É uma pena que a série está no fim. Os fãs estão cada vez mais inventivos:
A foto acima foi tirada na fila de lançamento do livro em Londres, e, pela cara de quem leva o cartaz, acredito que ainda não tenha lido o livro. Mas que é engraçado pensar em uma possibilidade dessas, ora isso é. Muito se especula sobre as versões “reais” que talvez estejam circulando pela Internet, talvez o mesmo tanto que se comente sobre a possibilidade de se “abrir” o iPhone. Antes que você se preocupe, este post não falará sobre o fim do livro. Acho de mau gosto estragar a festa de tanta gente.
E por falar em tanta gente, é inevitável comparar o espaço de mídia, a expectativa e as filas que se formaram em busca dos objetos mais desejados nas últimas semanas, ainda mais ao levar em conta que um deles pode ser considerado uma revolução no que se conhece por telefone e o outro é um… LIVRO! De magia! No final de cada fila, mais de cinco séculos separam uma tecnologia da outra.

Os números de ambas as partes são impressionantes, embora, de certa forma, incomparáveis. O que me interessa neles não é o tão manjado poder da mídia, mas a importância do lúdico em tempos tão pragmáticos.
Em uma época que cada ação tem que ter dividendos sociais e profissionais; em que todos parecem viciados em cocaína, de tão agitados que estão e tanto que falam em carreira; em que a auto-ajuda é regra e que tudo, absolutamente tudo tem de ter um porquê etc… é extremamente divertido ver um bando de marmanjos a encarar uma fila soviética em busca de algo que não é mais que um brinquedinho.
Isso tudo é muito interessante, e pode levar a conclusões apressadas. Aqueles que por acaso se perguntem o porquê de tanta ansiedade - considerando que daqui a seis meses um telefone desses não será novidade e logo mais Hogwarts estará no cinema - podem ter deixado de lado um fator muito importante, o cultivo da imaginação.
(nesse quesito, por mais que eu possa esperar por ambos, dificilmente abriria mão de meu mais recente vício: a obra completa do Carl Barks, inventor de muito do que conhecemos por Disney e responsável por boa parte do meu repertório fantástico na infância, agora relançada pela Editora Abril)
Um dia todos perceberão que a fantasia é uma necessidade tão humana e básica quanto comer, dormir ou qualquer outra que o cotidiano nos faz esquecer. Ou pior: nos faz chegar a um estado de delírio estressado que nos sentimos culpados simplesmente por tê-las.
Cultivá-la e, através dela, resgatar a criança interior de cada um é uma das mais importantes funções do design. Ainda mais em uma época que há pouquíssimas diferenças relevantes entre os produtos industriais de uma mesma faixa de preço.
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É por essas e por outras que mantenho Star Wars em minha vida, constantemente. Além de ser uma história fantástica, ter uma incrível quantidade de detalhes, personagens, momentos épicos, etc, ainda é extremamente útil em se tratando de design. Veículos, armamento, indumentária, trilha sonora… estou pensando seriamente em usar a dupla trilogia de George Lucas em um grande trabalho da faculdade!
Que a Força de Design continue conosco!
Já sou bem adulto e adoro Harry Potter!! Algo que me chama atenção é que no livro, apesar deles viverem nos dias de hoje, a autora simplesmente conseguiu retirar qualquer referência tecnológica. Internet, e-mail, MSN? Hogwarts usa jornais animados, corujas e lareiras. Quando dá, ainda leio Monteiro Lobato com muito gosto. Se eu não deixo a imaginação livre, eu morro!!
Ainda bem que, como dizem por aí, Elvis não morreu :D
É Luli, Elvis não morreu e ainda por cima está certo… justamente, eu sou fã de Sw e outras histórias fantásticas porque elas te tiram, momentaneamente, os pés do chão. A sensação após algum tempo de leitura ou vendo um filme de enredos bem elaborados e fantasiosos é ótima.
Luli, tu é Jedi ou Sith? :))
Pelo meu tamanho, devo ser um Hobbit, Fabricio.
Acredito tambem que não é atoa que filmes que usam a nova tecnologia, resgatando coisas do passado e optimizando o poder que ja tinham.
É impressionante o q o cinema vem fazendo!
Vc já deu um pulinho no cinema pra ver Transformers [com THX] Luli?!
Eu [e meio mundo] formamos filas oomericas no dia da estreia para ver essa maravilha. É INIMAGINAVEL O QUE FIZERAM!
Vc perde a noçao q esta vendo “robos em cg q nao existem”…
E eles movimentaram pessoas…e com o conceito da calda-longa [um ingressinho de 10pilas d cada um] se tornou uma fortuna de 150MILHOES somente no primeiro final de semana e só no EUA. É mole?
E a equipe de designers, artistas, tecnologos, especialistas em infinitas areas que akilo demandou…é formidavel.
350 engenheiros mecanicos industriais.
5.500 processadores de alta pacidade.
Varios TeraBites de HD.
38h para reindenizar meia duzia de quadros.
Softwares criados especialmente para os fins que queriam.
Ok, eu paro…chega…
E a maioria vê como apenas “filmes”. A industria do cinema, vem matando a pau!
Podemos tirar muita coisa legal disso.
O fantasioso eh definitivamente um dos 50 motivos pelo qual as pessoas compram segundo Jay Conrad L.
Agora, basta esperarmos anciosos pelo DURO DE MATAR 4! \o/
Abração Luli!
Oi, sou novo poraqui, estou acompanhando os posts e já add o RSS, parabéns pelo Blog e aos visitantes frequentes. Abraço a todos
Olá Luli!
Concordo plenamente com suas considerações finais.
A fantasia é indispensável, é uma das necessidades básicas da humanidade.
Julgar as fantasias alheias é sempre perigoso, porque a idiossincrasia de cada imaginação as conduz.
Parabéns pelo blog.
Achei o seu texto genial. Tomei a liberdade de reproduzi-lo no meu blog (com créditos e links, é claro!).
Lígia Fascioni
http://www.ligiafascioni.com.br/blog
Muito obrigado, Ligia. Os textos do Blog podem ser reproduzidos à vontade, com os respecitvos créditos. Fico feliz que você tenha gostado.