Tinha esquecido de falar dessa sensacional aplicação prática de design:
Design é forma, função e comunicação, às vezes nos lugares mais inacreditáveis. Eu já tinha reparado nesse “detalhe” no banheiro do aeroporto, mas achava que era alguma espécie de intervenção “artística”. Curioso que sou, me vi obrigado a olhar para todas as latrinas deste e de mais dois banheiros para perceber que todas as mosquinhas estavam, aparentemente, na mesma posição.
Tudo bem que era Amsterdam, mas eu já estava me arriscando de entrar em um sanitário masculino com uma câmara. Não seria doido varrido de entrar lá com uma régua em mãos – o pessoal lá é bastante livre e adepto de visões alternativas de sexualidade, por isso nem quero pensar no que poderia passar pela cabeça de alguém que me tirando essa foto. Sem contar que mictórios são nojentos, por isso entrei logo depois que o carinha da limpeza tinha saído. Tudo em nome de uma experiência de aprendizado.
Foi esse carinha da limpeza que me contou, com uma erudição inesperada, que os banheiros eram bem mais sujos e fedorentos antes da intervenção da “tatuagem de mosquinha” na privada. Na falta do que fazer, mirava-se no alvo – e isso tendia a reduzir a quantidade de resíduos lançados para fora de seu devido receptáculo. Em outras palavras, uma pequena intervenção na fábrica de porcelanas resultava em enorme economia de energia e dinheiro na instalação de um ar condicionado mais potente ou na contratação de equipes maiores ou mais freqüentes de limpeza.
Excelente exemplo da aplicação de design. Mesmo assim, recomendo cautela antes de você mostrá-lo a seus clientes. Eles podem achar que você é doido demais, mesmo para um criativo.
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Eu tive o gosto de urinar numa dessas moscas em Schiphol. E o desgosto de conhecer mais uma evidência de como o cérebro do homem é primitivo e tosco. Mosquinha para fazer os mijões se portarem decentemente é um equivalente do burro sendo puxado pela cenoura.
Em Londres fui em um PUB, em época de copa do mundo, onde havia um gol pequeno com um bolinha pendurada dentro dos mictórios. Era inevitável ficar tentando fazer gols.
realmente é inevitável brincar nos mictórios, os homens fazem isso desde moleques. Manja tentar urinar longe? Aliás poderia ter uma infinidades de jogos, alvos, se tivesse pontuação então seria um espetáculo, recodes do banheiro!! Aliás vi um projeto suiço em que você podia pilotar uma moto em LCD mandando jatos pra lá e pra cá!
O golzinho que o Fernando citou eu já vi no São Cristovão aí em Sampa. Mas isso gera muitas possibilidades para uns brinquedos Aquaplay…
huahuahauhua, nos shoppings aqui de são paulo tbm tem coisas parecidas, o golzinho por exemplo, realmente é um exemplo ótimo para Design.
Mas isso é verdade, é inevitável ficar ‘mirando’ em algo, e parece que não vem só da nossa cultura, seria algo “cognitivo”e inato nos homens? rsrsrs
Luli,
Vc será eternamente vc, sempre reparando em tudo ao seu redor.
Os homens serão eternamente homens: sempre tentando atirar em qualquer mira! :)
Amei esta estória do mictório. No meu caso, tenho sempre que sentar. Ainda bem que americano não economiza em mão de obra em banheiro público!
Outro dia tentei deslocar uma bolinha de naftalina dentro de um mictório. E consegui! Marquei um golaço e corri pro abraço, ou melhor, para a pia…
Ótimo!!! Ótimamente ótimo!!!