Parece que a Microsoft aprendeu com o iPhone e resolveu dar a sua contribuição para o mundo do vaporware de distorção da realidade. A prova disso é que todo mundo está babando em torno de sua nova invenção, o Surface.

É interessante, sem dúvida. Mas quem trabalha com design tem que ficar atento e não se empolgar à primeira vista - afinal de contas, quem comercia ilusões não pode ser escravo delas. Minhas considerações:
- A detecção de movimento é 2D. Ninguém vai querer um vidro ensebado. Logo surgirá um detector de movimento infravermelho 3D à Nintendo Wii;
- A interface é Microsoft. Bem se vê que o pouco que aparece dela é “inspirada” no Joost e na AppleTV;
- Não tem nada mais manjado (e inútil) que caligrafia. A letra das pessoas está a cada dia mais feia simplesmente porque não precisamos dela. Mas a indústria da tecnologia parece esquecer disso e relançá-la como “wow” a cada 11 anos. Veja o Macintosh em 1984 e o Palm em 1995. Sob esse aspecto, eles estão atrasados - deveriam lançar o surface em 2006;
- O produto não é nada ergonômico. Por que eles acham que a gente ainda se curva à tecnologia. Já que é software, por que não numa HDTV?
- Aliás, que coisa mais fora de moda, depender de um console. Por que não projeta na parede de uma sala e se interage com os objetos presentes ali?
Fora isso é sensacional. Eu quero o meu, mas na versão 2.0. E você?
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Grande Luli, sempre cauteloso nas análises! :)
Concordo mas acho que tudo isso merece um wow sim… Sabemos que não é nada trazido de outro mundo pela Microsoft e que existem inúmeros protótipos por aí. Mas, afinal de contas, protótipos existem aos montes, de robôs super inteligentes a discos voadores. O legal é que não estamos mais falando de protótipo, e sim de produto.
Acho a posição cômoda sim, melhor que sua idéia da parede, mas talvez porque eu goste de ficar sentado! :)
Se for para enxergar lá na frente, não teria que ser numa mesa e nem na parede. Teria que ser um treco que fosse ligado logo à mente.
Eu fico com a versão 1.0, a 2.0 e o que mais vier por aí.
Abraço!
Creio que existem muitos aparelhos “utópicos” que fazem parte da lista do “eu-querismo” brasileiro, mas especulam que o preço inicial dessa mesa será de US$ 10k.
Ainda tenho muito que trilhar pra pensar em algo assim. O próprio iPhone é algo completamente surreal pra realidade nossa.
(não pensando como o target os “SOCIALAITES” que aparecem no programa do Amaury Jr.)
O que ficou na minha cabeça foi: Onde fica a ACESSIBILIDADE nessa história?
Vejam também o Jeff Han apresentando um produto muito parecido http://www.ted.com/index.php/talks/view/id/65
Abraço!
Bem, eu venho acompanhando produtos desse tipo já há um bom tempo, principalmente relacionados à música. Os mais legais, na minha opinião, são os que realisticamente usam tecnologia atual e acessível e software aberto. Alguns links interessantes são:
http://shurl.org/uLjxs
http://shurl.org/yfvjl
http://shurl.org/oESEo
(tive que consertar links compridos demais)
Agora, o que foi comentado aqui com muita propriedade é que a Microsoft apresentou algo pronto, bonito e plug-n-play. Não muito original, é verdade, mas vendável.
E relamente, Luli, parece que esqueceram da ergonomia. Já chega as bancadas de cozinha e tanques de área de serviço que insistem em ser baixas demais para a grande maioria da população. Pelo menos isso é fácil de resolver.
Algo meio “Minority Report” né Luli!?!?!?
Veja bem, Thorii, eu não disse que não merecia um wow, muito pelo contrário. Senão não iria querer o meu na versão 2.0. O que eu acho é que a corrente atual da indústria de TI está mais preocupada com o design e o marketing (chamemos isso de efeito Steve Jobs reverso) que com coisas que realmente importam.
O argumento do Daniel é relevante, mas é importante levar em conta que a tecnologia barateia a cada instante. E o que custava caríssimo há alguns anos (meses?) se torna rapidamente acessível. Assim, “gadgets de socialites” podem ser vistos como carros de F1 - beta-testes de tecnologia de ponta que mais tarde passam a ser de domínio público. Se não fosse assim, o celular da sua faxineira não seria polifônico nem teria câmara.
O link postado pelo Glaucio é muito interessante, e aborda palavrinhas mágicas: acessibilidade, baixo custo, inclusão. Pena que, como todo engenheiro, seu foco está na resposta (fazer uma interface de toque) que na pergunta (aplicações para isso). Ele até mostrou um álbum de fotos e um Google Earth, mas poderia ter usado aplicações melhores da animação, curvas Bézier e mapas. Ponto para a Microsoft nesse quesito.
Outro problema do Han é que o teclado que ele imaginou deve ser usado para mensagens curtas, senão vai dar tendinite e que desenhar com os dedos jamais será preciso (tudo bem, porque ele pensa em inclusão, não em precisão), mas pelo menos ele inclina a prancha, o que torna a sua operação muito mais agradável. É o que disse o Bresslau, será que esse pessaol não aprende com a própria cozinha?
Os link que ele mandou valem uma visita. O que eu mais gostei foi o primeiro, que fala do ReacTable. Intuitivo, focado, evolutivo. Principalmente pelas palavrinhas mágicas: barato, open source, customizável. Me parece que a era do computador multipropósito está realmente no fim. A máquina de um DJ será tão diferente de a de um economista no hardware como o é hoje no software.
A grande sacada da Microsoft, pelo menos por enquanto, é o fato de interagir com objetos - telefone, câmara - de forma transparente. Transparente? (HAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH é Microsoft, imaginem a quantidade de drivers dando pau?!?).
Como diz o repórter no final da matéria da PopMech, vem aí a era da computação ubíqua, em que interagiremos com objetos inteligentes por toda a parte. Mas para isso acredito mais no caminho do Open Source que no dos grandes Players (Apple incluída).
Alguém falou em Minority Report?
esses brinquedinhos (surreais), não vão fazer parte do cotidiano de muita gente, quem aqui no brasil se preocuparia com isso vivendo o momento em que vivemos, minha grana sofrida vale muito mais do que um consolezinho metido à besta.
Que é bonito, é? e talvez eu tenha condições de ter um quando a Apple inventar um tele-transportador humano (quem sabe ele num fica à preço de banana? risos), por enquanto eu me contento com meu celular F3 da motorola (meu produto mais hi-tech, só faz ligações, manda sms e tem um despertador. Porque pobre não pode perder o horário).
A propósito: todos que pensem como os dois Daniel deste comentário devem levar em conta que tecnologia barateia imensamente, que a máquina que vocês usam hoje custaria mais caro que uma casa há 15 anos e, se estiverem interessados em uma matemática avançada aplicada à teoria evolutiva, nas pirações do Kurtzweil
Oi Luli!
Acho que não fui muito feliz na maneira como escrevi, mas não estava discordando de você não! Na verdade escrevi já em resposta à atitude defensiva do pessoal em relação à Microsoft. Ou seja, estava na defensiva da defensiva… hehehe!
Reavaliando com calma sua postagem, concluí que só discordo de uma coisa: sobre a questão ergonômica. Pelo visto o lançamento está sendo encarado como uma proposta para a substituição de um PC convencional, e isso não é verdade. Ninguém vai ser louco de digitar uma tese num treco desses, mas manipular fotos digitais será uma delícia!
O proposta inicial leva mais pro lado de uma mesa inteligente do que para um PC inovador.
Bom, sobre essas coisas (e uma referência ao seu blog) escrevi agora pouco uma postagem no meu blog. Se interessar, o link é http://dicasdesign.blogspot.com/2007/05/mais-algumas-opinies-sobre-o-microsoft.html
E pra falar a verdade, volto atrás no meu comentário. Acho que não vou querer a versão 1.0, nem a 2.0. Vou esperar pela resposta da Apple! (olha só fanatismo falando mais alto! hahahah)
Grande abraço!
Que a usabilidade e a acessibilidade foram esquecidas nesse projeto.
Como pode ser cômodo pra alguém ficar com a coluna ou o pescoço curvados olhando e interagindo com um troço que parece uma mesinha de centro?
Mas projetar na parede tiraria diversas funcionalidades do projeto, como as interações com cartões e celulares por exemplo.
É um projeto muito legal, pras fãs de tecnologia e ficcção científica (como eu) isso é a realidade chegando perto da ficção.
Na minha opnião, você deve conhecer a primeira versão, mas deve saber que uma satisfação real no uso, só terá provavelmente em uma segunda (ou terceira) versão.
Vocês não acham que é muito mais interessante a tecnologia Bluetooth, eu gosto da idéia do Luli de projetarem o “Microsoft Surface” na parede, não vejo motivo pra colocar meu celular em cima da “mesa mágica” se ele tem Bluetooth justamente pra me evitar esse trabalho.
Luli, você acabou com minha esperança do “Microsoft Suface” ser algo muito interessante, já estou imaginando Telas azuis, Erros desconhecidos e incompatibilidades, será que vai ter um CTRL + ALT + DEL por debaixo da mesa???
Tô com o Thorii aguardando a versão da Apple.
Forte Abraço!
Eu prefiro a 2.0 !!! a microsoft sempre traz supresas desagraveis em seus primeiros modelos.Quem se lembra do W95, W98 e ainda o WXP ?
Eu não pago pra ver se eles cagaram nesse.Por isso quero a versão 2.0 do produto, até lá ja concertaram os erros da primeira versão e ja melhoraram a 2ª.Abraços Luli !
Agora, que estava mais do que na hora de alguém pensar seriamente em incluir telas sensíveis ao toque com capacidade multitoque num computador, estava. Os tablet PCs não pegaram direito, mas acredito que isso seja mais por uma questão do software oferecido e concepção das pessoas de como que um computador deve ser controlado.
Pombas, meu palm pilot III era sensível a toque, pq não o meu monitor aqui do escritório?
Quem jã não teve vontade de meter o dedo na tela e arrastar janela de um lado pro outro?
Para mim, não precisava ser uma mesinha. Pode ser meu monitor mesmo. Ou um aparelho extra, se eu tiver espaço. Uma vez real, as aplicações aparecerão, e logo será impensável controlar uma máquina sem capacidades de reconhecimento multitoque.
O comentário do bluetooth é legal. Mas colocar os aparelhos em contato físico um com o outro é mais intuitivo. Em contato, conecta, sem contato, desconecta. Nada de dar permissão, handshake, etc.
Brinquei com um tablet PC do tamanho de uma folha A4 outro dia na loja. Não convenceu. Ainda.
Quando sai o iTable? rsrsrs
Legal seu comentário, Bresslau!
Mouse é realmente o fim da picada. Já foi seu tempo.
Até existem alternativas interessantes (vide Cintiq da Wacom - http://www.wacom.com/cintiq/index.cfm ) mas acho que nenhuma delas é multi-toque, né? E ainda custam muito dinheiro! :(
Abraço!
É muito legal, tambem morro de vontade de usar…
MASSSSSS!!!
Cara…existe um ponto que eu acho muito, mas muito desconfortavel neste tipo de tecnologia.
Tanto iphone, surface, algumas wacoms, ou qualquer outra coisa que voce precise enfiar o dedo na tela.
Tem gente q tem mao oleosa, nossas maos suam…sujam…temos unha…e digitais…
Agente poe a mao na frente da boca, agente coça o olho e a cabeça…
Nem todos temos controle da pressao das maos…
Em nossas maos, as celulas morrem a todo instante e outras nascem em seguida…
Agora imagine tudo isso, somado a esta linda tela de altissima resolução…
Seria um pesadelo!
Acredito que seria muito melhor algo fora da tela pra se interagir…como vc disse, algo projetado de alguma forma…
Nao consigo me imaginar fazendo um wireframe, ou uma pintura, ou discando um numero, ou enviando uma mensagem, tomando mais cuidado em nao machucar a tela do que com a tarefa propriamente dita.
Ainda mais que ninguem é assim tao bonitinho como no video…agente tem caneca de capuccino…tomamos refrigerante, comemos enquanto trabalhamos…temos cabelos nos braços…e encostamos o cotovelo nas bordas…nos debruçamos…
Definitivamente, pra mim, não seria usual…nao sou estabanado…mas, a agilidade que necessito, tem q ser associada a esta tecnologia.
É o q eu acho né…
Mas eu queria um…hahahahaha
ABRAÇOS LULI!!!!
Quando teremos o prazer de ter uma palestra sua por aqui?? NOssa faculdade FANOR tem uma semana de Design todo ano, no mês de outubro(se não me engano). Se conseguissimos, vc poderia vir da um pulo aqui???Apenas uma sugestão, não sei a grana da faculdade… mas antes de cogitar isso, tinha que saber se isso é possivel para vc??
Aguardo retono…
A a cidade é Fortaleza-CE
Se vc pode imaginar, já existe: http://bp3.blogger.com/_l8A27cCJZkM/Rl6rERrytlI/AAAAAAAAAYc/u2H1M1JLw6w/s1600-h/microsoft+surface.jpg
Interessante esse tal de Surface.. mas essas duas palavras que deviam ser o sustentáculo dos projetos e que são (quase)sumariamente ignoradas em alguns casos é que me incomoda: usabilidade e ergonomia. Porquê, porquê meu Deus, a Microsoft insiste em criar interfaces confusas, pouco intuitivas e voltadas a um público que justamente precisa disso?
Em tempo: lambram do vídeo que mostra como seria o layout da caixa de um iPod se ele fosse da Microsft?
Luli, meu amor. Enquanto a versão 2.0 não chega, será que não dá pra fazer um mashup e juntar o Wii+Surface+ esse produto do link do youtube desenvolvido pela panasonic???
http://www.youtube.com/watch?v=s-sx02eiysg
hehehe…
Eu voto no luli como consultor da microsoft..rs
Ela está buscando seu espaço ‘quase’ perdido..
Bom, eu ainda acredito nela..rs
Abraços querido Luli
luli, voce nao acha que a posição daquelas mesas de arquitetos e projetistas seria ideal pra esse produto? (me refiro à inclinação…)
Davi, você é um sádico. Adorei a imagem, ainda mais porque não há tecla nenhuma a ser apertada para se continuar, hehehe. O comentário do Fernando Cordeiro me fez lembrar da invenção idiota que torna as trackpads de notebooks clicáveis. Sempre que mexo em um monstrengo desses, morro de medo de estragar tudo, com o dedo na hora errada.
S. Henrique e qualquer um que queira palestras ou coisas não relacionadas a este blog: por favor encaminhem o pedido via e-mail.
O link do Fabricio é este. Eu o considero genial não por ser Microsoft, mas por servir para qualquer departamento de Marketing de cliente.
Sobre prever o futuro eu prefiro deixar para a Mãe Diná.
Eu me lembro que a uns oito anos atrás as companias de telefonia e alta tecnologia diziam que a tendencia dos celulares eram de ser cada vez menores http://www.bergen.org/AAST/Projects/Engineering_Graphics/2003/Cell_Phone/animation.htm. O tempo passou e o que vemos hoje são celulares relativamente grandes, grandes telas, teclados etc…
Prever o futuro eu deixo para Carl Sagan, Stanley Kubrick, Steve Jobs e Karin Rashid.