Design

Design e ordem


Sobre um comentário do Alex Rodrigues, vou retomar a questão do design como ciência exata:


Não me leve a mal: eu não defendo que regras rígidas devam ser aplicadas a ferro e fogo (até porque o que mais ODEIO de ditadores de estilo como Jakob Nielsen e Roger Black é a descrição de regras de design como leis, não como orientação), mas acredito sinceramente que existam leis de percepção humana que se aplicam à comunicação visual como um todo.

Sob esse aspecto, o Design é ciência exata da mesma forma que a Arquitetura é ciência exata: por mais que existam gênios como Norman Foster, Le Corbusier ou Oscar Niemeyer, uma porta é uma porta é uma porta. Deve, acima de tudo, abrir e fechar, é para isso que ela serve.

Por mais que a palavra sugira, design não é só desenho – é desenho, projeto e desígnio. Envolve criatividade e função. Deve, portanto, considerar os dois lados do cérebro. Além do mais, engenheiros e outros cientistas “exatos” produzem soluções criativas geniais, como o MP3, o avião etc.

Em outras palavras: exata não quer dizer restrita ou rígida, mas funcional. Você pode criar as suas próprias regras, mas deve segui-las. Caso contrário não é design, é Calvinball.

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