Parece post pago, mas não é. Até porque não precisaria. Os caras me deram um baita plano de hospedagem na brodagem porque gostam do meu trabalho, do que eu escrevo e estavam magoados com a má performance do NightmareHost. Com os anos todos que eu tenho na profissão, não falta amigo para pedir favor. Por que então eu fui conversar exatamente com a Hostnet?
Por um motivo bastante simples: eu acredito nos caras. Só isso. De todos os provedores de acesso que eu conheço, eles me pareceram os mais comprometidos com educação e desenvolvimento – o que, afinal, é a minha área de maior interesse, senão este blog estaria entupido de banners.
Já conhecia os caras em eventos, mas foi quando fui participar da Olimpíada de Algoritmo deles, cruzei com o sr. Maddog por lá (este, aliás, rivaliza com a Naomi Campbell na categoria “gringo que não sai daqui”) e troquei uma idéia com alguns desenvolvedores que eu percebi como os caras eram bacanas. Não que os outros não sejam, mas existem algumas preocupações que tornam uma empresa especial.
Pra começar, a própria Oficina de Algoritmo. Todas as empresas fazem branding, todas querem funcionários qualificados, todas buscam fontes junto às escolas. Poucas se empenham em estimular os professores e devolver à instituição de ensino insumos de conhecimento e de motivação de seus alunos. Ao promover uma competição desse porte, a empresa mostra para alunos com talento e dedicação que o mundo é, como diria o tio Friedman, verdadeiramente plano. Pra azar dos desenvolvedores indianos, esses meninos – pelo menos alguns com quem tive a honra de conversar – vão fazer a diferença. São atitudes aparentemente simples como essas que acabam tendo um impacto muito grande nas comunidades em que atuam.
Em outras conversas lá no Latinoware, fui ficando ainda mais impressionado com a empresa. Os desenvolvedores de lá fazem as próprias ferramentas – que não se restringem a áreas “experimentais” ou “modulares”, mas que são aplicados em todos os serviços que eles oferecem. Com isso, dão uma bela força para a comunidade de desenvolvimento.
Ao ver o Kauê com um MacBook Air rodando Ubuntu, percebi que os caras realmente levavam essa história a sério. Perguntei pra ele como as coisas funcionavam por lá e ouvi que todos os postos de trabalho e 90% dos servidores rodam em Linux. E que os caras ainda fazem doações periódicas às comunidades open source que participam do desenvolvimento de ferramentas que a empresa usa.
Pra mim foi o suficiente. Troquei uma idéia com eles e eles ficaram mais do que felizes em hospedar este blog (e mais um mundaréu de pequenas experiências acadêmicas que faço por aqui mas que não são de acesso público). Tudo numa relax, numa tranquila, numa boa. Sem pedir nada em troca, simplesmente por acreditar. E isso já faz uns três meses.
Na semana em que o TED inspira um monte de gente lá fora, achei que era minha obrigação agradecer a uns caras tão bacanas e tão próximos.
Parabéns a vocês.
Como não tenho nada a ver com a empresa e não vou servir de helpdesk para desavisados, este post excepcionalmente não estará aberto a comentários.