Acredite você ou não no calendário Gregoriano, a pausa de fim de ano é sempre muito bem-vinda. Por mais que Janeiro comece em desabalada carreira, a diminuição do ritmo nas três últimas semanas do ano faz com que se entre nessa nova efeméride sempre com o melhor astral possível. Amigos psicólogos me contam que a idéia de pertencer e compartilhar atordoa muitos de seus pacientes em Dezembro, mas que até mesmo os mais desesperados costumam encarar Janeiro bem.
Não sou católico nem adepto do Candomblé, mas gosto de comemorar as festas de fim de ano. Para mim o Natal é uma celebração familiar em que comemoramos a alegria de estarmos juntos e quase enlouquecemos de tanto comer, beber e ter a parentada por perto. É uma comemoração Epicurista, mais para Carpe Diem que para Memento Mori. Mas isso, devo deixar bem claro, é só a minha opinião.
Crenças à parte, o espírito da época é renovador. Promessas e retrospectivas são feitas e até o egoísta mais pragmático se vê tentado a se examinar e se reconstruir. Não consigo ver motivo melhor para comemorar, até mesmo quando um partido que se diz moderado atira um monte de bombas em outro país sem nenhum motivo maior do que simples política.
De volta ao Brasil, tenho visto algumas pessoas estressadas pós-Natal. Seja pela quantidade de coisas a fazer, promessas a cumprir ou calorias adquiridas. Acho que elas não pegaram o espírito da época, que é de perdão e recomeço. Acho meio hipócritas os cristãos que só se preocupam com a Igreja no Natal e na Páscoa (apelidados em inglês de CEO – Christmas and Easter Only), bem como os que só seguem os Orixás quando lhes convém e depois se sentem culpados por isso.
Vem aí um ano novo pela frente, cheio de maravilhas e preocupações. A melhor época para se reciclar e se preparar para ele é agora.
Se isso por acaso soar Budista para você, Namastê! =D
Daqui a pouco eu volto com o primeiro post de 2009.
Coloque este na conta do Calendário Juliano.
Radfahrer, finalmente encontro alguém que pondera sobre a propriedade do calendário Gregoriano. Meu problema é porque o primeiro dia do ano é o primeiro de janeiro? Qual é o problema com fevereiro, agosto ou outubro? Sou estudante Rosa-Cruz e nosso Ano Novo é no primeiro alvorecer após o Sol ter entrado em Áries, do ponto de vista astrológico e não astronômico. Pode ser confuso ou discutível, mas ao menos há uma explicação
Feliz foi o cara que dividiu o tempo em “partes”.
Apesar de na realidade, não a mudança de ano não mudar nada em nossas vidas, psicologicamente, o final de ano nos faz parar e repensar a vida.
É uma estranha sensação de tarefa concluida. Talvez por isso tempos tanto folego para iniciar uma nova tarefa, ou um novo ano que se inicia.
Talvez se não tivessemos os anos como um marco divisor de tempo, entrariamos em um ritmo tão acelerado e focado em produção, que teriamos poucos, ou nenhum ponto de reflexão a respeito de nosso futuro.
Já que é assim…Um bom recomeço. Um bom ano para ti!
Abraços
É, quando eu acho que estou sozinho em algum concepção, vem o sr. Radfahrer pra me mostrar que a gente nunca está só. Não no sentido religioso da coisa, mas no sentido que por mais insana que sua idéia ou concepção seja, você pode ter certeza que vai ter um doido equivalente em algum lugar do planeta.
Mas, não chamo isso de loucura. Eu também não participo de nenhuma religião cristã mas adoro o Natal. O clima, a união, a cooperação e principalmente a reflexão sobre como agir em sociedade são fantásticos. Fim de ano então nem se fala. A idéia de dar um reset no game é mais do que atrativa. Mesmo nada físico sendo alterado (será? a física discorda as vezes hehehe), o psicológico ferve nessa época e isso que me atrai.
Ótimo texto =D