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18 tendências: melhor que nenhuma?

Mapa de tendências
Mapa de tendências dos Arquitetos de Informação Japoneses. Falei dele neste post.

Ao fazer uma pesquisa para minha palestra no iMasters InterMinas (e para uma workshop que vou dar para eles junto com meu amigo Michel), fui buscar entre os principais blogs de analistas de tendências de marketing e propaganda dos Estados Unidos o cada um imaginava ser a principal tendência de marketing para 2008. Para cada fonte pesquisada, meu briefing era claro: se minha empresa precisasse concentrar todos os meus investimentos em só uma ação, qual seria ela?

Já sabia que não seria possível encontrar consenso entre opiniões de gente como Tom Martin (Positive Disruption); Andy Wibbels (AndyWibbels.com); Marie Lena Tupot (BrandNoise); Jay Moonah (Media Driving); Peter Imbres (Point Oh!); Joost de Valk (Joost de Valk’s SEO Blog); Barry Schwartz (Search Engine Roundtable); Joe Pulizzi (Junta 42); Brian Keith (All For You by Brian Keith); Paul Chaney (Conversational Media Marketing); Dan Schawbel (Personal Branding Blog); John Grant (Greenormal); Martin Calle (Madison Avenue); George Parker (AdScam/The Horror!); Mike Volpe (Hubspot); John Ebbert (ContextWeb Internet Advertising Blog); Kevin Tomczak (PowerUp); Darryl Ohrt (Brand Flakes for Breakfast); e Billy Shih (Billy’s Blog). Mas confesso que não imaginava encontrar tamanha discrepância. Eis o que encontrei como suas principais “previsões 2.0″ para 2008″:

  1. Vídeo: “O surgimento de novos canais, como HDTV e a queda dos custos de produção e distribuição, é a oportunidade de criar a propaganda que os consumidores querem ver.”
  2. Busca local: “Os consumidores estão aprendendo que podem encontrar o que procuram tanto em seu bairro quanto no mundo.”
  3. Busca universal: “Seu website corporativo é menos relevante do que nunca. Como não há como competir com fornecedores específicos de produtos ou serviços, a empresa precisa atender às necessidades do consumidor, mais do que aumentar sua carga de opções.”
  4. Aplicações móveis: “Ainda não é espaço para grandes iniciativas, mas para pequenas atividades para facilitar a vida cotidiana.”
  5. Microblogging: “O Twitter e equivalentes são uma forma emergente de mídia, baseada em conversas coletivas e remotas.”
  6. Otimização de mecanismos de busca (SEO): “É a forma mais barata e eficiente de atrair tráfego de alta qualidade para o ambiente comercial de uma empresa.”
  7. Armazenamento e processamento remoto: “Não faz sentido armazenar dados pessoais e informações relevantes em seu computador pessoal – em 2008, tudo será ‘guardado’ na web.”
  8. Conteúdo: “Fornecimento de conteúdo de maior qualidade, valor e relevância de uma forma constante e consistente é mais uma forma de pensar que uma determinada estratégia, aplicação ou produto.
  9. Micro-comunicação: “As mensagens estão cada vez mais compactas e concisas. Não há tempo para verborragia.”
  10. Sócio-semântica: “Maneiras simples e intuitivas de compartilhar recursos e descobertas com os amigos.”
  11. Ação ética: “As empresas precisam entender de uma vez por todas que mercados são conversas. Precisam parar de ‘fingir que ouvem’ e passar a ouvir efetivamente seu público.
  12. Opinião e atitude: “Informação virou commodity. Com a mídia pulverizada em mais de 80 milhões de blogs e websites, a qualidade do que se diz é mais importante que a intensidade ou o volume do discurso.
  13. Metaversos: “O SecondLife não foi um sucesso, mas não morreu. As pessoas estão redescobrindo nele o prazer das antigas salas de chat.”
  14. Redes sociais: “Estão cada vez maiores, atingem públicos cada vez mais velhos e retêm seus participantes com um número cada vez maior de acessórios, graças às suas plataformas abertas.”
  15. Portais: “À medida que conhecimento e familiaridade com a rede aumenta, as pessoas deixam de temer o ‘buraco negro’ da Internet e migrar para websites de nicho, menores e mais especializados.”
  16. Empowerment: “É preciso municiar formadores de opinião para assegurar sua ‘liberdade’ de opinião. Quanto mais independentes eles forem, mais valiosos serão.”
  17. Blogs e mídia social: “São cada vez mais uma das maiores fontes de credibilidade das informações disponíveis na Internet, até porque são pequenos e idealistas demais para serem ‘engolidos’ pelo sistema – e sabem que sua reputação é seu maior bem.”
  18. Acessibilidade: “A web tende a se tornar apenas mais um canal de distribuição de conteúdo digital. É preciso, portanto, fazer com que a informação disponível online seja acessível por outros meios, como consoles de videogames, TV, MP3 Players, Smartphones etc.”

Fui procurar minhas informações em sites americanos porque lá os analistas independentes têm maior projeção (via blogosfera) e porque os Estados Unidos são o país com características de mercado mais próximas das nossas, por mais que exista uma tendência entre a elite cultural brasileira a admirar a Europa. De qualquer forma, deu pra ver que o desvio-padrão é gigantesco. Isso dá o que pensar, afinal 18 tendências são melhores ou piores que nenhuma tendência?

Em uma entrevista recente para o Clube de Criação Web eu disse o que acreditava que vinha por aí. Alguns de meus palpites, como maior inclusão e maiores aplicações em saúde e educação não foram citadas pelos especialistas acima. Outra coisa que acredito é que provavelmente algo que não fazemos nem idéia da existência ou serventia hoje (e que, se apresentados a ele, provavelmente o acharíamos ridículo ) deverá ser uma grande mania e fonte de dinheiro. A Hype Machine não pára.

E você? Concorda com as DEZOITO tendências? Ou acha que é exagero? Quais são aquelas em que você acredita? Por quê? Ou ainda tem alguma coisa essencial que você acredita que vá virar e que eu esqueci de dizer?

Fico imaginando a cabeça do pobre marqueteiro de uma empresa, bombardeado por panacéias de todo o lado, dispostas a curar um mal que ele pode nem ter.

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