitei para mudar os links das páginas de artigos da Webdesign de suas datas para seus títulos. Vale ler alguns, se você estiver de bobeira. No processo acabei por reler alguns e perceber como estava errado, ao mesmo tempo que me supreendia por ter acertado tanto em outros. Como dizia Charles Dickens, “é o melhor dos tempos, é o pior dos tempos“.
Por falar em textos antigos mais ainda bastante pertinentes, qual não foi minha surpresa quando soube que o grande Zeh Fernando (com quem dividi a mesa no EDTED de SP) me esclareceu uma dúvida que dive há dez anos, quando escrevi o DWD:2. Ele é o autor do genial Se vendêssemos pizzas como produzimos sites, um dos primeiros virais que recebi, por e-mail, no século passado (naquela época eles ainda não tinham esse nome).
Quando li o texto, achei-o tão brilhante e pertinente para a profissão que não poderia deixá-lo de fora do livro. Procurei doidamente o autor mas não consegui achar quem o tinha escrito. Depois de perguntar para vários amigos, naturalmente começaram a pipocar pais da criança por todos os lados. Daí preferi apelar para o bom senso e dizer que o texto circulava pela Internet e que era de autor anônimo. Preferi isso a dar o crédito a quem não merecesse, já que não conseguia encontrar o verdadeiro pai da criança.
Pois eis que, 10 anos depois, surge o autor. Parabéns a ele. Minha versão, levemente modificada e contextualizada, está aqui. Perdão, Zeh. Retoquei um pouco a sua obra mas procurei manter a essência.
Boa leitura.
Puxa, valeu mesmo pelo post (e pelo link), Luli. Não esperava. O post lá no site pessoal foi meio que pra conhecidos só, pra botar pra fora.
Mas foi antes/durante o Edted que re-lembrei do assunto mesmo. Fiquei com vontade de falar com você mas achei que você fosse me achar meio doido e/ou não lembrar e/ou não acreditar então deixei pra lá.
Queria ter achado o original e não rolou, mas enfim. Quem sabe o Michel vê isso e recupera arquivos daqueles anos.
E não se preocupe, a versão publicada no livro ficou mais concisa mesmo. Tinha muita coisa meio específica ou redundante no texto original. Foi só relendo esses dias que percebi que as várias deficiências do texto.
Muito engraçado tudo isso. Eu acompanhei de perto (mais precisamente, no computador ao lado) o “parto” do histórico texto das pizzas vs. sites, e estou aqui para atestar a paternidade. Parabéns aos dois, ao Zeh pela autoria e ao Luli pela adaptação.
Design Digital x Harajuku Girls… qual a relação? Hmmmmmm
É verdade, e pela minha pouca experiência por esse mundo digital imutável as pizzas vão continuar sendo jogadas fora, por desejos dos clientes preferenciais, isso acontece em agências e em qualquer lugar, dificil encontrar um chefe de equipe que tenha pulso firme para fazer valer o que inutilmente estudamos para melhor desenvolvermos nosso tralho. As 10 pizzas que precisamos fazer por projetos me ajudaram a encurtar o caminho para aprovação, voce pega o projeto, estuda desenvolve 5 modelos, um… que voce julga ideal, dois… que sua equipe julga ideal, tres… que o seu chefe acha ideal, quatro… o projeto feio e o quinto é aquele que fazemos exatamente para ser alterado por todos os níveis gerenciais, o que mais me tem chamado a atenção é o fato de invariávelmente o projeto mais feio ser escolhido para ser alterado e faltalmente acaba indo ao ar.
Concordo!
Os clientes só deveriam existir para nos pagar mesmo…ta loko..parece que só querem fazer a gente trabalhar….
Raul: Não, não é nada disso. Peço que releia o texto e a explicação.
O Zeh tem razão, Raul e LéoFlôr. O desconhecimento de como funciona o processo de produção de um website, associado à gigantesca desinformação do mercado e a ganância (ou desespero) de alguns donos de agências e profissionais de atendimento é que é o grande culpado. O cliente só pede o que pede porque dizem para ele que ele pode pedir.
Já me senti muitas vezes pasteleiro… acho que por um bom tempo ainda, infelizmente, muitos ainda passarão por isso.
alem do pizza.txt, o zé foi um dos organizadores de uma das maiores redes de pc em terra tupiniquim ! (se nao tiver sido a maior na epoca), que foi a quakenet3, no antigo galpao da philips com centenas de jogadores, pcs vindos de todas as partes do pais.. isso qdo nao tinha nem banda larga e o 56.6 da us robotics era o sonho de consumo hahaha
percebi que a galere ta clicando demais no meu nome por causa do comentario da rede que o zé organizou.
acho que é curiosidade, então lá vai o site oficial da rede:
http://quakenet.theend.com.br/root_yellow.html
1999 uma rede com 227 PAGANTES – devia ter muito mais ;)
tudo isso pra jogar quake 1
desconheco outra rede com esse porte na época – 1999
zé é o cara :]
abs