Meu último post levantou uma série de comentários de colegas, corretamente frustrados em não conseguir a aprovação dos clientes sempre que tentam propor algo que desafie o centralizado.
Comentários maravilhosos sugeriram layouts baseados na Seção Áurea (mais tarde falo dela) e no filme expressionista alemão “O Gabinete do dr. Caligari”. Este, a propósito, é de domínio público e pode ser baixado aqui.

Está certo que muitas vezes o cliente é convencional e temeroso (além de analfabeto visual), e por isso evita qualquer coisa “nova”. Mas antes de posar de vítima é preciso colocar a mão na consciência para ver que tem muito designer por aí que sai correndo a propor qualquer bobagem jogada na tela, em uma grande confusão visual, sem ordem nem hierarquia.
Infelizmente, isso não é só privilégio de páginas pessoais e sites pequenos. Por falta de formação (e de informação) adequada, muitos fazem layouts centralizados ou simétricos (aqueles que, se têm algo no canto superior esquerdo, têm que ter algo no canto inferior direito).
Acredito que esses layouts aconteçam por dois motivos:
- São fáceis e rápidos de se fazer; e
- São seguros – pois se eu não centralizar, vou colocar aonde?
Vou tentar resumir algumas dicas que aprendi por aí em uma receita simples:
- O primeiro elemento de uma página pode ser colocado ONDE VOCÊ QUISER. Se for colocado na metade superior, atrairá mais a atenção e não precisará ser grande. Se não for centralizado nem estiver encostado nas beiradas da página/tela, melhor ainda.
- Ao colocar o primeiro elemento, ele automaticamente define áreas de alinhamento, que deverão determinar a posição dos subseqüentes.
- E assim por diante. Não é tão difícil, né?
Mas para poder executar esse tipo de layout, o designer precisa, no mínimo, de uma régua. Coisa que acho que anda em falta por aí.
Veja o Yahoo! Brasil, por exemplo. Nada alinha com nada, como bem o constatam as setas vermelhas:

Os mais sofisticados layouts do mundo, para serem consistentes, costumam ser alinhados. Caso contrário serão apenas firulas gráficas inconsistentes. E isso se reconhece antes mesmo do primeiro Mojito.
Um bom exemplo você pode ver aqui:






Oi Luli,
Parabéns pelo blog! Conteúdo de primeira, que não se acha facilmente na web. Geralmente temos exemplos de layouts, mas princípios de composição visual bem explicados são difíceis de se achar.
Vi uma palestra sua no ano passado (acho que o nome era “Muito além do Flash 8″) que serviu muito pra me abrir a cabeça.
[]s!
Muito, mas muito bom mesmo o seu blog.Saúde e felicidades….obrigado pela informação.
Leio muitos blogs de desenvolvimento web, mas raramente faço algum comentário.
Mas essa matéria me chamou muito a atenção.
Quebrei meus protocolos. Parabéns!!!
“Está certo que muitas vezes o cliente é convencional e temeroso (além de analfabeto visual)” Em geral eles serão assim, não?
Acredito que é preciso, além de tudo, bom senso da parte dos designers. Saber avaliar qual o motivo da criação de tal site é essencial na concepção do respectivo layout o que irá gerar, ou não, um site “tradicional” ou diferenciado. A identificação do público correto tende a levar ao projeto correto.
ótimo assunto!
Abraço
Muito bom mesmo…
Valeu por compartilhar suas idéias!
Akele abraço.
Luli, desculpe a ignorância, mas tem como vc mostrar um exemplo semelhante porém utilizando um elemento com formas arredondadas, como um boneco por exemplo… tentei e tive dificuldades…. se quiser envio o arquivo para vc ver…
Uma das melhores aulas dos meus tempos de universidade – e foi fora dela.
Valeu, Luli.