Essa semana foi meio difícil para mim (volta de férias é SEMPRE aquela m*).
Prometo mais empenho na próxima, em que pretendo detalhar certas partes do índice.
Uma coisa, no entanto, está quase certa: devo tirar o tópico de inovação. Ele é bem interessante - e tenho um material bem bom sobre o tema - mas é preciso focar. O livro passaria a ser dividido em:
DESIGN
DIGITAL
PROCESSO E EQUIPE
TERGIVERSAÇÕES
E eu soco alguma coisa de inovação em algum deles.
O que vcs acham?
A propósito: não se intimidem com os comentários. Qualquer sugestão, de qualquer tamanho ou profundidade, é sensacional para mim.
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Olá Luli, boa tarde.
Acredito que a INOVAÇÃO possa realmente ser “distribuída” entre os demais temas.
Numa breve análise, penso que em DESIGN, aspectos relacionados a novas tendências de criação, como o massacrado termo TABLELESS (nota: apesar de pensar que não há nada de inovador em fazer o que a cartilha falava desde o início), RIA, AJAX, ou seja, esses “novos personagens” em nossa história, poderiam ser tratados aqui.
Em DIGITAL, a inovação poderia ser tratada, justamente, relacionando-a aos processos “humano versus máquina versus cotidiano” nos “novos tempos”. Aqui gostaria de dar uma sugestão: muito ouço e leio a respeito de usabilidade, novos formatos, convergências, e afins, mas não vejo muito material relacionado à ACESSIBILIDADE; acredito que isso irá fazer muita diferença no futuro, principalmente nos sites institucionais e governamentais. Imagino que muito pouco é feito com intenção, ali no papel, no plenejamento - acredito que por puro esquecimento - como o webdesigner poderia vir a de certa forma ajudar o próximo, portador de alguma necessidade especial, a ter acesso universal de conteúdo?
Veja os podcasts, por exemplo, além de permitirem todos os benefícios que já conhecemos muito bem, poucos viram isso, mas eles permitiram que uma camada da população viesse a ter acesso - via áudio - a um conteúdo que era muito restrito. Agora eles podem ouvir discussões, reportagens, cursos. Um bom exemplo é o podcast do i-MBA do iGroup: um cego, por exemplo, que com certeza tem muita dificuldade em encontrar material no seu dia-a-dia, no que se refere as discussões voltadas ao mercado web, ali por exemplo pode ouvir e aprender muito e se atualizar. Um bom material de referência, que apresenta algumas dicas simples de se melhorar a acessibilidade de um website está no livro “250 segredos para webdesigner” de Molly E. Holzschlag (www.molly.com); mas um material desse tipo, atual, editado no Brasil, por uma autor brasileiro, não me recordo.
Em PROCESSO E EQUIPE, aspectos técnicos (como o AJAX), de publicidade (como o AdSense), colaboração (como as wikis, e o creative commons), são inovações que poderiam ser devidamente destrinchadas nesse capítulo.
Por fim, em TERGIVERSAÇÕES (uau, nunca havia escrito isso na vida, e convesso que tentei duas vezes antes de acertar), pode ser trabalhado de um modo bem prático aspectos comparatívos entre o histórico/tradicional/teórico/científico e o inovador/transformador/tendências (putz, tem uma palavrinha que ficou faltando, mas não tô lembrando…).
Bom, é isso… estamos aí.
Grande abraço.
Adriano
1) odeio o nome TERGIVERSAÇÕES :P
2) fiquei triste com a perda do capitulo sobre inovação. q tal subcapitulos resumindo os modelos mentais aplicados na construção de cada capítulo, isto é, como vc “avistou a onda” em cada capítulo?
3) acho q o índice sofreu poucos comentários por ser extenso demais, e um pouco truncado… comentar tópicos talvez não combine com blogs… imho
Legal, Adriano, mas não vamos trocar as bolas: RIA, AJAX e TABLELESS não são DESIGN, mas DIGITAL - no capítulo WWW(7). Já a questão homem vs. máquina vs. cotidiano está mais para TERGIVERSAÇÕES que para DIGITAL. Nada de mais, só uma questão de taxonomia. Apesar de estarmos habituados ao del.icio.us e à Wikipedia, vale lembrar que um livro é seqüencial. O resto dos comentérios está ótimo, é bem por aí.
É a segunda vez que o termo ACESSIBILIDADE é usado aqui. Você tem alguma boa definição?
Davi, concordo que o nome TERGIVERSAÇÕES não é dos mais coloquiais, mas cadê um bom sinônimo? Quanto à questão da inovação, me doeu cortá-la, mas certas prioridades precisam ser estabelecidas. Meu critério maior é relevância.
Por último, você tem razão com relação à extensão do índice. Mas não me preocupo: ele é só para dar uma idéia do conteúdo. Á medida que o material for avançando, cada parte será esmiuçada.
“Conversa de Bar” é mau? :P
“Passeios de Bicicleta” descombina?
Ah! Vou pensando…
Bem… Já que qualquer comentário é sensacional :P
Segundo o Michaelis
ter.gi.ver.sar vint (lat tergiversare, corr de tergiversari)
1 Voltar as costas. vti e vint 2 Usar de evasivas, rodeios ou subterfúgios; inventar desculpas ou pretextos; procurar maneira de se escapar; hesitar: “Nãotergiverseis com as vossas responsabilidades” (Rui Barbosa). Tergiversar na aplicação da justiça. Sem mais tergiversar, tentemos a experiência.
Pois é Glauco, tergiversar é isso mesmo: fugir do assunto, desviar-se do foco. Com temas filosóficos e até relevantes, mas certamente off-topic.
rieccomi ancora 1 volta
então, legal que esse prefacio começa a criar formas. Isso já esta virando trilogia de star wars, não vejo a hora que seja imprimido!
Estava pensando, se vc adicionasse o argumento “LER A IMAGEM”, não seria legal? Principalmente para os perdidos da Web, junto com os espasmódicos Designers e psicodélicos gráficos.
Qdo. estudei (quer dizer, acho que aprender, não se para nunca), varias pessoas, dentro e fora da escola, me diziam de “treinar o olho e analisar com objetividade a imagem, objeto, etc.”, com o tempo comecei a entender o significado desse valioso conselho, mas estou treinando ainda…
Mas a coisa mais importante disso, foi ser de um certo modo, guiado por profissionais (area do Design, Historia da Arte, Artes Plasticas e progetaçao) em entender como o subconsciente dos seres humanos “vomitam” para pegar uma decisao (seja p/ comprar um produto, ver um filme, uma imagem, uma moda…), o que é lixo na arte e o que é revolucionario, se basear demais nos outros ou se fechar em um porao e produzir coisas + interessantes (tipo Polok), e por ai vai.
Acho esse assunto tao complexo e interessante, que talvez tenha pé nesse novo livro.
abraços
bkgui77@gmail.com
Gui, não sei se entendi direito, mas pode deixar que considero a questão da alfabetização visual fundamental para este livro.
vamos ver, se me explico melhor…
Queria dizer o seguinte; mostrar as pessoas como se lê uma imagem, para alguns pode até ser banal, mas com o tempo, percebemos que precisamos de uma ajuda para entender alguns elementos, o que temos na frente, que tipo de imagem se trata, porque foi feita assim, porquê se usava aquela técnica…
Um exemplo “clássico”, é qdo. éramos crianças ou mais jovens, ao ver uma quadro cubista, pensávamos: “Nossa esse cara tava passando muito mal, qdo. pintou esse quadro”, depois alguém explicou pq ele pintou assim, o que estava acontecendo naquele período histórico, pq era uma inovação, e tudo mais.
Já que agora, vc está tratando de argumentos diferentes e novos (bom acho que nem tanto diferente, no fundo aquilo é comunicação tb), mas que para alguns (mesmo os feras, como vc disse), precisam ser explicados com mais detalhes. Ler a imagem com mais clareza, com a explicação de um profissional da área (Mr. Luli ;-), nessa nova fase comunicativa virtual, pode ser ainda mais interessante, e tb menos frustrante, qdo. sabemos o que temos na nossa frente.
Ciao ciao
bkgui77@gmail.com
Cara, em tempos em que minha querida Big Blue fala tanto em inovação, e que isso é sua estratégia comercial, já começo a sentir saudades deste capítulo.
Gui, agora ficou mais claro. Ou não. Honestamente não tenho opinião formada sobre a influência dos tempos digitais no processo de leitura de imagens, mas vou procurar me informar mais a respeito. Acho a sugestão excelente e ela certamente será levada em consideração.
Alexander sua Big Blue também é autora de pérolas de incompreensão por raciocínio circular como “Entre na era on-demand com o e-business on-demand” (e depois tem gente que reclama sobre o significado de GNU…).
O fato é que Inovação é uma coisa meio grande e começa a escapar do escopo deste livro. Quem sabe, assim que terminar este, começo outro sobre o tema?
ATENÇÃO: isso não é uma promessa, só uma especulação. Eu, hein? Preciso tomar cuidado com vcs, hehehe.
==== TÓPICO ENCERRADO ====