Depois de uma viagem para superestimular os sentidos, me esperam em casa várias dezenas de updates no Twitter, algumas centenas de e-mails, outros milhares de feeds de RSS. Se antigamente isso desesperava, hoje fascina. É uma boa mudança dos tempos.
Logo depois do estouro da “bolha” pontocom, as pessoas se perguntavam:
“será que eu fiz a escolha certa?”
Para muitos, pairava a dúvida sobre os rumos e futuro da Internet. Algumas Cassandras chegaram a classificar a rede mundial como uma bobagem tão passageira quanto pistas de kart indoor ou buffets de sorvetes por quilo. O tempo passou e tudo se ajeitou.
Com a solidez dos novos processos, a época da inovação a qualquer custo (e em qualquer direção) acabou. Os processos passaram a se profissionallizar e, sob muitos aspectos, ficaram mais cautelosos. Entediados, muitos criativos de web passaram a se perguntar:
“para onde será que eu devo ir?”
As opções não eram muitas, e a banda larga parecia significar apenas um pouco mais do mesmo, e o mesmo não era lá muito animador: flash, banners, portais etc etc etc… Hoje, com a profusão de coisas disponíveis, a pergunta mudou. Há muito para se ver, tantos ingredientes para se misturar, que muitos se questionam:
“por onde eu devo começar?”
É uma linda pergunta, e simboliza uma grande (e maravilhosa) mudança de ponto de vista.
Pode parecer um sentimentalismo besta, mas é muito bom poder dividir certas dúvidas existenciais com vocês.
Popularity: 4% [?]
Esse post foi como aqueles pensamentos que a gente tem antes de dormir, não é?
Na verdade, Camilo, foi daqueles comentários que a gente faz antes de viajar, deixa anotado de lado e depois esboça um rascunho. Vem coisa melhor em breve, prometo.
eae luli, blz?
cara, vc terminou seu post falando em duvidas existenciais, e veio bem acalhar pra mim… pois estou em plena crise existencial, mas tudo começou numa palestra sua que assisti, onde vc disse que a web morreu, ou coisa do tipo, bom na epoca eu era webalgumacoisa, e dai deixei de ser naquele momento pra virar programador, mas até essa seman, pois naum sei mais o que sou… e acho que tem mta gente por ai orfão de nome de profissão, apesar de progamar em asp, css e outros scripts, naum sou programator, pq tb domino o photoshop, faço a manutenção das máquinas, administros as bases de dados, ai ai ai… quem somos nós, funcionários que hj batem escanteio e cabeceiam??? please
Às vezes a gente não valoriza, mas filosofar é importante. Seja sobre a web, seja sobre o porquê de estacionar seu carro sempre na mesma vaga do supermercado - claro que isso quando ela está livre.
Filosofar leva a vida da gente pra frente; não estabelece um sentido pra ela, já que ela , a vida da gente, muda a cada segundo e é melhor viver o atual do que gastá-lo planejando o próximo. Não, isso não tem nada a ver com aquela história de viver tudo intensamente, ao menos pra mim.
Complementando o que disse no post anterior: …”viver tudo intensamente”, dê no que dê, aconteça o que acontecer.
Agora penso que ficou mais claro.
Enfim, apenas quero compartilhar o “graças à Deus” que passou a maldita bolha, época que odiei… como pudemos ter sido tão delirantes ?
Enfim, acho que estamos numa época boa, em que a área se solidificou e encontrou seu caminho: os “sobrinhos” já não importunam tão mais e os clientes já sabem um pouco mais o que querem (ou o que precisam). Não é um mundo de flores (nunca o será !) mas é bem melhor de se conviver. As tecnologias web são finalmente meios de ganhar dinheiro de forma consciente.
Além disso, para o alívio de nós, pobres designers a usabilidade anda muito em alta. Com aparelhinhos bacanas como o iPod do titio Steve muitas empresas cairam na real e estão vendo que o design e a usabilidade vendem mais.
Enfim, acho que é uma época mais dura para se dar bem, mas ao mesmo tempo é uma competição mais séria. Ao alto e avante !
Só um OFF, excelente suas matérias na revista do imasters.
Como sempre mandando bem :)
Até o intercon
Abraços
estamos aqui respondendo as vezes e ouvindo sempre.
PHD?
parabens cara..
Oh Luli,
não sei se ficou a impressão, mas eu não reclamei do post não. Quis dizer que tenho os mesmos pensamentos de vez em quando.
Não tenho o que dizer com relação a esses comentários, a não ser que, em seu conjunto, acabaram sendo mais profundos que o próprio post. Muito obrigado.