Bom, pra começar não é um livro de webdesign, mas de design digital.
Mas não fujamos do assunto. Para explicar a importância dessa seção é preciso uma pequena viagem histórica. Nos idos do final do século passado - época em que foi escrito o DWD2 - seria uma bobagem falar de qualquer tipo de design digital que não fosse web. CD-ROM estava caindo em desuso, ninguém sabia direito se DVD-ROM iria emplacar (não emplacou), celulares eram monocromáticos (aquela beleza de verde-e-preto, com 4 a 8 tons “de cinza”, no máximo), TV interativa era coisa de europeu e videogame coisa de japonês e californiano.
Pois se já naquela época eu falava de design, era porque acreditava que as técnicas passam, mas os conceitos permanecem. Muita gente sem formação comprava um CD pirata de Photoshop e se dizia “designer”. Pode ser fácil falar mal deles, mas todos nós começamos mais ou menos do mesmo jeito. Já trabalhei em países com universidades excelentes, e em nenhum deles o sujeito espera se formar e ler muitos livros para começar na área. Muito pelo contrário, aliás.
A idéia de se falar de design em um livro de webdesign era mostrar que certas regras universais poderiam ser transportadas do papel para a web, sem prejuízo da mensagem. Outras, em compensação, deveriam ser evitadas.
Hoje tudo isso é mais ou menos óbvio. A banda muito larga faz com que material gráfico refinado seja transmitido ao vivo via web, vinhetas 3D para vídeo digital são feitas na casa de qualquer um, celulares só faltam falar, TV interativa morreu (mas HDTV está quase aí) e não se precisa mais ser físico nuclear para criar um videogame.
Em uma época de convergência de mídias, é muito importante que uma mensagem consiga ser transmitida pelo maior número possível de veículos - em cada um deles, deve explorar suas características marcantes. Em todos, deve manter a unidade de marca que é, no fundo, uma referência de atitude ou qualidade.
É para isso que serve o design: para resumir todos os conceitos que uma empresa quer transmitir em alguns símbolos que garantam unidade visual, pouco importa que a mensagem seja transmitida em papel ou web, MMS ou videoclip.
Como ainda tem muita gente que acha que design é desenho, essa seção procura explicar um pouco mais as coisas, sem esnobar ninguém.
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Eu defendo a teoria do Design como projeto. É aquela discussão sobre o artista e o engenheiro. Se por um lado o artista tem um compromisso evidente com a arte e suas expressões, o engenheiro direciona sua atenção para a funcionalidade. O Design engloba as duas coisas. Tem o comprometimento com a funcionalidade e a estética ao mesmo tempo.
Portanto, seriam os designers “engenhistas” ou “artenheiros”?
Tive algumas sugestões para o livro:
- Com relação a parte gráfica. Uma idéia que implementei quando da publicação do meu e-book de poesias. Na metade da orelha da capa do livro, eu desenhei um marcador de página com uma linha perfurada. Ao comprar o livro, a pessoa destaca a linha marcada e tem um marcador de páginas. Nesse, poderia inclusive ter um espaço para a pessoa escrever seu nome. Ficaria algo como um marcador de páginas “personalizado”;
- Que tal uma capa toda branca só com o título pequeno e em preto no meio? A lombada e as orelhas seriam bem coloridas, para dar um contraste.
- Título? Bem, título a gente geralmente encontra um bom no finalzinho, não é mesmo? Mas pensei em utilizar as tags do html como marcação do título…
E olha só, o blogger comentários não aceita a marcação HTML nos comentários! rsrsrsrs. Descobri agora. Então, imagem o texto abaixo entre as tags do HTML (sinal de menor e maior)
1) design:ciência e talento
2) Design
ciência:talento
3) style type=”design”
4) style type=”design”
! –
um livro sobre design, processo e equipe e tergiversações
–
/style
- Que tal, no site sobre o livro, mostrar um exemplo de blog, um de fotolog, um de podcasts e um de moblogs? Melhor ainda: que tal fazer um encontro com todas as pessoas que estão ajudando no processo, com comentários no blog, e-mails de sugestões, etc, fotografar esse encontro e criar um fotolog com essas fotos? E postar esse fotolog como exemplo de um fotolog no site do livro?
- Que tal alguns podcasts com discussões sobre o processo de desenvolvimento do livro?
- Que tal um capítulo final só sobre o processo de desenvolvimento do livro? Nele poderiam entrar cópias de e-mails com sugestões, comentários no blog, posts no blog, etc, etc…
Animale - tudo bem eu chamá-lo assim? - acredito que, da mesma forma que o arquiteto está entre o engenheiro e o decorador, o designer é um profissional de transição, por isso tão importante no processo. Mais importante que um rótulo é a clara definição de sua função, já que suas habilidades podem invadir áreas de outros.
Alessandra, que comentário enorme e multidisciplinar! Partes dele viraram um post, que vc já deve ter visto. Vamos ao resto:
A capa com picote é uma viagem. Pode até ser bacana, mas acho que o efeito gráfico não compensa o invesimento (que pode sair BEM mais caro);
Já a idéia da capa toda branca me agrada bastante - sei que é o tipo de capa que não chama a atenção e que todo o interior do livro já será PB, mas pode ser uma boa idéia.
Sua idéia de título com tags é pertinente, apesar de um pouco nerd (e muito usada em publicações americanas. Já a questão do talento eu tou fora, como bom leitor de Nietzsche.
Blogs e fotologs estarão bem presentes no livro, mas não acredito que precise fazer algum (além desse) para isso, é só pegar algum bom que já esteja online.
Ufa! É isso.
O resto eu transformo em Post.
Valeu.
No quesito design, acho que o Animale (tudo bem eu chamá-lo assim?) está coberto de razão. Claro que os capítulos sobre design dos livros anteriores são um must, mas acredito também que falta uma ênfase maior em interação homem versus máquina, e um Jackob Nielsen passado no espremedor de laranja (mas como tem bagaço essa fruta) dá um show.
100% de razão, Alexander e Animale. O problema do Nielsen e do Roger Black (alguém ainda lembra desse mala?) é que eles não davam orientações nem sugeriam teorias. Com o perdão da palavra, CAGAVAM REGRAS, no velho estilo do publicitário-escrotão David Ogilvy. Dele, aliás, uma frase pode ser bem usada: “As regras são como postes de luz. Se você estiver sóbrio, servem como iluminação. Se bêbado, como apoio.”
Pena que muito cliente lê Nielsen e não leva essa frase acima a sério.
Independente disso, pode ter certeza que a interação homem-máquina será bem explorada. Mas na seção “digital”.
Não posso deixar de postar um sonoro:
HAHAHAHAHAHAHAHA
==== TÓPICO ENCERRADO ====