Na verdade, não. É claro que, com conhecimento e observação, qualquer pessoa pode ter uma boa idéia criativa. Mas isso não a qualifica para ter várias propostas relevantes para diferentes públicos, de diferentes formas… ainda mais se isso for obrigatório e tiver que ser feito diversas vezes por dia.
Mesmo assim, confesso que algumas soluções de design ingênuo e criativo me surpreendem, como essa “chapinha japonesa” movida a fogo, que encontrei na Feira de São Joaquim, Salvador:

A próxima vez que você ouvir de um cliente (ou amigo) que é “fácil” fazer design, lembre-o que o trabalho de um designer é como o de um cartunista de jornal – as propostas precisam ser boas, relevantes e muitas. Todos os dias têm de ser inspiradores e, acima de tudo, a idéia é só uma parte do trabalho final. A menor parte, aliás.
Bill Watterson, criador do Calvin, é um excelente artista plástico, além de um sujeito de idéias geniais. Design é feito de idéias postas em prática.
em tempo:
sem esquecer da importância atual de relacionar o design com industrialização, já que estamos falando também de design de objetos, como esta criativa chapinha japonesa.
as propostas precisam ser industrializáveis e acessíveis ao grande público.
Eu já usei muito essa chapinha japonesa quando era criança, há uns 25 anos atrás (ui!), e considero as atuais pranchas elétricas com cerâmica, íon etc. uma evolução dela. A chapinha japonesa tem, sim, um formato elegante e faz o que se propõe a fazer, tanto é que as pranchas elétricas têm a quem puxar. Prova de que design, por mais simples que seja, de alguma maneira se perpetua.
==== TÓPICO ENCERRADO ====