Como todo movimento cultural ou socioeconômico, este também já havia começado há algum tempo no dia em que alguém resolveu atribuir-lhe um nome. O indivíduo não poderia ser mais apropriado: John Batelle, editor da Wired, o sugeriu como título de uma conferência para seu amigo Tim O’Reilly, presidente de uma importante editora de livros técnicos. Passada a conferência, descobriu-se que o termo era bom demais para ser desperdiçado e foi transformado em um artigo.
Era o começo da maior buzzword da história recente da Internet.
Para analisar o termo, sugiro começar com o que eles mesmos definiram como a tal da Web 1.0 - DoubleClick, Ofoto, MP3.com, Britannica Online, Páginas pessoais, registro de nomes de domínio relevantes, page views, aproveitamento de espaço na página, publicação, administradores de conteúdo, diretórios e stickiness. O que elas todas têm em comum? Na minha opinião, um fator muito importante: elas não respeitam a natureza da web. São apenas mímicas pobres de outras mídias.
Diretórios, Britannica Online, MP3.com e Ofoto dispensam apresentações. Da mesma forma que a maioria das presenças digitais de veículos de comunicação “tradicionais”, elas são depósitos de conteúdo estático, inerte. São uma biblioteca cujo acesso é eficiente, mas ainda uma biblioteca.
Antes de falar dos outros, uma pequena consideração sobre a natureza dos meios em geral. O rádio começou como uma leitura dramática de textos; o Cinema em seus primórdios não era muito diferente do Teatro. Nada disso existe hoje em dia, a não ser em sessões de nostalgia. Como o próprio Batelle diz, “nós desenvolvemos um certo apego com relação às coisas que não precisamos mais usar”.
(cartas são lindas para quem não precisa escrevê-las)
CNN e MTV mudaram para sempre a forma com que se assistia TV. Simpsons, South Park e Cartoon Network abriram espaço para um novo tipo de desenho animado. As estações FM mudaram a forma do rádio. Ninguém mais se empolga com Jeannie, Flintstones ou radionovelas, no entanto ninguém as chama de “pós-rádio” ou de “TV 2.0″.
Os acadêmicos que me perdoem, mas em muitos aspectos a definição de Web 2.0 é muito semelhante à de Pós-Moderno: em vez de explicar do que o conceito se trata, elas se limitam a dizer que ele “veio depois” de algo, portanto deve ser melhor. Isso é estranho, para se dizer o mínimo. Imagine descrever seu trabalho como “segundo emprego” (ou pior, apresentar sua mulher como “segunda esposa”). Pouco importa a ordem, a parceria é definitiva. Ou deveria sê-lo.
A proporção em que esses termos são citados costuma ser inversamente proporcional à sua compreensão - algo como sexo para pré-adolescentes. Isso não surpreende, afinal as novas situações demandam novas palavras para defini-las. Imagine descrever o ambiente digital somente com argumentos mecânicos. Ou explicar como funciona um serviço de páginas dinâmicas com o emprego de palavras-chave ativas e maleáveis sem o uso de termos como AJAX ou Folcsonomia? Complicado, não? Pois é, o mundo da comunicação digital e interativa é muito, muito complicado. Ainda mais se suas referências ainda estão nos séculos passados (correio eletrônico, páginas web? Tsk, tsk, tsk…)
O “velho” mundo 1.0 fica mais fácil de se entender sob este aspecto. DoubleClick, registro de nomes de domínio relevantes, page views, aproveitamento de espaço na página e stickiness são a velha propaganda, a velha mídia de massa, apenas em um lugar diferente. O mesmo pode ser dito de certas ações de certas marcas no Second Life. Aliás, de qualquer ação de qualquer marca no Second Life. Valor agregado? Imagina, quem liga para isso?
(não vou falar - mal - do Second Life aqui porque é chutar cachorro morto.
Se você quiser ver uma bela descida de sarrafo, veja o que a Wired tem a dizer.
Ou dê uma busca no Google. Eu volto ao tema em outro post)

O resto me lembra os primórdios da “microinformática”, em que se previa que todos viriam a usar computadores, desde que aprendessem a… PROGRAMAR! BASIC! Linguagem que, para o bem de todos, foi parar no mesmo cemitério que um dia o HTML repousará. Páginas pessoais e publicação só fazem sentido em um ambiente que os administradores de conteúdo sejam simples, amigáveis e baratos. Se forem gratuitos, melhor.
Daí em frente não demanda muito trabalho intelectual: a web como plataforma, por exemplo, é inquestionável. Se ela mudar, será porque evoluiu para uma nova foma de expressão, mas é certo que ela jamais voltará a ser um simples canal de comunicação.
Uma olhadinha no “meme map” da Web 2.0 pede alguns comentários:
- Uma atitude, não uma tecnologia – pense em MTV. Ou melhor, lembre-se que você gesticula quando fala ao celular. Isso só tem duas explicações possíveis: você é louco de tacar pedra ou a tecnologia se tornou transparente.
- Cauda (não “calda”) Longa - qualquer estudo em leis matemáticas sobre sistemas em constante evolução chega a uma lei de força (power law), que é exatamente o princípio da cauda longa, apenas em termos menos amigáveis.
- Dados são o novo “Intel inside” – esse é bom para você ver como era esquisito o mundo dos computadores. O chip, apesar de ser tão importante quanto a salsicha no hot dog, era desprezado ou invisível. A casca era admirada, tivesse ou não recheio. Hoje em dia, pouco importa a tecnologia sem conteúdo. Demorou, mas passamos a prestar atenção na salsicha.
- O “beta” perpétuo – apesar do que os americanos adoram dizer, você não nasceu pronto. E vai demorar para se aprontar. Olhar para algo feito há cinco anos e achar simplório é sinal de evolução. O ser humano nunca foi pétreo, a Internet finalmente o entendeu.
- A Melhoria de software com aumento de usuários e Hackability – o Facebook abriu a interface e descobriu que o Carnaval se faz de gente dançando na rua, não de escolas de samba. Quanto mais pessoas e maior a diversão, melhor. Isso é óbvio, apesar de alguns publicitários ainda acharem que não.
- Componentes web e o direito de remixar e combinar coisas – é a base da linguagem (combinação de termos) e das idéias (combinação de conceitos). Abrir seu código e permitir a contribuição é participar de uma brainstorm gigantesca e duradoura. De graça.
- Emergência e confiança – não se pode prever o comportamento do consumidor. Mas, ao contrario do que se pensa, as pessoas gostam de colaborar e, na ressaca do egoísmo oriundo da década de oitenta, querem criar algo de valor. A Wikipedia seria impensável mesmo para os maiores bicho-grilos que iriam para Esalen com flores no cabelo.
- Diversão – é solução, sim. É solução pra mim.
- Acessibilidade granular – nem o cara mais chato do mundo consegue falar tudo de si ou saber tudo de seu interlocutor. Como em conversas (ou strip-teases, escolha seu modelo), o conteúdo se desvenda aos poucos. É isso que o torna fascinante.
- Experiência rica – ninguém gosta de computadores. Quem passa horas em WoW ou qualquer outro MMORPG não percebe que está na frente de uma máquina. SMS, MSN tampouco.
(da parte de cima deste quadro e dos padrões de design da Web 2.0
eu falo em outro post, que este está muito longo e o fim de semana chama)
Como diz William Gibson, “o futuro já está aqui. Ele só é mal distribuído”. Eu acrescentaria que é preciso vontade e empenho para vê-lo. Ao dizer que não acredito em Web 2.0, me refiro ao termo, não a seu conteúdo. Ela é a web, a mesma web. Aquela criança que todos nós vimos nascer, agora amadurecida e radiante, rejeitando seu apelido infantil. Ou pelo menos tentando colocar um sobrenome nele.
O Cluetrain Manifesto já falava disso faz tempo.
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Cara,
vc é mto bom.
O “Surf e tendência” estava perfeito. Esse post então nem se fala.
Preciso fazer desse blog uma referência obrigatória.
Parabenzaço
Pati
RADICAAAAAL!!! :O)
Perfeito o texto. Só discordo quando você diz que o termo “era bom demais para ser desperdiçado”. Semprei achei o termo muito ruim, pelo fato de ser “datado”, 2.0. Isso relacionou a web ao software, quando, na verdade, ela é a plataforma. Claro que na hora de batizar eles talvez não tenham percebido isso, mas o fato é que, ainda com poucos anos após o batismo, o termo já parece batido, ultrapassado.
Você tem razão, Walmar.
Acredito que eu tenha me expressado mal. Mas acho que o nome era muito bom para uma série de conferências e para uma análise - datada - de uma web que se reconstruía depois do estouro da bolha.
Concordo com você que é péssimo como título de categoria.
vc escreve como poucos, as vezes parece q vc tá desenhando, com direito a lapis de cor e tudo… a explicação entra mesmo q a gente não queira…
parabéns!
Esposa 2.0 é ótimo! hahhaahha
E em relação ao seu rápido comentário sobre o SecondLife, acho que o único retorno que as ações de marketing no SecondLife dão, é a mídia espontânea gerada no “FirstLife”. É mais ou menos a mesma coisa de uma década atrás quando uma empresa lançava um site só para ter uma matéria no jornal.
Grande abraço, mestre!!
Gosto muito dos seus textos e não foi diferente com este. Porém, se falar mal de Second Life é chutar cachorro morto, criticar Web 2.0 é desenterrá-lo para chutá-lo novamente. Já deu. Próximo assunto…
Pode ser, Rafael, mas tem uma pequena diferença. Enquanto a Web 2 tem um conceito perfeito com um nome infeliz, no SecondLife o que ocorre é o contrário.
Excelente texto.
Muito interessante a forma pela qual você tratou o assunto que, hoje em dia, é muito falado em nosso cotidiano de Internet… Mas eu sempre concordei no ponto que o termo “Web 2.0″ era mais um motivo para vender ou valorizar alguma marca do que representar a evolução da Internet.
E já estou ouvindo falar em “Web 3.0″… Quero só ver onde vai parar… Será que irá parar?
Não vejo essa discrepância toda.
Sempre que alguém me comenta que não existe Web 2.0 vejo com esse estivesse utilizando a idéia de Web Semântica, proposta por Tim Berners-Lee, que afirma ela como sendo “uma extensão da Web atual”.
Na realidade é a mesma coisa: Web 2.0 é a Web 1.0. A 3.0 será igual. Acontece que o ser-humano “tem necessidade” nomear as mudanças. Ele agrega um nome a cada descoberta e a cada versão delas. Basta ver a identificação de micro-processadores de computador, onde todos são micro-processadores, mas receberam uma nomenclatura após seu nome para especificar a tecnologia que são utilizadores.
É também um pouco (ou muito) de marketing.
Isso daria uma tese, é um bom assunto para debate.
Abraços!
PS.: Bom post; próprio para debates. :)
Acho que o Luli tem uma máxima legal, tipo: “Só vou falar do assunto depois que eu observar o suficiente para fazer um texto BOM!”.
Valeu pela leitura Luli.
(Luli, na Intercon 2006 você falava sempre p/ se referir aos ‘tiozões’ o genero rockabilly e eu dava risada toda hora porque na época eu tinha no meu ipod bastante Stray Cats. Ainda fico pensando, será que você também não? ehehehe)
Na minha opnião o nome foi criado como foi criado varios outros nomes para os mais diferentes movimentos, artisticos, sociais e etc.
Ate o fato de ser 2.0 eu gosto! Sei que a web não é um software e que não lhe compete a nomenclatura 2.0, mas tem tudo haver!
Seria estranho para mim um “modernismo 2.0″
Eu creio para ver!
Link muito bom, http://lista2.0br.com.br/
Abs
Bom, sempre me interessei pelo termo web 2.0 é como se fosse uma luz no fim do tunel, não que a web estivesse em decadencia ou monótona demais mas é como um novo começo, uma nova geração de sites, interfaces e usuários. Para mim o termo Web 2.0 sempre me serviu como forma de separar o “CONTROLAR” (web 1.0) do “COLABORAR” (web 2.0) pois sempre vão existir sites 1.0 oque aconteceu com o termo “Web 2.0″ é que tomou um novo rumo, saindo da internet para a TV por exemplo: FIZTV.COM.BR e PEPSI.COM.BR/MUSICA
Agora que o termo está criado, so o que nos resta é nôs adaptarmos, acreditando ou não.
Abraço a todos
Erick Souza
http://www.ericksouza.com.br
Luli, parabéns pelo artigo. Concordo que o termo Web 2.0 é pobre para o que realemente é a Internet que estamos vivenciando e participando. Ela é muito mais do que isso.
No entanto, discordo quanto a sua opinião a respeito do Second Life. Não acredito que ele tenha morrido, ainda há muito o que ser explorado lá dentro. Talvez as empresas e publicitários ainda não tenham encontrado a forma correta de atingir os clientes e usuários, mas isso é questão de tempo.
Gosto do comentário do Erick Souza que assemelha 1.0 a controle e 2.0 a colaboração. Da última fala-se muito, da primeira parece que se esqueceu, ou se jogou para debaixo do pano.
Está em cheque a habilidade profissional de gerenciar a colaboração. É uma questão de convencer o chefe e de gerar resultados plausíveis. Ele certamente teme estrear um site 2.0 para uma instituição com medo de depredações ou, ao contrário, mero naufrágio (ninguém usa, não tem graça).
Não há especializações acadêmicas voltadas a isso e a maioria dos atuais profissionais de web é somente usuária da nova web. Novas e poucas são as empresas e empregos especializados.
Daí fica díficil convencer abandonar o conforto 1.0 em busca do estrelato 2.0! Haja wireframe, governança, fluxos de trabalho e phps pra controlar isso tudo (em vez do bom e barato html+javascript+css) e, mais difícil, haja argumentos de relevância para apoiar os próximos projetos, caso eles desejem ser chamados dignamente de 2.0!
Também por conta de “Pati Cavaquinho” tenho um montão de coisas para falar com você, mas isso fica prá outra hora…
Por agora, basta dizer: você é do cara..! Leia o que ninguém menos do que Pierre Lévy disse: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1408200711.htm
Concordo também com alguns aqui, que o nome foi dado apenas por nomear, pra pontuar um evento.
Ou seja, mais pessoas se agregando na rede, só. Massificando.
Assim como existiu o nome “bolha da internet” e hoje dizemos “depois do estouro da bolha”. Acho q segue a mesma coisa. Apenas para marcar uma flag na API do google maps, manja?
Ou devemos chamar a Tv Digital de Tv 2.0 como vc tbm chegou a argumentar, né?
Modismo, marketing, ou mafagafinhos…é tudo [quase] a mesma coisa…em constante evolução.
Bom, é o q eu acho.
Parabens pelo post Luli. fantastico! =)
Abraço
Olá Fernando.
“Assim como existiu o nome “bolha da internet” e hoje dizemos “depois do estouro da bolha”. Acho q segue a mesma coisa. Apenas para marcar uma flag na API do google maps, manja?”
Acontece que a bolha da internet foi um evento fácil de se determinar temporalmente. Teve início, meio e fim. Agora a internet nunca parou de evoluir e como 1.0 se mistura com 2.0 e continuará se misturando para sempre, fica difícil comparar um termo com o outro.
O interessante é que a discussão toda sobre o termo 2.0 fez com que se percebesse que uma série de características novas começaram a ser incorporadas a partir de um certo ponto e que muitos conceitos tiveram que ser repensados. Não que isso fosse necessário, pois eu continuaria desistindo de usar um cliente de e-mail para ter tudo online da mesma forma, quer eu estivesse ciente dessas mudanças ou não.
De qualquer forma, muita gente ganhou dinheiro com esse termo :-) E eu não vejo problema nenhum nisso.
Muito bom o post. É uma pena que quando o mercado descobrir que o termo “Web 2.0″ se trata um nome infeliz, já terão inventado a “Web 3.0″, “4.0″ e por aí vai. :)
Fiz meu trabalho de conclusão de curso sobre web 2.0 e posso dizer que li até que bastante sobre isso.
Minha proposta era colocar o assunto em debate, descobrir o que havia de novo e o que isso poderia agregar em nossas vidas.
Creio que discutir ‘nomes’ para essa “nova” (entre aspas msm) internet não leva a lugar nenhum. É inegável que as coisas mudaram, como acessamos dados, como publicamos, como nos relacionamos, qual o problema de chamar 2.0? Não importa se 2.0 se refere a programas, não plataforma, etc. etc.etc.
A TV não se passou a chamar TV 2.0, mas antes ela era de tudo e preto e branco, e foi um marco qnd passou a ser colorida, e foi um um marco qnd passou a ser a cabo e agora está sendo um marco a TV Digital.
Creio que hoje em dia a poeira WEB 2.0 está mais baixa, mas as tecnologias, novidades desenvolvidas estnao sendo assimiladas e algumas das pessoas que usam nem se importa se é 1.0, 2.0, 3.0…
PS: a proposta da web 3.0 é uma coisa completamente diferente, como alguém comentou ai em cima. web semantica, metadados etc, ainda estudo mais sobre isso e falarei com mais propriedade só depois ;)
A arte no campo da pintura sempre foi …
pintura…mas com as escolas em determinadas épocas, cada artista poderia seguir um estilo (de stijl, expressionismo, barroco…), mas mesmo assim não deixava de ser pintura.
Entendo o Web 2.0 como um possível movimento web - como uma “escola”, fazendo um paralelo com a arte - já
que em se falando de layout temos
um “estilo padrão” para layouts nessa fase.
Senti minhas simples colocações serem complementadas fortemente pelas visões da Bia e do Linke.Concordo com eles!
Usando o exemplo da Pintura [adorei isso], como Internet.
E os estilos d pintura, como os tipos da internet…temos os estilos em ordem cronologica.
Dentro da pintura, lá no começo dos tempos tinhamos a Arte Rupestre [mensagem pela web sem site]…ai no meio do caminho, temos o expressionismo [web 1.0] hoje temos os grafiteiros na rua interagindo com o cenario urbano [web 2.0] e tudo ainda é pintura. [internet]
Assim, o artista pode escolher o q usar de inspiração de cada uma das areas, criando uma nova e propria.
Internet é tudo o que jah existiu. E se existe marcos destacáveis dentro dela, porque não nomear?
Mesmo descordando do termo, vemos um marco evolutivo.
E isso situa nossos clientes, onde mostramos pra ele, q ele nao vai fazer soh um “sitezinho” mas q vamos montar a empresa dele no mundo digital corporativo e o impacto q isso tem.
Bom, é só o q eu acho. Mas adorei o ponto d vista do bresslau também, nunca tinha pensado nisso, Obrigado cara!
Ah, e otro abraço pro Luli tbm poxa! hahahaha
Boa Luli, mandou bem com esse post! E fechou com chave de ouro com a referência ao Cluetrain Manifesto. Afinal, a facilidade na criação de conteúdo e compartilhamento é um dos emblemas da tal web dois ponto zero, e o cluetrain bem que dizia “people are having conversations”. Abraços da terra do Elvis.
Concordo que falar de Second Life é chutar cachorro morto.
O espaço está sempre vazio.
Hoje no Seminário Web 2.0 Philips e Procter e Gamble falaram sobre as suas experiências no 2nd. Estas empresas promoveram festas no espaço que atrairam muitos brasileiros que vivem no exterior.
Virou ponto de encontro…quem sabe este pode até ser um caminho para o second life. Gerou mídia expontânea também, mas agora já deixou de ser novidade. Fora isso, acho que não dá tempo nem de administrar a first life direito!!!
Desculpe, não consegui ler todos os comentários, pois o local onde estou não permite, não sei se alguém já falou mas acredito que a Web 2.0 foi nomeada para atender a um grupo de novos conceitos, tecnologias e funcionalidades que estão em práticas hoje em dia, e que só tendem a crescer. Gosto também do termo Web 2.0, porém não acredito da forma como dizem. Ja ouvir pessoas dizerem que programam em Web 2.0 (até 3.0 já ouvi). Não se pode dizer que se programa Web 2.0, não é uma linguagem de programação ou uma tecnologia, envolve um grupo, uma atmosfera toda de conceitos (como falei acima). Eu acho que tem muito misticismo sobre o termo Web 2.0, e não concordo como os leigos e mídia tem colocado.
Abraços!
Daniel Accorsi
Para mim, se fala Web2 pelo mesmo motivo que os ocidentais usam faixas no Karatê. Pura didática.
Imagina quem sempre usou a internet para procurar informação se tocar que agora também pode produzir essa informação. Ganhou uma faixa amarela!
Genial, pra variar, Luli!
Aos meus amigos que insistem em rotular a web em 2.0, eu sempre pergunto: “E o usuário, também é 2.0?”. Eles ficam pensativos… (risos)
A web é a mesma, o homem é o mesmo - estamos todos juntos em completa transformação desde o início! Se é pra rotular a web, temos que rotular o homem também! :-)
Abraços!
Realmente incrível…
Luli, estou virando seu fã de carteirinha, antes não o conhecia, mas depois da super palestra no Interminas 2008… tô sempre ligado nos seus posts…
Abraços!
Grande Luli.
Tchê, muito bom esse seu post, apesar dele ter sido postado a algum tempo, somente agora tive a oportunidade de ler.
Eu também não acredito em web 2.0 “nome”, mas acredito e tento junto com a comunidade web deixar ela cada vez mais interativa, creio eu que em breve teremos mais paginas “inteligentes”, creio que paginas em que ela ti dirá o certo ou o errado, saca ?
Tenho um projeto a longo prazo de uma tentativa de realidade virtual web, mas isso é apenas um projeto, fico imaginando o que o usuário final sentiria se ao entrar ele
Tivesse uma forma “humana ” perguntando o que ele gostaria de fazer,talvez um pouco da viagem de filme de ficção cientifica, mas seria “otemo”..
Um grande abraço, aqui do sul, perdi seu break publicitário na feevale, mas acompanho seu blog é o que resta…
Até breve
Bom,
Te conheci no Intercon 2008 e depois do evento mudei bem meu conceito sobre muitas coisas!! Post show de bola!! Eu sou um seguidor teu no twitter e quando o meu blog ficar pronto (tirei fora do ar depois do evento para remodelagem) colocarei uma dedicatória para você!
E acho que digo por todos que você é uma refêrencia para todos!! Obrigado por compartilhar com todos!!
Abraço
Renato SANDEI @sandei
Parabens pelo seu texto só não concordo com uma coisa
” Os acadêmicos que me perdoem, mas em muitos aspectos a definição de Web 2.0 é muito semelhante à de Pós-Moderno: em vez de explicar do que o conceito se trata, elas se limitam a dizer que ele “veio depois” de algo, portanto deve ser melhor. Isso é estranho, para se dizer o mínimo. Imagine descrever seu trabalho como “segundo emprego” (ou pior, apresentar sua mulher como “segunda esposa”). Pouco importa a ordem, a parceria é definitiva. Ou deveria sê-lo. ”
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Abraço …!! WP adicionado nos favoritos!! Belo Blog!
Parabéns peloS textos… muito show
Como dizia nosso “amigo” Albert, tudo é relativo. E a web 2.0, seja enquanto título ou conteúdo, também. Quando avalio esse cenário com os olhos de um internauta, qualquer conceito ou terminologia não faz a menor diferença. Só aproveito o avanço desenfreado da tecnologia (que muito me agrada) e só. Agora, quando avalio esse cenário do ponto de vista profissional (sou analista de marketing), “Web 2.0″ passa a me ser muito útil, representando um claro divisor de águas entre uma web na qual os internautas eram passivos, para uma web onde os internautas são ativos… e cada vez mais. Isso não só otimiza minha capacidade de comunicação com clientes como também me aponta para novas pesquisas, de novas tendências… me estimula a observar as pessoas sob novos aspectos e repensar, a cada dia, meus conceitos. E, de tudo, tem algo que posso garantir, traçando um paralelo: a grande maioria dos internautas possue uma TV de plasma de 60″ e ligam o tubo de imagem de 15″ na hora de assitir alguma coisa.
Mais uma vez, parabéns
Web 2.0… O termo sigere aquela dificuldade que a gente tem em lidar com o contínuo movimento. A evolução em saltos causa uma impressão de progresso, afinal. Já tenho bastante depreciação pelo termo de “pós-moderno”, que é só um moderno estendido… A mesma relação equivocada entre o contínuo Vs. discreto.