

Não, não foi no Altas Horas. Mas foi igualmente constrangedor.
Um pessoal criativo me chamou para falar para uma platéia de TI. Depois que minha apresentação estava pronta, me contaram que não havia espaço na cenografia para permitir uma coisa careta feito um telão.
Tudo bem, fazer o quê? Reformulei tudo e fiz umas fichas para não deixar nenhum tema de fora. Na véspera do evento, resolveram mudar tudo e transformar minha apresentação em uma entrevista com o Serginho Groisman. O cara é gente boa, mas entende de tecnologia o que eu entendo de TV. Ou menos. Refiz tudo e transformei em uma pauta de perguntas para ele. Escolado, ele não topou e resolveu improvisar.
O resultado taí. Fiz o melhor que pude, ele também. Acho que a entrevista tem alguns pontos bem legais, por favor releve o entrevistador.
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Este post é a reedição do anterior, que enfrentou problemas no arquivo de áudio e precisou ser removida. Nesse processo, alguns comentários foram eliminados e serão reproduzidos a seguir. Mil perdões.
Dia 09.09.08, Jeancarlo Cerasoli, disse:
Luli,
Bastante interessante a entrevista. Claro, é sempre bom ouvir a maneira provocativa como vc expôe suas idéias, sua leitura do momento que vivemos - mas o que mais me chamou a atenção foi a necessidade que teve de fazer a “interface” com todo um universo não-familiarizado com a internet, a tecnologia e suas ramificações.
As perguntas do Serginho realmente foram osso duro… mas também refletem as preocupações das pessoas que NÃO vivem a tecnologia dia e noite como nós.
Quem trabalha no nosso meio, iria a este evento pra ouvir o Luli Radfahrer. Quem não é do nosso meio, foi ouvir o Serginho entrevistar alguém, sei lá quem. Ou seja, espectativas opostas.
Foi aí que vc teve que transitar entre dois mundos - e o fez com a habilidade de sempre -, apontando também para nós “tecnólogos” (no sentido etimológico de amantes da tecnologia) uma ponte de comunicação possível com os “tecnofóbicos”.
E para isso, valeu a velha lição de sempre: voltar para o básico, questionar nossos pressupostos, compreender o “porquê” das coisas e a partir daí colocar luz sobre elas, elucidá-las.
Enfim, parabéns. E, mais uma vez, obrigado.
Dia 10.09.08 Rafael Rinaldi disse:
Serginho é vergonha alheia total.
Mandou bem na entrevista, Luli.
Dia 10.09.08 Carlos Eduardo disse:
Bem interessante essa entrevista.
Conseguiu uma coisa inédita: fazer eu escutar um “podcast” até o final, prestando atenção o tempo todo!
Nunca tinha visto uma análise tão bem feita sobre essas novidades tecnológicas que estão acontecendo e como mudam a vida das pessoas.
A todos que ouviram e enfrentaram as patetadas do mané aqui, muitíssimo obrigado. Jeancarlo, a platéia era mista: CIOs de firmas grandes e suas esposas. Acredito que ninguém ali me conhecesse ou estivesse lá para me ver, mas acho que causei uma boa impressão.
Não concordo com o comentário do Rafael. O Groisman é um cara legal, só que de outra área. Se eu fosse ao VideoShow daria vexame, tenho certeza.
Caro Luli,
Comecei a acompanhar o seu site depois da indicação do pessoal do Meio Bit. Tenho gostado bastante. Essa conversa com com o “Serginho”(não tenho intimidade, é estranho usar o diminutivo) foi muito boa. Gostei da forma como você conduziu o assunto e acho que o entrevistador fez o certo, deixou o entrevistado falar, já que ele não dominava tanto o assunto.
Acho que no final das contas você não disse porque o Orkut deu certo aqui e o Facebook deu certo lá… Ou não entendi?
Gostaria também de saber se é possível colocar o player da entrevista em outros sites, mantendo os créditos.
Até,
Lucas Santiago
Participação válida HeIn Luli !!!
O Serginho aprendeu pra caramba.
*Nozes tb, como sempre.
AN:)
Excelente!
Já pensou em fazer podcasts luli?
Não só o Serginho Groisman, acho um saco entrevistador que fala mais que o entrevistado. Se o cara tá bem preparado e domina a pauta, deve ter a capacidade de ser objetivo nas questões e ajudar o papo fluir. Se não tá bem preparado, falar o essencial ajuda a disfarçar o desconhecimento sobre o assunto. Ainda assim, muito boa a entrevista, com muita coisa bacana para ser assimilada e refletida. Parabéns.
O final em especial foi excelente, Luli!
Eu sempre pensei no iPhone dessa mesma forma. Aliás, era a coisa mais óbvia do mundo juntar um ipod com telefone, com interface e design agradáveis…
Luli, você já deve ter visto o Ubiquity da Mozilla, né?
Ah, foi impressão minha ou ele largou você no meio da entrevista pra falar sobre o que quisesse? hehehe
abração
Luli!
Conheci você por publicações antes da sua palestra em 2000/salvador/ndesign. Lá fiquei igual um bocô tentando pegar um livro seu… Pensei que você ia distribuir, sei lá rssss! Gostei demais da palestra. Era 2000 né? Ouvir esse arquivo foi muito bom.
AH! Tirei um foto com você no Rockn Rio Café lá. Você é fera! Desde sempre, tento acompanhar você no que escreve ou fala. Acho muito interessante o que você diz. Eu sempre acho que você esta muito correto no que fala. Olha, aprendo demais com você. Você consegue falar de forma a trazer luz ao assunto. Faz parecer muito simples.
Faz um Podcast!
“Então, Luli, como é que é mesmo esse negócio de design digital, essas coisas?”
Abraço cobálico!
Pô Luli, o cara queria fazer uma entrevista rasa.
Escolheu o cara errado.
Acho que ele não entendeu nada.
Conversa de maluco.
Adorei, me diverti com teu esforço de simplificação.
Obrigado a todos pelos gentis comentários. Lucas Santiago, o Orkut, o Facebook e todas as comunidades online funcionam como bares. Você quer estar onde os seus amigos estão. Quando o Orkut estourou por aqui, muita gente nos EUA já usava o MySpace. Quando surgiu o Facebook lá, ele era uma resposta aos infinitos paus e falta de noção do MySpace - assim como um bar novo substitui um que esteja caído.
Aqui no Brasil, o problema foi outro. Quando o Orkut se tornou popular DEMAIS, um monte de pecados foram cometidos em seu nome. Daí acabou queimando a categoria como um todo. Por isso as outras redes não pegam com tanta força.
Quanto ao fato de chamar o Groisman de Serginho, considero isso mais uma marca comercial que um apelido diminutivo. Como Jô e Pelé.
Wallace, pensei sim. Olha isso.
Muito legal. Me serviu de refresh da tua palestra no encontro de web design de porto alegre.
Tchê. acho muito legal a forma como tu usa várias visões de mundo pra completar o argumento.
Sem querer ser chato mas já sendo,uma pequena correção a sony tem as lentes da Carl Zeiss. A Panasonic usa as Leica’s.
Parabens pela entrevistas!