Ia colocar essa dica de leitura como uma mensagem no Twitter do DWD:3, que está um pouco desatualizado (pelo mais simples dos motivos, faz um bom tempo que eu estou sem ler referências). Mas daí pensei um pouco mais a respeito e percebi que “As leis da simplicidade: vida, negócios, tecnologia, design” é um livro bom demais para uma resenha de 140 caracteres.
Por mais que o título e a diagramação da capa não sejam exatamente apelativos, posso dizer a vocês com segurança que vale a pena, principalmente por fazer a ponte entre três áreas que normalmente se falam bem menos do que deveriam: Planejamento; Arquitetura de Informação / Usabilidade; e Design. Se o termo “vida” no subtítulo assustou você, por lembrar coisas de auto-ajuda e pseudo filosofia, saiba que ele me assustou também. Mas como já conhecia a obra do John Maeda e seus pensamentos sobre design e simplicidade, resolvi encarar.
O livro é EXCELENTE, principalmente por levantar algumas questões que aceitamos sem pensar muito a respeito: “por que o iPod, mesmo não sendo o melhor MP3 Player, nem mesmo o mais barato ou o mais cheio de traquitanas, é o aparelho mais popular?”, que eu até levantei aqui neste blog outro dia, é uma delas. E isso é só o começo. Ele também aborda o desconforto que se sente devido ao excesso de informação e funcionalidades nesta nova era e mostra, de uma forma maravilhosamente didática, que simplicidade é sanidade, é racional e transmite segurança. E aproveita para falar que Gestalt tem tudo a ver com simplicidade. Um achado.
Ah, e quanto às tais considerações sobre a “vida”, na verdade não era nada do que eu estava pensando. Como oriental, o cara é super Zen. E a forma com que ele encara os processos só aumenta a simpatia por ele em um ambiente de publicitários egomaníacos.
Boa leitura. Enquanto isso, devorarei o livro do Maujor.
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Livro muito interessante, é um material de consulta para ser lido algumas vezes.
Abraço!
Para quem ainda não se convenceu de simplificar as coisas, a livraria cultura disponibiliza 7 páginas do primeiro capítulo: http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capitulo/3205586.pdf. É degustar e comprar, claro!
Olá, venho acompanhando seu blog a algum tempo, mas nuca pensei em postar um comentário. Como tenho tido muita confiança nas dicas e informações postadas aqui, gostaria de pedir uma orientação sobre venda, mais especificamente venda de design. Se o Sr tiver alguma leitura, opinião ou dica para fornecer, agradecerei, pois no meu dia a dia, percebo a grande dificuldade em se vender design, principalmente no desenvolvimento de aplicações web e sites em geral. As pessoas até compram um layout com uma estética atraente, mas os métodos parecem não importar. (PS: chamo de método toda e qualquer avaliação e estudo ligados a usabilidade, acessibilida e ergonomia).
O que você quer dizer com “venda de design”, Wesley? Como cobrar por produtos de design? Hummm… essa não é fácil, mas vou pensar algo a respeito.
Quando falei sobre vender design, não estou me referindo o quanto cobrar, mas sim como vender mesmo. Acho complicado os cliente comprarem usabilidade, acessibilidade, ergonomia, arquitetura de informação, deign de imersão, iteração e qualquer coisa que fundamente uma interface eficiente e eficaz alem da estética. Trabalho com elaboração de interfaces para sistemas corporativos e tenho uma grande dificuldade em convencer os clientes que antes de se conceber um layout estético, precisamos definir e identificar uma série de requisitos que melhorem a interação do usuário com o sistema.
Obrigado pela atenção. :-)
Obrigada pela resenha - estava procurando informaçoes sobre este livro pra dar de presente e caí por aqui.
Falando em simplicidade, me encantei com John Maeda numa época em que eu lia muito este blog: http://zenhabits.net/
bj